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domingo, 17 de novembro de 2019

Papa Francisco: "Os pobres facilitam o acesso ao Céu"

“Os pobres são preciosos aos olhos de Deus, porque não falam a linguagem do eu”. Palavras do Papa Francisco durante a homilia na celebração da Missa comemorativa para o 3º Dia Mundial dos Pobres neste domingo, 17 de novembro.

Na manhã deste domingo (17) o Papa Francisco celebrou na Basílica de São Pedro a Missa comemorativa para o 3º Dia Mundial dos Pobres.

Durante a homilia que tinha como tema a citação de Lucas na qual alguém elogiava a magnificência do templo de Jerusalém, e Jesus disse não ficará ‘pedra sobre pedra’ (Lc 21, 6), o Pontífice refletiu: “Por que profetiza que este ponto firme, nas certezas do povo de Deus, cairia?”.
Coisas penúltimas e coisas últimas

A partir desse ponto o Papa disse:”Procuremos respostas nas palavras de Jesus. Ele nos diz que quase tudo passará: quase tudo, mas não tudo”. Segundo as palavras de Jesus “a desmoronar-se, a passar são as coisas penúltimas, não as últimas: o templo, não Deus; os reinos e as vicissitudes da humanidade, não o homem”.

O Papa explica:

“ Resta o que não passará jamais: o Deus vivo, infinitamente maior do que qualquer templo que Lhe construamos, e o homem, o nosso próximo ”

Em seguida, Francisco fala sobre os enganos que nos fazem desviar de Jesus para não ficarmos nas “coisas penúltimas”, e afirma:

“ Mas esta pressa este tudo e imediatamente não vem de Deus. Se nos afadigarmos pelo imediatamente, esqueceremos o que permanece para sempre: seguimos as nuvens que passam, e perdemos de vista o céu ”

Pois “atraídos pelo último alarido, deixamos de encontrar tempo para Deus e para o irmão que vive ao nosso lado”.
Perseverança e tentação do "eu"

Como fazer para evitar? “Como antídoto à pressa, Jesus propõe-nos hoje a cada um a perseverança”, e explica:

“ A perseverança é avançar dia a dia com os olhos fixos naquilo que não passa: o Senhor e o próximo ”

Um segundo engano que nos faz desviar de Jesus, diz o Papa “é a tentação do eu. Ora o cristão, dado que não procura o imediatamente mas o sempre, não é um discípulo do eu, mas do tu.”

Porém, observa o pontífice “E como se distingue a voz de Jesus? ‘Muitos virão em meu nome’: diz o Senhor. Mas não devemos segui-los”. Temos que encontrar os que falam a mesma linguagem de Jesus:
“ A linguagem do amor, a linguagem do tu. Não fala a linguagem de Jesus quem diz eu, mas quem sai do próprio eu. Todavia quantas vezes, mesmo ao fazer o bem, reina a hipocrisia do eu: faço o bem, mas para ser considerado virtuoso; dou, mas para receber em troca; ajudo, mas para ganhar a amizade daquela pessoa importante. Isto é falar a linguagem do eu ”

Recordando a todos como servir, o Papa diz:
Pobres, porteiros do Céu

“Os pobres são preciosos aos olhos de Deus, porque não falam a linguagem do eu: não se aguentam sozinhos, com as próprias forças, precisam de quem os tome pela mão”. Então o Papa convida “quando os ouvimos bater à nossa portas, podemos receber o seu grito de ajuda como uma chamada para sair do nosso eu, aceitá-los com o mesmo olhar de amor que Deus tem por eles. Como seria bom se os pobres ocupassem no nosso coração o lugar que têm no coração de Deus!”.

Francisco finalizou sua homilia recordando mais uma vez “Os pobres facilitam-nos o acesso ao Céu: é por isso que o sentido da fé do povo de Deus os viu como os porteiros do Céu. Já desde agora, são o nosso tesouro, o tesouro da Igreja”.

Fonte: Vatican News

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

FÁBRICA DE SANTIDADE 2019


Que a Santidade da nossa vida apresse o Senhor e Ele logo virá!
O Programa de Formação Fábrica de Santidade está de volta, a partir do dia 20 de Outubro de 2019, voltamos com as nossas formações que acontecerão um sábado por mês das 14h às 18:30h na Comunidade Encontro, em nosso centro de evangelização, Casa de Maria,  (Zona Rural - Localidade São Simão / Bairro IBC, Cachoeiro de Itapemirim, ES. Referência: estrada de chão logo após a Polícia Federal sinalizada com placas indicativas.) 
Neste ano temos uma grande novidade para vocês queridos irmãos, o tema proposto nas Formações é o livro "Imitação de Cristo". Uma grande riqueza da nossa igreja, uma obra que foi livro de cabeceira de muitos santos e que nos ensina profundamente como tornar-nos verdadeiros cristãos, aqueles que imitam profundamente a vida de Cristo.
Que grande graça iremos viver com tudo isso, queremos muito encontrá-los aqui, precisamos ser estes que buscam a santidade, que transformados pelo amor de Cristo, nos decidimos por Ele, é tempo de conversão, nos acheguemos sem medo para vivermos a santidade.


Precisamos ser santos, não por vaidade, mas por obediência." Clayton B. Antar




Faça sua inscrição abaixo:

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

DIA DE ESPIRITUALIDADE - PARTE II

No dia 8 de Dezembro acontecerá na Comunidade Encontro mais um dia de Espiritualidade com nosso Fundador, Clayton B. Antar, que nos ajudará a entender um pouco mais sobre como agir e viver o fim dos tempos, o tema desse dia será "Fim dos tempos: Os apóstolos da Imaculada". 
Você já sabe quanto dura a vida ou quanto tempo você ainda tem para continuar na sua mesma vidinha de sempre? Precisamos de conversão, precisamos ser santos HOJE, AGORA! 

Participe conosco e leve a sério, pois um cristão sem formação, constrói sua casa na areia e não sobre a rocha, e passando qualquer vento será derrubado. 

