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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Papa Francisco institui Domingo da Palavra de Deus

Foi divulgada, nesta segunda-feira (30/09), a Carta Apostólica sob forma de Motu Proprio “Aperuit illis” do Papa Francisco com a qual se institui o Domingo da Palavra de Deus.
Com esse documento, o Santo Padre estabelece que “o III Domingo do Tempo Comum seja dedicado à celebração, reflexão e divulgação da Palavra de Deus”. O Motu Proprio foi publicado no dia em que a Igreja celebra a memória litúrgica de São Jerônimo, início dos 1.600 anos da morte do conhecido tradutor da Bíblia em latim que afirmava: “A ignorância das Escrituras é a ignorância de Cristo”.

Jesus abre as mentes para a compreensão das Escrituras

Francisco explica que com essa decisão quis responder aos muitos pedidos dos fiéis para que na Igreja se celebrasse o Domingo da Palavra de Deus. A carta começa com a seguinte passagem do Evangelho de Lucas (Lc 24,45): “Encontrando-se os discípulos reunidos, Jesus aparece-lhes, parte o pão com eles e abre-lhes o entendimento à compreensão das Sagradas Escrituras. Revela àqueles homens, temerosos e desiludidos, o sentido do mistério pascal, ou seja, que Ele, segundo os desígnios eternos do Pai, devia sofrer a paixão e ressuscitar dos mortos para oferecer a conversão e o perdão dos pecados; e promete o Espírito Santo que lhes dará a força para serem testemunhas deste mistério de salvação.”

Redescoberta da Palavra de Deus na Igreja

O Papa recorda o Concílio Vaticano II que “deu um grande impulso à redescoberta da Palavra de Deus com a Constituição Dogmática Dei Verbum”, e Bento XVI que convocou o Sínodo, em 2008, sobre o tema “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja” e escreveu a Exortação Apostólica Verbum Domini, que “constitui um ensinamento imprescindível para as nossas comunidades”. Nesse documento, observa, “aprofunda-se o caráter performativo da Palavra de Deus, sobretudo quando o seu caráter sacramental emerge na ação litúrgica”.

Uma Palavra que impulsiona rumo à unidade

"O Domingo da Palavra de Deus", sublinha o Pontífice, "situa-se num período do ano que convida a reforçar os laços com os judeus e a rezar pela unidade dos cristãos": “Não é uma mera coincidência temporal: celebrar o Domingo da Palavra de Deus expressa um valor ecumênico, porque as Sagradas Escrituras indicam para aqueles que se colocam à escuta o caminho a ser percorrido para alcançar uma unidade autêntica e sólida”.

Como celebrar o Domingo da Palavra de Deus

Francisco exorta a viver esse domingo “como um dia solene. Entretanto será importante que, na celebração eucarística, se possa entronizar o texto sagrado, de modo a tornar evidente aos olhos da assembleia o valor normativo que possui a Palavra de Deus (...). Neste Domingo, os Bispos poderão celebrar o rito do Leitorado ou confiar um ministério semelhante, a fim de chamar a atenção para a importância da proclamação da Palavra de Deus na liturgia. De fato, é fundamental que se faça todo o esforço possível no sentido de preparar alguns fiéis para serem verdadeiros anunciadores da Palavra com uma preparação adequada (...). Os párocos poderão encontrar formas de entregar a Bíblia, ou um dos seus livros, a toda a assembleia, de modo a fazer emergir a importância de continuar na vida diária a leitura, o aprofundamento e a oração com a Sagrada Escritura, com particular referência à lectio divina.

Bíblia, livro do Povo de Deus não de poucos privilegiados

“A Bíblia”, escreve o Papa, “não pode ser patrimônio só de alguns e, menos ainda, uma coletânea de livros para poucos privilegiados (...). Muitas vezes, surgem tendências que procuram monopolizar o texto sagrado, desterrando-o para alguns círculos ou grupos escolhidos. Não pode ser assim. A Bíblia é o livro do povo do Senhor que, escutando-a, passa da dispersão e divisão à unidade. A Palavra de Deus une os fiéis e faz deles um só povo”.

Importância da homilia para explicar as Escrituras

Também nessa ocasião, o Papa reitera a importância da preparação da homilia: “Os Pastores têm a grande responsabilidade de explicar e fazer compreender a todos a Sagrada Escritura (...) com uma linguagem simples e adaptada a quem escuta (...). Para muitos dos nossos fiéis, esta é a única ocasião que têm para captar a beleza da Palavra de Deus e a ver referida à sua vida diária (...). Não se pode improvisar o comentário às leituras sagradas. Sobretudo a nós, pregadores, pede-se o esforço de não nos alongarmos desmesuradamente com homilias enfatuadas ou sobre assuntos não atinentes. Se nos detivermos a meditar e rezar sobre o texto sagrado, então seremos capazes de falar com o coração para chegar ao coração das pessoas que escutam”.

Natureza da Bíblia entre história e salvação

Recordando o episódio dos discípulos de Emaús, o Papa recorda também “como seja indivisível a relação entre a Sagrada Escritura e a Eucaristia”. Cita a Constituição Apostólica Dei Verbum que ilustra “a finalidade salvífica, a dimensão espiritual e o princípio da encarnação para a Sagrada Escritura”. “A Bíblia não é uma coletânea de livros de história nem de crônicas, mas está orientada completamente para a salvação integral da pessoa. A inegável radicação histórica dos livros contidos no texto sagrado não deve fazer esquecer esta finalidade primordial: a nossa salvação. Tudo está orientado para esta finalidade inscrita na própria natureza da Bíblia, composta como história de salvação na qual Deus fala e age para ir ao encontro de todos os homens e salvá-los do mal e da morte”.

Papel do Espírito Santo na Sagrada Escritura

“Para alcançar esta finalidade salvífica, a Sagrada Escritura, sob a ação do Espírito Santo, transforma em Palavra de Deus a palavra dos homens escrita à maneira humana. O papel do Espírito Santo na Sagrada Escritura é fundamental. Sem a sua ação, estaria sempre iminente o risco de ficarmos fechados apenas no texto escrito, facilitando uma interpretação fundamentalista, da qual é necessário manter-se longe para não trair o caráter inspirado, dinâmico e espiritual que o texto possui. Como recorda o Apóstolo, «a letra mata, enquanto o Espírito dá a vida».”

