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RETIRO DE CARNAVAL - SOMOS DA PAZ

E NÓS RETORNAMOS COM O NOSSO RETIRO DE CARNAVAL! Eis o tempo para nos aprofundarmos e nos aproximarmos do coração de Deus ao máxim...

segunda-feira, 6 de abril de 2020

É possível viver uma profundamente Semana Santa durante a quarentena?


Sem dúvida, a Semana Santa este ano está sendo diferente para todos nós; não podemos negar isso. A experiência de segurar os ramos e proclamar a entrada de Jesus em Jerusalém no Domingo de Ramos; a beleza de celebrar e comemorar a Última Ceia de Jesus, quando lava os pés dos Apóstolos e institui a Eucaristia, na Quinta-feira Santa; penetrar no vazio e na escuridão da morte de Cristo na Sexta-feira Santa; e o júbilo sentido e vivido pela Ressurreição de Jesus, vitória sobre a morte, no Domingo da Páscoa; todas essas são experiências que fazem parte da vivência da nossa Semana Santa todos os anos. Diante disso, naturalmente surge a pergunta dentro de nós: “e este ano, será que vou poder viver a Semana Santa da mesma forma?”



Como eu afirmei no início desse artigo, não podemos negar que a Semana Santa está sendo diferente por causa da quarentena. Eu não quero dizer que tanto faz celebrar esses dias santos participando das liturgias numa igreja, podendo receber os sacramentos, ou participando através de uma transmissão na minha televisão; há uma diferença, e o ideal é o primeiro. Porém, nos encontramos numa situação na qual o ideal simplesmente não é possível, e, diante dessa situação, me parece fundamental fazer as seguintes perguntas: “Senhor, o que queres me dizer através de tudo isso? Como queres que eu esteja vivendo este ano a Semana Santa?”. Diante dessas perguntas, talvez o Senhor responda de uma forma diferente para cada pessoa, mas eu gostaria de colocar algumas ideias que acho que podem ajudar.

Em primeiro lugar, devemos deixar claro que o núcleo da Semana Santa é a nossa participação na Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Não se trata de uma mera lembrança de um evento histórico que aconteceu há 2000 anos, mas de nossa inserção nesse evento, que se atualiza (se faz presente hoje). Por mais que essa atualização se realize normalmente na celebração litúrgica, e que não possamos estar presentes nessa celebração, podemos, a partir das nossas próprias casas, entrar no espírito desses eventos da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Trata-se, portanto, de uma participação muito mais interior do que exterior, e, por mais que não seja o ideal, posso fazer isso a partir da minha casa, junto com a minha família, em espírito de oração.

Para viver essa participação interior nesses dias santos, será de muita utilidade e ajuda acompanhar as celebrações litúrgicas através da internet. Isso nos ajudará a entrar no espírito da celebração, e a interiorizar aquilo que a Igreja toda está vivendo nesses dias. Junto com isso, possivelmente haverá algumas meditações que podemos escutar. Outra ideia é rezar o terço (individualmente ou em família) e meditar sobre as leituras bíblicas de cada dia. Jejuar e se abster de carne na Sexta-feira Santa, que é uma obrigação por parte da Igreja para todos os católicos, certamente ajudará também a entrar no espírito da Paixão do Senhor. Enfim, são muitos os meios que cada um pode fazer para viver mais profundamente a Semana Santa este ano em casa.

 Finalmente, vale a pena acrescentar o fato de que a situação pela qual estamos atravessando por causa da pandemia é uma verdadeira cruz para nós. Uma vez que um aspecto fundamental da Semana Santa é viver a experiência da cruz, junto com o Senhor, não será em vão unir os nossos sofrimentos atuais ao sofrimento de Cristo. Sabemos, porém, que a cruz e a morte não tiveram a última palavra sobre Cristo, pois no Domingo Ele ressuscitou. Ânimo então, meus irmãos, porque através da cruz que vivemos, virá a glória da Ressurreição.