As inscrições são GRATUITAS, o nosso encontro terá início às 8h, em nosso Centro de Evangelização "Casa de Maria" (Zona Rural - Localidade São Simão / Bairro IBC, Cachoeiro de Itapemirim, ES. Referência: estrada de chão logo após a Polícia Federal sinalizada com placas indicativas.), te esperamos!

AMAMOS TE ENCONTRAR!




FAÇA AQUI A SUA INSCRIÇÃO: 

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Papa: em novembro,

rezar pelo diálogo e a reconciliação no Oriente Médio

No mês de novembro, o Papa Francisco pede orações para que nasça um espírito de diálogo, encontro e reconciliação entre as comunidades religiosas do Oriente Médio.

O diálogo e a reconciliação no Oriente Médio estão na intenção de oração do Papa Francisco para este mês de novembro.

Na iniciativa "O Vídeo do Papa" do mês, Francisco ressalta a convivência entre as comunidades no Oriente Médio, pedindo a todos os católicos que rezem por um diálogo genuíno entre elas. O Santo Padre recorda que a busca de unidade entre cristãos, judeus e muçulmanos “é baseada em laços espirituais e históricos".

Paz, reconciliação, perdão

O Pontífice enfatiza que existem muitas comunidades cristãs, judaicas e muçulmanas "trabalhando pela paz, a reconciliação e o perdão". Tendo em conta tal realidade, ele pede que a busca de diálogo e unidade dentro de cada uma dessas comunidades seja realizada sem temer as diferenças.

“Rezemos para que, no Oriente Médio, nasça um espírito de diálogo, de encontro e de reconciliação.”
Na região, os muçulmanos representam pouco mais de 93% da população. A comunidade cristã, por outro lado, constitui aproximadamente 5%; e a judaica, que está concentrada principalmente em Israel, é de quase 2%.

Durante sua visita a Bari em julho de 2018, o Papa Francisco também mencionou a importância da reconciliação quando se dirigiu aos cristãos do Oriente Médio com as seguintes palavras: “A paz não virá graças às tréguas sustentadas por muros e testes de força, mas pela vontade real de ouvir e dialogar”.

Rezar e estudar

O Pe. Frédéric Fornos, SJ, Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, reforça a mensagem do Santo Padre: “O Papa Francisco nos convida este mês a abrir nossos corações e orações ao Oriente Médio. Esta é a terra onde nasceram as três grandes religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo. É a terra de Abraão, Isaque e Jacó, a terra dos profetas, e onde Jesus Cristo nasceu de Maria. A Igreja nasceu lá. Desde a época de Jesus até hoje, os cristãos sempre estiveram presentes nessas terras”.

Para o jesuíta, este mês é a ocasião para nos interessar pela diversidade das tradições religiosas e culturais do Oriente Médio. “Demonstrar interesse pelos homens e mulheres desta terra nos ajudará a rezar por eles.”

A sugestão do Padre Fornos é estudar o “Documento sobre a fraternidade humana, pela paz mundial e pela vida comum”, assinado pelo Santo Padre e pelo Grande Imã de Al-Azhar, assinada durante a viagem do Papa aos Emirados Árabes Unidos em fevereiro deste ano.

Fonte: Vatican News

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Christus vivit: escolher sem medo de errar


Um ano depois do Sínodo sobre os jovens, rapazes e moças do mundo refletem sobre a "Christus vivit", a Exortação do Papa Francisco. A juventude é o “tempo dos sonhos”, mas é também o tempo das "escolhas", escreve Francisco. Em relação aos adultos, que mantêm os pés "paralelos", os jovens têm "sempre um diante do outro", prontos a partir. André, jovem do Senegal, revela: eu escolho entregando-me à força de Deus.

Christus vivit
(parágrafos 134-149)

134. Como se vive a juventude, quando nos deixamos iluminar e transformar pelo grande anúncio do Evangelho? Trata-se duma pergunta importante que nos devemos colocar, pois a juventude não é motivo de que possamos vangloriar-nos, mas um dom de Deus: «ser jovem é uma graça, uma ventura».[71]É um dom que podemos malbaratar inutilmente ou recebê-lo agradecidos e vivê-lo em plenitude.

135. Deus é o autor da juventude e age em cada jovem. A juventude é um tempo abençoado para o jovem e uma bênção para a Igreja e o mundo. É uma alegria, uma canção de esperança e uma beatitude. Apreciar a juventude significa considerar este período da vida como um momento precioso, e não como uma fase de passagem onde os jovens se sentem empurrados para a idade adulta.
Tempo de sonhos e opções

136. No tempo de Jesus, a saída da infância era uma passagem vital muito esperada, que se festejava e vivia intensamente. Assim, quando Jesus devolveu a vida a uma «menina» (Mc 5, 39), fê-la avançar um passo, fê-la crescer e tornar-se «moça» (Mc 5, 41). Ao mesmo tempo que lhe dizia «moça, levanta-te!» (talitá kum), tornou-a mais responsável da sua vida abrindo-lhe as portas da juventude.

137. «Como fase do desenvolvimento da personalidade, a juventude está marcada por sonhos que se vão formando, relações que adquirem consistência sempre maior e equilíbrio, tentativas e experiências, opções que constroem gradualmente um projeto de vida. Nesta época da vida, os jovens são chamados a lançar-se para diante, mas sem cortar com as raízes, a construir autonomia mas não sozinhos».[72]

138. O amor de Deus e a nossa relação com Cristo vivo não nos impedem de sonhar, não nos pedem para restringir os nossos horizontes. Pelo contrário, esse amor instiga-nos, estimula-nos, lança-nos para uma vida melhor e mais bela. A palavra «inquietude» resume muitas das aspirações do coração dos jovens. Como dizia São Paulo VI, «precisamente nas insatisfações que vos atormentam (…) há um elemento de luz».[73]A inquietude insatisfeita juntamente com a admiração pelas novidades que assomam ao horizonte abrem caminho à ousadia que os impele a tomar a sua vida nas próprias mãos e a tornar-se responsáveis por uma missão. Esta sã inquietude, que surge especialmente na juventude, continua a ser a caraterística de qualquer coração que permanece jovem, disponível, aberto. A verdadeira paz interior convive com esta profunda insatisfação. Dizia Santo Agostinho: «Senhor, criastes-nos para Vós e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em Vós».[74]

