Google+ Setembro 2012 ~ Comunidade Encontro

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domingo, 30 de setembro de 2012

CASA DE MARIA


CASA DE MARIA é atualmente o Centro de Evangelização da Comunidade Encontro. Localiza-se na localidade de São Simão, bairro IBC, na Cidade de Cachoeiro de Itapemirim/ES e abrange uma área de 34.000 m².

O processo de construção deste Centro de Evangelização e Prevenção faz parte das iniciativas do Projeto PHILOKALIA.



O espaço físico pretende compreender:

- Área de esportes (almoxarifado, lanchonete, banheiros, administração, salão de oração e refeitório); 
- Rádio e clube do ouvinte, TV, estúdio de vídeo/foto/imagem, informática e tecnologia; 
- Centro de artes (escola de música, teatro e academia de dança); 
- Espaço para retiros, eventos, celebrações (lanchonete, restaurante, estacionamento, área de camping, pousadas, loja, recepção); 
- Oficinas de artesanato; 
- Espaços para acompanhamentos de oração, formação e Confessionários; 

- Capelas do Santíssimo Sacramento;
- Espaço para a moradia e formação dos membros de comunidade de vida. 

Como chegar a CASA DE MARIA:




    Fair Play



    “Fair Play” que na tradução do inglês denota “jogo limpo” ou “jogo justo” é uma ação evangelizadora através do ESPORTE promovida pela Comunidade Encontro que tem como objetivo principal, além da agregação dos benefícios próprios do esporte, gerar no jovem um movimento impulsionado à vida, aos valores, à Deus, assumindo as atividades esportivas como instrumento de evangelização e atração, e local de encontro.

     Ao contrário do que muitos dizem que a prática esportiva é uma ameaça à fé porque invade os tempos de oração ou se reduz só a uma oportunidade para o lucro; a Igreja convence a respeito do verdadeiro laço entre o esporte e espiritualidade ao enfatizar a importância desta prática para cultivar as virtudes humanas, fortificar o ânimo e o corpo e estabelecer relações fraternas no meio do trabalho em equipe além de abranger dimensões de fraternidade, amizade, convivência solidariedade. O esporte é ferramenta eficaz de conversão na vida do jovem uma vez que apresenta desafios e motivações a muitos que em nossos dias vivem em situação de solidão, desorientação, sobretudo por causa da desintegração das famílias.
    Atualmente no “Fair Play” calcula-se uma média de cinquenta jovens e adolescentes sendo atingidos pela evangelização através do esporte. São atividades esportivas semanais que englobam futsal feminino e masculino, eventos anuais que agregam mais jovens como copas e torneios sendo convidados times de outras comunidades e grupos jovens.
    Nas atividades semanais os jovens são incentivados e conduzidos a orações, partilhas sobre temas variados e animados quanto ao respeito a todos e a sustentarem até o fim um “jogo limpo e justo” gerando convivência sadia, agradável e dando abertura ao crescimento e desenvolvimento do jovem como ser social e cidadão consciente.



