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Os quatro temperamentos e nossa vida interior

Como a descoberta e o trabalho do nosso temperamento pode ajudar no caminho de nossa santificação? É o que explica neste texto o grande tomista espanhol Pe. Antonio Royo Marín. Além dos grandes recursos psicológicos de caráter natural e sobrenatural, podemos aproveitar-nos também, no caminho da nossa santificação, de um auxílio de caráter puramente fisiológico — o nosso próprio temperamento —, melhorando suas boas disposições e corrigindo, dentro do possível, os seus defeitos. Naturalmente, trata-se de algo que contribui em pouca medida para a nossa santificação, num plano puramente dispositivo e meramente natural, mas não deixa de ter sua importância, ao menos negativa, removendo obstáculos (ut removens prohibens). Vamos, pois, estudar a natureza, a classificação e os meios de aperfeiçoar o próprio temperamento. 1. Natureza. — Há uma grande diversidade de opiniões entre os autores sobre a natureza e a classificação dos temperamentos. Vamos expor aqui a doutrina mais comumente admitid
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Terceiro Mandamento: “Guardar o domingo e dias santos”

O Terceiro Mandamento nos lembra que o domingo é o dia do Senhor e a Ele deve ser dedicado. “Trabalharás durante seis dias e farás todas as tuas obras. O sétimo dia, porém, é o sábado do Senhor, teu Deus. Não farás nenhum trabalho” (Êx 20,8-10). O dia do ‘Sábado’ no Antigo Testamento lembrava também a libertação de Israel do Egito. No Novo Testamento recorda agora a Páscoa de Jesus e sua Ressurreição no domingo. Por isso, a Igreja desde os Apóstolos guarda o domingo como o Dia do Senhor (Dominus). Jesus ressuscitou dentre os mortos “no primeiro dia da semana” (Mc 16,2). Este “primeiro dia”, o dia da Ressurreição de Cristo, lembra-nos a primeira criação. Enquanto o “oitavo dia”, que segue ao sábado, significa a nova criação inaugurada com a Ressurreição de Cristo. Para os cristãos, ele se tomou o primeiro de todos os dias, a primeira de todas as festas, o dia do Senhor (dies dominica), o “domingo”. São Justino já no século II, deixou registrado: “Reunimo-nos todos no dia do sol, porque

Por que Maria é exemplo de ESPERANÇA?

Se da fé nasce a esperança, Maria Santíssima, que teve uma fé singular, possuiu também uma esperança exímia. Disso deu contínuas provas em todo o curso de sua vida moral, porquanto viveu sempre em desapego completo de qualquer criatura e em inteiro abandono à divina Providência, que dela dispunha à vontade. Se quisermos ser filhos dignos de tão excelsa Mãe, esforcemo-nos por imitá-la, esperando tudo da bondade divina. E, depois de Deus, ponhamos a nossa confiança em Maria, que é chamada Mãe da santa esperança. Da fé nasce a esperança, porquanto para nenhum outro fim Deus nos fez conhecer pela fé a sua bondade e as suas promessas, senão para que depois pela esperança nos elevemos ao desejo de o possuir. Sendo, pois, certo que Maria teve a virtude de uma fé excelente, teve igualmente a virtude de uma excelente esperança, que a fazia dizer com Davi: “Para mim é bom unir-me a Deus; pôr no Senhor Deus a minha esperança” E bem demonstrou a Santíssima Virgem quanto era grande esta sua confia

Guia para um Advento fecundo, segundo João Paulo II

  Ele falava eloquentemente a cada ano sobre o Advento. Como resultado, nos deixou muitas reflexões perspicazes sobre esse tempo Para muitas pessoas, o Advento pode ser um período difícil para se manter o foco. Podemos nos distrair por uma enxurrada de obrigações ou simplesmente pela natureza comercial da época do Natal. A boa notícia é que a Igreja possui um rico tesouro de recursos que podem ajudar os fiéis a manter o espírito do Advento vivo. Um desses tesouros, por exemplo, é o grande número de homilias e audiências de São João Paulo II. Ele falava eloquentemente a cada ano sobre o tempo do Advento. Como resultado, nos deixou muitas reflexões perspicazes para nos guiar em nossa jornada do Advento. Advento e oração Em primeiro lugar, São João Paulo II exorta-nos a nos dedicarmos à oração. Disse ele: “A preparação para recebê-lo exige, antes de mais nada, uma atitude de oração intensa e confiante. Abrir espaço para ele em nossos corações exige um sério compromisso de conv