Magistério inspirado pelo Espírito Santo

O Papa recorda a afirmação importante dos Padres conciliares “segundo a qual a Sagrada Escritura deve ser «lida e interpretada com o mesmo Espírito com que foi escrita». Com Jesus Cristo, a revelação de Deus alcança a sua realização e plenitude; e, todavia, o Espírito Santo continua a sua ação. De facto, seria redutivo limitar a ação do Espírito Santo apenas à natureza divinamente inspirada da Sagrada Escritura e aos seus diversos autores. Por isso, é necessário ter confiança na ação do Espírito Santo que continua a realizar uma sua peculiar forma de inspiração, quando a Igreja ensina a Sagrada Escritura, quando o Magistério a interpreta de forma autêntica e quando cada fiel faz dela a sua norma espiritual.”

A fé bíblica funda-se na Palavra viva

Falando sobre a encarnação do Verbo de Deus que “dá forma e sentido à relação entre a Palavra de Deus e a linguagem humana, com as suas condições históricas e culturais”, o Papa ressalta que “muitas vezes corre-se o risco de separar Sagrada Escritura e Tradição, sem compreender que elas, juntas, constituem a única fonte da Revelação (...). A fé bíblica funda-se sobre a Palavra viva, não sobre um livro. Quando a Sagrada Escritura é lida com o mesmo Espírito com que foi escrita, permanece sempre nova”. Assim, “quem se alimenta dia a dia da Palavra de Deus torna-se, como Jesus, contemporâneo das pessoas que encontra; não se sente tentado a cair em nostalgias estéreis do passado, nem em utopias desencarnadas relativas ao futuro”.

Sair do individualismo e viver na caridade

“Por isso, é necessário que nunca nos abeiremos da Palavra de Deus por mero hábito, mas nos alimentemos dela para descobrir e viver em profundidade a nossa relação com Deus e com os irmãos. A Palavra de Deus apela constantemente para o amor misericordioso do Pai, que pede a seus filhos para viverem na caridade. A Palavra de Deus é capaz de abrir os nossos olhos, permitindo-nos sair do individualismo que leva à asfixia e à esterilidade enquanto abre a estrada da partilha e da solidariedade.

A carta se conclui com uma referência a Maria que nos acompanha “no caminho do acolhimento da Palavra de Deus”. “A bem-aventurança de Maria antecede todas as bem-aventuranças pronunciadas por Jesus para os pobres, os aflitos, os mansos, os pacificadores e os que são perseguidos, porque é condição necessária para qualquer outra bem-aventurança.”

Fonte: Vatican News

Por que a Amazônia merece um Sínodo?

O próximo Sínodo dos Bispos, este sobre a Amazônia, terá lugar em Roma de 6 a 27 de outubro de 2019, tendo como tema “Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Examinará questões importantes para “cada pessoa que habita neste planeta”, como escreveu o Papa Francisco na introdução à sua Carta Encíclica Laudato si’ (LS).

Por que é a Amazônia tão importante a ponto de lhe ser dedicado um Sínodo? O que é a “ecologia integral” e quais poderiam ser esses “novos caminhos” para a Igreja? Por fim, em que consiste de facto um Sínodo?

A Amazônia

Algumas informações essenciais acerca da região amazônica:

Tem uma extensão de 7,8 milhões de km², aproximadamente a mesma dimensão da Austrália.
Inclui áreas do Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.
Conta com cerca de 33 milhões de habitantes, 3 milhões dos quais são indígenas pertencentes a 390 grupos ou povos diversos.
O seu impacto no ecossistema planetário: a bacia do Rio Amazonas e as florestas tropicais circundantes nutrem o solo e regulam, através da reciclagem da umidade, os ciclos da água, da energia e do carbono a nível planetário.

As comunidades que habitam a região amazônica identificaram os seguintes problemas como questões de importância crucial para o Sínodo, por meio de um amplo processo de consultas:
1. A criminalização e o assassinato de líderes e ativistas que defendem o território.
2. A apropriação e a privatização de bens naturais, incluindo a água.
3. As concessões de abate legal de árvores e o abate ilegal.
4. As práticas predatórias de caça e pesca, sobretudo nos rios.
5. Os megaprojetos infraestruturais: concessões hidroelétricas e florestais, abate de árvores para a produção de monoculturas, estradas e ferrovias, projetos mineiros e petrolíferos.
6. A poluição provocada por toda a indústria extrativa, que causa problemas e doenças, em particular às crianças e jovens.
7. O narcotráfico.
8. Os problemas sociais que acompanham com frequência tais situações, como o alcoolismo, a violência contra as mulheres, a exploração sexual, o tráfico de seres humanos, a perda da cultura e identidade originárias (língua, práticas espirituais e costumes) e a condição de pobreza no seu todo, à qual estão condenados os povos da Amazônia.

Um Sínodo de novos caminhos

Católicos e outros podem ficar surpreendidos com o uso atual do termo “sínodo” por parte da Igreja. Até há pouco, a noção de sínodo era mais familiar para os cristãos de rito oriental; e é o nome de uma estrutura em algumas igrejas cristãs não católicas.

A raiz grega da palavra significa “caminhar juntos”. Desde o início, os discípulos de Jesus percorreram o seu caminho na história, guiados pelo Espírito Santo e conduzidos pelos seus pastores com o primado de Pedro. Em 1965, reconhecendo os benefícios da estreita colaboração entre o Santo Padre e os bispos durante o Concílio Vaticano II, o Papa S. Paulo VI decidiu instituir um “especial conselho permanente de sacros Pastores”, para que a sua “grande abundância de benefícios” pudesse prosseguir[11].

Os Pontífices seguintes fizeram amplo uso dos Sínodos, que se dividem em três categorias: “Assembleia geral ordinária”, para questões relativas à Igreja universal; “Assembleia geral extraordinária”, para questões particularmente urgentes relativas à Igreja universal; e “Assembleia especial”, para questões relativas a um continente ou região específica. O próximo Sínodo para a Amazônia é o décimo primeiro Sínodo da categoria “especial”.

Esta é uma prática em evolução. A instrução mais recente é a Constituição apostólica Episcopalis Communio, promulgada pelo Papa Francisco a 15 de setembro de 2018. Sem alterar o seu estatuto formal de um grupo representativo de bispos que proporcionam assistência consultiva ou deliberativa ao Supremo Pontífice, o Papa Francisco conduziu os Sínodos para virem a ser algo de mais rico do que simplesmente “bispos que caminham juntos”. Cada vez mais, os sínodos estão a tornar-se encontros de todo o Povo de Deus na Igreja.

Uma forma de encorajar os Sínodos a serem mais inclusivos foi a instituição de inquéritos na fase preparatória, que recolhem questões, informações e preocupações dos fiéis leigos e dos religiosos, e não apenas dos bispos. Tais inquéritos foram conduzidos antes dos Sínodos sobre a Família, os Jovens e a Amazônia.

