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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

#SÍNODO: "Primeiro santos e depois missionários"

Foram retomados na manhã desta segunda-feira, os trabalhos do Sínodo dos Bispos dedicados à região Pan-Amazônica. Na presença do Santo Padre a 9ª Congregação Geral, na Sala do Sínodo, no Vaticano, teve início com a Oração da Hora Média. A reflexão nesta segunda-feira foi proposta por dom Omar de Jesús Mejia Giraldo, arcebispo de Florencia, Colômbia que teve como tema “Nossa missão: ser Santos”.



No início das suas palavras dom Mejia recordou que no último dia 3 de outubro, ele teve o privilégio de estar perto do túmulo do Beato José Allamano, fundador do Instituto Missionário da Consolata. Ali ele leu a seguinte frase: "Primeiro Santos e depois missionários". Quando cheguei à casa do Instituto Missionário da Consolata, em Roma - contiuou -, vi na minha caixa de correio, que me pediram para preparar esta simples reflexão. Ao procurar o texto que daria origem à minha intervenção, deparei-me com a Palavra de Deus que acabamos de ouvir: Sejam santos para mim, porque Eu sou santo, sou Javé, que lhes separou dos outros povos para que sejam meus" (Lv 20, 26).

Neste contexto de oração sinodal dom Mejia recordou as palavras do Santo Padre na Santa Missa no início do Sínodo: "O anúncio do Evangelho é o primeiro critério para a vida da Igreja. É a sua missão, a sua identidade”. Este critério brota da primeira convicção: somos propriedade de Deus, não Deus nossa propriedade. A nossa missão é ocupar-nos continuamente das coisas do Pai (cf. Lc 2, 49). A nossa grande missão é pertencer inteiramente a Deus.

“Queridos irmãos e irmãs, - disse - estamos aqui porque queremos, à luz do Espírito Santo, discernir a atividade evangelizadora e missionária da Igreja na Amazônia. Vamos pedir a força do alto para entender que sem a graça de Deus tudo o que fizermos será inútil e inofensivo. Lembremo-nos de algo fundamental: a graça é sempre edificante e curativa.

Não esqueçamos: "Somos propriedade de Deus", "a terra é de Deus", "somos nação santa", "somos um povo sacerdotal". Com tudo isto, compreendemos que Deus pode escolher o povo que quer (pode escolher quem quer, mas também conta com a resposta generosa do eleito), sublinha-se a liberdade, a primeira decisão e a eleição gratuita de Deus.

Deus, na sua infinita misericórdia, - sublinhou o arcebispo Mejia - escolheu-nos para estarmos aqui, neste "instante vital". Ele nos escolheu para que hoje sejamos luz e esperança na Amazônia e de lá, luz e esperança para o mundo. E se pensarmos um pouco no mistério de ser uma Igreja missionária na Amazônia? Trata-se de ser fermento na massa, um grupo de irmãos que Deus conduz por caminhos diferentes... Como Igreja, estamos no mundo. Como Igreja missionária, estamos na Amazônia, mas sem fins lucrativos, nem para devastá-la e aproveitar sua riqueza material. Estamos na Amazônia para levar o estilo de vida de Jesus e "Vida em abundância" (cf. Jo 10,10). Estamos na Amazônia para "curar corações feridos" (cf. Lc 4, 16-19).

É normal ser criticado, porque muitas pessoas no mundo não entendem nossa missão. A nossa tarefa é sermos diferentes, mas não estranhos. Como pessoas consagradas devemos ser terra de Deus, isto nos ensina a rejeitar a vida sem Deus. Como pessoas consagradas, devemos realizar nossa missão com sentido de eternidade. Não trabalhamos, não nos cansamos, não entregamos a nossa inteligência e vontade a Deus para sermos aplaudidos e felicitados, fazemo-lo com a liberdade de saber que os nossos nomes estão inscritos no Reino dos Céus. Nós nos entregamos à missão por causa do Evangelho e pelo cuidado da casa comum como servos "inúteis" e sabendo que a nossa recompensa está no além.

À Santíssima Virgem Maria, Mãe da Esperança, - concluiu o arceispo - confiamos esta nova semana de discernimento do Sínodo da Amazônia. "Primeiro os santos e depois os missionários" (Beato José Allamano).
Fonte: Vatican News

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Uma santa da nossa época



A primeira santa brasileira da nossa época que passará a ser chamada "Santa Dulce dos Pobres" a partir do dia 13 de outubro, em sua canonização.
Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz do Brasil
No primeiro dia deste mês, segunda-feira passada, coube-me anunciar, em Salvador, a canonização de Irmã Dulce. A alegria tomou conta de todos os que se encontravam no Santuário onde está o corpo do “Anjo Bom da Bahia”. Os momentos seguintes foram de entrevistas, orações e cantos festivos, porque é de Salvador, é da Bahia aquela que, a partir de 13 de outubro de 2019, passará a ser chamada de “Santa Dulce dos Pobres” – primeira santa brasileira da nossa época. A repercussão da notícia em todo o país mostrou-nos que “nossa” Irmã Dulce há muito conquistou o coração dos brasileiros.
Estamos acostumados a celebrar a festa de santos e santas de diferentes e distantes países, de diversas épocas. Agora, estamos diante de alguém que viveu nesta cidade e que deixou marcas profundas no coração de quem a conheceu. O testemunho de Irmã Dulce confirma o que o apóstolo Paulo ensinou: “O amor jamais acabará” (1Cor 13,8). As vaidades acabarão, os elogios passarão, as medalhas de mérito enferrujarão. Assim, se Irmã Dulce tivesse feito de sua vida uma procura incessante de títulos honoríficos, de louvores da sociedade e de aplausos fáceis dos que a cercavam, quem hoje estaria falando dela?
Irmã Dulce nos aponta um caminho: o da santidade. Ela se une a uma multidão de santos e santas que, com a sua fé e caridade, se tornaram faróis para o mundo, pois manifestaram a presença poderosa do Ressuscitado em suas vidas; deixaram que Cristo se apoderasse tão completamente delas que puderam afirmar com São Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20). Seguir o seu exemplo, recorrer à sua intercessão e entrar em comunhão com eles, une-nos a Cristo.
Mas, o que é a santidade? Ela não consiste na realização de obras extraordinárias, mas em viver o Evangelho e fazer nossas as atitudes, os pensamentos e os comportamentos de Jesus Cristo. Todo batizado é chamado a ser santo: “Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para sermos santos” (Ef 1, 4). Assim, não importa o tipo de vida que uma pessoa leva, nem sua missão ou profissão: ela é chamada a seguir Jesus Cristo, para um dia participar de sua glória. Mas, estejamos atentos: a santidade é obra de Deus, não nossa.
A vida de Irmã Dulce é uma confirmação de que a santidade nada mais é do que a caridade plenamente vivida: “Deus é amor; quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele” (1Jo 4, 16). Porque ela procurou amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesma, sua vida passou a brilhar como a aurora, iluminando vida de muitos. A canonização de Irmã Dulce dos Pobres será uma excelente oportunidade para refletirmos sobre a mais importante lição que ela nos deixou: “O amor jamais acabará”.