139. Algum tempo atrás, um amigo perguntou-me o que vejo quando penso num jovem. A minha resposta foi que «vejo um jovem ou uma jovem à procura do seu próprio caminho, que quer voar com os pés, que assoma ao mundo e fixa o horizonte com olhos cheios de esperança, cheios de futuro e também de ilusões. O jovem caminha com dois pés como os adultos, mas, ao contrário dos adultos que os mantêm paralelos, aquele coloca um atrás do outro, pronto a arrancar, a partir. Sempre a olhar para diante. Falar de jovens significa falar de promessas, significa falar de alegria. Os jovens têm tanta força, são capazes de olhar com tanta esperança! Um jovem é uma promessa de vida, que traz em si um certo grau de tenacidade; tem um grau suficiente de insensatez para poder enganar-se a si mesmo e uma capacidade suficiente para curar a deceção que daí pode derivar».[75]

140. Alguns jovens talvez rejeitem esta fase da vida, porque gostariam de continuar a ser crianças, ou desejam «um prolongamento indefinido da adolescência e o adiamento das decisões; o medo do definitivo gera, assim, uma espécie de paralisia decisória. Mas a juventude não pode permanecer um tempo suspenso: é a idade das opções, consistindo nisto mesmo o seu encanto e a sua tarefa maior. Os jovens tomam decisões nas áreas profissional, social e política, e outras ainda mais radicais que determinarão a fisionomia da sua existência».[76]E tomam decisões também a propósito do amor, com a escolha do seu par e na opção de ter os primeiros filhos. Aprofundaremos estes temas nos últimos capítulos, dedicados à vocação pessoal e ao seu discernimento.

141. Mas, contra os sonhos que inspiram as decisões, há sempre «a ameaça da lamentação, da resignação. Estas deixemo-las aos que seguem a “deusa lamentação”! (...) [Esta] é um engano: faz com que te encaminhes pela estrada errada. Quando tudo parece estar parado e estagnante, quando os problemas pessoais nos preocupam, as dificuldades sociais não encontram as devidas respostas, não é bom dar-se por vencido. O caminho é Jesus: façamo-Lo subir para o nosso barco e façamo-nos ao largo com Ele. Ele é o Senhor! Ele muda a perspetiva da vida. A fé em Jesus conduz-nos a uma esperança que vai mais além, a uma certeza fundada não só nas nossas qualidades e habilidades, mas na Palavra de Deus, no convite que vem d’Ele. Sem fazer demasiados cálculos humanos nem se preocupar com verificar se a realidade que vos circunda coincide com as vossas certezas, fazei-vos ao largo, saí de vós mesmos».[77]

142. Devemos perseverar no caminho dos sonhos. Para isso, é preciso ter cuidado com uma tentação que muitas vezes nos engana: a ansiedade. Pode tornar-se uma grande inimiga, quando leva a render-nos, porque descobrimos que os resultados não são imediatos. Os sonhos mais belos conquistam-se com esperança, paciência e determinação, renunciando às pressas. Ao mesmo tempo, é preciso não se deixar bloquear pela insegurança: não se deve ter medo de arriscar e cometer erros; devemos, sim, ter medo de viver paralisados, como mortos ainda em vida, sujeitos que não vivem porque não querem arriscar, não perseveram nos seus compromissos ou têm medo de errar. Ainda que erres, poderás sempre levantar a cabeça e voltar a começar, porque ninguém tem o direito de te roubar a esperança.

143. Jovens, não renuncieis ao melhor da vossa juventude, não fiqueis a observar a vida da sacada. Não confundais a felicidade com um sofá nem passeis toda a vossa vida diante dum visor. E tão-pouco vos reduzais ao triste espetáculo dum veículo abandonado. Não sejais carros estacionados, mas deixai brotar os sonhos e tomai decisões. Ainda que vos enganeis, arriscai. Não sobrevivais com a alma anestesiada, nem olheis o mundo como se fôsseis turistas. Fazei-vos ouvir! Lançai fora os medos que vos paralisam, para não vos tornardes jovens mumificados. Vivei! Entregai-vos ao melhor da vida! Abri as portas da gaiola e saí a voar! Por favor, não vos aposenteis antes do tempo.
A vontade de viver e experimentar

144. Esta projeção para o futuro, que se sonha, não significa que os jovens estejam totalmente lançados para diante, pois simultaneamente há neles um forte desejo de viver o presente, aproveitar ao máximo as possibilidades que esta vida lhes oferece. Este mundo está repleto de beleza! Como se pode desprezar os dons de Deus?

145. Ao contrário do que muitos pensam, o Senhor não quer atenuar esta vontade de viver. Faz-nos bem lembrar o que ensinava um sábio do Antigo Testamento: «Meu filho, se tens com quê, trata-te bem. (…) Não te prives da felicidade presente» (Sir 14, 11.14). O verdadeiro Deus, Aquele que te ama, quer-te feliz. Por isso, na Bíblia, encontramos também este conselho dirigido aos jovens: «Jovem, regozija-te na tua mocidade e alegra o teu coração na flor dos teus anos. (...) Lança fora do teu coração a tristeza» (Ecl 11, 9.10). Porque é «Deus que nos dá tudo com abundância para nosso usufruto» (1 Tim 6, 17).

146. Como poderá dizer-se agradecido a Deus quem não é capaz de usufruir dos seus pequenos presentes de cada dia, quem não sabe parar diante das coisas simples e agradáveis que encontra a cada passo? Com efeito, «não há pior do que aquele que é avaro para si mesmo» (Sir 14, 6). Não se trata de ser insaciáveis, sempre obcecados por prazeres sem fim; antes pelo contrário, pois isso impedir-te-á de viver o presente. Trata-se de saber abrir os olhos e parar a fim de viver plenamente e com gratidão cada um dos pequenos presentes da vida.

