Google+ Janeiro 2017 ~ Comunidade Encontro

Clique e ouça!

24h de música católica para você!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

JMJ 2019 no Panamá será de 22 a 27 de janeiro

Data da próxima edição da JMJ foi anunciada hoje em coletiva de imprensa no Panamá

Coletiva em que foi apresentada data da JMJ 2019 / Foto: Twitter - Arquidiocese do Panamá
A próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será em 2019, no Panamá, será realizada de 22 a 27 de janeiro. A data oficial foi anunciada nesta sexta-feira, 20, em coletiva de imprensa presidida pelo arcebispo local, Dom José Domingo Ulloa Mendieta.
O tema da JMJ no Panamá será “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38)”, conforme anunciado pelo Vaticano em 22 de novembro passado. Até lá, haverá duas JMJs, celebradas em âmbito diocesano, e que também terão como foco Maria: “Grandes coisas fez por mim o Onipotente (Lc 1, 49), em 2017, e “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus (Lc 1, 30), em 2018.
A última edição do evento foi realizada em Cracóvia, na Polônia, de 26 a 31 de julho de 2016. No último dia, na Missa de envio, o Papa Francisco anunciou que a sede da próxima edição seria o Panamá, país localizado na América Central.
Os preparativos para o grande evento da juventude mundial já começaram. No último dia 12 de janeiro, foi realizado o primeiro encontro com representantes das paróquias sobre a acolhida dos peregrinos. Embora o evento seja só em 2019, daqui a dois anos, um dos temas que requerem maior atenção é a acolhida dos milhares de peregrinos de todo o mundo.

Fonte: Arquidiocese do Panamá

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Somos o que Deus pensa de nós


Somos aquilo que Deus pensa de nós. Não vivemos reféns do que é mais ou menos difícil, pois encontramos a liberdade que é o Cristo vivo, e se vivêssemos a mercê das dificuldades ou facilidades, estaríamos renunciando a liberdade e passaríamos a ser escravos de nós mesmos.
Não paramos porque todos pararam, mas quando percebemos que o "stop" foi Deus quem mandou. Somos capazes de andar longos caminhos com o Cristo, mesmo que toda uma multidão pare, se Deus nos mostrar que ainda é tempo de caminhada.Não somos melhores, pelo contrário, somos resgatados pela misericórdia Divina todos os dias. Somos pecadores que caem, mas que sempre se levantam, pois entendemos que independe de nós, quem faz é Deus!Não paramos no que é velho, queremos nos achegar cada vez mais a Deus. Queremos o novo, mesmo que nos cause medo... 
É preciso ir! Não vivemos ainda quase nada, mas sabemos que é preciso enxergar o tudo que Deus quer. Mesmo que ainda não tenhamos alcançado isso, pois a matéria prima que temos para sermos melhores é o que somos hoje. Já somos o que seremos, mais ainda não alcançamos o que temos dentro de nós que nos levará a se aquilo que somos. Sabemos que está em nós, basta ter paciência e entrega, que o oleiro faz o resto. Temos a certeza que o melhor ainda está por vir, e o melhor da nossa vida ainda não vivemos.Mas vai chegar! Quando entendermos o que é esse melhor, sabemos que o importante é não desistir, não parar. Cristo virá, Ele não tardará!Somos aquilo que Deus pensa de nós... SOMOS ENCONTRO.



Alice Correia Barbosa 
Pré Discipulado da Comunidade Encontro

Eventos da Comunidade Encontro em 2017

Fique por dentro de todas as datas dos eventos da Comunidade Encontro em 2017. Programe-se e venha para Betesda!


Semana Beneditina 
Dias 05 a 11 de Julho - Em Betesda 
11 de Julho: Dia de São Bento - Santa Missa de Renovação dos Compromissos da Comunidade Encontro


Achega-te - Cerco de Jericó
12 a 18 de Outubro - Em Betesda

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Ó Nossa Única Esperança

Adore ao Senhor com essa oração feita por Santa Faustina:

JESUS EUCARÍSTICO

Ó Hóstia Santa, na qual está encerrado o testamento da misericórdia de Deus para nós, e especialmente para os pobres pecadores!
Ó Hóstia Santa, no qual está encerrado o Corpo e Sangue do Nosso Senhor, como testemunho da infinita misericórdia para conosco, e especialmente para com os pobres pecadores!
Ó Hóstia Santa, na qual está encerrada a Vida eterna da infinita misericórdia, concedida copiosamente a nós, e especialmente aos pobres pecadores!
Ó Hóstia Santa, na qual está encerrada a misericórdia do Pai, do Filho e do Espírito Santo para conosco, e especialmente para com os pobres pecadores!
Ó Hóstia Santa, na qual está encerrado o infinito preço da misericórdia, que pagará todas as dívidas, e especialmente a dos pobres pecadores!
Ó Hóstia Santa, na qual está encerrada a Fonte de água viva, que brota da infinita misericórdia para conosco, e especialmente para com os pobres pecadores.
Ó Hóstia Santa, na qual está encerrado o fogo do amor mais puro, que arde no seio do Pai Eterno, como um abismo de infinita misericórdia para conosco, e especialmente para com os pobres pecadores!
Ó Hóstia Santa na qual está encerrado o remédio para todas as nossas doenças, que flui da infinita misericórdia como de uma fonte para nós, e especialmente para os pobres pecadores!
Ó Hóstia Santa, na qual está encerrada a união entre Deus e nós, pela infinita misericórdia para conosco, e especialmente para com os pobres pecadores!
Ó Hóstia Santa, na qual estão encerrados todos os sentimentos do Dulcíssimo Coração de Jesus para conosco ,e especialmente para com os pobres pecadores.
Ó Hóstia Santa, nossa única esperança, em todos os sofrimentos e contrariedades da vida!
Ó Hóstia Santa, nossa única esperança, em meio às trevas e às tempestades interiores e exteriores!
Ó Hóstia Santa, nossa única esperança na hora da morte.
Ó Hóstia Santa, nossa única esperança, em meio às trevas e às tempestades interiores e exteriores!
Ó Hóstia Santa, nossa única esperança na vida e na hora da morte!
Ó Hóstia Santa, nossa única esperança no meio aos insucessos e às profundas incertezas!
Ó Hóstia Santa, nossa única esperança no meio às falsidades e traições!
Ó Hóstia Santa, nossa única esperança nas trevas e na perversidade que cobre a Terra!
Ó Hóstia Santa, nossa única esperança no meio da saudade e da dor, em que ninguém nos compreende!
Ó Hóstia Santa, nossa única esperança no meio dos afazeres e da monotonia da vida cotidiana!
Ó Hóstia Santa, nossa única esperança no meio das ruínas dos nossos anseios e esforços!
Ó Hóstia Santa, nossa única esperança no meio dos ataques do inimigo e das investidas do inferno.
Ó Hóstia Santa, confio em Vós, quando as dificuldades superarem as minhas forças, quando eu ver ineficazes os meus esforços.
Ó Hóstia Santa, confio em Vós, quando as tempestades agitarem meu coração e o espírito atemorizado inclinar-se ao desespero!
Ó Hóstia Santa, confio em vós, quando o meu coração tremer e, quando o suor mortal cobrir minha fronte!
Ó Hóstia Santa, confio em Vós quando tudo conspirar contra mim e o negro desespero penetrar na minha alma!
Ó Hóstia Santa, confio em Vós, quando a minha vista se apagar para tudo o que é terrestre, e o meu espírito ver pela primeira vez os mundos desconhecidos.
Ó Hóstia Santa, confio em Vós, quando os meus trabalhos superarem as minhas forças, e o insucesso me acompanhar continuamente.
Ó Hóstia Santa, confio em Vós, quando o cumprimento da virtude me parecer difícil e a natureza se revoltar.
Ó Hóstia Santa, confio em Vós, quando os golpes do inimigo forem, desferidos contra mim!
Ó Hóstia Santa, confio em Vós, quando os trabalhos e os esforços forem condenados pelos homens!
Ó Hóstia Santa, confio em Vós, quando soar sobre mim o Vosso Juízo; então confiarei no oceano da Vossa Misericórdia;

Ó Santíssima Trindade, confio em Vossa infinita misericórdia. Deus é meu Pai, e eu portanto, Seu filho, tenho todos os direitos ao Seu Divino Coração; e quanto maiores as trevas, tanto mais deve ser a nossa confiança.

Nossos 16 anos - A comunidade eucarística, uma comunidade em festa

ADORADORES
Somos uma comunidade de adoradores, loucos sim, pela radicalidade evangélica, apaixonadíssimos por Jesus Eucarístico e Maria Santíssima.
Somos pescadores de almas que se utilizam muitas vezes de sorrisos, de olhares e de abraços como redes de evangelização.
Cantamos com nossa vida: o calor do Encontro, o ser filho, ser ser servo, o ser irmão, a liberdade em SER, em ENCONTRAR. E nisso tudo vamos crescendo, amadurecendo, expandindo o carisma além fronteiras e acolhendo a humanidade.
Vamos descobrindo que, além de PATERNIDADE, da MATERNIDADE, da ALEGRIA e da DOÇURA, somos também PERSEVERANÇA, FORTALEZA, ACOLHIMENTO, CONSCIÊNCIA ILUMINADA.
É, meus irmãos, somos realmente muitos, uma grande família. Para ser mais precisa, somos Marianos, somos Cristãos, somos Encontro. Então não percamos mais tempo, amemos o nosso irmão, amemos a Cristo, vamos sem medo a luta, já é entardecer!
Deus abençoe a todos vocês que fazem parte dessa história, vocês são mãos de Deus em nossas vidas.
Como é linda a nossa família, comamos e façamos uma festa, porque Deus viu que tudo isso é muito bom!