Fonte: Vatican News


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

DIA DE ESPIRITUALIDADE - FIM DOS TEMPOS: A BATALHA FINAL

Nesse mês de Outubro acontecerá na Comunidade Encontro um dia de Espiritualidade com nosso Fundador, Clayton B. Antar, que nos ajudará a entender um pouco mais sobre o como agir e viver o fim dos tempos, o tema desse dia será "Fim dos tempos: a batalha final". 
Como ter sabedoria? Como discernir? Como agir? O que fazer? Como se preparar para isso? 

Participe conosco e leve a sério isso, pois um cristão sem formação, constrói sua casa na areia e não sobre a rocha, e passando qualquer vento será derrubado. 

As inscrições são GRATUITAS, o nosso encontro terá início às 8h, em nosso Centro de Evangelização "Casa de Maria" (Zona Rural - Localidade São Simão / Bairro IBC, Cachoeiro de Itapemirim, ES. Referência: estrada de chão logo após a Polícia Federal sinalizada com placas indicativas.), te esperamos!

AMAMOS TE ENCONTRAR! 






#SinodoAmazonico: A Igreja deve confessar os “pecados ecológicos". Sacerdotes sejam santos

A quarta congregação presidida pelo Papa Francisco se abriu com a oração de toda a assembleia pelo cardeal Serafim Fernandes de Araújo, que morreu ontem em Belo Horizonte.

A violação sistemática dos direitos dos povos originários da Amazônia e a vida em risco de toda a região, ferida no seu habitat, estiveram no centro da reflexão da quarta congregação do Sínodo dos bispos.

Não à indiferença, sim à responsabilidade

Foi feito um forte apelo para que a Igreja, com a sua voz de peso em âmbito moral e espiritual, tutele sempre a vida, denunciando as muitas estruturas de morte que a ameaçam. Não ao individualismo ou à indiferença que nos faz olhar a realidade como expectadores, como numa tela. Sim a uma conversão ecológica centralizada na responsabilidade e numa ecologia integral que coloque no centro, antes de tudo, a dignidade humana, muitas vezes vezes espezinhada.

Que a comunidade internacional enfrente as violações dos direitos humanos

A situação inaceitável da degradação ambiental na região pan-amazônica – assim foi denunciado – deve ser enfrentada de modo sério por toda a comunidade internacional, muitas vezes indiferente diante do derramamento de sangue inocente. As populações nativas, guardiãs das reservas naturais, evangelizadas com a cruz de Cristo, devem ser consideradas como aliadas na luta contra as mudanças climáticas numa ótica sinodal, isto é, de caminhar “juntos”, em amizade.

No pronunciamento de um delegado fraterno a respeito, foi destacada a necessidade de unir as forças e colocar-se em diálogo, porque a amizade – disse – “respeita, protege e cuida”. Vários foram os convites à Igreja para se tornar aliada dos movimentos sociais de base, a colocar-se em escuta humilde e acolhedora em relação a uma cosmovisão amazônica, a compreender o significado dado pelas culturas locais a símbolos rituais, diferente em relação à tradição ocidental.

Maior conscientização dos “pecados ecológicos”

Foi ressaltado um desenvolvimento sustentável que seja socialmente justo e inclusivo e leve em consideração conhecimentos científicos e tradicionais, porque o futuro da Amazônia, realidade viva e não de museu, está nas nossas mãos. Além disso, foi auspiciada uma conversão ecológica que faça perceber a gravidade do pecado contra o meio ambiente como um pecado contra Deus, contra o próximo e as futuras gerações. Daqui, a proposta de aprofundar e divulgar uma carta teológica que inclua, além dos pecados tradicionalmente conhecidos, os “pecados ecológicos”.
Promover o diaconato indígena permanente

O apelo a unir as forças na formação dos missionários amazônicos, leigos e consagrados, enriqueceu a reflexão sobre os ministérios. É necessário envolver mais os povos indígenas no apostolado, começando pela promoção do diaconato indígena permanente e pela valorização do ministério laical, compreendidos como autêntica manifestação do Espírito Santo. Também foi invocado um maior envolvimento da presença feminina na Igreja.

Reflexão sobre a vocação sacerdotal 

O tema dos critérios de admissão ao ministério ordenado fez parte de alguns pronunciamentos. Há quem exortou à oração pela vocações, pedindo a transformação da Amazônia num grande santuário espiritual, do qual elevar a oração ao “Dono da messe” para que envie novos operários do Evangelho. A insuficiência numérica dos presbíteros – destacou-se – é um problema não somente amazônico, mas comum a todo o mundo católico. Eis então o apelo a um sério exame de consciência sobre como hoje se vive a vocação sacerdotal. A falta de santidade, de fato, é um obstáculo ao testemunho evangélico: nem sempre os pastores levam consigo o perfume de Cristo e acabam por afastar as ovelhas que são chamados a guiar.

O perfume da santidade e os jovens

Foi evidenciado ainda o exemplo luminoso dos mártires da Amazônia, como o dos dois servos de Deus assassinados no Mato Grosso: o padre salesiano Rudolf Lunkenbein e o leigo Simão Cristino Koge Kudugodu. Conversão ecológica é de fato, in primis, conversão à santidade. Esta tem um enorme poder de atração sobre os jovens, para os quais se pede uma renovada pastoral, mais dinâmica e mais atenta. Pediu-se que sejam evidenciados, inclusive através da mídia, os muitos testemunhos de bons sacerdotes e não somente os escândalos existentes que, infelizmente, ocupam muitas páginas dos jornais. Além disso, se chagas como violência, prostituição, desemprego e vazio existencial ameaçam as novas gerações, deve ser reiterado que não faltam exemplos positivos de inúmeros jovens católicos.