147. A Palavra de Deus convida-te claramente a viver o presente, e não só a preparar o amanhã: «Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema» (Mt 6, 34). Isto, porém, não significa abandonar-se a uma libertinagem irresponsável que nos deixa vazios e sempre insatisfeitos, mas convida-nos a viver plenamente o presente, usando as nossas energias para fazer coisas boas, cultivando a fraternidade, seguindo Jesus e apreciando cada pequena alegria da vida como um presente do amor de Deus.

148. A propósito, quero lembrar que o cardeal Francisco Xavier Nguyên van Thuân, quando foi preso num campo de concentração, não quis que os seus dias consistissem apenas em aguardar, esperar um futuro. Escolheu «viver o momento presente, cumulando-o de amor»; e a maneira como o realizava era esta: «Aproveito as oportunidades que me surgem cada dia para realizar ações ordinárias de maneira extraordinária».[78]Enquanto lutas para realizar os teus sonhos, vive plenamente o dia de hoje, numa entrega total e cheia de amor em cada momento. A verdade é que este dia da tua juventude pode ser o último, e por isso vale a pena vivê-lo com toda a garra e profundidade possíveis.

149. Isto é válido também para os momentos difíceis, que devem ser vividos profundamente para conseguir aprender a sua mensagem. Como ensinam os bispos suíços, «Ele está lá no lugar onde pensávamos que nos tinha abandonado e que já não havia possibilidade alguma de salvação. É um paradoxo, mas o sofrimento, as trevas tornaram-se, para muitos cristãos, (...) lugares de encontro com Deus».[79]Além disso, o desejo de viver e fazer novas experiências tem a ver especialmente com muitos jovens em condições de deficiência física, psíquica e sensorial. Embora nem sempre possam fazer as mesmas experiências dos coetâneos, possuem recursos surpreendentes, inimagináveis que às vezes superam os recursos comuns. O Senhor Jesus cumula-os doutros dons, que a comunidade é chamada a valorizar, para que possam descobrir o seu projeto de amor para cada um deles.

Fonte: Vatican News

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Indulgência plenária na comemoração de todos os fiéis defuntos


Neste dia 2 de novembro, na comemoração de todos os fiéis defuntos, é possível ganhar indulgência plenária.

O que é a indulgência?
 Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos. ( N1- Normas da Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina- Papa Paulo VI)

É necessário seguir as condições habituais de confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice. 

CONDIÇÕES PARA RECEBER A INDULGÊNCIA PLENÁRIA

- Confissão (A confissão pode ser feita entre o dia 1° ao dia 8 desse mês)
- Participar da Santa Missa- Rezar o Creio- E rezar segundo a intenção do Papa nesse mês de novembro que é: Diálogo e reconciliação do Próximo Oriente (Para que no Próximo Oriente, no qual diversas tradições religiosas partilham o mesmo espaço de vida, nasça um espírito de diálogo, de encontro e de reconciliação.)

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

8 dados que todo cristão deveria saber sobre o Halloween



“Como o demônio faz para nos afastar do caminho de Jesus? A tentação começa brevemente, mas cresce: sempre cresce. Esta cresce e contagia o outro, é transmitida e tenta ser comunitária. E, finalmente, para tranquilizar a alma, justifica-se. Cresce, contagia e se justifica”, advertiu o Papa Francisco em abril de 2014.

A seguir, os 8 dados que precisamos saber sobre o Halloween:

1. A origem do nome
A Solenidade de Todos os Santos é comemorada no dia 1º de novembro e é celebrada na Igreja desde às vésperas. Por isso, a noite de 31 de outubro, no inglês antigo, era chamada “All hallow’s eve” (véspera de todos os santos). Mais tarde, esta expressão virou “Halloween”.

2. As raízes celtas
No século VI a.C., os celtas do norte da Europa celebravam o fim de ano com a festa do “Samhein” (ou Samon), festividade do sol, iniciada na noite de 31 de outubro e que marcava o fim do verão e das colheitas. Eles acreditavam que naquela noite o deus da morte permitia aos mortos retornarem à terra, fomentando um ambiente de terror.
Segundo a religião celta, as almas de alguns defuntos estavam dentro de animais ferozes e podiam ser libertadas com sacrifícios de toda índole aos deuses sacrifícios, inclusive sacrifícios humanos. Uma forma de evitar a maldade dos espíritos malignos, fantasmas e outros monstros era se disfarçando para tentar se assemelhar a eles e desta maneira passavam despercebidos ante seus olhares.

3. Sua mistura com o cristianismo
Quando os povos celtas foram cristianizados, nem todos renunciaram os seus costumes pagãos. Do mesmo modo, a coincidência cronológica da festa pagã de “Samhein” com a celebração de todos os Santos e a dos defuntos, comemorada no dia seguinte (2 de novembro), fez com que as crenças cristãs fossem misturadas com as antigas superstições da morte.
Através da chegada de alguns irlandeses aos Estados Unidos, introduziu-se neste país o Halloween, que chegou a ser parte do folclore popular do país. Logo, incluindo a contribuição cultural de outros migrantes, introduziu-se a crença das bruxas, fantasmas, duendes, drácula e diversos monstros. Mais tarde, esta celebração pagã foi difundida no mundo inteiro.

4. Uma das principais festas dentro do satanismo
Segundo o testemunho de algumas pessoas que praticaram o satanismo e depois se converteram ao cristianismo, o Halloween é considerada a festa mais importante para os cultos demoníacos, porque se inicia o novo ano satânico e é como uma espécie de “aniversário do diabo”. É nesta data que os grupos satânicos sacrificam os jovens e especialmente as crianças, pois são os preferidos de Deus.

5. A origem da pergunta “Doces ou travessuras?”
No Halloween, as crianças e alguns adultos costumam se disfarçar de seres horríveis e temerários e vão de casaem casa exigindo “trick or treat” (doces ou travessuras). A crença é de que se não lhes dão alguma guloseima, os visitantes farão uma maldade ao morador do lugar. Muitas pessoas acreditam que o início deste costume está na perseguição aos católicos na Inglaterra, onde suas casas eram ameaçadas.