NOSSOS 16 ANOS

















 Clique aqui

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O que significa Totus Tuus?

O significado da expressão “totus tuus“, lema do pontificado de João Paulo II.
O que significa Totus TuusA expressão, do latim, “totus tuus significa todo teu (todo de Maria). Esta ficou mais conhecida porque foi o lema do pontificado do saudoso Papa João Paulo II. Ele usou estas palavras como lema por causa da sua particular devoção e consagração a Virgem Maria. Porém, a expressão “totus tuus” tem sua origem nos escritos São Luís Maria Grignion de Montfort e significa a consagração total a Virgem Maria.
São Luís Maria, em seu Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, usa estes termos como fórmula de renovação da consagração: Tuus totus ego sum, et omnia mea tua sunt, que quer dizer: “Eu sou todo teu, e tudo o que é meu te pertence”. O Santo recomenda que se renove a consagração pelo menos uma vez por ano, mas esta pode ser feita também uma vez por mês, mediante uma preparação. Porém, pode até mesmo ser renovada todos os dias por estas breves palavras (cf. TVD 233).
A vida de Karol Wojtyla, que depois tornou Papa João Paulo II, é um exemplo excepcional da profundidade do significado destas palavras e da eficácia da consagração a Maria. Sua vida também é um testemunho eloquente daquilo que significa a consagração total a Nossa Senhora. Toda a vida do Santo foi consagrada a Jesus Cristo pelas mãos da Virgem Maria. O brasão com a letra “M” e o seu lema “totus tuus” simbolizam a sua total entrega a Maria. O Santo Padre chegou a afirmar que, principalmente nos momentos mais difíceis e decisivos de sua vida, a consagração a Virgem Maria foi de suma importância.
Desde a sua juventude, Karol Wojtyla nutriu esse amor por Maria. Quanto era ainda seminarista, Karol se consagrou a ela pelo método do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, de São Luís Maria. Durante toda a sua vida ele esteve unido a Virgem Maria. Enquanto Sacerdote, depois como Bispo e finalmente como Papa João Paulo II, a Mãe do Senhor Jesus esteve sempre presente em suas reflexões teológicas. Os documentos aprovados por João Paulo II tem como característica a sua confiança em Maria.
O Santo Padre não somente se consagrou a Virgem Maria, mas também consagrou o mundo inteiro a ela. No dia 7 de Junho de 1981, Na Basílica de Santa Maria Maior, São João Paulo II consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria. Em sua oração, ele pede a Virgem Maria: “Tomai sob a Vossa proteção materna a inteira família humana que, com enlevo afetuoso, nós Vos confiamos, ó Mãe”. Este homem extraordinário, um grande sinal da bondade e da misericórdia de Deus em nosso tempo, realiza um ato profético ao consagrar a humanidade a Mãe de Deus.
Como filhos espirituais deste grande homem que foi São João Paulo II, somos chamados também a nos consagrar pessoalmente a Maria. Além dele ter recomendado muito que a fizéssemos, a própria Virgem, nas aparições de Fátima, que começaram em 13 de Maio de 1917, nos pede que nos consagremos ao seu Imaculado Coração. O Papa Leão XIII, que foi consagrado a Virgem Maria, para incentivar a consagração a Maria, concedeu indulgência plenária a quem fizer ou renovar a consagração, segundo o método do Tratado de São Luís, no dia Imaculada Conceição, dia 8 de Dezembro, ou no dia do Santo, 28 de Abril. Esta concessão, que aconteceu pouco antes do início das aparições, seja para nós incentivo a nos unirmos mais intimamente a Mãe de Deus e poder dizer “totus tuus Maria” (sou todo teu Maria), para aproximar-nos mais de Seu Filho Jesus Cristo e da Sua santíssima vontade.
Fonte: Natalino Ueda por Canção Nova