A recordação do cardeal Serafim Fernandes de Araújo

A atenção esteve voltada também para o tema da migração, que na Amazônia tem inúmeras facetas, mas que sempre requer uma ação pastoral coordenada fundada no acolhimento, na proteção, promoção e integração. A quarta congregação presidida pelo Papa se abriu com a oração de toda a assembleia pelo cardeal Serafim Fernandes de Araújo, que morreu ontem em Belo Horizonte.
Fonte: Vatican News

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Papa consagra Sínodo para a Amazônia a São Francisco de Assis


Em cerimônia nos Jardins Vaticanos, Papa abriu "simbolicamente" o Sínodo reunindo representantes dos povos originários da Amazônia.
Cidade do Vaticano
A Amazônia no Vaticano: a festa de São Francisco foi celebrada esta sexta-feira nos Jardins Vaticanos, com o Papa Francisco consagrando o Sínodo para a Amazônia ao santo de Assis.
A cerimônia foi marcada por cantos, reflexões, orações e gestos simbólicos. Foram convidados cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas e representantes dos povos originários da Amazônia.
O relator-geral do Sínodo, cardeal Cláudio Hummes, foi um dos participantes e fez uma reflexão sobre “O papel de São Francisco como modelo e santo padroeiro do Sínodo para a Amazônia”.
Dom Cláudio, acompanhado de dois representantes indígenas, ajudou o Papa Francisco a irrigar uma árvore nos Jardins Vaticanos, sob o som de uma versão cantada do Cântico das criaturas. O solo em que a árvore foi plantada foi enriquecido com a terra de lugares simbólicos para a preservação do meio ambiente.
Depois da fórmula de consagração, a cerimônia foi concluída com o Papa Francisco rezando o Pai-Nosso com os presentes. 

Fonte: Vatican News.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

54º Dia Mundial das Comunicações

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou neste sábado, 28, o tema da Mensagem do Papa Francisco para o 54º Dia Mundial das Comunicações, celebrado em 2 de junho: "Para que contes aos teus filhos e aos teus netos. A vida se faz história”.

O tema escolhido é extraído de uma passagem do Livro do Êxodo (10,2): "Para que contes aos teus filhos e aos teus netos. A vida se faz história”.

Com este tema o Papa afirma que a herança da memória é particularmente preciosa na comunicação. Francisco recordou muitas vezes, que não há futuro sem o enraizamento na história vivida. Desta forma, ele nos leva a entender que a memória não deve ser considerada um "corpo estático", mas uma "realidade dinâmica". Através da memória, se dá a transmissão de histórias, esperanças, sonhos e experiências de uma geração à outra.

Este tema do próximo Dia Mundial das Comunicações também nos recorda que toda história nasce da vida, do encontro com o outro. Portanto, a comunicação é chamada a colocar a memória em contato com a vida, mediante a narração.

Para comunicar a força vital do Reino de Deus, Jesus recorreu ao uso de parábolas, deixando aos ouvintes a liberdade de aceitar ou não suas narrações , assim como também de transmiti-las.

A força de uma história é expressa pela capacidade de gerar mudanças. Uma história exemplar, tem uma força transformadora. É o que experimentamos quando nos deparamos, através da história, com a vida dos Santos. Um aspecto que o Santo Padre adotou ao comunicar a "grande riqueza" oferecida pelo testemunho da vida dos mártires.

Mais uma vez, portanto, o Pontífice coloca ao centro da sua reflexão a pessoa com seus relacionamentos e sua capacidade inata de se comunicar.

Por isso, com o tema que escolheu para o próximo Dia Mundial das Comunicações, o Papa pede a todos, sem exceção, para frutificar seu talento: fazer da comunicação um meio para construir pontes, unir e compartilhar a beleza de ser irmãos em um tempo marcado por contraposições e divisões.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

VOCÊ É AMIGO DO SEU ANJO DA GUARDA?


Penso que precisamos penetrar com mais seriedade na profundidade espiritual, na riqueza da palavra, nas profundezas daquilo que uma alma realmente precisa chegar e começar a amadurecer. A liturgia de hoje nos trás algo muito sério e crucial para nossas vidas que é escutar o anjo da guarda, a seriedade que é crer e viver nessa intimidade da realidade Angélica, como isso é importante! 

“Se você obedecer ao seu anjo, eu te livrarei se obedecer você vencerá todas as batalhas, todos os inimigos, você vai ser conduzido pelo caminho certo...” Mas você precisa obedecer e ouvir, pois o Senhor mesmo nos diz: “Vou enviar um anjo que vá à tua frente, te guarde pelo caminho e te conduza para o lugar que te preparei, respeita-o e ouve a Sua voz, não lhes seja rebelde, porque não suportará vossas transgressões e nele está o meu nome.” Ex 23, 20-21. 
Nós precisamos parar de ter sempre uma linguagem infantil a respeito da vida celestial, precisamos ter um coração de criança sim, como também nos diz o evangelho de hoje, precisamos crer, confiar nesse Deus que nos manda um anjo, ter um coração de criança humilde e nos submetermos à direção de um anjo, do nosso anjo da guarda. Submetermo-nos às ordens de Deus que não busque as grandezas, mas um coração humilde que obedeça. Aquele que é soberbo, autossuficiente e vive de vaidade, esse não consegue ouvir o anjo da guarda, não consegue ouvir a Deus, não consegue ver nada, nem mesmo o próprio caminho, nem um palmo à frente dos seus olhos sequer. É tão arrogante e soberbo que pensa ser o único que fala a verdade, que é a salvação do mundo e “ai de Deus se não o tivesse como servo”, “ai da Igreja se não o tivesse como servo”. Meu amado, minha amada, ai de você se não ouvir o seu anjo da guarda que na humildade serve a Deus e O contempla dia e noite. Que na humildade fica ali o tempo inteiro esperando que você dê ouvido a ele, que não te impõe nada, mas te propõe: “É por aqui...”, somente com um coração de criança que você realmente vai conseguir ouvir o seu anjo da guarda. 

Você já reparou que as crianças falam com muito mais carinho dos nossos anjos da guarda? Rezam com muito mais carinho e quantas experiências já vimos elas terem, de falarem que estão vendo seus anjos. Mas vamos crescendo e nos tornando um bando de abestalhados cheios de soberba, aí começamos a procurar quem é o primeiro no Reino dos Céus, quem é que pode mais e quem é que sabe mais. 