Fonte: a12.com

domingo, 5 de abril de 2020

NOSSO DOMINGO DE RAMOS


Os Ramos estão postos às portas das casas demarcando a fé que deseja ser celebrada. Os lares em sua maioria, apesar de ornados, permanecem fechados, se percebe o medo, a insegurança, a tristeza como clima que paira nas ruas. Não estão fechados, no entanto, os corações dos cristãos de boa vontade que sentem profundamente a saudade de estar na Casa de Deus. Sim, sabemos que é um tempo de provações interiores, provações de fé que tem nos ajudado a resgatar o devido valor que devemos às coisas de Nosso Senhor. 

Nada disso impediu-nos de viver uma linda e marcante experiência de ENCONTROS: famílias sorrindo, homens e mulheres manifestando a fé, felizes por serem alcançados em suas situações de isolamento, nas sacadas dos sobrados, dos prédios, na grade de suas janelas, acenando com seus ramos, agradecendo pela visita, uns choram, outros se ajoelham para receber oração. Quem são esses que não se conhecem mas que no meio das ruas da cidade sorriem, acenam, se entreolham com alegria e consentimento? Quem são esses que nunca se viram mas se sentem irmãos através dos gestos, da feição e das canções? Quem são esses que passam de carro e retiram as famílias de seus sofás, fazem a mãe colocar o filho no colo e chegar na calçada para acenar? 

Estes, meus amigos, são os cristãos católicos que estão espalhados de uma ponta a outra da cidade proclamando que há um único motivo, mesmo em tempo de tribulações e divisões, que nos UNE: Cristo JESUS e seu Mistério de amor pela humanidade! 

A Comunidade Encontro é o abraço que quer chegar a você: Nascemos para ENCONTRAR e gerar ENCONTROS! 

A Comunidade Encontro deseja a você a melhor e mais santa Semana Santa da sua vida! Deus te abençoe! Amamos te Encontrar!

sábado, 4 de abril de 2020

O Domingo de Ramos

Chegamos às portas da Semana Santa. Passo a passo, fomos nos aproximando do cenário no qual Outro pagou a nossa conta. Estamos, também nós, nessa multidão amontoada naquele dia de festa judaica.
Eles e nós temos, sempre, certas escuridões que pedem para ser iluminadas, certas mortes que esperam ser ressuscitadas. Nós estávamos lá. E o que aconteceu lá, para nós acontece hoje. Em Jerusalém existia o costume de dar as boas-vindas aos peregrinos que chegavam para celebrar a Páscoa com as palavras do salmo 118: “Bendito o que vem em nome do Senhor!”. Jesus não foi exceção. Ele enviou previamente dois discípulos para que trouxessem um jumentinho e, se alguém estranhasse e perguntasse o porquê, deveriam responder: “O Senhor precisa dele”. Um humilde portador de quem vem como rei em nome de Deus. A tradição iconográfica mostra mais vezes um jumento junto a Jesus: na viagem de Nazaré a Belém, quando Maria levava em seu seio Aquele que nasceria sem o abrigo de uma pousada; na cova do nascimento; e na fuga ao Egito.
O Senhor precisava de… um jumentinho! Detalhe carregado de humanidade e simplicidade, oposto à cavalgadura do poderio. São as necessidades de um Deus que escolhe sempre o fraco e aquele que não vale nada para confundir os prepotentes (1 Cor 1,26-28); e assim se reconhecerá a imagem do Servo tomando a condição de escravo, que não faz do ser igual a Deus uma usurpação (Flp2,6-11), para saber dizer palavras de conforto à pessoa abatida (Is 50,4-7).
É o estremecedor relato do que custou a nossa redenção. Nesse drama está a resposta de amor extremo por parte de Deus. Nossa felicidade, o acesso à graça, teve um preço: Ele pagou por nós.
Devemos nos situar nesse cenário, pois é o nosso, e nele Deus, em seu Filho, obterá para nós a condição de filhos diante d’Ele e irmãos entre nós. É o estupor que experimentava a mística franciscana Ângela de Foligno ao contemplara Paixão: “Tu não me amaste de brincadeira”; ou o realismo com que Paulo agradecerá a doação do seu Senhor: “Ele me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20).
Sem este realismo que personaliza, estaríamos como espectadores ausentes, que, no máximo, acompanham o desenvolvimento do processo de Deus lá da plateia do dó ou da indiferença. Por isso, posso dizer realmente que eu estava lá, que tudo isso foi por mim.
Só quem reconhece esse por mim adorará o Senhor com um coração agradecido.
Por Dom Jesús Sanz Montes
Fonte: Comunidade Shalom