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Festa do Batismo do Senhor

Celebrar o Batismo do Senhor é ocasião oportuna para que nós renovemos o nosso próprio batismo. Qual a conexão que existe entre esses dois acontecimentos – entre São João Batista que derrama água sobre a cabeça de Cristo e o sacerdote que, um dia, nos batizou e por cujas mãos fomos introduzidos na Igreja?
A resposta está no que fez Jesus ao receber o batismo no Jordão: ali, Ele purifica as águas e, segundo Santo Tomás de Aquino, institui o novo Batismo (cf. S. Th., III, q. 66, a. 2), que mais tarde estará significado na água descendente do lado aberto de Cristo (cf. Jo 19, 34) e, por todos os tempos, será ministrado a todas as nações (cf. Mt 28, 19). O batismo de João não podia perdoar os pecados, era apenas um batismo de penitência; o Batismo de Cristo, sim, apaga os pecados, sendo, portanto, um ato extensivo da Sua paixão, instrumento que Cristo instituiu para redimir a humanidade.
Não se pode entender, porém, o que seja essa remissão, sem a infusão da graça (cf. S. Th., I-II, q. 113, a. 2). Quando uma criança é batizada, não é como se um anjo, portando uma caneta, riscasse da listinha do infante o pecado original, ou da lista de um adulto os seus pecados pessoais. O que faz os pecados serem apagados é uma realidade chamada graça santificante, que é infundida na alma batizada, convertendo-a de inimiga em amiga de Deus. Essa graça nada mais é que a comunhão com Ele, a participação na vida divina (cf. 2 Pd 1, 4), uma semente de vida eterna implantada em nossos corações.
A mínima porção de graça santificante na alma do mais pequeno recém-nascido – lembra o Doutor Angélico – é maior do que todo o universo criado: bonum gratiae unius maius est quam bonum naturae totius universi (S. Th., I-II, q. 113, a. 9). Com ela não pode conviver o pecado, que é a ofensa a Deus, pelo que não é possível que uma pessoa possua a graça e esteja, ao mesmo tempo, no pecado: ou se é amigo ou inimigo de Deus, tertium non datur. Por isso, assim como os mártires preferiram morrer a cometer um só pecado mortal, devemos também nós estar dispostos a qualquer coisa para permanecer na amizade de Deus e manter a graça santificante em nossa alma.
Mais do que isso, porém, é preciso fazer crescer e frutificar essa semente. Para tanto, são necessárias ação e oração, vida ativa e vida contemplativa, caridade e fé – realidades que alguns adeptos de certa "heresia da ação" procuraram cindir (cf. Menti Nostrae, n. 58), mas, que na verdade, são inseparáveis uma da outra.
Em primeiro lugar, é preciso fazer atos de amor cada vez mais intensos. Como para um atleta, cujo músculo não cresce se não for tensionado com pesos cada vez maiores, na vida da graça, quem não ama com cada vez mais fervor e generosidade vai pouco a pouco estagnando e caindo na rotina. Isso significa rezar com cada vez mais zelo a Liturgia das Horas; comungar com cada vez devoção Jesus na Eucaristia; recitar com cada vez mais atenção o Santo Terço etc. Para tanto, não se requer necessariamente que se aumente as horas de oração. Talvez isso seja necessário, mas o foco é aumentar o amor com que se fazem todas as coisas, até as mais pequenas.
Em segundo lugar, é importante rezar. O Evangelho de S. Lucas conta que foi "enquanto rezava" (v. 21) que "o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Jesus" (v. 22). Para o Aquinate, essa verdade é extremamente significativa:
"Depois do batismo, o homem precisa da oração constante para entrar no céu; pois, mesmo que os pecados sejam perdoados pelo batismo, permanece a atração ao pecado que nos ataca interiormente, e o mundo e os demônios que nos atacam exteriormente. Por isso, claramente diz o Evangelho de Lucas que 'depois de ter sido batizado Jesus, e enquanto orava, se abriram os céus', porque a oração é necessária aos fiéis depois do batismo." (S. Th., III, q. 39, a. 5)
Assim, pois, não cresce na santidade quem não tem vida de oração, porque a oração é o ato de fé, o "cabo" que põe o homem em união com Deus e ajuda a fecundar toda a sua vida.
Cabe dizer uma última palavra com relação à heresia da ação. Não existe oposição nenhuma entre a vida ativa e a vida contemplativa, porque, na verdade, aquela não passa de uma extensão desta. Não é possível ser apóstolo de Cristo senão estando em profunda sintonia e união com Deus. Não basta dizer que "Deus nos usa" porque, falando em sentido lato, até os demônios são usados por Deus para fazer brilhar a glória dos justos, por exemplo. O que importa é que sejamos instrumentos livres e conscientes em Suas mãos, como foi a Virgem Maria, entregando toda a sua vontade à d'Ele. Só assim seremos ministros de Cristo, exercendo o nosso sacerdócio batismal e galgando rumo à estatura de Cristo.

