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Mostrando postagens de Outubro, 2021

Por que católico não comemora o Halloween?

O que nós, como católicos, devemos pensar a respeito do Halloween? Qual a origem dessa festa e como ela assumiu os contornos que vemos hoje? Seria possível festejá-la, em nossos dias, de forma cristã? Traduzida para a língua portuguesa como "dia das bruxas", a expressão Halloween se origina, na verdade, do calendário litúrgico da Igreja Católica, que celebra no dia 31 de outubro a véspera da Solenidade de Todos os Santos — All Hallows' Eve, em inglês. Seguida pela Comemoração dos Fiéis Defuntos, no dia 2 de novembro, ambas as festas marcam o início de um mês que, para os católicos, se destina tradicionalmente à meditação dos novíssimos (as "últimas realidades", que abarcam a morte, o juízo, o Céu, o inferno e o purgatório). Sabendo, de fato, que a Igreja não é formada apenas pelos membros que militam nesta vida, mas também pelos santos que triunfam no Céu e pelas almas que padecem no purgatório, sempre existiu no coração católico um sentimento de profunda soli

São João Paulo II explica por que Maria é a Mãe de Deus

A contemplação do mistério do nascimento do Salvador tem levado o povo cristão não só a dirigir-se a Virgem Santa como a Mãe de Jesus, como também a reconhecê-la como Mãe de Deus. Essa verdade foi aprofundada e compreendida como pertencente ao patrimônio da fé da Igreja, já desde os primeiros séculos da era cristã, até ser solenemente proclamada pelo Concílio de Éfeso no ano 431. Na primeira comunidade cristã, enquanto cresce entre os discípulos a consciência de que Jesus é o Filho de Deus, resulta bem mais claro que Maria é a Theotókos, a Mãe de Deus. Trata-se de um título que não aparece explicitamente nos textos evangélicos, embora eles recordem “a Mãe de Jesus” e afirmem que Ele é Deus (Jo 20,28; cf. 5,18; 10,30.33). Em todo o caso, Maria é apresentada como Mãe do Emanuel, que significa Deus conosco (cf. Mt 1,22-23). Mãe de Deus e Theotókos Já no século III, como se deduz de um antigo testemunho escrito, os cristãos do Egito dirigiam-se a Maria com esta oração: “Sob a vossa proteçã

Qual o segredo da alegria do cristão?

“O pecado é a tua tristeza, deixa que a santidade seja a tua alegria” Santo Agostinho A alegria do cristão não se confunde com prazer, que é a satisfação do corpo; é o bem estar da alma. É importante saber que a alegria não está nas coisas, mas em nós. As coisas nos dão prazer, mas nem sempre nos dão alegria, que é a felicidade da alma. A alegria nasce no interior de um espírito cultivado pela beleza, pela pureza e pelas virtudes. Esta é a alegria cristã, brota no bojo das virtudes. São Paulo disse aos romanos: “Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram” (Rom 12, 12-16). O Apóstolo recomenda três remédios contra a tristeza: esperança, paciência e oração. Em primeiro lugar é preciso esperança, que é uma virtude teologal, vem de Deus. Ele é a nossa esperança, a nossa força; Ele comanda o mundo e nada escapa de suas mãos; então, essa esperança traz a vida e a coragem de vencer a tristeza que su

Até quando seremos alheios ao que acontece ao nosso redor?

  Vivemos em um tempo em que nos deparamos todos os dias com situações adversas. Cada vez mais aumenta entre os seres humanos um espírito de rivalidade e competição, com o qual as pessoas parecem sempre estar lutando para se sobressair e tirar vantagens em cima das outras. Não raras vezes também encontramos pessoas que se dispõe a criticar essas práticas, assim como as desigualdades que surgem por consequência delas. Em contra partida podemos levantar um questionamento diante de tantos problemas: o que nós temos feito para transformar esse tipo de realidade, seja dentro da realidade de nossas casas, seja para nossa cidade, Estado, país, mundo? O que realmente acontece é que constantemente nos colocamos a reclamar de várias situações, mas não fazemos nada que possa realmente mudar essas realidades, apoiados sobre a nossa incapacidade de realizar algo que possa realmente mudar o rumo das coisas. Sobre este aspecto, disse o Papa Francisco ao escrever o prefácio do Docat, um livro de d

Qual a identidade do sacerdote?

  Homem de Deus Para compreender o grande dom e mistério que é o Sacerdócio, faz-se necessário partir de Jesus Cristo. O sacerdote encontrará sempre e somente em Cristo a fonte da sua própria identidade. A grandeza e a beleza do Sacerdócio consistem, justamente, no chamado a ser outro Cristo. O ser e agir em Cristo passa a ser a medida da vida de cada homem, que é chamado a configurar-se a Cristo Sacerdote. Portanto, nunca deverá ser o mundo, as circunstâncias sociais e até mesmo as mudanças de épocas que deverão, de algum modo, definir a essência do Sacerdócio, pois há uma única fonte de revelação e definição deste Mistério Divino, em favor da salvação da humanidade. O sacerdote encontra, enfim, a sua identidade mais profunda no próprio Cristo, que é o Sumo Sacerdote e Mediador da nova e eterna Aliança (Cf. Hb 4,14). No Novo Testamento, Jesus Cristo é apresentado como o único Mediador entre Deus e os homens, Ele que se entregou em favor de todos (Cf. 1Tm 2,5-6). O sacerdote, por