sexta-feira, 3 de abril de 2020

No mês de abril, Papa reza pela libertação das dependências

“O Vídeo do Papa” deste mês destaca o drama dos “novos vícios”; Francisco alerta para os perigos do mundo virtual e pede que homens e mulheres se apoiem no “Evangelho da Misericórdia”.

O problema dos chamados "novos vícios" tem uma solução, mas precisamos encontrar o caminho, precisamos da palavra profética, precisamos da criatividade humana, precisamos fazer muitas coisas. É hora de se recuperar dos vícios que nos seduzem. Jesus disse: "onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração" (Mt 6, 21).

Se alguém adere apenas às coisas terrenas, mais cedo ou mais tarde se torna escravo delas. Por outro lado, se o coração adere ao que não passa, encontramo-nos e seremos livres. É hora de fixar o olhar no que permanece.

"Certamente já ouviram falar do drama da dependência. Mas pensaram também na dependência do jogo, da pornografia, da internet… e nos perigos do mundo virtual?. Apoiados no "Evangelho da Misericórdia", podemos aliviar, cuidar e curar os sofrimentos relacionados com as novas dependências.

Rezemos para que todas as pessoas sob a influência de dependências sejam bem ajudadas e acompanhadas."



quinta-feira, 2 de abril de 2020

15 anos da morte de quem transformou sua cruz em amor

Cardeal Comastri: João Paulo II transformou sua cruz em amor
João Paulo II com o Crucifixo

“Muitos não acreditam mais na meta da vida, vivem a dor com desespero porque não veem nada além da dor”. Testemunho do cardeal Angelo Comastri, sobre São João Paulo II, no 15º aniversário da sua morte

Alessandro Gisotti - Cidade do Vaticano
Passaram 15 anos da morte de João Paulo II. Serão inesquecíveis para sempre os dias que marcaram a passagem de São João Paulo II à Casa do Pai. Faleceu depois de uma longa doença vivida com um testemunho cristão que atraiu não só os crentes, mas também pessoas afastadas da Igreja. Pedimos ao cardeal Angelo Comastri, vigário geral do Papa para o Estado da Cidade do Vaticano, para nos falar sobre o ensinamento que o Papa polonês pode nos dar nos dias de hoje.

Cardeal Comastri, no dia 2 de abril de 15 anos atrás, depois de uma longa doença vivida oferecendo um extraordinário testemunho, falecia São João Paulo II. O que pode nos oferecer a vida e o exemplo deste Santo neste dramático contexto de emergência por causa do Coronavírus?

Card. Comastri: O avanço da epidemia, o aumento do número de contagiados e o boletim diário com o número de mortes encontrou uma sociedade impreparada e colocou à luz o rosto espiritual de muitas pessoas. O jornalista Indro Montanelli, pouco antes de falecer, fez uma declaração lúcida e honesta: “Se devo fechar os olhos sem saber de onde venho e para onde vou e o que vim fazer nesta terra, valeria a pena ter aberto os olhos? Esta é minha declaração de fracasso!”. Estas palavras do jornalista Montanelli demonstram a situação de uma parte da sociedade atual. Também por isso, a epidemia assusta: porque para muitas pessoas a fé já se apagou. João Paulo II era um crente, um crente convicto, um crente coerente e a fé iluminava o caminho da sua vida.