6. A origem da abóbora com forma de rosto
Existe uma antiga lenda irlandesa que conta que um homem chamado Jack tinha sido tão mau em vida que supostamente não podia nem entrar no inferno por ter enganado muitas vezes o demônio. Assim, teve que permanecer na terra vagando pelos caminhos com uma lanterna, feita de um legume vazio com um carvão aceso.
As pessoas supersticiosas, para afugentar Jack, colocavam uma lanterna similar na janela ou na frente de suas casas. Mais adiante, quando isto se popularizou, o legume para fazer a lanterna passou a ser uma abóbora com buracos em forma do rosto de uma caveira ou bruxa.

7. Um grande negócio
Hollywood contribuiu para a difusão do Halloween com uma série de filmes nos quais a violência gráfica e os assassinatos criam no espectador um estado mórbido de angústia e ansiedade. Estes filmes são vistos por adultos e crianças, criando nestes últimos medo e uma ideia errônea da realidade. Do mesmo modo, as máscaras, as fantasias, os doces, as maquiagens entre outros artigos são motivos para que alguns empresários fomentem o “consumo do terror” e favorecem a imitação dos costumes norte-americanos.

8. A festa à fantasia
Segundo Padre Jordi Rivero, grande apologista, celebrar uma festa à fantasia não é intrinsecamente ruim, sempre e quando se cuidar para que esta não esteja contra o pudor, o respeito pelas coisas sagradas e a moral em geral.
É por esta razão que nos últimos anos cresceu a comemoração alternativa do “Holywins” (a santidade vence), que consiste em disfarçar-se do santo ou santa favorito e participar na noite de 31 de outubro de diversas atividades da paróquia, como Missas, vigílias, grupos de oração pelas ruas, adoração eucarística, através de cantos, músicas e danças em “chave cristã”.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/8-dados-que-todo-cristao-deve-saber-sobre-halloween-85634

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Episcopado polonês pede que Papa proclame João Paulo II Doutor da Igreja e Padroeiro da Europa

O arcebispo Stanisław Gądecki, presidente do Episcopado Polonês, em nome da Conferência Episcopal Polonesa, pediu ao Papa Francisco para proclamar São João Paulo II Doutor da Igreja e Padroeiro da Europa. O pedido foi endossado pelo cardeal Stanisław Dziwisz durante o Congresso do Movimento “Europa Christi”, realizado no último 22 de outubro em Varsóvia.

Em 2020 será celebrado o centenário de nascimento de São João Paulo II e o 15° aniversário da sua morte. Em conexão com essas importantes recorrências para a Igreja na Polônia e para a Igreja universal, o arcebispo Stanisław Gądecki recordou que “o Pontificado do Papa polonês era repleto de decisões revolucionárias e de acontecimentos importantes que mudaram o rosto do papado e influenciaram o curso da história europeias e mundial”. Neste sentido, o presidente do Episcopado polonês dirigiu-se ao Papa Francisco pedindo que proclame São João Paulo II Doutor da Igreja e Padroeiro da Europa.


Os motivos do pedido
“A riqueza do Pontificado de São João Paulo II - chamado por muitos historiadores e teólogos João Paulo II, o Grande - nasceu da riqueza de sua personalidade - poeta, filósofo, teólogo e místico, que se realizava em muitas dimensões, do trabalho pastoral e do ensino, guiando a Igreja universal, até o testemunho pessoal da santidade da vida "- escreveu o arcebispo Gądecki ao Papa Francisco.

Ele também enfatizou que o grande sucesso do Pontificado de São João Paulo II foi sua contribuição para a restauração da unidade na Europa, depois de mais de cinquenta anos de divisão simbolizada pela Cortina de Ferro.

O presidente do Episcopado Polonês observou que "após o anúncio unificador e cultural do Evangelho pelos Santos Cirilo e Metódio e por São Adalberto, mais de mil anos mais tarde, os frutos de suas atividades - não apenas em termos sociais, mas também religiosos - encontraram o seu protetor e continuador na pessoa do Papa polonês ”.
Legado de São João Paulo II permanecerá elemento essencial de um projeto de renovação cultural em escala global

O cardeal Stanisław Dziwisz, em seu discurso no Congresso do Movimento "Europa Christi", apoiou o pedido do arcebispo Stanisław Gądecki dirigido ao Papa Francisco. Ele enfatizou que o Papa polonês deveria ser reconhecido como Doutor da Igreja e Padroeiro de nossa casa europeia.

"O legado do Papa Wojtyła é uma síntese rica, multifacetada e original de várias linhas de pensamento. Não há dúvida de que ainda permanece - e permanecerá por muito tempo - um elemento essencial de um projeto de renovação cultural em escala global. Na minha opinião, estas são ao mesmo tempo as principais razões pelas quais João Paulo II deveria ser reconhecido como Doutor da Igreja e co-Padroeiro de nossa casa europeia - afirmou o purpurado.

O cardeal Dziwisz observou que este projeto não é um pedido de um simples retorno ao passado. "O pensamento de João Paulo II é de fato absolutamente moderno, original e criativo, mas, ao mesmo tempo, permanece nobremente clássico. O difícil equilíbrio de Wojtyła entre tradição e modernidade trouxe um sopro de grande frescor à vida da Igreja e, por meio dela, no espaço universal da cultura, da política e da ciência em geral. Deste ponto de vista, o Papa Santo tornou-se um verdadeiro mestre e Doutor da Igreja, e com isso um guardião fundamental dos valores europeus, que constituem o fundamento irremovível da civilização contemporânea".



"O Papa Wojtyła não é somente um grande Doutor da Igreja contemporânea, mas também um grande Padroeiro da Europa - afirmou o cardeal Dziwisz - que tem muito a dizer aos crentes e não crentes. Em tempos difíceis e complexos como o nosso, a sua intercessão junto a Deus, da qual nos assegurou tão bem o cardeal Ratzinger na homilia do funeral, constitui um sustento formidável para todos os homens de boa vontade, e o legado que ele nos deixou em seus escritos representa um mapa completo da justa direção que nosso caminho comum para um mundo melhor deve seguir e para o encontro final com o Senhor que virá”.