    quinta-feira, 27 de setembro de 2012

    Frases do Fundador

    1.    “O melhor meio de ser todo do Pai é ser todo de Maria”
    2.    “Quanto mais eu desprezo o amor, menos o amor eu terei em meu coração.”
    3.    “Quanto mais eu proclamo o ódio, quanto mais odeio o meu irmão, mais ódio eu tenho. Quanto mais amor eu proclamo, mais amor eu dou, mais amor recebo!”
    4.    “Do alto da Cruz, Cristo proclama: ‘Não odeie! Ame, perdoe! ’”.
    5.   "Peco porque sou fraco!" Então peça a Deus para ser forte!
    6.    “Preciso achar desculpas pra amar e perdoar meu irmão todos os dias”.
    7.    O amor é a marca real de um cristão. O que distingue um cristão é o amor.
    8.    Deus viu que tudo era bom, só que o homem insiste em gritar ‘eu te odeio!’ Mas Deus envia seu Filho para gritar ao mundo “Eu te amo, Eu te perdoo!”.
    9.    As pessoas que não se libertam da ira apressam sua morte. O misericordioso não julga, não condena o irmão.
    10.    Cristão paga o mal com o bem.
    11.    Aqueles que sabem perdoar alcançarão Misericórdia e alcançarão a santidade.
    12.    Senhor, mostra-nos o tesouro. Que essa visão nos faça vender tudo por causa de Vós.
    13.    De que adianta gastar uma fortuna com frutas, muitas vezes até com muito agrotóxico, se o melhor fruto que existe, o fruto sem agrotóxico (o amor) tem sido esquecido?
    14.    A felicidade não está em sucesso, dinheiro, etc. Ela está em olhar os frutos da Cruz.
    15.    Raramente alguém chega à missa e fala: ‘Vim aqui Senhor buscar minha Cruz. Dá-me minha cruz!’ Pelo contrário, oferecem a Missa por um monte de outras coisas e se esquecem da Cruz, aquela que leva à ressurreição.
    16.    Quem zomba, despreza a Cruz se assemelha ao demônio, pois é ele quem age assim.
    17.    Ao invés de correr atrás de cura e libertação, corra atrás da Cruz.
    18.    Planta um Cruz dentro de sua casa, planta uma cruz dentro do seu coração e assim verás que todos os demônios fugirão.
    19.    O Senhor conta conosco para que, plantando uma Cruz dentro da nossa casa, demos ao mundo aquilo que ele mais tem fome: o Amor.
    20.    Bendita Árvore da Vida aonde eu chego faminto e saio saciado. Bendita Árvore da Vida que ilumina as minhas trevas.
    21.    Quando eu abraço a cruz, sou refeito, sou reconstruído, me torno novamente imagem e semelhança do Amor.
    22.    Aperte a Cruz em seu peito e você encontrará todas as respostas que procura.
    23.    A Cruz nos leva a encontrar a Vida.
    24.    Quanto mais penso na Cruz, mais amado eu sou.
    25.    O cristão que tem uma vida sem discernimento irá se machucar e machucar os outros. E não vencerá o mal.
    26.    Amar é dar ao outro a oportunidade de me machucar sem defesa alguma.
    27.    Não se defenda das regras, se defenda com as regras.
    28.    Somente quando acreditamos que somos amados como somos é que passamos a ser o que somos.
    29.    Quanto mais autêntico, mais feliz eu sou.
    30.    Um coração que está disposto a amar já ama.
    31.    Nossa felicidade consiste em pensar primeiro no irmão.
    32.    Alguém que passou a vida inteira dentro da Igreja e não amou não terá feito mais do que aquela que passou apenas 1 dia e amou.
    33.    A falta de discernimento é capaz de levar o maior de todos os líderes à destruição.
    34.    Deus esmaga o orgulho do maligno através dos sacramentais, pois eles são pequenos.
    35.    Cada vez que eu rezo uma Ave-maria, eu estou dizendo pro demônio que ele perdeu.
    36.    É impossível caminhar sem oração.
    37.    Uma das mais belas formas de santidade é a santidade solitária, aquela que só eu e o Senhor vemos.
    38.    É simples ser santo, mas é difícil ser um santo simples.
    39.    Quem não aceita a correção jamais chegará à santidade.
    40.    Deus não perde tempo. Pra Ele tempo é alma!
    41.    Um santo que não gosta de aventuras não é santo.
    42.    A melhor coisa pra vida de alguém é decidir ser santo.
    43.    O nosso irmão não é nosso inimigo. O nosso inimigo é o demônio.
    44.    O amor fraterno não é só um abraço, um beijo, um perdão... Amor fraterno é tudo. É lutar pela comunhão de todos com todos.
    45.    Quando você partilha, mostra para o teu irmão o teu amor por ele. Isso é fraternidade.
    46.    Ao nos encontrarmos com Jesus, precisamos perguntar a Ele: “ Senhor, que queres que eu te faça?” Se nos encontramos com ele e não fazemos essa pergunta, e nada vale nosso encontro.
    47.    Um santo olha para algo e vê aquilo que ninguém vê.
    48.    Um santo nunca deixa nada para amanhã, pois o amanhã não chega nunca. Por isso tudo o que ele tem pra fazer, faz hoje!
    49.    Busque o essencial e serás santo.
    50.    O coração de quem ama, daquele que não é movido pela carne e sim pelo Espírito, sempre está disposto a aprender.

    (Fundador da Comunidade Encontro)

    Milagres de São Bento

    Santa Escolástica, irmã gêmea de São Bento, testemunha o poder de Deus
                  Muitas pessoas perturbadas e possessas por espíritos maus, foram libertas por São Bento. Quando São Bento ordenava que os espíritos saíssem, quando estes não obedeciam, ele esbofeteava a pessoa ou a tocava forte com o cajado, mas quem sentia o golpe era o demônio. Sobre isto comenta Santa Escolástica, que por duas ocasiões viu que após alguns golpes os espíritos deixavam as pessoas como se tivessem levado uma bruta surra.

    A pedra que não se movia
                  Havia ali também a construção uma enorme pedra, que serviu de altar para sacrifícios ao deus pagão Apolo. Tentavam os monges remove-la, mas não conseguiam. Chamaram São Bento, que percebeu que a pedra era segurada por demônios. O Santo ordenou que se retirasse, fez o Sinal da Cruz e os demônios fugiram e a pedra pode ser removia com grande facilidade.

    Salva da morte São Plácido
                  Numa certa ocasião aconteceu que um menino chamado Plácido (mais tarde São Plácido), foi buscar água no rio, e acabou por cair nele. São Bento, estava no interior do Mosteiro rezando e foi avisado em visão. Imediatamente chamou um monge que estava próximo: “Irmão Mauro, vai depressa ao lago por que o menino Plácido caiu nele”. O monge respondeu que não sabia nadar, mas São Bento disse-lhe que confiasse em Deus e não duvidasse de sua fé. O monge fez como ordenara São Bento, e andando sobre a água, como se fosse terra firme pode salvar a vida de Plácido. Após recobrar-se do susto o menino disse que quando estava o Irmão Mauro, sobre as águas, na verdade ele via a São Bento indo salva-lo. Este fato é narrado pelo próprio Irmão Mauro, mais tarde São Mauro.