Apesar dos sofrimentos que passou e da longa doença, João Paulo II dava sempre a sensação de ser um homem de paz e cheio de alegria…
Card. Comastri: João Paulo II sabia que a vida é uma caminhada na direção da Grande Festa: a Festa do abraço de Deus, o Infinitamente Feliz. Mas devemos nos preparar para o encontro, devemos nos purificar para estarmos prontos para o encontro, temos que eliminar as reservas de orgulho e de egoísmo que estão em nós, para poder abraçar Aquele que é Amor sem sombras. João Paulo II vivia o sofrimento com este espírito. E mesmo nos momentos mais difíceis (como o do atentado) nunca perdeu a serenidade. Por quê? Porque tinha sempre diante de si a meta da sua vida. Hoje são poucos os que acreditam na meta da vida. Por este motivo vivem a dor com desespero: porque não veem nada além da dor.

João Paulo II sempre encontrou nas experiências de sofrimento e de dor, uma dimensão de esperança, de ocasião especial de encontro com o Senhor. Uma comprovação é a Carta Apostólica “Salvifici Doloris”. O senhor nos daria uma sua reflexão sobre este particular carisma do Papa polonês?
Card. Comastri: A dor, sem dúvida, causa medo a todos, mas quando se é iluminado pela fé, ela se torna um desbastamento do egoísmo, das banalidades e das futilidades. E tem mais. Nós cristãos vivemos a dor em comunhão com Jesus Crucificado: agarrados a Ele, preenchemos a dor com o Amor e o transformamos em uma força que contesta e vence o egoísmo ainda presente no mundo. João Paulo II foi também um verdadeiro mestre da dor redimida pelo Amor e transformada em antídoto do egoísmo e em redenção do egoísmo humano. Isso só é possível abrindo o coração a Jesus: só com Ele se entende e se valoriza a dor.

Este ano, por causa da emergência atual, teremos uma Páscoa “inédita” por causa das medidas impostas contra o contágio. A última Páscoa de João Paulo II também foi marcada pela doença e pelo isolamento. Ainda assim deixou a todos uma lembrança inesquecível. Que ensinamentos podemos obter da última Páscoa de João Paulo II, considerando o que acontece hoje?
Card. Comastri: Todos recordamos da última Sexta-feira Santa de João Paulo II. A cena que vimos pela televisão foi inesquecível: o Papa quase sem forças, segurando o Crucifixo em suas mãos, olhava-o com amor total e se intuía que dizia: “Jesus, eu também estou na cruz, mas junto contigo espero a Ressurreição”. Todos os santos viveram assim. Limito-me a recordar de Benedetta Bianchi Porro, que ficou cega e surda e paralisada por causa de uma grave doença e morreu serenamente em 24 de janeiro de 1964. Pouco tempo antes, teve a força de ditar uma maravilhosa carta para um jovem com deficiência e desesperado que se chamava Natalino. Eis o que saiu do coração de Benedetta: “Querido Natalino, como você, tenho 26 anos. O leito é a minha morada. Há alguns meses estou também cega, mas não desesperada, porque sei que no fim do caminho Jesus me espera. Querido Natalino a vida é uma passarela que atravessamos rapidamente: não construímos nossa casa sobre uma passarela, mas a atravessamos segurando a mão de Jesus para chegar à Pátria” João Paulo II seguia este tipo de pensamento.

Neste período marcado pela pandemia, todos os dias vemos ao vivo no Vatican News e na mídia que transmite, muitas pessoas que se unem em oração para rezar o Angelus e o Terço. Isso nos faz lembrar de João Paulo II que era muito ligado a Maria desde seu brasão episcopal…
Card. Comastri: Sim, João Paulo II tinha no seu brasão, como lema as palavras: Totus Tuus Maria. Por quê? Nossa Senhora estava ao lado de Jesus no momento da Crucificação e acreditou que era o momento da vitória de Deus sobre a maldade humana. Como? Através do Amor que é a Força Onipotente de Deus. E Maria, pouco antes que Jesus consumisse o Seu Sacrifício de Amor na Cruz, escutou as significativas palavras que Jesus lhe dirigiu: “Mulher, este é o seu filho!”. Isto é: “Não pense em mim, mas pense nos outros, ajude-os a transformar a dor em amor, ajude-os a acreditar que a bondade é a força que vence a maldade”. A partir daquele momento, Maria se preocupa conosco e quando nos deixamos guiar por ela estamos em mãos seguras. João Paulo II acreditava nisso, e confiou em Maria e com Maria transformou a dor em ocasião de amor.