Fonte: Vatican News


domingo, 20 de outubro de 2019

Dia Mundial das Missões


Papa: a missão não pode ser um peso, mas um dom para oferecer
No Dia Mundial das Missões, celebrado neste domingo (20) no âmbito do Mês Extraordinário Missionário, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa na Basílica de São Pedro. O Pontífice usou o substantivo 'monte', o verbo 'subir' e o pronome 'todos' para encorajar o testemunho de milhares de missionários no mundo.
Andressa Collet – Cidade do Vaticano
           
Uma celebração eucarística caracterizada pela comunhão dos povos na Basílica de São Pedro. Na manhã deste domingo (20), o Papa Francisco presidiu uma missa, por ocasião do Dia Mundial das Missões no âmbito do Mês Missionário Extraordinário. A cerimônia foi especialmente animada pela genuína participação do coro e orquestra “Palmarito e Urubichà”, da Bolívia.
Na homilia, o Papa usou o substantivo monte, o verbo subir e o pronome todos, extraídos das leituras do dia, para encorajar o testemunho de milhares de missionários no mundo.

O monte, lugar de grandes encontros
Ao iniciar falando do monte, Francisco indicou aquele da Galileia, mas que poderia o do Sinai, do Tabor ou das Oliveiras, mas sempre “o monte parece ser o lugar onde Deus gosta de marcar encontro com toda a humanidade”.
“A nós, o que nos diz o monte? Que somos chamados a nos aproximar de Deus e dos outros: nos aproximar de Deus, o Altíssimo, no silêncio, na oração, nos afastando das maledicências e boatos que poluem; e nos aproximar também dos outros.”
Francisco então falou da importância de olhar o outro de uma outra perspectiva, do alto do monte, onde descobrimos que “a harmonia da beleza só é dada pelo conjunto”.
“O monte nos lembra que os irmãos e as irmãs não devem ser selecionados, mas abraçados com o olhar e sobretudo com a vida. O monte liga Deus e os irmãos num único abraço, o da oração. O monte nos leva para o alto, longe de tantas coisas materiais que passam; nos convida a redescobrir o essencial, o que permanece: Deus e os irmãos. A missão começa no monte: lá se descobre aquilo que conta. No coração deste mês missionário, vamos nos interrogar: para mim, o que é que conta na vida? Quais são as altitudes para onde vou?”

O subir, um êxodo do próprio eu
O Papa partiu para o verbo que acompanhe o substantivo monte: o subir, já que “nascemos, não para ficar em terra nos contentando com coisas triviais, mas para chegar às alturas encontrando Deus e os irmãos”.
“ Para isso, porém, é preciso subir: é preciso deixar uma vida horizontal, lutar contra a força de gravidade do egoísmo, realizar um êxodo do próprio eu. Por isso, subir requer esforço, mas é a única maneira para ver tudo melhor, como o panorama mais bonito ao escalar a montanha só se vê no cimo. ”
O Papa recordou que a subida muitas vezes não é fácil, pois estamos carregados de coisas e é preciso deixar de lado o que não serve:
“É também o segredo da missão: para partir é preciso deixar, para anunciar é preciso renunciar. O anúncio credível é feito, não de bonitas palavras, mas de vida boa: uma vida de serviço, que sabe renunciar a tantas coisas materiais que empequenecem o coração, tornam as pessoas indiferentes e as fecham em si mesmas; uma vida que se separa das inutilidades que enchem o coração e encontra tempo para Deus e para os outros. Podemos nos interrogar: Como procede a minha subida? Sei renunciar às bagagens pesadas e inúteis do mundanismo para subir ao monte do Senhor?”

O pronome todos, a missão de todos
O que prevalece, porém, nas leituras, é o pronome todos, disse Francisco, repetido várias vezes: todos os povos, todas as nações, todos os homens.
“O Senhor Se obstina a repetir esse «todos». Sabe que somos teimosos a repetir «meu» e «nosso»: as minhas coisas, a nossa nação, a nossa comunidade... e Ele não Se cansa de repetir «todos». Todos, porque ninguém está excluído do seu coração, da sua salvação; todos, para que o nosso coração ultrapasse as alfândegas humanas, os particularismos baseados nos egoísmos que não agradam a Deus. Todos, porque cada qual é um tesouro precioso e o sentido da vida é dar aos outros este tesouro. Eis a missão: subir ao monte para rezar por todos, e descer do monte para se doar a todos.”
“Subir e descer… assim o cristão está sempre em movimento, em saída”, e “ao encontro de todos, não apenas dos seus e do seu grupinho”, enfatizou o Papa, que provocou mais questionamentos a todos: “assumimos o convite de Jesus ou nos ocupamos apenas das nossas coisas?”.
A missão, disse Francisco, é “mostrar, com a vida e mesmo com palavras, que Deus ama a todos e não se cansa jamais de ninguém”. E o Papa finalizou afirmando que “cada um de nós é uma missão nesta terra”.
“Vai com amor ao encontro de todos, porque a tua vida é uma missão preciosa: não é um peso a suportar, mas um dom a oferecer. Coragem! Sem medo, vamos ao encontro de todos!”


Fonte: Vatican News

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

#SÍNODO: "Primeiro santos e depois missionários"

Foram retomados na manhã desta segunda-feira, os trabalhos do Sínodo dos Bispos dedicados à região Pan-Amazônica. Na presença do Santo Padre a 9ª Congregação Geral, na Sala do Sínodo, no Vaticano, teve início com a Oração da Hora Média. A reflexão nesta segunda-feira foi proposta por dom Omar de Jesús Mejia Giraldo, arcebispo de Florencia, Colômbia que teve como tema “Nossa missão: ser Santos”.



No início das suas palavras dom Mejia recordou que no último dia 3 de outubro, ele teve o privilégio de estar perto do túmulo do Beato José Allamano, fundador do Instituto Missionário da Consolata. Ali ele leu a seguinte frase: "Primeiro Santos e depois missionários". Quando cheguei à casa do Instituto Missionário da Consolata, em Roma - contiuou -, vi na minha caixa de correio, que me pediram para preparar esta simples reflexão. Ao procurar o texto que daria origem à minha intervenção, deparei-me com a Palavra de Deus que acabamos de ouvir: Sejam santos para mim, porque Eu sou santo, sou Javé, que lhes separou dos outros povos para que sejam meus" (Lv 20, 26).