    A fonte saltada da rocha
                  Entre os mosteiros que tivesse construído, três eram situados em altura sobre balanços da montanha e era uma operação muito laboriosa para os irmãos que de descer sempre ao lago para pôr-se em dever de extrair a água, tanto mais que o flanco abrupto da montanha constituia um grave perigo para os que desciam-o, não sem temor. Então um grupo de irmãos escolhido estes três em mosteiros veio encontrar o empregado de Deus Bento e dizem-lhe: “é laborioso para nos de descer cada dia procurar a água até ao lago, é por isso que é necessário alterar os mosteiros de lugar.”
    Bento recebeu-o com ternura e retornou-o devidamente consolados. A mesma noite, em companhia corajosa pequena criança chamada Placide, escala a cimeira desta montanha; caminhou bastante longamente e quando terminou, dispôs três pedras à esta lugar para servir de sinal, seguidamente competiu ao seu mosteiro ao conhecimento todos os que residiam lá.
    Um outro dia, empurrado pela mesma necessidade, os irmãos tinham retornado para ele, diz-lhes: “Vai-se e escavam ligeiramente sobre este rocha onde encontrará três pedras sobrepostas: Deus qualquer- potente tem o poder de produzir a água mesma à cimeira desta montanha: que daigne assim poupar-vos o cansaço de tal percurso?” Tornaram-se sobre a cimeira da montanha da qual Bento tivesse-lhes falado e encontrou-o suintant já de água. Como havia uma escavação, preenche-se imediatamente, e saiu em quantidade suficiente para vazar em abundância até aos nossos dias e para descer da cimeira desta montanha até a partes inferiores.

    São Bento socorre um homem endividado
                  Certa ocasião, um homem fiel, premido pela necessidade de pagar uma dívida, convenceu-se de que somente conseguiria achar remédio para sua situação se apelasse ao São Bento e lhe expusesse a necessidade que o afligia. Foi, pois, ao mosteiro, encontrou o servo de Deus e lhe expôs as importunas cobranças que sofria, por parte de seu credor, por doze soldos que lhe devia. O venerável Pai lhe respondeu que não tinha os doze soldos, mas consolou-o em sua pobreza com estas palavras: "Vai e dentro de dois dias retorna aqui, porque hoje me falta o que quereria dar-te". Durante esses dois dias esteve ocupado na oração, como era seu costume. Quando no terceiro dia voltava o homem aflito com a dívida, encontraram-se inesperadamente 13 soldos sobre a arca de trigo do mosteiro. O homem de Deus entregou-os ao necessitado, dizendo-lhe que pagasse os doze soldos e ficasse com um para outras despesas que tivesse.

    O crivo quebrado
                  Enquanto que chegam à uma lugar que chama-se Effide e que vários personagens extremamente honrosos retinham-o caridosamente, residiram na igreja São Pedro. Dita a ama que tem pedido às suas vizinhas um crivo para purificar o grão, deixou-o imprudentemente sobre a mesa: veio cair, quebrou-se, e aí está em dois pedaços! Ao seu regresso, logo que ver neste estado, a ama pôs-se a chorar à fogueiras lágrimas vendo que o crivo a que tivesse emprestado agora era quebrado.
    É enquanto que Bento, que era uma criança religiosa e sacrificado, vendo a sua ama em lágrimas, foi comovido de compaixão: levar os pedaços do crivo e pôs-se a solicitar chorando. A sua oração terminada, aumentou-se e descobriu aos seus lados o crivo em bom estado ao ponto que se não se podia ver nenhum vestígio do acidente. Então imediatamente, consolou a sua ama com ternura e entregou-lhe em bom estado o crivo que estava em pedaços.
    O fato chegou ao conhecimento dos habitantes do lugar, e estes tão admirados ficaram que erguerão o crivo na entrada da Igreja, para que todo os que o vissem, naquela época como tambem nas vindouras, pudessem aquilatar com que perfeição o jovem Bento avia principiado a graça de sua Vida. Durante muitos anos ali esteve, exposto á contemplação de todos na porta da Igreja.

    Uma taça de cristal quebrada com o sinal da Cruz
                  Havia um mosteiro cujo abade havia falecido, e a comunidade dirigiu-se ao venerável Bento, rogando-lhe todos os monges insistentemente que os dirigisse. Ele negou-se durante muito tempo, dizendo-lhes antemão que seu modo de proceder não se ajustaria ao daqueles irmãos; mas, vencido afinal por suas insistentes súplicas, acabou por consentir.Impôs então àquele mosteiro a observância da vida regular, não permitindo a ninguém desviar-se ou viver como antes. Os irmãos daquele mosteiro, irritados com tanta severidade, começaram por se recriminar terem-lhe pedido que os governasse, pois sua vida "torta" estava em conflito com aquele modelo de retidão. Dando-se conta de que sob o governo de Bento não mais lhes seriam permitidas coisas ilícitas, e doendo-se por terem que renunciar a seus antigos costumes, pareceu-lhes duro, por outro lado, verem-se obrigados a adotar costumes novos com seu espírito envelhecido; por tudo isso, e também porque aos depravados a vida dos bons parece algo intolerável, tramaram matá-lo. E depois de decidí-lo em conselho, puseram veneno no seu vinho.Quando foi apresentada ao abade, ao sentar-se à mesa, a taça de cristal que continha a bebida envenenada para que, segundo o costume do mosteiro, a abençoasse, Bento, levantando a mão, fez o sinal da Cruz e com ele se quebrou a taça que ainda estava a certa distância; e de tal modo se rompeu aquela taça de morte que mais parecia que, em lugar da Cruz, fora uma pedra que a atingira. Compreendeu logo o homem de Deus que continha uma bebida de morte a taça que não podia suportar o sinal da vida. Depois disso, relembrou aos monges o que tinha dito a respeito de suas regras severas que não se adaptariam a eles, e deixou este mosteiro.