Há alguma última recordação, uma palavra que João Paulo II lhe dirigiu e que há 15 anos de distância gostaria de compartilhar como sinal de esperança para as muitas pessoas que sofrem, que amaram e continuam a amá-lo?
Card Comastri: Em março de 2003, João Paulo II me convidou para pregar os Exercícios Espirituais à Cúria Romana. Ele também participou aos Exercícios Espirituais com exemplar recolhimento. No final dos Exercícios, me recebeu com muita bondade e me disse: “Pensei em lhe presentear com uma cruz igual à minha”. Eu brinquei sobre o sentido duplo da palavra e disse a João Paulo II: Santo Padre é difícil que o senhor possa me dar uma cruz igual à sua…”. João Paulo II sorriu e me disse: “Não… a cruz é esta” e me indicou uma cruz peitoral que queria me dar. Depois acrescentou: “O senhor também vai ter a sua cruz: transforme-a em amor. Esta é a sabedoria que ilumina a vida”. Nunca mais esqueci deste maravilhoso conselho que me foi dado por um Santo.

Fonte: Vatican News

As 7 invocações para obter graças por intercessão do Arcanjo São Rafael



Ele é considerado o anjo da cura – o seu nome, aliás, significa “remédio de Deus” ou “cura de Deus”
Rafael, juntamente com Gabriel e Miguel, é um dos três arcanjos reconhecidos pela Igreja. Muitas pessoas pedem a sua intercessão porque Rafael é considerado o anjo da cura – o seu nome, aliás, significa “remédio de Deus” ou “cura de Deus”.


O beato Bartolo Longo, fundador da devoção a Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, é o autor das 7 Invocações que costumam ser rezadas para pedir a intercessão do Arcanjo Rafael a fim de se obter uma graça particular.

As 7 invocações ao Arcanjo Rafael

I.

Excelso Arcanjo São Rafael, a ti, cujo próprio nome significa remédio de Deus e que nos tornaste evidente a tua virtude e teu caráter, eu suplico: cura a minha alma de todas as enfermidades espirituais que me atormentam.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Bendita seja a Santíssima Trindade pelas graças concedidas a São Rafael Arcanjo.

II.

Ó poderoso Arcanjo, tu, que, sendo um dos sete notáveis espíritos que assistem o Trono do Altíssimo, te dignaste, sob o nome de Azarias, servir de guia ao jovem Tobias quando ele teve de ir a Ragés para cobrar a dívida de Gabael, ajuda-me a aprender de ti a verdadeira humildade, a me submeter voluntariamente, conforme as diversas circunstâncias, aos menores e ínfimos, e a me adaptar para ajudá-las em seus sofrimentos.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Bendita seja a Santíssima Trindade pelas graças concedidas a São Rafael Arcanjo.
III.
Ó benigno Arcanjo, que com regozijo estendes os teus sábios e celestiais ensinamentos ao espírito do jovem dócil e bem-aventurado ao longo de toda a sua viagem, torna o meu coração flexível às tuas inspirações, para ser puro em cada ato que realize durante a minha vida.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Bendita seja a Santíssima Trindade pelas graças concedidas a São Rafael Arcanjo.

IV.
Ó sábio Arcanjo, tu, que, quando Tobias estava prestes a ser devorado pelo peixe monstruoso às margens do rio Tigre, lhe deste valentia para agarrá-lo pelas brânquias e arrancar-lhe o coração, o fígado e o fel a fim de obter vantagens prodigiosas, dá-me coragem semelhante, para que não seja presa dos três inimigos capitais, mas, pelo contrário, ao lutar intrepidamente, tire proveito e mérito das suas próprias ciladas.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Bendita seja a Santíssima Trindade pelas graças concedidas a São Rafael Arcanjo.