Uma outra forma foi o aumento do número e da variedade de participantes para representar diversos aspetos da questão. Esta foi uma característica relevante do Sínodo sobre os Jovens, em que a partilha da vida quotidiana com os jovens auditores iluminou e influenciou os delegados votantes.

O documento final deste último Sínodo reconhece na experiência sinodal “um fruto do Espírito que não cessa de renovar a Igreja e a chama a praticar a sinodalidade como forma de ser e agir, promovendo a participação de todos os batizados e pessoas de boa vontade, cada qual segundo a própria idade, estado de vida e vocação. Neste Sínodo, experimentamos como a colegialidade, que une os bispos cum Petro et sub Petro na solicitude pelo Povo de Deus, é chamada a articular-se e enriquecer-se através da prática da sinodalidade a todos os níveis”[12].

Todos se tornaram “cientes da importância que uma forma sinodal da Igreja tem para o anúncio e a transmissão da fé. A participação dos jovens contribuiu para «despertar» a sinodalidade, que é uma «dimensão constitutiva da Igreja. (…) Como diz São João Crisóstomo, ˝Igreja e Sínodo são sinônimos˝, pois a Igreja nada mais é do que este ˝caminhar juntos˝ do Rebanho de Deus pelas sendas da história ao encontro de Cristo Senhor» (Francisco, Discurso na comemoração do cinquentenário da instituição do Sínodo dos Bispos, 17/X/2015). A sinodalidade tanto carateriza a vida como a missão da Igreja, que é o Povo de Deus – formado por jovens e idosos, homens e mulheres de toda a cultura e latitude – e o Corpo de Cristo, no qual somos membros uns dos outros, a começar pelas pessoas marginalizadas e oprimidas”[13].

“Tendo em vista também a missão, a Igreja é chamada a assumir uma fisionomia relacional, que coloque no centro a escuta, a hospitalidade, o diálogo e o discernimento comum, num percurso que transforme a vida de quem nele participa. «Uma Igreja sinodal é uma Igreja da escuta, ciente de que escutar ˝é mais do que ouvir˝. É uma escuta recíproca, onde cada um tem algo a aprender. Povo fiel, Colégio episcopal, Bispo de Roma: cada um à escuta dos outros; e todos à escuta do Espírito Santo, o ˝Espírito da verdade˝ (Jo 14, 17), para conhecer aquilo que Ele ˝diz às Igrejas˝ (Ap 2, 7)»”[14].

De facto, a escuta recíproca, o acolhimento, o diálogo, o discernimento comum, o consenso para identificar os caminhos que Deus nos traça como Igreja, o povo de Deus, são elementos fundamentais para “uma Igreja chamada a ser cada vez mais sinodal” (IL 5). São também fundamentais para o difícil caminho de afastamento do clericalismo e de uma ênfase excessiva dada à centralização na Igreja, rumo a uma autêntica subsidiariedade. Uma Igreja que seja cada vez mais sinodal percorrerá caminhos diversos em diferentes regiões e situações, e estará mais à vontade com a variedade, manifestando diferentes características com povos diversos, em vez de prescrever um “tamanho único”.

O IL termina manifestando a esperança de que “este Sínodo seja uma expressão concreta da sinodalidade de uma Igreja em saída, para que a vida plena que Jesus veio trazer ao mundo (cf. Jo 10, 10) chegue a todos, especialmente aos pobres” (IL 147).

Esse Sínodo, esse “caminhar juntos”, não termina com a Missa conclusiva, nem com a apresentação do Documento final ao Papa, nem mesmo com a subsequente Exortação apostólica, que será publicada provavelmente na primeira metade de 2020. Ele apontará para uma possível implementação, por parte do Povo de Deus e de outros, de ações para proteger uma parte específica da grande casa comum em que todos vivemos, bem como de novos caminhos pastorais para a Igreja.

O Sínodo será constituído pelos bispos da Amazônia caminhando juntos uns com os outros, com os habitantes daquelas terras, com os jovens e com o Espírito Santo.

É por isso que, durante o Sínodo de outubro, todo o mundo deveria caminhar com as pessoas da Amazônia – sem pretender alargar ou desviar a sua agenda, mas para ajudar o Sínodo a ter impacto.
A região amazônica é enorme e os seus desafios são imensos. As consequências da sua destruição seriam sentidas em todo o planeta.
Para os povos daquele território, a Amazônia é a sua casa no sentido mais pleno do termo; por isso, “é necessário um trabalho que ajude a ver a Amazônia como uma casa de todos, que merece o cuidado de todos” (IL 129).
Para a terra e a humanidade no seu conjunto, a Amazônia é parte vital da nossa casa comum. Se a Amazônia for ainda mais depredada, a atmosfera poderá tornar-se demasiado contaminada e quente para sustentar a vida.
Os jovens e os ainda não nascidos correm o maior risco nesta crise. Como é que os jovens da Amazônia se poderão unir aos jovens de todo o mundo para se assegurarem de que, enquanto crescem, todos serão capazes de respirar, de viver em plenitude e de transmitir aos seus filhos as condições essenciais para a sua vida?
E como é que a Igreja pode ajudar a encontrar os novos caminhos necessários? “O mundo amazônico pede à Igreja que seja sua aliada” (IL 144).

Fonte: Vatican News

sábado, 7 de setembro de 2019

Com Maria, rezemos pela nossa Pátria!

‘Dai-nos a bênção, ó Mãe querida… Nossa Senhora Aparecida’

Senhora Aparecida, o Brasil é vosso!
Rainha do Brasil, abençoai a nossa gente,
Tende compaixão do vosso povo,
Socorrei os pobres e
Consolai os aflitos.
Iluminai os que não têm fé,
Convertei os pecadores
Curai os nossos enfermos e
Protegei as criancinhas.
Lembrai-vos dos nossos parentes e benfeitores.
Guiai a mocidade,
Guardai nossas famílias,
Visitais os encarcerados,
Norteai os navegantes e
Ajudai os operários.
Orientai o nosso Clero,
Assisti os nossos bispos,
Conservai o Santo Padre,
Defendei a Santa Igreja e
Esclarecei o nosso Governo.
Ouvi os que estão presentes!
Não vos esqueçais dos ausentes.
Paz ao nosso povo!
Tranquilidade para a nossa terra,
Prosperidade para o Brasil e
Salvação à nossa Pátria.
Senhora Aparecida, o Brasil vos ama, o Brasil em vós confia.
Senhora Aparecida, o Brasil tudo espera de vós.
Senhora Aparecida, o Brasil vos aclama.
Salve, Rainha! Amém!