Mensagem do Papa Francisco no Dia Mundial das Missões

Q ueridos irmãos e irmãs! Quando experimentamos a força do amor de Deus, quando reconhecemos a sua presença de Pai na nossa vida pessoal e comunitária, não podemos deixar de anunciar e partilhar  o que vimos e ouvimos . A relação de Jesus com os seus discípulos, a sua humanidade que nos é revelada no mistério da Encarnação, no seu Evangelho e na sua Páscoa mostram-nos até que ponto Deus ama a nossa humanidade e assume as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos anseios e angústias (cf. Conc. Ecum. Vat II, Const. past.  Gaudium et spes , 22). Tudo, em Cristo, nos lembra que o mundo em que vivemos e a sua necessidade de redenção não Lhe são estranhos e também nos chama a sentirmo-nos parte ativa desta missão: «Ide às saídas dos caminhos e convidai todos quantos encontrardes» (cf.  Mt  22, 9). Ninguém é estranho, ninguém pode sentir-se estranho ou afastado deste amor de compaixão. A experiência dos Apóstolos A história da evangelização tem início com uma busca apaixonada do Senhor, que ch

A oração de um mendigo cego também é a nossa

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos (Mc 10, 46-52) Naquele tempo, Jesus saiu de Jericó, junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” Então Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Eles o chamaram e disseram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!” O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. Então Jesus lhe perguntou: “O que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!” Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho. Meditação . — 1. Depois de advertir os Apóstolos sobre o real sentido do serviço a Deus, Jesus mantém a decisão de ir a Jerusalém, mesmo sabendo o que, de fato

São João Paulo II derrubou as ideias da Antropologia Socialista

Pesquisas mostrando que a maioria dos jovens americanos da geração do milênio (millennials) é simpática ao socialismo têm gerado preocupações ou esperanças, a depender de quem é o alvo da pergunta. Mas, independentemente do que o mundo secular pensa, os católicos não podem afirmar esse erro. Marxismo e socialismo são essencialmente falhos não porque seus ideais são muito elevados, mas porque se baseiam numa antropologia (ou visão da pessoa humana) deficiente. Talvez nenhuma pessoa tenha compreendido tão bem as consequências terríveis da antropologia marxista quanto São João Paulo II. O jovem Karol cresceu numa Polônia governada sucessivamente pelas tiranias da Alemanha nazista e do império comunista russo. Portanto, viu de perto o poder destrutivo de ideias terríveis. Ele perdeu amigos de infância judeus sob a ocupação nazista, e quando era um jovem seminarista, ajudou a liderar uma resistência pacífica contra os soviéticos ao preservar as tradições polonesas por meio do estudo e de um

Veja o que o Papa quis nos ensinar através de uma criança em sua catequese de ontem

Uma criança se aproximou do Papa, pegou seu solidéu e chamou atenção da imprensa. “Este menino teve a liberdade de se aproximar e se mover como se estivesse em casa”, disse o Papa, agradecendo ao “menino pela lição que nos deu a todos. Que o Senhor o ajude em sua limitação, em seu crescimento, porque ele deu este testemunho que veio de seu coração”.   “A liberdade se realiza na caridade” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (20/10). O Pontífice deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Carta de São Paulo aos Gálatas. Uma criança se aproximou do Papa e o Pontífice aproveitou a ocasião para recordar o que Jesus diz a propósito da espontaneidade e da liberdade das crianças. “Este menino teve a liberdade de se aproximar e se mover como se estivesse em casa”, disse o Papa, lembrando as palavras de Jesus: “Se vocês não se tornarem como crianças, vocês não entrarão no Reino do Céu.” Ter a “ coragem de aproximar-se do Senhor, de estar aberto ao

Somos a geração João Paulo II

  Nos últimos tempos, muito se fala sobre conflitos de gerações e de como nascer num período histórico específico influencia a vida de qualquer pessoa. Uma geração é influenciada por fatos e acontecimentos, mas, principalmente, por pessoas. Uma grande figura, cheia de carisma e popularidade, pode levar uma multidão de pessoas a uma nova forma de pensar, de agir, de ver o mundo. Nós, que nascemos após os anos 70, somos exemplo disso, pois fomos marcados pela vida de um grande homem. Por isso, nossa geração tem um nome: “geração João Paulo II”, o Papa que conquistou o coração de católicos e não católicos em todo o mundo. Diante dessa afirmação, poderíamos nos questionar o que o Papa João Paulo II fez para marcar uma geração. Como um homem idoso e com uma saúde tão debilitada influenciou uma geração inteira de homens e mulheres? Talvez, as nossas perguntas estejam mal formuladas. Não adianta pensar no que ele fez ou como ele fez, mas é preciso observar o que ele foi. João Paulo II foi um

Veja o que Cardeal Sarah diz sobre a oração

Como definir com precisão a oração? Se o homem não possui poços, não pode tirar a água. Igualmente, sem a oração, o homem se desidrata porque não tem mais nem profundidade, nem interioridade, nem uma fonte para irrigar sua vida. A oração abre um oásis sem limites. Ela não consiste fundamentalmente em falar com Deus. Certamente, é normal que dois amigos queiram falar para se conhecer. Desse ponto de vista, Moisés é um bom exemplo, que falava com Deus face a face; o Antigo Testamento nos diz que quando saía desses colóquios íntimos, seu rosto estava iluminado. Não podemos encontrar realmente Deus sem que a sua luz brilhe em nós. Pela oração, deixamos Deus gravar em nosso rosto o esplendor de sua face. De fato, a oração consiste finalmente em se calar para escutar Deus que nos fala e para ouvir o Espírito Santo que fala em nós. Creio ser importante dizer que não sabemos e não podemos orar sozinhos: é o Espírito Santo que ora em nós e por nós. São Paulo nos diz: "Esse Espírito é quem