V.
Ó puríssimo Arcanjo, que libertaste Sara, filha de Raguel, do demônio Asmodeu que a atormentava, e lançaste o demônio ao deserto do Egito, liberta a minha alma do espírito imundo e afasta-o de mim, para que ele não me vença e eu não seja infestado por esse inimigo lisonjeiro.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Bendita seja a Santíssima Trindade pelas graças concedidas a São Rafael Arcanjo.

VI.

Ó brilhante Arcanjo, remédio de Deus, que ensinaste a Tobias a maneira de remover a densa névoa dos olhos de seu velho pai e restaurar-lhe assim perfeitamente a vista, remove todo véu dos meus olhos e da minha mente, para que eu conheça com clareza a vontade de Deus e possa servi-Lo fielmente e com perseverança.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Bendita seja a Santíssima Trindade pelas graças concedidas a São Rafael Arcanjo.

VII.

Ó benéfico Arcanjo, tu, que guardaste Tobias a salvo, cheio de riquezas, com sua esposa escolhida, e o tornaste pai, cuida de mim, teu servo humilde, para que, mantendo-me incólume de toda mancha de culpa, venha a ser apresentado ao meu Pai celestial, depois do meu peregrinar por esta terra, cheio de virtude e ornado em traje nupcial. Assim seja.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Bendita seja a Santíssima Trindade pelas graças concedidas a São Rafael Arcanjo.

Fonte: Aleteia 

A virtude da esperança

Em meio às dificuldades e sofrimentos do tempo presente, Deus nos alimenta, consola e fortifica com a esperança. 


A esperança é uma Virtude Teologal (diferente das virtudes humanas que são disposições habituais que permitem o homem escolher e praticar o bem) e refere-se diretamente a Deus. “Dispõe o cristão a viver em relação com a Santíssima Trindade e tem Deus Uno e Trino por origem, motivo e objeto. As Virtudes Teologais são infundidas por Deus na alma dos fiéis para serem capazes de agir como seus filhos e merecer a vida eterna. São o penhor da presença e da ação do Espírito Santo nas faculdades do ser humano” (Cat 1812-1813).

As tribulações da vida não apagam a esperança, ao contrário, fazem com que esta desperte com uma força admirável e nos empurre para frente, sempre nos mostrando que ainda há possibilidades. A Sagrada Escritura afirma isso quando diz: “A tribulação produz a perseverança; a perseverança, a fidelidade provada; e a fidelidade provada, a esperança. E a esperança não decepciona” (Rm 5,3-5a).

“A Virtude da Esperança responde à aspiração de felicidade colocada por Deus no coração de todo homem; assume as esperanças que inspiram as atividades dos homens; purifica-as para ordená-las ao Reino dos Céus; protege contra o desânimo; dá alento em todo o esmorecimento; dilata o coração na expectativa da bem-aventurança eterna. O impulso da esperança preserva do egoísmo e conduz à felicidade da Caridade” (Cat 1818).

Ela não é uma utopia ou uma disposição interior que nos permite construir mundos imaginários; é inteiramente concreta: nas situações em que paralisamos ou desesperamos e pensamos que já não há nada a ser feito, eis que a esperança se ergue dentro de nós e com a força do Espírito Santo diz: “Tente outra vez; seja mais humilde; reze, reze mais; não desista, ainda há solução; suporte com paciência… ela coloca sempre à nossa frente novas possibilidades. É quem nos mostra o sentido da vida, alimenta a nossa fé e nos conduz à caridade.

Na carta aos Hebreus, o autor compara a esperança a uma âncora: “Nela temos como que uma âncora da nossa vida segura e firme” (Hb 6,19). Segura e firme porque atirada não na terra, mas no céu, não no tempo, mas na eternidade, “além do véu do santuário”.