Prece pela paz no mundo

Mãe Aparecida, bem sabeis que o povo de Deus está sofrendo as consequências da violência, das guerras, do materialismo e da falta de amor ao próximo. Nesse tempo tão difícil, onde a vida já não é mais valorizada, não encontramos, aos olhos humanos, soluções imediatas para tão graves problemas.
Mãe, pedimos que venha nos confortar e proteger; rogamos que olhe para os que sofrem; clamamos a presença dos anjos celestes em nossas casas, e que eles estejam presentes, combatendo o bom combate nos quatro cantos dessa terra.
Ilumine os nossos líderes, para que, recebendo a verdadeira inspiração divina, possam tomar sábias decisões, promovendo a paz para o seu povo.
Sabemos que, por meio da sua poderosa intercessão, Mãe Aparecida, muitas graças serão derramadas sobre todos nós.
Mãe amada, peço que leve esta prece até Jesus: “Meu Senhor e meu Deus, olhe para a minha fragilidade. Não tenho forças para mudar o mundo, mas sei e creio firmemente que somente Tu o podes fazer. Por isso, rezo com fé e acredito que a Seu tempo, Senhor, mudarás a nossa realidade. Amém!”.

Consagração a Nossa Senhora

Senhora Aparecida, eu renovo, neste momento, a minha consagração. Eu vos consagro os meus trabalhos, sofrimentos e alegrias, o meu corpo, a minha alma e toda a minha vida. Eu vos consagro a minha família! Ó Senhora Aparecida, livrai-nos de todo o mal, das doenças e do pecado. Abençoai as nossas famílias, os doentes e as criancinhas. Abençoai a Santa Igreja, o Papa e os bispos, os sacerdotes e ministros, religiosos e leigos. Abençoai a nossa paróquia, o nosso pároco. Senhora Aparecida, lembrai-vos que sois Padroeira poderosa da nossa Pátria! Abençoai o nosso Governo. Abençoai, protegei, salvai o vosso Brasil! E dai-nos a vossa bênção.
Fonte: Canção Nova

Oração para se libertar da Dependência Afetiva

Senhor Jesus Cristo, reconheço que preciso de ajuda. Cedi ao apelo de minhas carências e agora sou prisioneiro desse relacionamento. Sinto-me dependente da atenção, presença e carinho dessa pessoa. Senhor, não encontro forças em mim mesmo para me libertar da influência dessas tentações. A toda hora esses pensamentos e sentimentos de paixão e desejo me invadem. Não consigo me livrar deles, pois o meu coração não me obedece. A tentação me venceu. E confesso a minha culpa por ter cedido às suas insinuações me deixando envolver.

Mas, neste momento, eu me agarro com todas as minhas forças ao poder de Tua Santa Cruz. Jesus, eu suplico que o Senhor ordene a todas as forças espirituais malignas que me amarram e atormentam por meio desses sentimentos para que se afastem de mim juntamente com todas as suas tentações.

Senhor Jesus, a partir de agora eu não quero mais me deixar arrastar por esses espíritos de impotência, de apego, de escravidão sentimental, de devassidão, de adultério, de loucura e mentira. Com a graça de Deus, eu não vou mais me deixar enganar. Deus pode mais e por sua graça eu serei libertado.

Eu confio, Jesus, que, pelo poder do Teu precioso sangue, todo assédio sexual, emocional e espiritual contra mim estão derrotados. Eu confio plenamente que ao morrer na cruz o Senhor aniquilou toda força maligna que poderia me prejudicar física, emocional e espiritualmente.

Meu Deus, eu me entrego em tuas mãos e afirmo: eu sou Teu. Só o Senhor pode me ajudar neste momento. Acredito firmemente que o Senhor já está me dando essa vitória.

Meu Deus, eu me entrego em Tuas mãos e afirmo: o Senhor é o meu protetor. Eu me coloco debaixo da Tua poderosa proteção, aceito que o Teu santo sangue seja o meu escudo e que os Teus anjos me amparem.

Senhor Jesus, quando envolves alguém no Teu amor, os poderes das trevas com todo o seu ódio não conseguem aguentar. Eles caem ao teus pés e são expulsos por Ti juntamente com todas as suas armadilhas e ataques. Eu creio e afirmo que o Senhor venceu todo o mal, bem como todos os pensamentos e sentimentos tentadores.

Jesus amado, quando mandas o mal é obrigado a Te obedecer, e ante uma simples ordem Tua ele tem que fugir. Eu acredito que neste momento o Senhor me liberta do poder deste sentimento que me queima por dentro e rouba minhas forças. O Senhor me arranca das grades que me prendiam nesta armadilha e me faz mais forte do que essa tentação.

Senhor, por causa da força que me dás agora posso romper estas algemas afetivas e dizer não a todo domínio dessa paixão sobre mim. Eu tomo a decisão de não mais viver sob o jugo desse afeto envenenado pelo erro. E Te agradeço, Senhor, pela certeza de que de agora em diante estou liberto dessa tentação. Ela não pode mais me controlar.

Obrigado, meu Deus. Muito obrigado. Amém.



Fonte: Márcio Mendes - Livro "Como se dar bem com quem você quer bem" 
Editora Canção Nova

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Oração de Santa Teresa de Calcutá

"Quando minha cruz parecer pesada, deixa-me compartilhar a cruz do outro"

Senhor, quando eu tiver fome,
dá-me alguém que necessite de comida.
Quando tiver sede,
dá-me alguém que precise de água.
Quando sentir frio,
dá-me alguém que necessite de calor.
Quando tiver um aborrecimento,
dá-me alguém que necessite de consolo.
Quando minha cruz parecer pesada,
deixa-me compartilhar a cruz do outro.
Quando me achar pobre,
põe ao meu lado alguém necessitado.
Quanto não tiver tempo,
dá-me alguém que precise
de alguns dos meus minutos.
Quando sofrer humilhação,
dá-me ocasião para elogiar alguém.
Quando estiver desanimada,
dá-me alguém para lhe dar novo ânimo.
Quando sentir a necessidade
da compreensão dos outros,
dá-me alguém que necessite da minha.
Quando sentir necessidade de que cuidem de mim,
dá-me alguém que eu tenha de atender.
Quando pensar em mim mesma,
volta minha atenção para outra pessoa.
Torna-nos dignos, Senhor,
de servir nossos irmãos
que vivem e morrem pobres e com fome
no mundo de hoje.
Dá-lhes, através das nossas mãos,
o pão de cada dia e dá-lhes,
graças ao nosso amor compassivo,
a paz e a alegria.
(Madre Teresa de Calcutá)

Fonte: Aleteia

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

EXAME DE CONSCIÊNCIA PARA JOVENS E ADULTOS



Como se faz o exame de consciência?