Quer agradar a Deus? Não queira ser nada, queira ser esquecido, ali você vai encontrar o seu anjo da guarda pertinho, porque ele também está acostumado a ser esquecido, e muito esquecido! Está acostumado a não ser ouvido, a ser desprezado, desobedecido, mas ele não desiste. E saiba meu irmão: obedecer ao seu anjo da guarda é obedecer ao Senhor. O Senhor não iria mandar nos guardar alguém que falaria qualquer coisa contrária da vontade Dele, alguém que iria desobedece-Lo em qualquer circunstância, o anjo da guarda não desobedece ao Senhor nunca. Ele sabe intimidade o que está no coração do Senhor e ele foi designado pelo Senhor para saber de tudo aquilo que são Seus projeto para nossa vida, ele sabe perfeitamente cada passo que o Senhor designa para nós. 

Então quer saber? Ouça! Porque ele sabe exatamente até os menores detalhes do plano de Deus para nossa vida e não se esquece de nenhum dos seus e nada passa despercebido aos seus olhos. Mas não o desobedeça. Para descobrir você precisa PERGUNTAR, ESCUTAR E OBEDECER. Porque se tornando um filho rebelde desobedecendo à voz do seu anjo, você vai arranjar uma encrenca enorme para a sua vida e no dia do seu juízo final, porque você será derrotado em suas lutas, vencido em cada uma delas e aí você vai somente se desviando cada vez mais até não ouvir mais o seu anjo da guarda, aí complica pra você! 

Gente isso é tão sério, porque pode definir a uma alma se perder ou não: a obediência ao seu anjo da guarda. 

Meu filho, minha filha, sejam homens e mulheres de oração, que escutam, homens e mulheres místicos, homens e mulheres que penetram nos mistérios do Senhor porque Ele quer te revelar isso, porque Ele mandou pra você o anjo da guarda. 

Escute seu anjo da guarda, procure-o, tenha intimidade com ele. Ele vai te falar muitas coisas, de várias formas. Ao invés de ficar nessa superficialidade, sempre aquela coisa muito infantil, penetra e começa a crescer espiritualmente e você vai saber por onde seguir e assim todas as batalhas que você travar você vai vencer. 

Lembre-se Deus não mandou um incompetente pra te guardar, Deus sabe das batalhas que você tem que travar, por isso te enviou um anjo capaz de vencer essas batalhas, apto para cada uma delas. As batalhas que você perde não são culpa do seu anjo da guarda, é porque você dá ouvido às vozes erradas. Siga no caminho que teu anjo te indicar, pois ele é teu amigo, é auxílio oportuno de Deus na vida de cada um de nós todos os dias e é ele que estará do seu lado na vida eterna, para todo sempre.
Por Clayton B. Antar,
Fundador da Com. Encontro





terça-feira, 1 de outubro de 2019

Papa aos missionários: a missão se faz com a alegria do Evangelho


"Com Cristo não existem tédio, cansaço e tristeza, porque Ele é a novidade contínua do nosso viver", disse o Papa Francisco ao receber membros dos Institutos de missão de origem italiana.


Na véspera da abertura do Mês Missionário Extraordinário, o Papa Francisco recebeu em audiência, no Vaticano, os Institutos de missão de origem italiana.

Combonianos, cabrinianos, scalabrinianos estavam entre o grupo recebido pelo Pontífice, que iniciou seu discurso manifestando seu reconhecimento aos santos fundadores, que entre a metade de 1800 e a metade de 1900, se abriram generosamente ao mundo com coragem e confiança no Senhor.

“O missionário vive a coragem do Evangelho sem demasiados cálculos, às vezes indo inclusive além do bom senso comum, porque impulsionado pela confiança depositada exclusivamente em Jesus”, disse o Papa, destacando que há uma “mística” da missão que precisa ser redescoberta.

“ Não existe outra razão senão Cristo Ressuscitado para decidir partir, deixar os afetos mais caros, o próprio país, os próprios amigos, a própria cultura. ”


Ad gentes, ad extra e ad vitam

O Pontífice destacou as três “características” do missionário: ad gentes (para as nações), ad extra (para fora), ad vitam (para sempre). A missão, ressaltou, não é em sentido único, isto é, da Europa para o restante do mundo. Pelo contrário, observou, a maior parte das vocações sacerdotais e religiosas hoje surge em territórios que, precedentemente, somente recebiam missionários.

A este ponto, o Papa recordou a assembleia-geral da Companhia de Jesus de 1974, a de número 32. Naquele período, era “estranho” pensar num prepósito que não fosse europeu, sendo que hoje é um latino-americano [Arturo Sosa]. “A situação se inverteu: o que em 74 era uma utopia, hoje é a realidade.”

“Este fato, de um lado, aumente em nós o sentido de gratidão pelos santos evangelizadores que semearam com grandes sacrifícios naquelas terras e, de outro, constitui um desafio para as Igrejas e para os Institutos: um desafio para a comunhão e para a formação.”


Sem alegria, não há missão

Partir para outro país, prosseguiu, é transmitir uma mensagem de coragem e força para quem fica. Pois partir é continuar a dizer:

“ Com Cristo não existem tédio, cansaço e tristeza, porque Ele é a novidade contínua do nosso viver. Ao missionário, é necessária a alegria do Evangelho: sem esta, não se faz missão, se anuncia um Evangelho que não atrai. ”


Cardeal Hummes

“Não tenham medo de testemunhar Jesus também lá onde resulta incômodo ou pouco conveniente”, encorajou por fim o Papa. Ele saberá encontrar o modo para fazer crescer aquela pequena semente que é o seu nome pronunciado por um missionário ou uma missionária.

Francisco citou o Cardeal brasileiro Cláudio Hummes e suas visitas pastorais pela Amazônia, que começam no cemitério para ver os túmulos dos missionários. “Ele me contou isso e depois acrescentou: ‘Todos eles merecem ser canonizados pela semente enterrada ali’. Um belo pensamento.”

O último pensamento do Papa foi dirigido aos migrantes: “As gentes distantes, agora vieram a habitar nos nossos países, são os desconhecidos da porta ao lado. É preciso redescobrir a aventura fascinante de fazer-se próximos, de acolher e de se ajudar”. O tema escolhido para este mês extraordinário é justamente “batizados e enviados”, para recordar que a natureza intrínseca da Igreja é missionária.

Fonte: Vatican News

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Papa Francisco institui Domingo da Palavra de Deus

Foi divulgada, nesta segunda-feira (30/09), a Carta Apostólica sob forma de Motu Proprio “Aperuit illis” do Papa Francisco com a qual se institui o Domingo da Palavra de Deus.
Com esse documento, o Santo Padre estabelece que “o III Domingo do Tempo Comum seja dedicado à celebração, reflexão e divulgação da Palavra de Deus”. O Motu Proprio foi publicado no dia em que a Igreja celebra a memória litúrgica de São Jerônimo, início dos 1.600 anos da morte do conhecido tradutor da Bíblia em latim que afirmava: “A ignorância das Escrituras é a ignorância de Cristo”.

