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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Faz do meu nada AMOR

"Sião dizia: O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-me. Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca. Eis que estás gravada na palma de minhas mãos. Tenho sempre sob os meus olhos, tuas muralhas." (Isaías 49, 14-16)

 O fato de você existir não foi um acaso, um qualquer acontecimento mas desejo de Deus, plano de Deus. O que Ele nos diz: Ainda que todos os que estão ao seu redor e que você pode confiar no amor, aquelas mais queridas, mais chegadas, ainda que estas pessoas esqueçam de você, o abandonem, Deus é incapaz de esquecer-se, incapaz de não exercer sua misericórdia, isso iria contra sua própria existência. Deus nos ama com amor Hesed, amor misericordioso, amor de entranhas, amor ciumento, amor capaz de dar a vida e entregar-se como nos testemunhou na Cruz e a cada sacrifício da Santa Missa esta entrega se renova.



"Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua mas por atos e em verdade." I João 3, 18. Muitas vezes nos é difícil dizer ao outro o quanto o amamos, quanto mais agir! Que grande ato este de dar a vida pelo outro! O amor é ação, é verbo, é atitude! Deus para revelar seu amor, esvaziou-se, fez-se nada e agiu, mostrando, assim, que o caminho do amor é um caminho de atitude e não de sentimento.

"Faz do meu nada amor", frase de Santa Teresinha do menino Jesus que nos faz refletir sobre o tamanho do amor de Deus por nós. E se nós, que somos filhos do Amor, não direcionarmos pra Deus também em atitudes, gestos e ações algo concreto que é sair do nosso nada e amar, não estamos sendo fiéis ao propósito de Deus para nossas vidas. Não estamos sendo coerentes àquilo que Deus nos criou pra ser pois nosso pecado, miséria, incompetência, nossa incapacidade de compreender Deus e os seus planos, o nosso costume nas coisas terrenas, os nossos apegos, as nossas inconstâncias, as nossas inseguranças, as nossas altivezes, os nossos orgulhos, a nossa vaidade, os nossos pecados, enfim, nos impedem e, portanto, configuram-se o NADA que somos. O único capaz de tornar tudo isso AMOR é aquele que se entregou por nós, Jesus Cristo. Ele, sendo AMOR, fez-se NADA por amor de nós. E nós, na nossa condição miserável, devemos corresponder a este amor. E de que forma fazer isto?

Tantas vezes a palavra AMOR ressoa no nosso coração de forma tão subjetiva: "Vou amar, vou sentir afeição, vou admirar, vou dar tudo o que a pessoa quer e acabar dando nada do que ela precisa." Para amar é necessário esvaziar-se, desinstalar-se, sair do lugar do egoísmo, do lugar onde ainda reinam as antigas práticas como por exemplo as malícias, os atos ocultos e corruptos, escondidos e que muitas vezes não desejamos largar. Para que você se torne AMOR é preciso que você reconheça o seu NADA. Essa descoberta não é vã, sem sentido, sem propósito mas um auto conhecimento cheio de gratidão por que ENCONTREI O AMOR e corresponder a Ele é a minha alegria. Somos realmente capazes de, diante de Jesus, perguntar: "Quem sou eu e que desvios de consciência trago em mim?" Esta sim é uma atitude que abre vias largas ao AMOR: Reconhecendo o meu nada, me encaminho para ser amor.

"As torrentes não poderiam extinguir o amor, nem os rios o poderiam submergir. Se alguém desse toda a riqueza de sua casa em troca do amor só obteria desprezo." Cântico 8, 7


O amor não é algo que se compra na esquina ou que se troca. O amor é doação, entrega e exige renúncia. "Pra ser amor, tem que doer", pois, seja uma pequena dor ou uma grande dor, sempre exige de nós um desapego, um soltar, um desprender uma vez que o conceito de amor é "Esvaziamento de si em direção ao outro". Aplique este conceito em sua vida, como um teste, e veja onde há o amor e aonde não há o amor. Porém, não se desespere com as áreas de desamor, uma vez desobertas, apresente para Deus, como Santa Teresinha, que escolheu o caminho da humildade, pequenez e da infância espiritual: abaixe e diga: "Senhor, faz do meu nada, AMOR." 


Trecho da pregação de Fernanda Rosetti (Consagrada da Comunidade Encontro) 

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