Faz-se o exame de consciência trazendo à memória os pecados cometidos, a partir da última confissão bem feita. 

“Qual é a mulher, que tendo dez dracmas, e perdendo uma, não acende a candeia e não varre a casa e não procura diligentemente até que a encontre? E que, depois de a achar, não convoque as amigas e vizinhas, dizendo: Congratulai-vos comigo, porque encontrei a dracma que pinha perdido?” (Lucas 15, 8-10)

A dracma era uma moeda corrente na Judéia. A solicitude da dona de casa, apresentada na parábola do Evangelho a procurar a moeda em todos os ângulos dos quartos e das salas, é um excelente convite à nossa alma. Devemos examinar atentamente nossa consciência antes de nos aproximarmos da santa confissão. Não é possível detestar e confessar um mal sem conhece-lo. Ao passo que, o seu conhecimento, leva-nos à detestação e ao desejo de nos libertarmos dele quanto antes. O exame de consciência é, por conseguinte, a indagação atenta e cuidadosa dos pecados cometidos por pensamentos, palavras, obras e omissões, desde a última confissão bem feita. Quando fores confessar, olha para Jesus Crucificado e pede-lhe que te ajude a conhecer os teus pecados, assim como os conhecerás no Dia do Juízo. 

Pensa depois nos Mandamentos de Deus e da Igreja, nos teus deveres de estado e examina, sem precipitações e sem ansiedade, como e quantas vezes os transgrediste e descuraste. Assim preparado, dirigi-te piedosamente ao confessionário. Na parábola “o fariseu e o publicano”, temos uma perfeita ideia da contrição. É mister na oração a sincera humildade, para que tenha valor, para que agrade à Deus. O fariseu perdeu-se em soberba e vanglórias os homens desprezado, e amando a ostentação. O publicano, ao longe, humilha-se, contrito; num excesso de dor essa alma penitente a culpa reconhece e num sincero grito de arrependimento pede misericórdia ao Deus Onipotente, e como pecador, reconhece o pecado. Nada falta, é completa aquela contrição; não ousava chegar-se a Deus, e é perdoado, pois que Deus vem ele em bênçãos de perdão. 

Acredito num Salvador que me ama, que perdoa os meus pecados e que me dá a graça de me tornar santo. Jesus Cristo, através do ministério dos Seus sacerdotes, faz ambas as coisas no Sacramento da Penitência. 

“Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio... Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados; e aquém os retiverdes, ser-lhe-ão retidos” (João 20, 21-23) 

“Mesmo que os teus pecados sejam como escarlate, ficarão brancos como neve.” (Isaías 1, 18) 

“Não vim chamar os justos, mas os pecadores” (Mateus 9, 13) 

“Os homens receberam de Deus um poder que não foi dado aos anjos nem aos arcanjos. Nunca foi dito aos espíritos celestes, ‘O que ligardes e desligardes na terra será ligado e desligado no céu’. Os príncipes deste mundo só podem ligar e desligar o corpo. O poder do sacerdote vai mais além; alcança a alma, se exerce não só em batizar, mas ainda mais em perdoar os pecados. Não coremos, pois, ao confessar as nossas faltas. Quem se envergonhar de revelar os seus pecados a um homem, e não os confessar, será envergonhado no Dia do Juízo na presença de todo o Universo.” (S. João Crisóstomo, Tratado sobre os Sacerdotes, Liv. 3)

Os dez mandamentos da Lei de Deus

1. Amar a Deus sobre todas as coisas (2084 a 2141 CIC)*
2. Não tomar seu Santo Nome em vão (2142 a 2167 CIC) 
3. Guardar domingos e festas de guarda (2168 a 2196 CIC) 
4. Honrar pai e mãe (2197 a 2257 CIC) 
5. Não matar (2258 a 2330 CIC) 
6. Não pecar contra a castidade (2331 a 2400 CIC) 
7. Não furtar (2401 a 2463 CIC) 
8. Não levantar falso testemunho (2464 a 2513 CIC) 
9. Não desejar a mulher do próximo (2514 a 2533 CIC) 
10.Não cobiçar as coisas alheias (2534 a 2557 CIC) 

*Os números entre parênteses referem-se aos parágrafos do CIC (Catecismo da Igreja Católica) que aprofundam sobre cada mandamento da Lei de Deus.

Propostas do Papa Francisco para fazer uma boa confissão: 
Em relação a Deus 

Dirijo-me a Deus somente em caso de necessidade? Participo na Missa dominical e nos dias de preceito? Começo e termino o meu dia com a oração? Invoquei em vão o nome de Deus, de Maria e dos Santos? Envergonho-me de me apresentar como cristão? O que faço para crescer espiritualmente, como e quando o faço? Revolto-me diante dos desígnios de Deus? Pretendo que seja Ele a cumprir a minha vontade? 

Em relação ao próximo 
Sei perdoar, partilhar, ajudar o próximo? Julgo sem piedade, tanto em pensamento quando com palavras? Caluniei, roubei, desprezei os mais pequenos e indefesos? Sou invejoso, colérico, parcial? Tomo conta dos pobres e dos doentes? Envergonho-me da carne do meu irmão ou da minha irmã? 

Sou honesto e justo com todos ou alimento a "cultura do descartável"? Instiguei os outros a fazer o mal? Observo a moral conjugal e familiar que o Evangelho ensina? Como vivo as responsabilidades educativas para com os meus filhos? Honro e respeito os meus pais? Rejeitei a vida após a concepção? Desperdicei o dom da vida? Ajudei a fazê-lo? Respeito o ambiente? 

Em relação a mim mesmo 
Sou um pouco mundano e pouco crente? Exagero em comer, beber, fumar e divertir-me? Preocupo-me em excesso com a saúde física, com os meus bens? Como uso o meu tempo? Sou preguiçoso? Procuro ser servido? Amo e cultivo a pureza de coração, de pensamentos e de ações? Nutro vinganças, alimento rancores? Sou manso, humilde, construtor de paz? 