Jesus abre as mentes para a compreensão das Escrituras

Francisco explica que com essa decisão quis responder aos muitos pedidos dos fiéis para que na Igreja se celebrasse o Domingo da Palavra de Deus. A carta começa com a seguinte passagem do Evangelho de Lucas (Lc 24,45): “Encontrando-se os discípulos reunidos, Jesus aparece-lhes, parte o pão com eles e abre-lhes o entendimento à compreensão das Sagradas Escrituras. Revela àqueles homens, temerosos e desiludidos, o sentido do mistério pascal, ou seja, que Ele, segundo os desígnios eternos do Pai, devia sofrer a paixão e ressuscitar dos mortos para oferecer a conversão e o perdão dos pecados; e promete o Espírito Santo que lhes dará a força para serem testemunhas deste mistério de salvação.”

Redescoberta da Palavra de Deus na Igreja

O Papa recorda o Concílio Vaticano II que “deu um grande impulso à redescoberta da Palavra de Deus com a Constituição Dogmática Dei Verbum”, e Bento XVI que convocou o Sínodo, em 2008, sobre o tema “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja” e escreveu a Exortação Apostólica Verbum Domini, que “constitui um ensinamento imprescindível para as nossas comunidades”. Nesse documento, observa, “aprofunda-se o caráter performativo da Palavra de Deus, sobretudo quando o seu caráter sacramental emerge na ação litúrgica”.

Uma Palavra que impulsiona rumo à unidade

"O Domingo da Palavra de Deus", sublinha o Pontífice, "situa-se num período do ano que convida a reforçar os laços com os judeus e a rezar pela unidade dos cristãos": “Não é uma mera coincidência temporal: celebrar o Domingo da Palavra de Deus expressa um valor ecumênico, porque as Sagradas Escrituras indicam para aqueles que se colocam à escuta o caminho a ser percorrido para alcançar uma unidade autêntica e sólida”.

Como celebrar o Domingo da Palavra de Deus

Francisco exorta a viver esse domingo “como um dia solene. Entretanto será importante que, na celebração eucarística, se possa entronizar o texto sagrado, de modo a tornar evidente aos olhos da assembleia o valor normativo que possui a Palavra de Deus (...). Neste Domingo, os Bispos poderão celebrar o rito do Leitorado ou confiar um ministério semelhante, a fim de chamar a atenção para a importância da proclamação da Palavra de Deus na liturgia. De fato, é fundamental que se faça todo o esforço possível no sentido de preparar alguns fiéis para serem verdadeiros anunciadores da Palavra com uma preparação adequada (...). Os párocos poderão encontrar formas de entregar a Bíblia, ou um dos seus livros, a toda a assembleia, de modo a fazer emergir a importância de continuar na vida diária a leitura, o aprofundamento e a oração com a Sagrada Escritura, com particular referência à lectio divina.

Bíblia, livro do Povo de Deus não de poucos privilegiados

“A Bíblia”, escreve o Papa, “não pode ser patrimônio só de alguns e, menos ainda, uma coletânea de livros para poucos privilegiados (...). Muitas vezes, surgem tendências que procuram monopolizar o texto sagrado, desterrando-o para alguns círculos ou grupos escolhidos. Não pode ser assim. A Bíblia é o livro do povo do Senhor que, escutando-a, passa da dispersão e divisão à unidade. A Palavra de Deus une os fiéis e faz deles um só povo”.

Importância da homilia para explicar as Escrituras

Também nessa ocasião, o Papa reitera a importância da preparação da homilia: “Os Pastores têm a grande responsabilidade de explicar e fazer compreender a todos a Sagrada Escritura (...) com uma linguagem simples e adaptada a quem escuta (...). Para muitos dos nossos fiéis, esta é a única ocasião que têm para captar a beleza da Palavra de Deus e a ver referida à sua vida diária (...). Não se pode improvisar o comentário às leituras sagradas. Sobretudo a nós, pregadores, pede-se o esforço de não nos alongarmos desmesuradamente com homilias enfatuadas ou sobre assuntos não atinentes. Se nos detivermos a meditar e rezar sobre o texto sagrado, então seremos capazes de falar com o coração para chegar ao coração das pessoas que escutam”.

Natureza da Bíblia entre história e salvação

Recordando o episódio dos discípulos de Emaús, o Papa recorda também “como seja indivisível a relação entre a Sagrada Escritura e a Eucaristia”. Cita a Constituição Apostólica Dei Verbum que ilustra “a finalidade salvífica, a dimensão espiritual e o princípio da encarnação para a Sagrada Escritura”. “A Bíblia não é uma coletânea de livros de história nem de crônicas, mas está orientada completamente para a salvação integral da pessoa. A inegável radicação histórica dos livros contidos no texto sagrado não deve fazer esquecer esta finalidade primordial: a nossa salvação. Tudo está orientado para esta finalidade inscrita na própria natureza da Bíblia, composta como história de salvação na qual Deus fala e age para ir ao encontro de todos os homens e salvá-los do mal e da morte”.

Papel do Espírito Santo na Sagrada Escritura

“Para alcançar esta finalidade salvífica, a Sagrada Escritura, sob a ação do Espírito Santo, transforma em Palavra de Deus a palavra dos homens escrita à maneira humana. O papel do Espírito Santo na Sagrada Escritura é fundamental. Sem a sua ação, estaria sempre iminente o risco de ficarmos fechados apenas no texto escrito, facilitando uma interpretação fundamentalista, da qual é necessário manter-se longe para não trair o caráter inspirado, dinâmico e espiritual que o texto possui. Como recorda o Apóstolo, «a letra mata, enquanto o Espírito dá a vida».”

Magistério inspirado pelo Espírito Santo

O Papa recorda a afirmação importante dos Padres conciliares “segundo a qual a Sagrada Escritura deve ser «lida e interpretada com o mesmo Espírito com que foi escrita». Com Jesus Cristo, a revelação de Deus alcança a sua realização e plenitude; e, todavia, o Espírito Santo continua a sua ação. De facto, seria redutivo limitar a ação do Espírito Santo apenas à natureza divinamente inspirada da Sagrada Escritura e aos seus diversos autores. Por isso, é necessário ter confiança na ação do Espírito Santo que continua a realizar uma sua peculiar forma de inspiração, quando a Igreja ensina a Sagrada Escritura, quando o Magistério a interpreta de forma autêntica e quando cada fiel faz dela a sua norma espiritual.”