Fonte: Padre Paulo Ricardo

sábado, 7 de janeiro de 2017

Solenidade da Epifania do Senhor

Neste Domingo da Epifania, celebramos a manifestação de Cristo aos três reis magos. Guiado por "uma luz humilde, como faz parte do estilo do Deus verdadeiro", o pequeno grupo bate à porta de Belém, avistando "o menino com Maria, sua mãe". Diz a leitura que "ajoelharam-se diante d’Ele, e O adoraram." A cena nos revela a face missionária de Deus. Mas, neste caso, trata-se de uma missão às avessas, uma vez que já não é o missionário quem leva Cristo ao homem, mas é o homem que, através da estrela, vai até Cristo para adorá-Lo na carne, em Sua humanidade.
Aqui, então, se apresenta aquela famosa citação d’As Confissões de Santo Agostinho: "Tu mesmo que incitas ao deleite no teu louvor, porque nos fizeste para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar em ti descanso". Deus nos chama. Todos nós, por mais pecadores que sejamos - cristãos e não-cristãos -, estamos naturalmente inclinados para o Criador. Desejamos a salvação eterna, mesmo que, muitas vezes, a procuremos no lugar errado.
O fato de serem pagãos, com efeito, não impede aqueles magos de reconhecerem no pequeno menino envolto em faixas o rei que lhes havia de nascer. Pelo contrário, prostram-se para adorá-Lo, dando-Lhe como presente "ouro, incenso e mirra". Eles adoram o Verbo Encarnado, o Deus que se fez homem para nos redimir de toda falta e toda culpa. A Solenidade da Epifania recorda-nos, por sua vez, que o único lugar onde, de fato, podemos encontrar Deus nesta Terra é na humanidade de Jesus. É algo de grande importância para a nossa fé, sobre o qual devemos insistir e meditar repetidas vezes - mormente nestes tempos em que a separação entre o Cristo histórico e o Jesus da fé é promovida a olhos vistos, mesmo dentro da Igreja. A troco de uma suposta paz duradoura, em que se haja um único governo mundial e, obviamente, uma única super religião, não são poucos os que se propõem a jogar fora a verdade de nossa fé. À revelia do depósito Sagrado da Doutrina Cristã, esses novos patronos da razão esclarecida jogam toda sorte de dúvida sobre a natureza humana e divina de Cristo, ressuscitando nos dias de hoje o antigo fantasma da heresia gnóstica.
Durante séculos, a Igreja precisou se manifestar contra essa tentação perniciosa em que se concebe um fé cristã desencarnada - sem necessidade da Igreja e dos sacramentos -, e alimentada por supostas experiências místicas e "encontros pessoais". Nesta seara, lutou bravamente Santa Teresa de Jesus. Conforme relatos de seu Livro da Vida, a santa de Ávila teve de lidar com certos "entendidos e letrados" que, absurdamente, advogavam a devoção à humanidade de Nosso Senhor Jesus Cristo como coisa de iniciantes. Para estes, a espiritualidade das almas "evoluídas" deveria ir para Deus; a frequência aos sacramentos era posta de lado, julgava-se coisa obsoleta. Não obstante, contrariando aqueles ideais, Santa Teresa diz às claras que a devoção à humanidade de Jesus consiste em algo fundamental para qualquer cristão, de qualquer época e em qualquer lugar. E foi assim que ela introduziu entre os carmelitas a fé no Verbo Encarnado. É famoso o episódio em que, subindo as escadarias de seu carmelo, a santa encontra um menino e ele lhe pergunta: - "Quem é você?" - ao que ela responde: - "Eu sou Teresa de Jesus, e você?": - "Eu sou Jesus de Teresa".
No capítulo 26 do livro de Caminho de perfeição, procurando explicitar através das imagens a necessidade dessa fé no Cristo encarnado, Santa Teresa D’Ávila diz:

"[...] Assim, irmãs, não vos julgueis para tão grandes trabalhos, se não sois para coisas tão poucas; exercitando-vos nestas, podereis chegar a outras maiores. O que podeis fazer para ajuda disto é procurar trazer uma imagem ou retrato deste Senhor que seja a vosso gosto, não para trazê-lo no seio e nunca para ele olhar, mas para falar com Ele muitas vezes, que Ele mesmo vos ensinará o que Lhes haveis de dizer. Assim como falais com outras pessoas, por que hão-de faltar-vos mais as palavras para falardes com Deus?"

De igual modo, nesta Solenidade da Epifania, em que Jesus apresenta-se como o Deus feito homem, outra Teresa vem nos ensinar a como adorar o pequeno grande Menino Deus. Imitando a ação dos três reis magos de dar presentes a Jesus, Teresa de Lisieux, nos escritos de História de uma alma, apresenta-se também como presente ao menino, mas não como "ouro" ou "mirra"; como um brinquedo sobre o qual Jesus possa ter total domínio e autonomia. Nesta simplicidade, Santa Teresinha do Menino Jesus vem nos recordar que devemos nos entregar a Deus sem reservas e sem qualquer receio, como verdadeiros filhos que se submetem à vontade dos pais.
Rezemos a Deus para que, percorrendo os passos dessas duas grandes santas, possamos fazer-nos simples "brinquedos" em Suas mãos de pequeno e frágil menino.

Amém.

Fonte: Padre Paulo Ricardo

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Santa Missa em Ação de Graças pelos 16 anos da Comunidade Encontro nessa terça, dia 10

Crescendo... Em estatura, sabedoria e graça! Assim seguimos como Comunidade Católica Encontro: amadurecendo!

E é uma alegria toda essa vida comunitária e missionária, motivo de muita festa. Claro, festa nunca falta por aqui, não é mesmo?
Por isso, mais uma vez, queremos te convidar para celebrar conosco nosso aniversário de 16 anos no dia 10 de Janeiro de 2017, terça-feira, às 19:30h em Betesda, com a Santa Missa presidida pelo Pe Carlos Renato (Alegre-ES).
Rendemos nossa gratidão mais sincera ao Senhor por ter nos ajudado até aqui e por tantos ENCONTROS que Ele nos proporcionou. Venha para mais esse, afinal, nós AMAMOS TE ENCONTRAR!