Condições necessárias para um pecado ser mortal 
1. Matéria séria 
2. Reflexão suficiente (pleno conhecimento da natureza pecaminosa do ato) 
3. Pleno consentimento da vontade

Examina também tua consciência a despeito de: 
As sete obras de Misericórdia espirituais 

1. Dar bom conselho aos que pecam 
2. Ensinar os ignorantes 
3. Aconselhar os que duvidam 
4. Consolar os tristes 
5. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo 
6. Perdoar as injúrias por amor de Deus 
7. Rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos

As sete obras de Misericórdia corporais 

1. Dar de comer a quem tem fome 
2. Dar de beber a quem tem sede 
3. Vestir os nus 
4. Visitar e resgatar os cativos 
5. Dar pousada aos peregrinos 
6. Visitar os doentes 
7. Enterrar os mortos 

Nota:Lembre-se que a nossa Santa Fé Católica nos ensina que assim como o corpo sem o espírito está morto, também a fé sem obras está morta (cf. Tiago 2, 26)

Os cinco mandamentos da Igreja 

1. Participar da Missa inteira aos domingos, de outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho. 
2. Confessar-se ao menos uma vez por ano. 
3. Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição. 
4. Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja. 
5. Ajudar a Igreja em suas necessidades. 

Os sete pecados capitais e as virtudes opostas 

1. Soberba.....Humildade 
2. Avareza.....Liberalidade 
3. Luxúria......Castidade 
4. Ira..............Paciência 
5. Gula..........Temperança 
6. Inveja........Benevolência Divina 
7. Preguiça....Diligência

Os cinco efeitos (ou filhos) do orgulho 

1. Vanglória
  a. Arrogância (prepotência)
  b. Dissimulação
  c. Duplicidade
2. Ambição 
3. Desprezo dos outros 
4. Ira/ Vingança/ Ressentimento 
5. Teimosia/ Obstinação

Maneiras de ser cúmplice do pecado de alguém
1. Alguma vez fiz deliberadamente com que outros pecassem? 
2. Alguma vez cooperei nos pecados de outros?
Aconselhando? Mandando? Consentindo? Provocando? Lisonjeando? Ocultando? Compartilhando? Silenciando? Defendendo o mal feito?

Os quatro pecados que bradam aos Céus 

1. Homicídio voluntário 
2. Sodomia ou lesbianismo 
3. Opressão dos pobres 
4. Não pagar o salário justo a quem trabalha

O exame dos pecados veniais de Santo Antônio Maria Claret 

A alma deve evitar todos os pecados veniais, especialmente os que abrem caminho pecado grave. Ó minha alma, não chega desejar firmemente antes sofrer a morte do que cometer um pecado grave, é necessário ter uma resolução semelhante em relação ao pecado venial. Quem não encontrar em si esta vontade, não pode sentir-se seguro. Não há nada que nos possa dar uma tal certeza de salvação eterna do que uma preocupação constante em evitar o pecado venial, por insignificante que seja, e um zelo definido e geral, que alcance todas as práticas da vida espiritual – zelo na oração e nas relações com Deus; zelo na mortificação e na negação dos apetites; zelo em obedecer e em renunciar à vontade própria; zelo no amor de Deus e do próximo. Para alcançar este zelo e conservá-lo, devemos querer firmemente evitar sempre os pecados veniais, especialmente os seguintes: 

1. O pecado de dar entrada no coração de qualquer suspeita não razoável ou de opinião injusta a respeito do próximo. 
2. O pecado de iniciar uma conversa sobre os defeitos de outrem, ou de faltar à caridade de qualquer outra maneira, mesmo levemente. 
3. O pecado de omitir, por preguiça, as nossas práticas espirituais, ou de as cumprir com negligência voluntária. 
4. O pecado de manter um afeto desregrado por alguém. 
5. O pecado de ter demasiada estima por si próprio, ou de mostrar satisfação vã por coisas que nos dizem respeito. 
6. O pecado de receber os Santos Sacramentos de forma descuidada, com distrações e outras irreverências, e sem preparação séria. 
7. Impaciência, ressentimento, recusa em aceitar desapontamentos como vindo da Mão de Deus; porque isto coloca obstáculos no caminho dos decretos e disposições da Divina Providência quanto a nós. 
8. O pecado de nos proporcionarmos uma ocasião que possa, mesmo remotamente, manchar uma situação imaculada de santa pureza. 
9. O pecado de esconder propositadamente as nossas más inclinações, fraquezas e mortificações de quem devia saber delas, querendo seguir o caminho da virtude de acordo com os caprichos individuais e não segundo a direção da obediência.

Como se confessar 

Após ter examinado bem a consciência, diga ao sacerdote que pecados específicos cometeu, e com a maior exatidão possível, quantas vezes os cometeu desde a sua última boa confissão. Só é obrigado a confessar os pecados mortais, visto que pode obter o perdão dos seus pecados veniais através de sacrifícios e atos de caridade. Se estiver em dúvida sobre se um pecado é mortal ou venial, mencione ao confessor a sua dúvida. Recorde-se, também, que a confissão dos pecados veniais ajuda muito a evitar o pecado e a avançar na direção do Céu.

Considerações preliminares para a confissão: 

1. Alguma vez deixei de confessar um pecado grave, ou conscientemente disfarcei ou escondi um tal pecado? 
Nota: Esconder deliberadamente um pecado mortal invalida a confissão, e é igualmente pecado mortal. Lembre-se que a confissão é privada e sujeita ao Sigilo da Confissão, o que quer dizer que é pecado mortal um sacerdote revelar, a quem quer que seja, a matéria de uma confissão. 
2. Alguma vez fui irreverente para com este Sacramento, não examinando a minha consciência com o devido cuidado? 
3. Alguma vez deixei de cumprir a penitência que o sacerdote me impôs? 

4. Tenho quaisquer hábitos de pecado grave que deva confessar logo no início (por exemplo: impureza, alcoolismo, etc.)?

Oração para uma boa confissão: 

Meu Deus, por causa dos meus pecados crucifiquei de novo o Vosso Divino Filho e escarneci Dele. Por isto sou merecedor da Vossa cólera e expus-me ao fogo do inferno. E como fui ingrato para Convosco, meu Pai do Céu, que me criastes do nada, me redimistes pelo preciosíssimo Sangue do Vosso Filho e me santificastes pelos Vossos Santos Sacramentos e pelo Espírito Santo! Mas Vós poupastes-me pela Vossa Misericórdia, para que eu pudesse fazer esta confissão. Recebei-me, pois, como Vosso filho pródigo e dai-me a graça de uma boa confissão, para que possa recomeçar a amar-vos de todo o meu coração e de toda a minha alma, e para que possa, a partir de agora, cumprir os Vossos Mandamentos e sofrer com paciência os castigos temporais que possam cair sobre mim. Espero, pela Vossa bondade e poder, obter a vida eterna no Paraíso. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém
Nota final: 
Lembre-se de confessar os seus pecados com arrependimento sobrenatural, tendo uma resolução firme de não tornar a pecar e de evitar situações que levem ao pecado. Peça ao seu confessor que o ajude a superar alguma dificuldade que tenha em fazer uma boa confissão. Cumpra prontamente a sua penitência.