A fé bíblica funda-se na Palavra viva

Falando sobre a encarnação do Verbo de Deus que “dá forma e sentido à relação entre a Palavra de Deus e a linguagem humana, com as suas condições históricas e culturais”, o Papa ressalta que “muitas vezes corre-se o risco de separar Sagrada Escritura e Tradição, sem compreender que elas, juntas, constituem a única fonte da Revelação (...). A fé bíblica funda-se sobre a Palavra viva, não sobre um livro. Quando a Sagrada Escritura é lida com o mesmo Espírito com que foi escrita, permanece sempre nova”. Assim, “quem se alimenta dia a dia da Palavra de Deus torna-se, como Jesus, contemporâneo das pessoas que encontra; não se sente tentado a cair em nostalgias estéreis do passado, nem em utopias desencarnadas relativas ao futuro”.

Sair do individualismo e viver na caridade

“Por isso, é necessário que nunca nos abeiremos da Palavra de Deus por mero hábito, mas nos alimentemos dela para descobrir e viver em profundidade a nossa relação com Deus e com os irmãos. A Palavra de Deus apela constantemente para o amor misericordioso do Pai, que pede a seus filhos para viverem na caridade. A Palavra de Deus é capaz de abrir os nossos olhos, permitindo-nos sair do individualismo que leva à asfixia e à esterilidade enquanto abre a estrada da partilha e da solidariedade.

A carta se conclui com uma referência a Maria que nos acompanha “no caminho do acolhimento da Palavra de Deus”. “A bem-aventurança de Maria antecede todas as bem-aventuranças pronunciadas por Jesus para os pobres, os aflitos, os mansos, os pacificadores e os que são perseguidos, porque é condição necessária para qualquer outra bem-aventurança.”

Fonte: Vatican News

Por que a Amazônia merece um Sínodo?

O próximo Sínodo dos Bispos, este sobre a Amazônia, terá lugar em Roma de 6 a 27 de outubro de 2019, tendo como tema “Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Examinará questões importantes para “cada pessoa que habita neste planeta”, como escreveu o Papa Francisco na introdução à sua Carta Encíclica Laudato si’ (LS).

Por que é a Amazônia tão importante a ponto de lhe ser dedicado um Sínodo? O que é a “ecologia integral” e quais poderiam ser esses “novos caminhos” para a Igreja? Por fim, em que consiste de facto um Sínodo?

A Amazônia

Algumas informações essenciais acerca da região amazônica:

Tem uma extensão de 7,8 milhões de km², aproximadamente a mesma dimensão da Austrália.
Inclui áreas do Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.
Conta com cerca de 33 milhões de habitantes, 3 milhões dos quais são indígenas pertencentes a 390 grupos ou povos diversos.
O seu impacto no ecossistema planetário: a bacia do Rio Amazonas e as florestas tropicais circundantes nutrem o solo e regulam, através da reciclagem da umidade, os ciclos da água, da energia e do carbono a nível planetário.

As comunidades que habitam a região amazônica identificaram os seguintes problemas como questões de importância crucial para o Sínodo, por meio de um amplo processo de consultas:
1. A criminalização e o assassinato de líderes e ativistas que defendem o território.
2. A apropriação e a privatização de bens naturais, incluindo a água.
3. As concessões de abate legal de árvores e o abate ilegal.
4. As práticas predatórias de caça e pesca, sobretudo nos rios.
5. Os megaprojetos infraestruturais: concessões hidroelétricas e florestais, abate de árvores para a produção de monoculturas, estradas e ferrovias, projetos mineiros e petrolíferos.
6. A poluição provocada por toda a indústria extrativa, que causa problemas e doenças, em particular às crianças e jovens.
7. O narcotráfico.
8. Os problemas sociais que acompanham com frequência tais situações, como o alcoolismo, a violência contra as mulheres, a exploração sexual, o tráfico de seres humanos, a perda da cultura e identidade originárias (língua, práticas espirituais e costumes) e a condição de pobreza no seu todo, à qual estão condenados os povos da Amazônia.

Um Sínodo de novos caminhos

Católicos e outros podem ficar surpreendidos com o uso atual do termo “sínodo” por parte da Igreja. Até há pouco, a noção de sínodo era mais familiar para os cristãos de rito oriental; e é o nome de uma estrutura em algumas igrejas cristãs não católicas.

A raiz grega da palavra significa “caminhar juntos”. Desde o início, os discípulos de Jesus percorreram o seu caminho na história, guiados pelo Espírito Santo e conduzidos pelos seus pastores com o primado de Pedro. Em 1965, reconhecendo os benefícios da estreita colaboração entre o Santo Padre e os bispos durante o Concílio Vaticano II, o Papa S. Paulo VI decidiu instituir um “especial conselho permanente de sacros Pastores”, para que a sua “grande abundância de benefícios” pudesse prosseguir[11].

Os Pontífices seguintes fizeram amplo uso dos Sínodos, que se dividem em três categorias: “Assembleia geral ordinária”, para questões relativas à Igreja universal; “Assembleia geral extraordinária”, para questões particularmente urgentes relativas à Igreja universal; e “Assembleia especial”, para questões relativas a um continente ou região específica. O próximo Sínodo para a Amazônia é o décimo primeiro Sínodo da categoria “especial”.

Esta é uma prática em evolução. A instrução mais recente é a Constituição apostólica Episcopalis Communio, promulgada pelo Papa Francisco a 15 de setembro de 2018. Sem alterar o seu estatuto formal de um grupo representativo de bispos que proporcionam assistência consultiva ou deliberativa ao Supremo Pontífice, o Papa Francisco conduziu os Sínodos para virem a ser algo de mais rico do que simplesmente “bispos que caminham juntos”. Cada vez mais, os sínodos estão a tornar-se encontros de todo o Povo de Deus na Igreja.

Uma forma de encorajar os Sínodos a serem mais inclusivos foi a instituição de inquéritos na fase preparatória, que recolhem questões, informações e preocupações dos fiéis leigos e dos religiosos, e não apenas dos bispos. Tais inquéritos foram conduzidos antes dos Sínodos sobre a Família, os Jovens e a Amazônia.