    O monge que, ao sair do monastério contra a vontade de São Bento, encontrou no caminho um dragão
                  Um monge seu, dominado pela inconstância, não queria permanecer no monastério. E embora o homem de Deus frequentemente o corrigisse e muitas vezes o admoestasse, ele de nenhum modo se resolvia a permanecer na comunidade, empenhando-se em importunos pedidos para que o deixasse ir em liberdade. Cansado um dia o veneravel São Bento de tanta impertinência, disse-lhe irado que se fosse. Mas nem bem transpusera as portas do monantério, sai-lhe ao encontro um dragão que contra ele investiu com a boca aberta. E como ameaçasse devora-lo, começou ele tremendo e vacilante, a bradar: “Socorro, socorro que o dragão me quer devorar”. Correndo os irmãos, não viram nenhum dragão, mas troxerão de volta o monge esbaforido e aterrorizado, que prometeu nunca mais a sair do monastério e desde então cumpriu firmemente esse propósito; já que, graças as Orações do Canto Varão, avia visto o dragão que o perseguia, e ao qual ele antes obedecia sem o ver.
    São Bento, rogai por Nós!

    Oração a Nossa Senhora das Graças


    Lembrai-vos, oh! puríssima Virgem Maria, do poder ilimitado que vos deu o vosso divino Filho sobre o Seu coração adorável.
    Cheio de confiança na vossa intercessão, venho implorar o vosso auxílio.
    Tendes em vossas mãos a fonte de todas as graças que brotam do Coração amantíssimo de Jesus Cristo;
    Abri-a em meu favor, concedendo-me a graça que ardentemente vos peço. (coloque aqui sua intenção)
    Não quero ser o único por vós rejeitado;
    Sois minha Mãe, sois a soberana do Coração de vosso divino Filho.
    Sim, ó Virgem santa, não esqueçais as tristezas desta terra;
    Lançai um olhar de bondade aos que estão no sofrimento, aos que não cessam de provar o cálice das amarguras de vida.
    Tende piedade dos que se amam e que estão separados pela discórdia, pela doença, pelo cárcere, pelo exílio ou pela morte.
    Tende piedade dos que choram, dos que suplicam e dai a todos o conforto, a esperança e a paz!
    Atendei, pois, à minha humilde súplica e alcançai-me as graças que agora fervorosamente vos peço, por intermédio de vossa santa Medalha Milagrosa! Amém.
    Nossa Senhora das Graças, rogai por nós


    Veja também:

    Simbolismo da Medalha Milagrosa




    A serpente: Maria aparece esmagando a cabeça da serpente. A mulher que esmaga a cabeça da serpente, que é o demônio, já estava predita na Bíblia, no livro do Gênesis: "Porei inimizade entre ti e a mulher... Ela te esmagará a cabeça e tu procurarás, em vão, morder-lhe o calcanhar". Deus declara iniciada a luta entre o bem e o mal. Essa luta é vencida por Jesus Cristo, o "novo Adão", juntamente com Maria, a co-redentora, a "nova Eva". É em Maria que se cumpre essa sentença de Deus: a mulher finalmente esmaga a cabeça da serpente, para que não mais a morte pudesse escravizar os homens.
    Os raios: Simbolizam as graças que Nossa Senhora derrama sobre os seus devotos. A Santa Igreja, por isso, a chama Tesoureira de Deus.
    As 12 estrelas: Simbolizam as 12 tribos de Israel. Maria Santíssima também é saudada como "Estrela do Mar" na oração Ave, Stella Maris.
    O coração cercado de espinhos: É o Sagrado Coração de Jesus. Foi Maria quem o formou em seu ventre. Nosso Senhor prometeu a Santa Margarida Maria Alacoque a graça da vida eterna aos devotos do seu Sagrado Coração, que simboliza o seu infinito e ilimitado Amor.
    O coração transpassado por uma espada: É o Imaculado Coração de Maria, inseparável ao de Jesus: mesmo nas horas difíceis de Sua Paixão e Morte na Cruz, Ela estava lá, compartilhando da Sua dor, sendo a nossa co-redentora.
    O "M": Significa Maria. Esse M sustenta o travessão e a Cruz, que representam o calvário. Essa simbologia indica a íntima ligação de Maria e Jesus na história da salvação.
    O travessão e a Cruz: Simbolizam o calvário. Para a doutrina católica, a Santa Missa é a repetição do sacrifício do Calvário, portanto, ressaltam a importância do Sacrifício Eucarístico na vida do cristão.
    Veja também

    Nossa Senhora das Graças


    Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é uma invocação especial pela qual é conhecida a Virgem Maria, também invocada com a mesma intenção sob o nome de Nossa Senhora das Graças e Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças.
    Precede as aparições em La Salette, Lourdes e Fátima.