Ato de Contrição 

Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido, e com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amém

Oração para antes da Confissão 

Senhor, iluminai-me para me ver a mim próprio tal como Vós me vedes, e dai-me a graça de me arrepender verdadeira e efetivamente dos meus pecados. O Virgem Santíssima, ajudai-me a fazer uma boa confissão.

domingo, 1 de setembro de 2019

ORAÇÃO DE CURA INTERIOR

Oremos:

Pai de amor e de bondade, aqui estou me colocando diante da Tua presença, me colocando diante da Tua luz. Da maneira em que me encontro, com tudo aquilo que trago dentro de mim, com as minhas feridas, com as minhas dores; com as minhas angustias, com a minha solidão, mas é desta maneira que me coloco diante de Ti. Pois esta é a minha verdade e por mais que eu quisesse dizer que o meu interior está bem, o Senhor saberia que ai não estaria a minha verdade. 

E por isso eu começo este momento Te louvando e agradecendo porque sei que me acolhes desta maneira, da maneira em que estou agora. Obrigado porque o Senhor não me rejeita, obrigado porque o Senhor agora não se preocupa com o que eu fiz de errado, porque agora o Senhor nem mesmo quer falar sobre o meu pecado, mas o Senhor me acolhe somente, e por isso eu te louvo e agradeço. Pois em Ti eu sei que posso me entregar sem precisar fingir e disfarçar. 

Mas sei também que durante muito tempo eu estive preso ao pecado, estive andando por caminhos que o Senhor não estava e nem queria que eu estivesse, mas fui teimoso e egoísta, e andei por estes caminhos. Percebi que estes caminhos me trouxeram sofrimentos e desilusões, pois estes caminhos na qual trilhei foram me afastando cada vez mais da Tua presença. Por isso quero te pedir perdão! Me perdoa Pai pelos erros conscientes que cometi contra Ti, derrama sobre mim a Tua misericórdia e compaixão, misericórdia de mim Senhor! 

Quero lhe agradecer oh Pai por Jesus que se entregou e morreu na cruz por causa dos meus pecados, mas também morreu por causa dos meus temores, dos meus medos, e para me libertar de todo o tipo de mal. Obrigado porque pela Sua morte Jesus, o Senhor quis restaurar toda a vida do homem e fazer de mim uma nova criatura. 

E Jesus quer me curar por inteiro(a), o meu físico, o meu psicológico e o meu espirito. Ele quer sarar o meu coração por inteiro. Por isso Senhor derrama sobre mim um novo amor e um novo batismo do Espirito Santo, para que pela Tua graça eu posso ser curado e restaurado. 

Creio que Tú és o mesmo de ontem de hoje e de todo o sempre, e que da mesma maneira com que fez com Lázaro a mais de dois mil anos atrás, o Senhor pode fazer isso comigo hoje; me chamar para fora do túmulo, me dar uma nova vida, ressuscitar tudo aquilo que está morto em mim. Por isso Senhor, traz toda a cura que necessito! Jesus pelo poder da Tua graça volte à minha quinta e sexta geração, e quebre todo e qualquer tipo de laço que possa ainda estar me prendendo aos meus antepassados, à minha arvore genealógica! Corta toda a ação do mal e seus laços nocivos! 

Senhor Jesus, Tu me conheces antes até mesmo do meu nascimento, antes mesmo da minha concepção o Senhor já me conhecia e me amava. Obrigado Jesus! 

Obrigado Jesus porque também no exato momento que fui concebido ali o Senhor estava presente, ali os Teus olhos já estavam voltados para mim, e ali o Senhor já me amava e eu lhe era querido. Se naquele momento na qual fui concebido houve algum tipo de manifestação negativa da minha mãe ou do meu pai por não estarem me esperando, ou por não quererem que eu fosse concebido, eu sei que ali o Senhor estava Jesus. Se minha mãe pensou em me abortar, se meus pais não estavam preparados para eu chegar ao mundo, eu sei que eu sou fruto da Sua vontade e do seu amor Jesus! Muito obrigado! 

Se na minha concepção o medo, doenças ou qualquer força do mal, quer venha pelo sangue ou geneticamente me foi transmitida enquanto ainda eu estava no ventre da minha mãe, liberta – me agora Senhor e lava – me no seu Teu sangue redentor, quebrando todo e qualquer tipo de julgo hereditário na minha vida. Se houveram dificuldade na minha gestação, se fui rejeitado, se minha mãe passou fome, sede, ficou doente; se a minha mãe sofreu alguma queda, passou nervoso ou foi até mesmo agredida pelo meu pai enquanto eu estava em seu ventre, estou pedindo que venha me curar de todos estes traumas. Se minha mãe se assustou enquanto eu estava no seu ventre; se minha mãe consumiu drogas, se embriagou, se houve no coração da minha mãe o desejo de suicídio; se ela passou situações de raiva, de ódio, e se alguma destas coisas me atingiram, hoje estou pedindo que o Senhor traga toda a cura necessária para minha vida deste período em que eu estava no ventre da minha mãe. Me cura e me liberta Senhor, pois sei que o Teu amor sempre me acompanhou. 

Senhor Jesus revive comigo agora e passeia na minha historia, em cada segundo dos meus primeiros anos de vida. Se neste período eu me vi separado(a) dos meus pais por causa da morte de um deles ou até mesmo dos dois. Se por conseqüência de alguma doença eu precisei ser separado do meu pai, da minha mãe. Se por causa do meu nascimento houve situações de conflito na qual eu presenciei, se houve a separação dos meus pais neste período. Se nestes primeiros anos de vida eu me senti sozinho porque éramos em tantos irmãos e eu não entendia que os meus pais precisavam dar atenção à todos, traz toda a cura e libertação que preciso Senhor Jesus. Volta na minha história Jesus e preenche todo o vazio da minha alma. Preenche com o Teu amor todo espaço que deveria ter sido preenchido pelos meus pais e que por diversos motivos não o foram. 

Renova-me no Teu amor Senhor e tira toda magoa que eu ainda possa ter dos meus pais ainda por causa deste período, quando era apenas uma criança. Retira de mim todo medo: Medo do escuro, medo de ficar sozinho, medo de ser abandonado, medo dos animais, medo das pessoas, medo até mesmo do meu pai, medo da minha mãe, medo dos meus irmãos; cura – me de todo o tipo de medo Senhor Jesus! Por que o medo me paralisa, e Tu me queres um homem, uma mulher livre! 