Neste contexto de oração sinodal dom Mejia recordou as palavras do Santo Padre na Santa Missa no início do Sínodo: "O anúncio do Evangelho é o primeiro critério para a vida da Igreja. É a sua missão, a sua identidade”. Este critério brota da primeira convicção: somos propriedade de Deus, não Deus nossa propriedade. A nossa missão é ocupar-nos continuamente das coisas do Pai (cf. Lc 2, 49). A nossa grande missão é pertencer inteiramente a Deus.

“Queridos irmãos e irmãs, - disse - estamos aqui porque queremos, à luz do Espírito Santo, discernir a atividade evangelizadora e missionária da Igreja na Amazônia. Vamos pedir a força do alto para entender que sem a graça de Deus tudo o que fizermos será inútil e inofensivo. Lembremo-nos de algo fundamental: a graça é sempre edificante e curativa.

Não esqueçamos: "Somos propriedade de Deus", "a terra é de Deus", "somos nação santa", "somos um povo sacerdotal". Com tudo isto, compreendemos que Deus pode escolher o povo que quer (pode escolher quem quer, mas também conta com a resposta generosa do eleito), sublinha-se a liberdade, a primeira decisão e a eleição gratuita de Deus.

Deus, na sua infinita misericórdia, - sublinhou o arcebispo Mejia - escolheu-nos para estarmos aqui, neste "instante vital". Ele nos escolheu para que hoje sejamos luz e esperança na Amazônia e de lá, luz e esperança para o mundo. E se pensarmos um pouco no mistério de ser uma Igreja missionária na Amazônia? Trata-se de ser fermento na massa, um grupo de irmãos que Deus conduz por caminhos diferentes... Como Igreja, estamos no mundo. Como Igreja missionária, estamos na Amazônia, mas sem fins lucrativos, nem para devastá-la e aproveitar sua riqueza material. Estamos na Amazônia para levar o estilo de vida de Jesus e "Vida em abundância" (cf. Jo 10,10). Estamos na Amazônia para "curar corações feridos" (cf. Lc 4, 16-19).

É normal ser criticado, porque muitas pessoas no mundo não entendem nossa missão. A nossa tarefa é sermos diferentes, mas não estranhos. Como pessoas consagradas devemos ser terra de Deus, isto nos ensina a rejeitar a vida sem Deus. Como pessoas consagradas, devemos realizar nossa missão com sentido de eternidade. Não trabalhamos, não nos cansamos, não entregamos a nossa inteligência e vontade a Deus para sermos aplaudidos e felicitados, fazemo-lo com a liberdade de saber que os nossos nomes estão inscritos no Reino dos Céus. Nós nos entregamos à missão por causa do Evangelho e pelo cuidado da casa comum como servos "inúteis" e sabendo que a nossa recompensa está no além.

À Santíssima Virgem Maria, Mãe da Esperança, - concluiu o arceispo - confiamos esta nova semana de discernimento do Sínodo da Amazônia. "Primeiro os santos e depois os missionários" (Beato José Allamano).
Fonte: Vatican News

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Uma santa da nossa época



A primeira santa brasileira da nossa época que passará a ser chamada "Santa Dulce dos Pobres" a partir do dia 13 de outubro, em sua canonização.
Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz do Brasil
No primeiro dia deste mês, segunda-feira passada, coube-me anunciar, em Salvador, a canonização de Irmã Dulce. A alegria tomou conta de todos os que se encontravam no Santuário onde está o corpo do “Anjo Bom da Bahia”. Os momentos seguintes foram de entrevistas, orações e cantos festivos, porque é de Salvador, é da Bahia aquela que, a partir de 13 de outubro de 2019, passará a ser chamada de “Santa Dulce dos Pobres” – primeira santa brasileira da nossa época. A repercussão da notícia em todo o país mostrou-nos que “nossa” Irmã Dulce há muito conquistou o coração dos brasileiros.
Estamos acostumados a celebrar a festa de santos e santas de diferentes e distantes países, de diversas épocas. Agora, estamos diante de alguém que viveu nesta cidade e que deixou marcas profundas no coração de quem a conheceu. O testemunho de Irmã Dulce confirma o que o apóstolo Paulo ensinou: “O amor jamais acabará” (1Cor 13,8). As vaidades acabarão, os elogios passarão, as medalhas de mérito enferrujarão. Assim, se Irmã Dulce tivesse feito de sua vida uma procura incessante de títulos honoríficos, de louvores da sociedade e de aplausos fáceis dos que a cercavam, quem hoje estaria falando dela?
Irmã Dulce nos aponta um caminho: o da santidade. Ela se une a uma multidão de santos e santas que, com a sua fé e caridade, se tornaram faróis para o mundo, pois manifestaram a presença poderosa do Ressuscitado em suas vidas; deixaram que Cristo se apoderasse tão completamente delas que puderam afirmar com São Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20). Seguir o seu exemplo, recorrer à sua intercessão e entrar em comunhão com eles, une-nos a Cristo.
Mas, o que é a santidade? Ela não consiste na realização de obras extraordinárias, mas em viver o Evangelho e fazer nossas as atitudes, os pensamentos e os comportamentos de Jesus Cristo. Todo batizado é chamado a ser santo: “Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para sermos santos” (Ef 1, 4). Assim, não importa o tipo de vida que uma pessoa leva, nem sua missão ou profissão: ela é chamada a seguir Jesus Cristo, para um dia participar de sua glória. Mas, estejamos atentos: a santidade é obra de Deus, não nossa.
A vida de Irmã Dulce é uma confirmação de que a santidade nada mais é do que a caridade plenamente vivida: “Deus é amor; quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele” (1Jo 4, 16). Porque ela procurou amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesma, sua vida passou a brilhar como a aurora, iluminando vida de muitos. A canonização de Irmã Dulce dos Pobres será uma excelente oportunidade para refletirmos sobre a mais importante lição que ela nos deixou: “O amor jamais acabará”.