Como eu peco nos meus pensamentos? Parte II

Os Pecados que envolvem nossos Pensamentos… Dando continuidade sobre os artigos sobre os pensamentos, citei no artigo anterior  ( Clique aqui para acessa-lo)   que 3 coisas precisam ser consideradas quando tratamos deste assunto, a saber: A Sugestão, a Deliberação e o Consentimento! Geralmente – mas isso não é regra – estes 3 tipos de ações que se passam em nossos pensamentos seguem exatamente a ordem citada a cima. Santo Afonso Maria de Ligório nos ajuda a entender como funciona estas 3 açõ­es em nossos pensamentos: 1 – Sugestão:  Sob a palavra sugestão entende-se o primeiro pensamento que nos incita a praticar o mal que nos vem à mente.  Esta instigação ou incitamento ainda não é pecado;  se a vontade a repele imediatamente, é mesmo uma fonte de merecimentos . “Para cada tentação a que opuseres resistência, se te deverá uma coroa” , diz Santo Antão. Até os Santos foram perseguidos por tais pensamentos. São Bento revolveu-se sobre os espinhos para vencer uma tentação impura, e São P

Segundo Mandamento: Não tomarás o nome de Deus em vão

O segundo mandamento da Lei de Deus é: Não tomarás o nome de Deus em vão. Este mandamento “manda respeitar o nome do Senhor” (Catecismo, §2142) e manda honrar o nome de Deus. Não se deve pronunciar “a não ser para bendizê-lo, louvá-lo e glorificá-lo” (Catecismo,  § 2143). O nome de Deus “O nome exprime a essência, a identidade da pessoa e o sentido de sua vida. Deus tem um nome. Ele não é uma força anônima” (Catecismo,  § 203). No entanto, Deus não pode ser abarcado pelos conceitos humanos, nem há ideia alguma capaz de lhe representar, nem nome que possa expressar exaustivamente a essência divina. Deus é “Santo”, o que significa que é absolutamente superior, que está acima de toda criatura, que é transcendente. Apesar de tudo, para que possamos lhe invocar e nos dirigir pessoalmente a Ele, no Antigo Testamento “Deus revelou-se progressivamente a seu povo e com diversos nomes” (Catecismo,  § 204). O nome que manifestou a Moisés indica que Deus é o Ser por essência. “Deus respondeu a Moi

O que é a santidade, segundo o Cardeal Robert Sarah

Finalmente, o que é a santidade? Em sua primeira carta aos Tessalonicenses, São Paulo afirma: "De resto, irmão, vós aprendestes de nós como proceder para agradar a Deus, e é assim que procedeis; fazei ainda novos progressos. Sabeis, de fato, as instruções que vos demos da parte do senhor Jesus. A vontade de Deus é a vossa santificação , que vos abstenhais da imoralidade, que cada um de vós saiba casar-se para viver com santidade e honestidade, sem se deixar levar pela paixão, como fazem os pagãos que não conhecem Deus; que ninguém prejudique seu irmão, nem lhe cause dano nesta matéria, pois o Senhor se vinga de tudo isso, como já dissemos e testemunhamos. De fato, Deus não nos chamou para viver na impureza, mas nos chamou para a santidade. Assim, pois, aquele que rejeita esses ensinamentos não é a um homem que rejeita, mas o próprio Deus que vos dá o seu Espírito Santo" (1Ts 4,1-8). Quais são os caminhos para atingir a santidade? Com efeito, a santidade é de início uma graça