Uma outra forma foi o aumento do número e da variedade de participantes para representar diversos aspetos da questão. Esta foi uma característica relevante do Sínodo sobre os Jovens, em que a partilha da vida quotidiana com os jovens auditores iluminou e influenciou os delegados votantes.

O documento final deste último Sínodo reconhece na experiência sinodal “um fruto do Espírito que não cessa de renovar a Igreja e a chama a praticar a sinodalidade como forma de ser e agir, promovendo a participação de todos os batizados e pessoas de boa vontade, cada qual segundo a própria idade, estado de vida e vocação. Neste Sínodo, experimentamos como a colegialidade, que une os bispos cum Petro et sub Petro na solicitude pelo Povo de Deus, é chamada a articular-se e enriquecer-se através da prática da sinodalidade a todos os níveis”[12].

Todos se tornaram “cientes da importância que uma forma sinodal da Igreja tem para o anúncio e a transmissão da fé. A participação dos jovens contribuiu para «despertar» a sinodalidade, que é uma «dimensão constitutiva da Igreja. (…) Como diz São João Crisóstomo, ˝Igreja e Sínodo são sinônimos˝, pois a Igreja nada mais é do que este ˝caminhar juntos˝ do Rebanho de Deus pelas sendas da história ao encontro de Cristo Senhor» (Francisco, Discurso na comemoração do cinquentenário da instituição do Sínodo dos Bispos, 17/X/2015). A sinodalidade tanto carateriza a vida como a missão da Igreja, que é o Povo de Deus – formado por jovens e idosos, homens e mulheres de toda a cultura e latitude – e o Corpo de Cristo, no qual somos membros uns dos outros, a começar pelas pessoas marginalizadas e oprimidas”[13].

“Tendo em vista também a missão, a Igreja é chamada a assumir uma fisionomia relacional, que coloque no centro a escuta, a hospitalidade, o diálogo e o discernimento comum, num percurso que transforme a vida de quem nele participa. «Uma Igreja sinodal é uma Igreja da escuta, ciente de que escutar ˝é mais do que ouvir˝. É uma escuta recíproca, onde cada um tem algo a aprender. Povo fiel, Colégio episcopal, Bispo de Roma: cada um à escuta dos outros; e todos à escuta do Espírito Santo, o ˝Espírito da verdade˝ (Jo 14, 17), para conhecer aquilo que Ele ˝diz às Igrejas˝ (Ap 2, 7)»”[14].

De facto, a escuta recíproca, o acolhimento, o diálogo, o discernimento comum, o consenso para identificar os caminhos que Deus nos traça como Igreja, o povo de Deus, são elementos fundamentais para “uma Igreja chamada a ser cada vez mais sinodal” (IL 5). São também fundamentais para o difícil caminho de afastamento do clericalismo e de uma ênfase excessiva dada à centralização na Igreja, rumo a uma autêntica subsidiariedade. Uma Igreja que seja cada vez mais sinodal percorrerá caminhos diversos em diferentes regiões e situações, e estará mais à vontade com a variedade, manifestando diferentes características com povos diversos, em vez de prescrever um “tamanho único”.

O IL termina manifestando a esperança de que “este Sínodo seja uma expressão concreta da sinodalidade de uma Igreja em saída, para que a vida plena que Jesus veio trazer ao mundo (cf. Jo 10, 10) chegue a todos, especialmente aos pobres” (IL 147).

Esse Sínodo, esse “caminhar juntos”, não termina com a Missa conclusiva, nem com a apresentação do Documento final ao Papa, nem mesmo com a subsequente Exortação apostólica, que será publicada provavelmente na primeira metade de 2020. Ele apontará para uma possível implementação, por parte do Povo de Deus e de outros, de ações para proteger uma parte específica da grande casa comum em que todos vivemos, bem como de novos caminhos pastorais para a Igreja.

O Sínodo será constituído pelos bispos da Amazônia caminhando juntos uns com os outros, com os habitantes daquelas terras, com os jovens e com o Espírito Santo.

É por isso que, durante o Sínodo de outubro, todo o mundo deveria caminhar com as pessoas da Amazônia – sem pretender alargar ou desviar a sua agenda, mas para ajudar o Sínodo a ter impacto.
A região amazônica é enorme e os seus desafios são imensos. As consequências da sua destruição seriam sentidas em todo o planeta.
Para os povos daquele território, a Amazônia é a sua casa no sentido mais pleno do termo; por isso, “é necessário um trabalho que ajude a ver a Amazônia como uma casa de todos, que merece o cuidado de todos” (IL 129).
Para a terra e a humanidade no seu conjunto, a Amazônia é parte vital da nossa casa comum. Se a Amazônia for ainda mais depredada, a atmosfera poderá tornar-se demasiado contaminada e quente para sustentar a vida.
Os jovens e os ainda não nascidos correm o maior risco nesta crise. Como é que os jovens da Amazônia se poderão unir aos jovens de todo o mundo para se assegurarem de que, enquanto crescem, todos serão capazes de respirar, de viver em plenitude e de transmitir aos seus filhos as condições essenciais para a sua vida?
E como é que a Igreja pode ajudar a encontrar os novos caminhos necessários? “O mundo amazônico pede à Igreja que seja sua aliada” (IL 144).

Fonte: Vatican News

sábado, 7 de setembro de 2019

FÁBRICA DE SANTIDADE 2019


Que a Santidade da nossa vida apresse o Senhor e Ele logo virá!
O Programa de Formação Fábrica de Santidade está de volta, a partir do dia 20 de Outubro de 2019, voltamos com as nossas formações que acontecerão um sábado por mês das 14h às 18:30h na Comunidade Encontro, em nosso centro de evangelização, Casa de Maria,  (Zona Rural - Localidade São Simão / Bairro IBC, Cachoeiro de Itapemirim, ES. Referência: estrada de chão logo após a Polícia Federal sinalizada com placas indicativas.) 
Neste ano temos uma grande novidade para vocês queridos irmãos, o tema proposto nas Formações é o livro "Imitação de Cristo". Uma grande riqueza da nossa igreja, uma obra que foi livro de cabeceira de muitos santos e que nos ensina profundamente como tornar-nos verdadeiros cristãos, aqueles que imitam profundamente a vida de Cristo.
Que grande graça iremos viver com tudo isso, queremos muito encontrá-los aqui, precisamos ser estes que buscam a santidade, que transformados pelo amor de Cristo, nos decidimos por Ele, é tempo de conversão, nos acheguemos sem medo para vivermos a santidade.