Fonte: Vatican News


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

DIA DE ESPIRITUALIDADE - FIM DOS TEMPOS: A BATALHA FINAL

Neste final de semana acontecerá na Comunidade Encontro um dia de Espiritualidade com nosso Fundador, Clayton B. Antar, que nos ajudará a entender um pouco mais sobre o como agir e viver o fim dos tempos, o tema desse dia será "Fim dos tempos: A batalha final". 
Como ter sabedoria? Como discernir? Como agir? O que fazer? Como se preparar para isso? 

Participe conosco e leve a sério, pois um cristão sem formação, constrói sua casa na areia e não sobre a rocha, e passando qualquer vento será derrubado. 

As inscrições são GRATUITAS, o nosso encontro terá início às 8h, em nosso Centro de Evangelização "Casa de Maria" (Zona Rural - Localidade São Simão / Bairro IBC, Cachoeiro de Itapemirim, ES. Referência: estrada de chão logo após a Polícia Federal sinalizada com placas indicativas.), te esperamos!

AMAMOS TE ENCONTRAR! 






#SinodoAmazonico: A Igreja deve confessar os “pecados ecológicos". Sacerdotes sejam santos

A quarta congregação presidida pelo Papa Francisco se abriu com a oração de toda a assembleia pelo cardeal Serafim Fernandes de Araújo, que morreu ontem em Belo Horizonte.

A violação sistemática dos direitos dos povos originários da Amazônia e a vida em risco de toda a região, ferida no seu habitat, estiveram no centro da reflexão da quarta congregação do Sínodo dos bispos.

Não à indiferença, sim à responsabilidade

Foi feito um forte apelo para que a Igreja, com a sua voz de peso em âmbito moral e espiritual, tutele sempre a vida, denunciando as muitas estruturas de morte que a ameaçam. Não ao individualismo ou à indiferença que nos faz olhar a realidade como expectadores, como numa tela. Sim a uma conversão ecológica centralizada na responsabilidade e numa ecologia integral que coloque no centro, antes de tudo, a dignidade humana, muitas vezes vezes espezinhada.

Que a comunidade internacional enfrente as violações dos direitos humanos

A situação inaceitável da degradação ambiental na região pan-amazônica – assim foi denunciado – deve ser enfrentada de modo sério por toda a comunidade internacional, muitas vezes indiferente diante do derramamento de sangue inocente. As populações nativas, guardiãs das reservas naturais, evangelizadas com a cruz de Cristo, devem ser consideradas como aliadas na luta contra as mudanças climáticas numa ótica sinodal, isto é, de caminhar “juntos”, em amizade.

No pronunciamento de um delegado fraterno a respeito, foi destacada a necessidade de unir as forças e colocar-se em diálogo, porque a amizade – disse – “respeita, protege e cuida”. Vários foram os convites à Igreja para se tornar aliada dos movimentos sociais de base, a colocar-se em escuta humilde e acolhedora em relação a uma cosmovisão amazônica, a compreender o significado dado pelas culturas locais a símbolos rituais, diferente em relação à tradição ocidental.

Maior conscientização dos “pecados ecológicos”

Foi ressaltado um desenvolvimento sustentável que seja socialmente justo e inclusivo e leve em consideração conhecimentos científicos e tradicionais, porque o futuro da Amazônia, realidade viva e não de museu, está nas nossas mãos. Além disso, foi auspiciada uma conversão ecológica que faça perceber a gravidade do pecado contra o meio ambiente como um pecado contra Deus, contra o próximo e as futuras gerações. Daqui, a proposta de aprofundar e divulgar uma carta teológica que inclua, além dos pecados tradicionalmente conhecidos, os “pecados ecológicos”.
Promover o diaconato indígena permanente

O apelo a unir as forças na formação dos missionários amazônicos, leigos e consagrados, enriqueceu a reflexão sobre os ministérios. É necessário envolver mais os povos indígenas no apostolado, começando pela promoção do diaconato indígena permanente e pela valorização do ministério laical, compreendidos como autêntica manifestação do Espírito Santo. Também foi invocado um maior envolvimento da presença feminina na Igreja.

Reflexão sobre a vocação sacerdotal 

O tema dos critérios de admissão ao ministério ordenado fez parte de alguns pronunciamentos. Há quem exortou à oração pela vocações, pedindo a transformação da Amazônia num grande santuário espiritual, do qual elevar a oração ao “Dono da messe” para que envie novos operários do Evangelho. A insuficiência numérica dos presbíteros – destacou-se – é um problema não somente amazônico, mas comum a todo o mundo católico. Eis então o apelo a um sério exame de consciência sobre como hoje se vive a vocação sacerdotal. A falta de santidade, de fato, é um obstáculo ao testemunho evangélico: nem sempre os pastores levam consigo o perfume de Cristo e acabam por afastar as ovelhas que são chamados a guiar.

O perfume da santidade e os jovens

Foi evidenciado ainda o exemplo luminoso dos mártires da Amazônia, como o dos dois servos de Deus assassinados no Mato Grosso: o padre salesiano Rudolf Lunkenbein e o leigo Simão Cristino Koge Kudugodu. Conversão ecológica é de fato, in primis, conversão à santidade. Esta tem um enorme poder de atração sobre os jovens, para os quais se pede uma renovada pastoral, mais dinâmica e mais atenta. Pediu-se que sejam evidenciados, inclusive através da mídia, os muitos testemunhos de bons sacerdotes e não somente os escândalos existentes que, infelizmente, ocupam muitas páginas dos jornais. Além disso, se chagas como violência, prostituição, desemprego e vazio existencial ameaçam as novas gerações, deve ser reiterado que não faltam exemplos positivos de inúmeros jovens católicos.

A recordação do cardeal Serafim Fernandes de Araújo

A atenção esteve voltada também para o tema da migração, que na Amazônia tem inúmeras facetas, mas que sempre requer uma ação pastoral coordenada fundada no acolhimento, na proteção, promoção e integração. A quarta congregação presidida pelo Papa se abriu com a oração de toda a assembleia pelo cardeal Serafim Fernandes de Araújo, que morreu ontem em Belo Horizonte.
Fonte: Vatican News