Senhor Jesus, continua a caminhar na minha história, mas lhe peço que segures a minha mão e me ajude a caminhar neste período da minha vida. Pois os anos foram – se passando, e precisei ir enfrentando situações novas que até então eu ainda não tinha vivido. E nesta época Senhor eu me senti tão tímido, tinha medo de sair de casa, de conversar com as pessoas. Vivi situações que me senti constrangido e humilhado Senhor, por isso peço que me traga toda a cura que preciso. Quando me senti humilhado pelos meus professores no tempo de escola, me senti humilhado pelos meus colegas, por pessoas próximas a mim. Toda a marca que eu possa ter vivido em relação a catequista, padres, religiosas, traz ao meu coração a cura completa Senhor Jesus. 

Me cura ainda Jesus de todo o medo que tive de falar em público, medo de fracassar, medo das provas na minha escola, e ainda por vezes Jesus, sinto – me preso e paralisado por consequência de tudo isso, mas eu já Te louvo e agradeço por tudo o que estas fazendo por mim! 

Quero te agradecer Senhor Jesus pela minha mãe. Mesmo se em algum momento da minha vida eu não me senti amado por ela e querido, hoje eu quero liberar o meu perdão à ela, e que entre minha mãe e eu possa agora ser derramado todo o Seu amor. Quero também pedir perdão à minha mãe. Pelas vezes que possa te – lá ofendida e ferido o seu coração, pelas vezes que eu a magoei e a decepcionei. Perdão minha mãe! 

Quero te louvar e agradecer pelo meu pai Senhor Jesus. Peço que o Seu amor seja derramado em nossos corações e traga toda a libertação que precisamos. Quero pedir perdão ao meu pai por todos os desentendimentos que tivemos, quando eu não o compreendi, quando eu o julguei, quando da minha boca saíram palavras duras contra o meu pai: Me perdoa meu pai no Nome de Jesus. E quero também perdoar o meu pai por todos os desencontros que tivemos, e pelas vezes que não me senti amado por ele. Quando vi meu pai chegar alcoolizado em casa e agressivo com minha mãe, comigo e meus irmãos. Eu libero agora pela graça do Teu amor Jesus todo o perdão ao meu pai. 

Eu lhe entrego Jesus todos os meus relacionamentos: com meus irmãos, meus avós, tios e tias, primos e amigos e familiares, onde houve qualquer tipo de briga, divisão, disputa, ódio, raiva, inimizades, mal entendidos e todo e qualquer tipo de violência; eu perdoo e libero também o meu perdão! 

Obrigado Senhor Jesus por entrar comigo em minha adolescência e juventude, e reviver comigo momentos tão dolorosos. Purifica pelo poder do Teu sangue todo o trauma que eu trago deste período da minha vida. Recebe toda a dor que vivi, que experimentei de pessoas que me eram tão queridas. Toda a magoa, todo medo, todos os questionamentos que vivi sozinho(a), toda a dúvida, toda a confusão que trazia dentro de mim. Traz agora ao meu coração uma profunda cura Jesus, pois em tudo o Senhor estava ao meu lado. Cura a minha mente e as minhas lembranças das vezes que fui ridicularizado pelas pessoas; seja pela minha aparência física, pelo meu modo de falar, pela minha condição financeira, pela minha cor; quando me ofenderam dizendo do meu corpo, do meu peso, da minha altura, da minha idade, dos defeitos físicos que eu trazia, preenche o meu coração com o Teu amor, pois eu sou único e muito amado por Ti do jeito que eu era e sou. Libero o meu perdão a todos os que me ofenderam. 

Te apresento ainda Jesus todos os meus afetos desta época em minha vida, e caminha comigo, me segura em Teus braços, pois vivi momentos muito dolorosos Senhor, mas eu creio que estavas comigo. Apresento-te os meus namoros, as pessoas que gostei e que me relacionei. Mas por vezes Senhor estas pessoas me machucaram, mentiram para mim, me rejeitaram e acabei tendo ódio pelo sexo oposto. Mas eu quero agora perdoar estas pessoas. Pelas vezes que fui obrigado(a) a fazer algo que eu não queria, até mesmo a me relacionar sexualmente, Senhor Jesus, e isso me marcou muito, me senti muito ferido(a). Pelas vezes que sofri abusos sexuais, Jesus, vindo de pessoas na qual eu confiava e que me eram queridas; mas agora no poder do Teu Nome eu perdôo a todas elas! Me faz um homem, uma mulher nova pela força da tua ressurreição! E me ensina a amar e confiar nas pessoas novamente! 

Traz toda a cura e libertação que preciso Senhor Jesus de doenças que tive e me deixaram de cama, afastados das pessoas que eu amava, doenças que me deixaram marcas no meu corpo, na minha mente, na minha lembrança, ainda trago o medo de algumas destas doenças Senhor Jesus, por isso peço que pelo poder do Teu Santo Nome o Senhor me cure e me liberte deste medos! 

Vem curando o meu coração de qualquer sentimento que eu vivi de tristeza e solidão, quando tive medo da morte, quando entrei em depressão e quis me isolar de tudo e de todos. Quando perdi pessoas queridas de maneira trágica, por toda dor; preenche o meu coração com o Teu amor Senhor! 

Só posso agora pedir perdão a Ti também Senhor Jesus; por não ter Te amado antes, por não ter ido ao Teu encontro antes; mas pelo contrario, quantas vezes Te culpei pelas desgraças na minha vida, quantas vezes briguei Contigo por achar que Tu eras o culpado! 

Misericórdia de mim Senhor, piedade, pelas vezes que ainda hoje passam pensamentos de duvidas em minha cabeça, duvidas do Teu amor, do Teu cuidado. 

Perdoa – me também pelas vezes que desejei morrer, desejei o suicídio, fui vingativo com as pessoas, pelas vezes que não rezei e que julguei a Tua igreja, os padres, os bispos, os religiosos, cura – me destas dores e me dê o seu perdão Senhor! 

Obrigado Senhor Jesus pela minha vida, porque ela é um dom, obrigado porque o Senhor esteve sempre comigo e jamais me abandonou. Obrigado por reviver cada momento da minha vida comigo novamente e fazer que eu enxergue e entenda que sou um filho(a) muito amado(a)! 

Obrigado por toda a cura e libertação que o Senhor trouxe às minha emoções, aos meus sentimentos, às minhas lembranças. Obrigado por me preencher com o Seu amor. Faz de mim um homem novo, uma mulher nova. Derrama sobre mim o seu Espirito Santo e faz de mim uma nova criatura. 

Eu creio que a partir de hoje serei um homem novo, uma mulher nova, porque sei que fui curado e liberto pelo Teu amor, obrigado Senhor Jesus!