FILHO, É HORA DE VOLTAR!

Filhos perdidos, Filhos pródigos, 
Filhos tristes, vazios e sem rumo... 
Quando não nos Encontramos é assim que vivemos.
O Pai percebe cada filho do Carisma e os conduz até em casa, de alguma forma os filhos sentem-se incomodados, sentem-se chamados, nesse momento é preciso ser firme e decidir-se: PRECISO VOLTAR PARA A CASA DE MEU PAI.


A Alegria chegou ao nosso meio e nos deu corações decididos a voltar, que grande graça, Deus nos escolheu! Nesse momento o Pai nos acolhe com seu tão grandioso amor, nos dá roupas e calçados novos e ainda coloca um Anel em nosso dedo para firmar de vez a aliança que existe entre nós e Ele.
A FESTA VAI COMEÇAR!
O banquete está sendo preparado é só chegar, pronto, estamos em casa!

            Ana Carolina Dias
Vocacionada da Comunidade Encontro

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Casal com 3 filhos larga vida de luxo em MG para buscar "paz interior" pelo mundo

Casal abandonou casa própria e concursos de R$ 15 mil por 'simplificação de vida'















Eles moravam em um apartamento de R$ 1,5 milhão. Eram analistas do Banco Central, um dos concursos mais concorridos do Brasil. Ganhavam, juntos, um salário de R$ 30 mil. Se hospedavam em resorts ou faziam viagens internacionais uma vez ao ano. Fizeram o enxoval de cada um dos três filhos em Miami, nos EUA.
Mas, de repente, o capixaba Igor Leal e a mineira Adriana Faria, aos 35, decidiram abandonar tudo e embarcar com os filhos Beatriz, 5, Theo, 3 e Davi, 5 meses, rumo a um estilo de vida muito diferente daquele que tinham.
Trocaram a casa própria em Belo Horizonte por uma república de estudantes. Deixaram os empregos em confortáveis escritórios para acolher jovens ou simplesmente fazer a lavanderia de outras famílias. Não pagam mais previdência nem investem em ações. Usam, agora, peças de roupas de segunda ou até terceira mão.
"Partimos para terras tão distantes para, nessa nova realidade de vida, encontrar uma paz interior que antes não conhecíamos", diz o casal no cartão enviado à família e amigos do Brasil neste Natal.
Católicos, os brasileiros ingressaram em um grupo religioso, em que padres, freiras e famílias podem viver em apartamentos lado a lado ou até numa mesma casa. Reconhecida pelo Vaticano, a Comunidade Caminho Novo, de origem francesa, conta com 2.000 membros de 30 nacionalidades.
"Há anos, a gente ajudava muito a nossa paróquia em BH. Mas chegou um momento em que percebemos que já não era suficiente, faltava algo. Nós queríamos dar esse 'a mais' para Deus e também morar no exterior com os meninos, conhecer novas culturas. A gente decidiu encarar de cabeça", conta Igor.
Padres, freiras e famílias costumam morar em mosteiros abandonados na Europa
Faz parte do compromisso com a missão religiosa estar disponível para ser enviado a diferentes partes da Europa ou África. Os brasileiros já moraram em abadias na Espanha e no interior da França e contam que vários destes mosteiros na Europa estão em desuso por falta de novos religiosos. As casas --do tamanho de castelos-- têm sido confiadas à comunidade francesa.
Desde agosto de 2016, o casal encara um desafio ainda maior: se tornaram responsáveis por uma república de universitários com 18 a 25 anos, em Nantes, sexta maior cidade da França. No mesmo prédio, vivem 58 pessoas, entre freiras, um padre e 48 estudantes.
Igor e Adriana têm tarefas diferentes na casa. Ele é o diretor da residência estudantil e cuida das obras do prédio, do cuidado de cada jovem que mora ali e até da limpeza do jardim. Já a brasileira é responsável pela contabilidade e pela gestão das compras da casa em geral, mas também colabora na lavanderia ou na cozinha.
Theo e Davi brincam em frente à garagem da república de estudantes em Nantes
A rotina do casal se assemelha a de monges beneditinos. Sob o lema "ora et labora" [reza e trabalha], Igor e Adriana participam de orações e missas diárias e trabalham seis horas por dia. "É verdade que também trabalhamos aos finais de semana. Às vezes, temos que ir para outras cidades participar de retiros ou fazê-los aqui em Nantes", explica Igor.