    As aparições

    Esta invocação está relacionada a duas aparições da Virgem a Santa Catarina Labouré, então uma noviça das Irmãs da Caridade em Paris, França, no século XIX.
    A primeira aparição aconteceu na noite da festa de São Vicente de Paulo, 19 de Julho, quando a Madre Superiora de Catarina pregou às noviças sobre as virtudes de seu santo fundador, dando a cada uma um fragmento de sua sobrepeliz. Catarina então orou devotamente ao santo patrono para que ela pudesse ver com seus próprios olhos a Mãe de Deus, e convenceu-se de que seria atendida naquela mesma noite.
    Indo ao leito, adormeceu, e antes que tivesse passado muito tempo foi despertada por uma luz brilhante e uma voz infantil que dizia: "Irmã Labouré, vem à capela; Santa Maria te aguarda". Mas ela replicou: "Seremos descobertas!". A voz angélica respondeu: "Não te preocupes, já é tarde, todos dormem... vem, estou à tua espera". Catarina então levantou-se depressa e dirigiu-se à capela, que estava aberta e toda iluminada. Ajoelhou-se junto ao altar e logo viu a Virgem sentada na cadeira da superiora, rodeada por um esplendor de luz. A voz continuou: "A santíssima Maria deseja falar-te". Catarina adiantou-se e ajoelhou-se aos pés da Virgem, colocando suas mãos sobre seu regaço, e Maria lhe disse:
    "Deus deseja te encarregar de uma missão. Tu encontrarás oposição, mas não temas, terás a graça de poder fazer todo o necessário. Conta tudo a teu confessor. Os tempos estão difíceis para a França e para o mundo. Vai ao pé do altar, graças serão derramadas sobre todos, grandes e pequenos, e especialmente sobre os que as buscarem. Terás a proteção de Deus e de São Vicente, e meus olhos estarão sempre sobre ti. Haverá muitas perseguições, a cruz será tratada com desprezo, será derrubada e o sangue correrá". Depois de falar por mais algum tempo, a Virgem desapareceu. Guiada pelo anjinho, Catarina deixou a capela e voltou para sua cela.
    Catarina continuou sua rotina junto das Irmãs da Caridade até o Advento. Em 27 de novembro de 1830, no final da tarde, Catarina dirigiu-se à capela com as outras irmãs para as orações vespertinas. Erguendo seus olhos para o altar, ela viu novamente a Virgem sobre um grande globo, segurando um globo menor onde estava inscrita a palavra "França". Ela explicou que o globo simbolizava todo o mundo, mas especialmente a França, e os tempos seriam duros para os pobres e para os refugiados das muitas guerras da época.
    Então a visão modificou-se e Maria apareceu com os braços estendidos e dedos ornados por anéis que irradiavam luz e rodeada por uma frase que dizia: "Oh Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". Desta vez a Virgem deu instruções diretas: "Faz cunhar uma medalha onde apareça minha imagem como a vês agora. Todos os que a usarem receberão grandes graças". Catarina perguntou por que alguns anéis não irradiavam luz, e soube que era pelas graças que não eram pedidas. Então Maria voltou-lhe as costas e mostrou como deveria ser o desenho a ser impresso no verso da medalha. Catarina também perguntou como deveria proceder para que a ordem fosse cumprida. A Virgem disse que ela procurasse a ajuda de seu confessor, o padre Jean Marie Aladel.
    De início o padre Jean não acreditou no que Catarina lhe contou, mas depois de dois anos de cuidadosa observação do proceder de Catarina ele finalmente dirigiu-se ao arcebispo, que ordenou a cunhagem de duas mil medalhas, ocorrida em 20 de junho de 1832. Desde então a devoção a esta medalha, sob a invocação de Santa Maria da Medalha Milagrosa, não cessou de crescer. Catarina nunca divulgou as aparições, salvo pouco antes da morte, autorizada pela própria Maria Imaculada.

    A invocação à Virgem das Graças

    A própria medalha contém as palavras por que a Santa Mãe de Deus quis ser invocada:
    Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.
    Essa inscrição já sintetiza boa parte da mensagem que a Virgem Mãe revelou: a Imaculada Conceição, pela primeira vez objeto de revelação particular, em 1858 ratificada em Lurdes, e transformada em dogma pelo Papa Pio IX, com a bula Ineffabilis Deus, e a mediação da Mãe de Deus junto ao seu Divino Filho. Usar essa invocação, portanto, significa acreditar que a Virgem das virgens é a Medianeira imaculada.