Precisamos ser santos, não por vaidade, mas por obediência." Clayton B. Antar




Faça sua inscrição abaixo:

Com Maria, rezemos pela nossa Pátria!

‘Dai-nos a bênção, ó Mãe querida… Nossa Senhora Aparecida’

Senhora Aparecida, o Brasil é vosso!
Rainha do Brasil, abençoai a nossa gente,
Tende compaixão do vosso povo,
Socorrei os pobres e
Consolai os aflitos.
Iluminai os que não têm fé,
Convertei os pecadores
Curai os nossos enfermos e
Protegei as criancinhas.
Lembrai-vos dos nossos parentes e benfeitores.
Guiai a mocidade,
Guardai nossas famílias,
Visitais os encarcerados,
Norteai os navegantes e
Ajudai os operários.
Orientai o nosso Clero,
Assisti os nossos bispos,
Conservai o Santo Padre,
Defendei a Santa Igreja e
Esclarecei o nosso Governo.
Ouvi os que estão presentes!
Não vos esqueçais dos ausentes.
Paz ao nosso povo!
Tranquilidade para a nossa terra,
Prosperidade para o Brasil e
Salvação à nossa Pátria.
Senhora Aparecida, o Brasil vos ama, o Brasil em vós confia.
Senhora Aparecida, o Brasil tudo espera de vós.
Senhora Aparecida, o Brasil vos aclama.
Salve, Rainha! Amém!

Prece pela paz no mundo

Mãe Aparecida, bem sabeis que o povo de Deus está sofrendo as consequências da violência, das guerras, do materialismo e da falta de amor ao próximo. Nesse tempo tão difícil, onde a vida já não é mais valorizada, não encontramos, aos olhos humanos, soluções imediatas para tão graves problemas.
Mãe, pedimos que venha nos confortar e proteger; rogamos que olhe para os que sofrem; clamamos a presença dos anjos celestes em nossas casas, e que eles estejam presentes, combatendo o bom combate nos quatro cantos dessa terra.
Ilumine os nossos líderes, para que, recebendo a verdadeira inspiração divina, possam tomar sábias decisões, promovendo a paz para o seu povo.
Sabemos que, por meio da sua poderosa intercessão, Mãe Aparecida, muitas graças serão derramadas sobre todos nós.
Mãe amada, peço que leve esta prece até Jesus: “Meu Senhor e meu Deus, olhe para a minha fragilidade. Não tenho forças para mudar o mundo, mas sei e creio firmemente que somente Tu o podes fazer. Por isso, rezo com fé e acredito que a Seu tempo, Senhor, mudarás a nossa realidade. Amém!”.

Consagração a Nossa Senhora

Senhora Aparecida, eu renovo, neste momento, a minha consagração. Eu vos consagro os meus trabalhos, sofrimentos e alegrias, o meu corpo, a minha alma e toda a minha vida. Eu vos consagro a minha família! Ó Senhora Aparecida, livrai-nos de todo o mal, das doenças e do pecado. Abençoai as nossas famílias, os doentes e as criancinhas. Abençoai a Santa Igreja, o Papa e os bispos, os sacerdotes e ministros, religiosos e leigos. Abençoai a nossa paróquia, o nosso pároco. Senhora Aparecida, lembrai-vos que sois Padroeira poderosa da nossa Pátria! Abençoai o nosso Governo. Abençoai, protegei, salvai o vosso Brasil! E dai-nos a vossa bênção.
Fonte: Canção Nova

Oração para se libertar da Dependência Afetiva

Senhor Jesus Cristo, reconheço que preciso de ajuda. Cedi ao apelo de minhas carências e agora sou prisioneiro desse relacionamento. Sinto-me dependente da atenção, presença e carinho dessa pessoa. Senhor, não encontro forças em mim mesmo para me libertar da influência dessas tentações. A toda hora esses pensamentos e sentimentos de paixão e desejo me invadem. Não consigo me livrar deles, pois o meu coração não me obedece. A tentação me venceu. E confesso a minha culpa por ter cedido às suas insinuações me deixando envolver.

Mas, neste momento, eu me agarro com todas as minhas forças ao poder de Tua Santa Cruz. Jesus, eu suplico que o Senhor ordene a todas as forças espirituais malignas que me amarram e atormentam por meio desses sentimentos para que se afastem de mim juntamente com todas as suas tentações.

Senhor Jesus, a partir de agora eu não quero mais me deixar arrastar por esses espíritos de impotência, de apego, de escravidão sentimental, de devassidão, de adultério, de loucura e mentira. Com a graça de Deus, eu não vou mais me deixar enganar. Deus pode mais e por sua graça eu serei libertado.

Eu confio, Jesus, que, pelo poder do Teu precioso sangue, todo assédio sexual, emocional e espiritual contra mim estão derrotados. Eu confio plenamente que ao morrer na cruz o Senhor aniquilou toda força maligna que poderia me prejudicar física, emocional e espiritualmente.

Meu Deus, eu me entrego em tuas mãos e afirmo: eu sou Teu. Só o Senhor pode me ajudar neste momento. Acredito firmemente que o Senhor já está me dando essa vitória.

Meu Deus, eu me entrego em Tuas mãos e afirmo: o Senhor é o meu protetor. Eu me coloco debaixo da Tua poderosa proteção, aceito que o Teu santo sangue seja o meu escudo e que os Teus anjos me amparem.

Senhor Jesus, quando envolves alguém no Teu amor, os poderes das trevas com todo o seu ódio não conseguem aguentar. Eles caem ao teus pés e são expulsos por Ti juntamente com todas as suas armadilhas e ataques. Eu creio e afirmo que o Senhor venceu todo o mal, bem como todos os pensamentos e sentimentos tentadores.

Jesus amado, quando mandas o mal é obrigado a Te obedecer, e ante uma simples ordem Tua ele tem que fugir. Eu acredito que neste momento o Senhor me liberta do poder deste sentimento que me queima por dentro e rouba minhas forças. O Senhor me arranca das grades que me prendiam nesta armadilha e me faz mais forte do que essa tentação.

Senhor, por causa da força que me dás agora posso romper estas algemas afetivas e dizer não a todo domínio dessa paixão sobre mim. Eu tomo a decisão de não mais viver sob o jugo desse afeto envenenado pelo erro. E Te agradeço, Senhor, pela certeza de que de agora em diante estou liberto dessa tentação. Ela não pode mais me controlar.

Obrigado, meu Deus. Muito obrigado. Amém.



Fonte: Márcio Mendes - Livro "Como se dar bem com quem você quer bem" 
Editora Canção Nova