Exoneração do concurso

Antes de se dedicar à experiência religiosa, o casal teve que tomar uma decisão que desagradou uma parte da família dos brasileiros. Igor pediu demissão do cargo de analista no Banco Central. Abdicou do salário de R$ 15 mil e da carreira que está entre as mais disputadas em concursos federais. Segundo dados do IBGE, a concorrência é de 583 por vaga.
"Meu irmão achou que eu tinha ficado doido", ele lembra. Igor contou para a mãe, mas não teve coragem de dizer ao pai, que havia deixado o Banco Central.
A medida foi tomada, porque Adriana teve a licença não remunerada aprovada, mas a gerência do banco negou o pedido de Igor. A lei dos servidores federais n° 8.112/90 permite que se peça uma licença de um ano por motivos pessoais, desde que seja autorizada pelo órgão.
"Tentei argumentar para o gerente que eu queria dar um ano para Deus e repensar a minha vida em família. Ele respondeu que pouco importava o que eu iria fazer, mas não poderia conceder o benefício", conta Igor. "Ele não achou que eu seria capaz de pedir demissão nem eu imaginei que seria."
Com a demissão do marido, Adriana pediu uma licença para acompanhar o cônjuge, que não precisava mais de aprovação do banco.
Na Caminho Novo, os brasileiros não têm carteira de trabalho ou salários. Para ingressar na comunidade religiosa, eles aderiram ao voto de pobreza. Em troca do serviço voluntário, a família toda é mantida financeiramente pela comunidade.
Igor e Adriana devem prestar contas do que gastaram, como roupas, mantimentos ou gasolina. É permitido que a família gaste o orçamento à medida da sua necessidade, mas a ordem é buscar uma simplificação de vida.
"A gente tenta ganhar tudo, em vez de comprar. Trocamos roupas e brinquedos entre as famílias", conta Adriana. 
Tudo na comunidade pode ser compartilhado, como roupas de cama ou um conjunto de talheres. "Eu fico caçando as facas e garfos que combinam para a mesa ficar mais bonita um dia ou outro", diz Igor.
"Funciona assim: se o celular da Dri estragou, ela pode ganhar um outro da comunidade, mas não devemos esperar que seja o top de linha", exemplifica o brasileiro.
As crianças, no entanto, não passam pelos mesmos sacrifícios dos pais. "A Bia e o Theo fazem natação e judô. Eu consultei a comunidade e vou colocá-la em uma colônia de férias. À medida do possível, eles devem levar uma vida normal", diz Adriana.
Segundo o casal, o entendimento do grupo católico é que os pais se engajaram, mas as crianças não tomaram essa decisão.
Igor e Adriana (à direita) na temporada de formação em um mosteiro na Espanha

'Livres do consumo'

Os brasileiros dizem que se tornaram livres ao abrir mão dos bens materiais. Atualmente, as economias feitas no Brasil estão "congeladas" e o aluguel do apartamento em Belo Horizonte é revertido integralmente para a casa da comunidade no Brasil.
"Largar de todo esse consumismo nos fez mais livres. Em vez de ficar acumulando coisas, buscando o lucro, passamos a gastar mais coração na relação com os outros e com a família", comenta Igor.
O casal já não pensa em voltar ao antigo estilo de vida. "A gente descobriu o nosso chamado. Queremos entregar a Deus os nossos talentos, as nossas inteligências, e que não sejam mais usados para a nossa autorrealização ou crescimento financeiro."
Segundo eles, a nova vida na França preencheu um vazio que tentaram preencher por anos. "Agora, sim, a nossa alegria é completa".
Fonte: Uol Notícias
Inscreva-se no Pré-Vocacional Encontro, clicando aqui

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Festa do Santíssimo Nome de Jesus


O Santíssimo Nome de Jesus foi dado pelo céu.  
"Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o Nome que está acima de todos os nomes, para que ao Nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor"” (Fil 2,9-11).
O Santíssimo Nome de Jesus foi dado pelo céu; tanto assim, que o Arcanjo Gabriel o confirma em sonho a São José: “Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados” (Mt 1, 20-21). Cabia ao pai dar o nome para o filho no costume judaico.
O Anjo deixou bem claro a José a razão deste nome: “porque ele salvará o seu povo de seus pecados”. A palavra “Jesus”, em hebraico, quer dizer: “Deus Salva” ou “Salvador”.
No momento da Anunciação, o anjo Gabriel dá-lhe como nome próprio Jesus, que exprime, ao mesmo tempo, Sua identidade e missão. Uma vez que “só Deus pode perdoar os pecados” (Mc 2,7), é Ele que, em Jesus, seu Filho eterno feito homem, “salvará seu povo dos pecados” (Mt 1,21). Em Jesus, portanto, Deus recapitula toda a sua história de salvação em favor dos homens. “O Filho do Homem tem poder de perdoar pecados na terra” (Mc 2,10). Ele pode dizer ao pecador: “Teus pecados estão perdoados” (Mc 2,5). E o Senhor transmite esse poder aos homens –– os apóstolos – (Jo 20,21-23) – para que o exerçam em seu Nome.