    Veja também:

    Conheça os demais baluartes da Comunidade Encontro:

    São Francisco de Assis

    Foi na encantadora igrejinha de São Damião, a um quilometro abaixo de Assis, toda humilde entre as oliveiras, que se deu o notável acontecimento. Francisco rezava com fervor ante o grande crucifixo bizantino: "Senhor, suplico-Vos me ilumines e dissipeis as trevas da minha alma". Do crucifixo veio a resposta, suave e benevolente: "Francisco, restaura a minha casa, que desmorona". Iluminado por essa ordem precisa, correu à loja do pai, que se encontrava ausente, carregou o cavalo com várias peças de tecido e galopou em direção ao mercado de Foligno.Ali vendeu o tecido e a montaria. De volta a São Damião, encontrou o velho sacerdote que administrava o santuário e ofereceu-lhe o dinheiro para pagar as despesas de restauração; que desconfiado recusou. Francisco, então, atirou com desdém o dinheiro no canto de uma janela e suplicou ao velho sacerdote que lhe permitisse viver com ele. O outro aceitou. 
    Entrementes, voltou o pai a Assis e, informando-se dos acontecimentos, teve um acesso de violenta cólera. Reunindo parentes e amigos, desceu a São Damião, a fim de capturar o filho indigno; este, porém, refugiado numa caverna, passou um mês em oração, jejum e lágrimas.
     Enfim, confiando no auxilio de Deus, foi ao encontro de seus perseguidores. Assis acolheu o seu herói de ontem com vaias e pedradas; Pedro de Bernardone (seu pai) lançou-o numa enxovia (prisão subterrânea), exortando-o a renuncia de seus projetos.
     Seguiu depois em viagem de negócios e a mãe libertou o seu Francisco, que regressou a São Damião. Voltando de novo o pai, nova cena; desta vez, quis encerrar o caso e apresentou queixa aos cônsules. Citado, Francisco compareceu e declarou-se a serviço de Deus; enviaram o queixoso ao tribunal do Bispo, perante o qual aceitou apresentar-se o filho insubmisso. Intimado a restituir o dinheiro que tirara, Francisco respondeu com um gesto sublime: para nada conservar da herança paterna, despojou-se das próprias vestes, atirando-as aos pés do pai. Na eloqüência de sua nudez, dirigiu-se aos presentes em solene linguagem: "Escutai-me todos e compreendei. Até agora chamei Pedro Bernardone meu pai. Agora, posso dizer: Pai Nosso, que estais nos Céus" E o Bispo, em sinal de adoção, cobriu Francisco com seu manto.

    Essa nova fase separava Francisco do mundo, consagrando-o ao serviço da igreja; doravante, achava-se livre para dedicar-se à tarefa que lhe indicara o próprio Cristo. Ganhou novamente São Damião e, vestido com o hábito de eremita, iniciou, jubiloso, a restauração do santuário, pedindo materiais e alimento, chegando mesmo a reunir, não obstante as zombarias, companheiros que o auxiliassem no trabalho. Terminada a igrejinha de São Damião, e não tendo recebido outra ordem de Cristo, Francisco restaurou a de São Pedro. Depois a de Santa Maria dos Anjos, depois uma capela abandonada que ficava a uma légua da cidade e que se chamava, por causa das exíguas dimensões, "a Porciúncula". Fascinado com a solidão do lugar, ali estabeleceu o seu domicilio. E foi ali, na humilde casa de Deus que em 24 de fevereiro de 1209, festa de São Matias, ouviu Francisco o apelo que rematou sua conversão, esclarecendo-lhe o sentido das palavras percebidas havia dois anos em São Damião. O Evangelho do dia recordava as palavras pronunciadas por Jesus quando enviou os apóstolos a anunciarem a boa nova: "Ide e pregai, dizendo: Está próximo o Reino dos Céus... Não leveis à cintura ouro, nem prata, dinheiro, alforje para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão: porque o operário é digno do seu sustento"...
     Não era a igreja de pedra que o Senhor lhe ordenava reconstruir, mas o Corpo Místico de Cristo, retalhado pelo ódio, vício e indiferença. (do livro de Ivan Gobry, São Francisco de Assis e o espírito franciscano).

    Conheça os demais baluartes da Comunidade Encontro:

    São Pio de Pietrelcina

    Herdeiro espiritual de São Francisco de Assis, Padre Pio de Pietrelcina foi o primeiro sacerdote a ter impresso sobre o seu corpo os estigmas da crucifixão. Ele é conhecido em todo mundo como o "Frei" estigmatizado.
     O Padre Pio, a quem Deus deu dons particulares e carismas, se empenhou com todas as suas forças pela salvação das almas. Os muito testemunhos sobre a grande santidade do Frei, chegam até os nossos dias, acompanhados de sentimentos de gratidão. Suas intercessões providencias junto a Deus foram para muitos homens causa de cura do corpo e motivo de renovação do espírito.
    Padre Pio de Pietrelcina que se chamava Francesco Forgione, nasceu na Pietrelcina, num pequeno povo da Província de Benevento, em 25 de maio de 1887. Pertencia a  uma família humilde tendo como  pai Grazio Forgione e a mãe Maria Giuseppa  Di Nunzio tinham outros filhos. Desde muito menino Francesco experimentou em si o desejo de consagrar-se totalmente a Deus e este desejo o distinguia de seus coetâneos. Tal "diferença" foi observada por seus parentes e amigos.  Narra a mamãe Peppa: "Não cometeu nunca nenhuma falta,  não tinha caprichos, sempre obedeceu a mim e a seu pai, a cada manhã e a cada tarde ia à igreja visitar a Jesus e a Virgem. Durante o dia não saia nunca com os seus companheiros. Às vezes eu dizia: - "Francì vá um pouco a brincar". Ele se negava dizendo: - "Não quero ir porque eles blasfemam". Do diário do Padre Agostinho de San Marco em Lamis, o qual foi um dos diretores espirituais do Padre Pio, soube que o Padre Pio, desde 1892 quando tinha apenas cinco anos, viveu já suas primeiras experiências místicas espirituais. Os Extasies e as aparições foram freqüentes, mas  para o menino pareciam serem absolutamente normais.
    Com o passar do tempo, realizou-se para Francesco o que foi o seu maior sonho: consagrar totalmente a sua vida a Deus.
    Em 6 de janeiro de 1903, aos dezesseis anos, entrou como clérigo na ordem dos Capuchinhos. Foi ordenado sacerdote na Catedral de Benevento, a 10 de agosto de 1910. Teve assim início sua vida sacerdotal que por causa de suas condições precárias de saúde, se passou primeiro em muitos conventos da província de Benevento. Esteve em vários conventos por motivo de saúde, assim, a partir de 4 setembro de 1916 chegou ao convento de San Giovanni Rotondo, sobre o Gargano, onde ficou até 23 de setembro de 1968, dia de seu pranteado falecimento.
    Nesse longo tempo o Padre Pio iniciava seus dias despertando-se a noite, muito antes da aurora, se dedicava a oração e com grande fervor aproveitando a solidão e silêncio da noite. Visitava diariamente por longas horas a Jesus Sacramentado, preparando-se à Santa Missa, e daí sempre tirou as forças necessárias, para seu grande trabalho com as almas, levando-as até Deus no Sacramento da Confissão. Atendia confissão por longas horas, até 14 horas diárias, e assim salvou muitas almas.
    Um dos acontecimentos que marcou intensamente a vida do Padre Pio foi que se verificou na manhã do 20 de setembro de 1918, quando, rezando diante do Crucifixo do coro da velha e pequena igreja, o Padre Pio recebeu o maravilhoso presente dos estigmas. Os estigmas ou as feridas foram visíveis e ficaram abertas, frescas e sangrentas, por meio século. Este fenômeno extraordinário tornou a chamar, sobre o Padre Pio a atenção dos médicos, dos estudiosos, dos jornalistas, enfim sobre toda a gente comum que, no período de muitas décadas foram a San Giovanni Rotondo para encontrar o santo frade.
    Numa carta ao Padre Benedetto, datada de 22 de outubro de 1918, o Padre Pio narra a sua "crucifixão": O que posso dizer aos que me perguntam como é que aconteceu a minha crucifixão? Meu Deus! Que confusão e que humilhação eu tenho o dever de manifestar o que Tu tendes feito nessa mesquinha criatura!"
    Foi na manhã do 20 do mês passado ( setembro ) no coro, depois da celebração da Santa Missa, quando fui surpreendido pelo descanso do espírito, pareceu um doce sonho. Toso os sentidos interiores e exteriores, além das mesmas faculdades da alma, se encontraram numa quietude indescritível. Em tudo isso houve um silêncio em torno de mim e dentro de mim; senti em seguida uma grande paz e um abandono na completa privação de tudo e uma disposição na mesma rotina.
    Tudo aconteceu num instante. E em quanto isso se passava, eu vi na minha frente um misterioso personagem parecido com aquele que tinha visto na tarde de 5 de agosto. Este era diferente do primeiro, porque tinha as mãos, o pés e o peito emanando sangue. A visão me aterrorizava, o que senti naquele instante em mim não sabia dizê-lo. Senti-me desfalecer e morreria, se Deus não tivesse intervindo sustentar o meu coração, o qual sentia saltar-me do peito. A visão do personagem desapareceu e dei-me conta de que minhas mãos, pés e peito foram feridos e jorravam sangue. Imaginais o suplício que experimentei então e que estou experimentando continuamente todos os dias. A ferida do coração, continuamente, sangra. Começa na quinta feira pela tarde até sábado. Meu pai, eu morro de dor pelo suplício e confusão que experimento no mais íntimo da alma. Temo morre en sangue, se Deus não ouvir os gemidos do meu pobre coração, e ter piedade de retirar de mim está situação..."
    Durante anos, de todas as partes do mundo, os fiéis foram a este sacerdote estigmatizado, para conseguir a sua potente intercessão junto a Deus. Cinqüenta anos passados na oração, na humildade, no sofrimento e no sacrifício, de onde para atuar seu amor, o Padre Pio realizou duas iniciativas em duas direções: uma vertical até Deus com a fundação dos "Grupos de ruego", hoje chamados "grupos de oração"e outra horizontal até os irmãos, com a construção de um moderno hospital: "Casa Alívio do Sofrimento".
    Em setembro os 1.968 milhares de devotos e filhos espirituais do Padre Pio se reuniram em um congresso em San Giovanni Rotondo para comemorar o 50 aniversário dos estigmas e celebrar o quarto congresso internacional dos Grupos de Oração. Ninguém imaginou que às 2h30 da madrugada do dia 23 de setembro de 1968, seria o doloroso final da vida do Padre Pio de Pietrelcina. Deste maravilhoso frei, escolhido pro Deus para derramar a sua Divina Misericórdia de uma maneira especial.

