Pular para o conteúdo principal

Ser mãe é renovar o mistério do amor que pendeu da Cruz

Poderia citar neste texto diversos aspectos teológicos, semânticos, históricos que contribuem para uma maior compreensão a respeito do dom da maternidade e da missão da mulher como participante na geração da vida, tendo em vista que tudo isto é profundíssimo e belo.

No entanto, a coisa é tão mais simples e, paradoxalmente, arrebatadora que pode ser explicada por apenas uma sentença: não somos mais as mesmas depois que um ser que geramos passa a sorrir para nós.

Ah, isto sim é extremamente transformador e repleto de sentido! Alguém que inicialmente - ainda intra útero - começa a depender de mim, da minha saúde, do funcionamento dos meus órgãos, daquilo que me alimento e, posteriormente, passa a depender do leite que produzo, dos meus braços, do meu colo, do meu cheiro. Tais sinais tão deliciosos revelam-me claramente que dou pedaços de minha vida para que um filho viva.

A mãe de muitos filhos misteriosamente tem sua vida preenchida de tanto dar pedaços de si, porque na pedagogia divina é assim: quando mais se dá, mais se tem. A maternidade só pode ser profundamente vivida e explicada quando olho pra Cruz pois é de lá que as mães retiram o modo de agir. O amor de mãe é um dos mais fáceis de identificar e, ao meu ver, o mais difícil de explicar.

"Olha, ela é uma mãe! Tão boa!" Quem nunca disse isso? É porque conhecemos o que é um genuíno amor materno. Muitas são suas características, porém uma única conceituação me parece suficiente: ser mãe é renovar o mistério do amor que pendeu da Cruz, aquele que se dobra para não se romper, aquele que aniquila para salvar, aquele que deixa doer pra fazer alegrar.

Que você tenha um Feliz dia das Mães!
Deus te abençoe e a Virgem Maria interceda por nós.

Fernanda Rosetti, cofundadora da Com. Encontro

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Oração para se libertar da Dependência Afetiva

Senhor Jesus Cristo, reconheço que preciso de ajuda. Cedi ao apelo de minhas carências e agora sou prisioneiro desse relacionamento. Sinto-me dependente da atenção, presença e carinho dessa pessoa. Senhor, não encontro forças em mim mesmo para me libertar da influência dessas tentações. A toda hora esses pensamentos e sentimentos de paixão e desejo me invadem. Não consigo me livrar deles, pois o meu coração não me obedece. A tentação me venceu. E confesso a minha culpa por ter cedido às suas insinuações me deixando envolver. Mas, neste momento, eu me agarro com todas as minhas forças ao poder de Tua Santa Cruz. Jesus, eu suplico que o Senhor ordene a todas as forças espirituais malignas que me amarram e atormentam por meio desses sentimentos para que se afastem de mim juntamente com todas as suas tentações. Senhor Jesus, a partir de agora eu não quero mais me deixar arrastar por esses espíritos de impotência, de apego, de escravidão sentimental, de devassidão, de adultério, de louc

Milagres de São Bento

Santa Escolástica, irmã gêmea de São Bento, testemunha o poder de Deus               Muitas pessoas perturbadas e possessas por espíritos maus, foram libertas por São Bento. Quando São Bento ordenava que os espíritos saíssem, quando estes não obedeciam, ele esbofeteava a pessoa ou a tocava forte com o cajado, mas quem sentia o golpe era o demônio. Sobre isto comenta Santa Escolástica, que por duas ocasiões viu que após alguns golpes os espíritos deixavam as pessoas como se tivessem levado uma bruta surra. A pedra que não se movia               Havia ali também a construção uma enorme pedra, que serviu de altar para sacrifícios ao deus pagão Apolo. Tentavam os monges remove-la, mas não conseguiam. Chamaram São Bento, que percebeu que a pedra era segurada por demônios. O Santo ordenou que se retirasse, fez o Sinal da Cruz e os demônios fugiram e a pedra pode ser removia com grande facilidade. Salva da morte São Plácido               Numa certa ocasião aconteceu que um meni

EXAME DE CONSCIÊNCIA PARA JOVENS E ADULTOS

Como se faz o exame de consciência? Faz-se o exame de consciência trazendo à memória os pecados cometidos, a partir da última confissão bem feita.  “Qual é a mulher, que tendo dez dracmas, e perdendo uma, não acende a candeia e não varre a casa e não procura diligentemente até que a encontre? E que, depois de a achar, não convoque as amigas e vizinhas, dizendo: Congratulai-vos comigo, porque encontrei a dracma que pinha perdido?” (Lucas 15, 8-10) A dracma era uma moeda corrente na Judéia. A solicitude da dona de casa, apresentada na parábola do Evangelho a procurar a moeda em todos os ângulos dos quartos e das salas, é um excelente convite à nossa alma. Devemos examinar atentamente nossa consciência antes de nos aproximarmos da santa confissão. Não é possível detestar e confessar um mal sem conhece-lo. Ao passo que, o seu conhecimento, leva-nos à detestação e ao desejo de nos libertarmos dele quanto antes. O exame de consciência é, por conseguinte, a indagação at