O poder do nome de Jesus
A Ressurreição de Jesus glorifica o nome do Deus Salvador, pois, a partir de agora, é o nome de Jesus que manifesta em plenitude o poder supremo do “Nome acima de todo nome”. Os espíritos maus temem Seu nome, e é em nome d’Ele que os discípulos de Jesus operam milagres, pois tudo o que pedem ao Pai em Seu nome o Pai lhes concede. É no nome de Jesus que os enfermos são curados, é em Seu nome que os mortos ressuscitam, os coxos andam, os surdos ouvem, os leprosos ficam curados. Esse nome bendito tem poder!
Depois que o pecado atingiu a humanidade, somente o Nome do Deus Redentor pode salvar o homem. E este nome é Jesus. É pelo Nome de Cristo que os apóstolos operaram maravilhas, pois Ele lhes tinha dito: “Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu Nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados” (Mc 16,17-18). Portanto, o Nome Santo de Jesus tem poder e deve ser invocado com respeito, veneração e fé.
O nome de Jesus significa também que o próprio nome de Deus está presente na Pessoa de seu Filho feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. É o único Nome divino que traz a salvação, e a partir de agora pode ser invocado por todos, pois se uniu a todos os homens pela Encarnação.
O nome do Deus Salvador era invocado uma só vez por ano pelo sumo sacerdote, para a expiação dos pecados de Israel, depois dele aspergir o propiciatório do Santo dos Santos com o sangue do sacrifício. O propiciatório era o lugar da presença de Deus. Quando São Paulo diz de Jesus que “Deus o destinou como instrumento de propiciação, por seu próprio Sangue” (Rm 3,25), quer afirmar que na humanidade deste último “era Deus que em Cristo reconciliava consigo o mundo” (2Cor 5,19).
O Nome de Jesus está no cerne da oração cristã. Todas as orações litúrgicas são concluídas pela fórmula “por Nosso Senhor Jesus Cristo…”. A Ave-Maria culmina no: “e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”. O nome de Jesus está no centro da Ave-Maria; o Rosário é centrado no Nome de Jesus, por isso tem poder.
A oração oriental denominada “oração a Jesus” diz: “Jesus Cristo, Filho de Deus Vivo, Senhor, tem piedade de mim, pecador”. Numerosos cristãos, como Santa Joana d’Arc, morreram tendo nos lábios apenas o nome de Jesus.
Que nós possamos também, hoje e sempre, pronunciar com fé e devoção este nome doce e santo que tem poder, como aquele cego de Jericó, que clamou com fé e ficou curado: “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!”

Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Santos do dia: São Basílio Magno e São Gregório Nazianzeno






São Basílio se consagrou ao serviço como Arcebispo de Cesárea, Doutor da Igreja e Patriarca dos Monges do Oriente. Nasceu em Cesárea, capital da Capadócia, no ano de 329. Entre seus nove irmãos figuraram: São Gregório de Nissa, Santa Macrina a jovem e São Pedro de Sevaste. Seu pai era São Basílio o velho, e sua mãe, Santa Emélia. Iniciou sua educação em Constantinopla e a completou em Atenas. Lá teve como companheiro de estudo São Gregório Nazianzeno, que se tornou seu amigo inseparável. Quando Basílio recebeu o batismo, teve a determinação de servir a Deus dentro da pobreza evangélica.Começou visitando os mosteiros do Egito, Palestina Síria e Mesopotâmia, com o propósito de observar e estudar a vida religiosa. Estabeleceu-se em uma estalagem agreste na região do Ponto, separado de Annesi, pelo rio Íris. Naquele retiro solitário entregou-se à oração e ao estudo. Formou o primeiro mosteiro da Ásia Menor, organizou a existência dos religiosos e enunciou os princípios que se conservaram através dos séculos e até o presente governam a vida dos monges na Igreja do oriente. São Basílio praticou a vida monástica propriamente dita durante cinco anos apenas, mas na história do monacal cristã tem tanta importância como o próprio São Bento.
Naquela época, a heresia ariana estava em seu apogeu e os imperadores hereges perseguiam os ortodoxos. Em 363, Basílio foi ordenado diácono e sacerdote na Cesárea, mas para evitar gerar certos conflitos com o arcebispo Eusébio, decidiu retirar-se secretamente ao Ponto. Entretanto, a Cesárea necessitava dele e reclamou sua presença. Dois anos mais tarde, São Gregório Nazianzeno, em nome da ortodoxia, tirou Basílio de seu retiro para que o ajudasse na defesa da fé do clero e da Igreja. Em 370, ano em que morreu Eusébio, Basílio foi eleito para ocupar a sede arcebispal vacante. Tempo depois, a morte de Santo Anastácio deixou Basílio como único paladino da ortodoxia no oriente, e este lutou para fortalecer e unificar a todos os católicos que, sufocados pela tirania ariana e descompostos pelos cismas e as dissensões entre si, pareciam extinguir-se. O santo morreu em 1º de janeiro de 379, à idade de 49 anos.

Fonte: ACI Digital