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    A Medalha de São Bento



    A origem da Cruz-Medalha de São Bento é incerta, sabe-se que ela foi redescoberta em 1647, em Nattremberg, na Baviera, por ocasião da condenação de algumas bruxas, que afirmaram não conseguir praticar qualquer tipo de feitiçaria ou encanto contra lugares em que houvesse a imagem da Cruz, em especial, a abadia de São Miguel em Metten. Intrigados com o fato, as autoridades foram averiguar o que existia no mosteiro. Ao entrarem em uma das dependências, observaram entalhadas nas paredes imagens da cruz tal como estão representadas nas Medalhas utilizadas hoje. Na biblioteca dessa mesma abadia, encontraram um manuscrito do ano de 1415, o qual continha, além de textos, ilustrações, sendo uma delas a de São Bento, com uma cruz e uma flâmula, com os versos da medalha: Crux sacra sit mea lux, non draco sit mihi dux. Vade retro satana, nunquam suade mihi vana. Sunt mala quae libas, ipse venena bibas". Por esse motivo, estima-se que a origem da imagem da medalha situa-se no século XV.
    A medalha, com algumas variações, possui na frente a imagem de São Bento, vestindo o traje monástico - chamado cógula - trazendo na mão direita uma cruz e na mão esquerda uma flâmula ou livro aberto, que representa a Regra. No verso, há uma imagem da cruz. Ambas as faces trazem inscrições em latim, seja apenas letras ou em palavras, a saber:

    Na frente da medalha:
    "Ejus in obitu nostro praesentia muniamur" = Sejamos protegidos pela sua presença na hora de nossa morte.

    No verso:

    C S P B: Crux Sancti Patris Benedicti - Cruz do Santo Pai Bento
    C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux - A Cruz Sagrada seja minha luz
    N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux - Não seja o dragão o meu guia
    V R S: Vade retro, satana! - Para trás, satanás!
    N S M V: Nunquam Suade Mihi Vana - Nunca seduzas minha alma
    S M Q L: Sunt Mala Quae Libas - São coisas más as que brindas
    I V B: Ipse Venena Bibas - Bebas do mesmo veneno

    Essa oração, acrescida da jaculatória "Rogai por nós bem aventurado São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo", se tornou uma fórmula de oração a São Bento.

    Em 1742, o Papa Bento XIV aprovou a medalha, concedendo indulgências a quem a usar e estabelecendo a oração do verso da medalha como uma forma de exorcismo, que se tornou conhecida como Vade retro Satana. Atualmente, uma forma comum da medalha é a que vemos nessas ilustrações, conhecida como Medalha do Jubileu, pois foi cunhada em 1880 por ocasião do XIV Centenário do nascimento de São Bento, pelos monges de Beuron para a abadia de Monte Cassino. Essa medalha acrescenta a palavra pax - paz - no alto da cruz e aos pés de São Bento os dizeres Ex S.M. Casino MDCCCLXXX - Do Santo Monte Casino - 1880.

    São Bento de Núrsia


    Nasceu em Núrsia, na Úmbria, Itália. É considerado o pai do monaquismo ocidental.
        De família abastada, foi enviado a Roma para estudar, mas, depois de certo tempo, abandonou tudo e foi à procura de uma comunidade de Ascetas no vale de Aniene, onde permaneceu por algum tempo. Dali refugiou-se numa gruta no Monte Subíaco, local em que passou a viver como eremita. Foram três anos de vida austera, de amadurecimento espiritual, num total isolamento e solidão. Era visitado apenas por um monge de nome Romano, que a ele levava algum provimento.
    Fundou em Subíaco doze pequenos mosteiros, e cada um desses mosteiros era habitado por apenas doze monges e um abade.
        Por volta de 525, deixou as solitárias montanhas de Subíaco e se estabeleceu em Monte Cassino, fundando ali o celebre mosteiro de onde a vida monástica se espalharia por toda Europa. Ali escreveu também a famosa “vida beneditina”, que orientava a conduta dos monges.

        A vida fraterna, o amor mútuo, a humildade, a oração e o trabalho, a obediência ao abade, eram os valores que os monges deviam cultivar, ou seja, “orar e trabalhar, contemplar e agir”, e assim alcançar a perfeição. Um ideal que ainda continua atual, urgente e possível para todos nós do terceiro milênio. São Bento é padroeiro da Europa e também é chamado de “o homem dos milagres” e “Terror dos Demônios”.