“Essa imagem da esperança tornou-se clássica. Mas temos também uma outra imagem da esperança em certo sentido oposta: a vela. Se a âncora é aquilo que dá ao barco a segurança e o mantém firme entre o balanço do mar, a vela é, ao contrário, aquilo que o faz avançar no mar. Ambas as coisas fazem a esperança com o barco da Igreja. Ela é, na verdade, como que uma vela que recolhe o vento e, sem barulho, o transforma em força motora que leva o barco, segundo os casos, para o mar aberto ou para a margem. 

Como a vela nas mãos de um bom marinheiro consegue utilizar todos os tipos de vento, de onde quer que ele sopre, favorável ou menos favorável, para fazer o barco avançar na direção desejada, o mesmo faz a esperança. Trata-se agora de ver como orientar essa vela, como utilizá-la para que ela faça mesmo cada um de nós avançar à santidade, e todo o Reino de Deus até os confins da terra”.

Temos uma pergunta fundamental: “Como manter viva a esperança, não só em nossa vida, mas também de modo a transbordá-la para o mundo desesperançado?” Diariamente, Deus renova na vida de seus amados filhos a graça da esperança, a nós cabe acolhê-la. Isso se dá através dos Sacramentos, da própria Palavra de Deus, da voz de Deus em nosso coração que continuamente nos diz: “Levanta e anda!”. E esta ação do Senhor restaura o que antes era enfermo.

Antigamente, os fiéis, ao sair da Igreja, passavam a água benta de mão em mão, desejando que, através desse gesto simples, a outra pessoa também recebesse as graças e os dons de Deus. Podemos seguir esse exemplo e passar “de mão em mão”, de pai para filho, de amigo para amigo, a alegria e a paz da esperança. 

São Paulo nos fala na carta aos Romanos: “Que o Deus da esperança vos cumule de alegria e de paz na fé” (Rm 15,13); daí temos a certeza de que a alegria e a paz são frutos diretos da esperança, e como vivemos num mundo sem alegria e sem paz, podemos afirmar que o homem de hoje perdeu a esperança, mas deseja reencontrá-la porque não deixa de procurar (ainda que de forma equivocada), alguma coisa que responda a essa sua necessidade. Não devemos ter medo de parecer ingênuos falando de esperança e com o nosso testemunho contagiando o mundo com a alegria e a paz que vêm de Deus.

“Talvez, em nenhum outro momento, o mundo moderno mostrou-se tão bem-disposto para com a Igreja, tão à escuta dela, como durante os anos do Concílio. E o motivo principal é que o Concílio dava esperança. A Igreja não pode fazer, no mundo, uma doação melhor do que dar-lhe esperança, não esperanças humanas, efêmeras, econômicas ou políticas, sobre as quais ela não tem competência específica, mas esperança pura e simples, aquela que, mesmo sem o saber, tem por horizonte a eternidade e por avalista Jesus Cristo e a sua Ressurreição. Essa esperança servirá também de mola para todas as outras legítimas esperanças humanas”
 
Fonte: Comunidade Católica Shalom

domingo, 29 de março de 2020

QUARENTENA: O ENCONTRO QUE TE ALCANÇA


Nestes tempos fortes que temos enfrentado, em que o mundo inteiro foi atingido pelo Covid-19, e em meio à tanto caos, não podemos parar... 
Há em nosso coração a necessidade de ENCONTRAR!
Não podemos abraçar, encostar, nos achegar como "de costume".
Mas podemos te amar e entregar a sua vida nas mãos de Deus e de Nossa Senhora! E é exatamente isso que estamos fazendo todos os dias!

"Abraçar a sua cruz significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de onipotência e possessão, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. Significa encontrar a coragem de abrir espaços onde todos possam sentir-se chamados e permitir novas formas de hospitalidade, de fraternidade e de solidariedade." 



"Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras."


"Penso em muitas pessoas que choram: pessoas isoladas, pessoas em quarentena, os anciãos sós, pessoas internadas e as pessoas em terapia, os pais que veem que, como falta o salário, não conseguirão dar de comer aos filhos. Muitas pessoas choram. Também nós, em nosso coração, as acompanhamos. E não nos fará mal chorar um pouco com o pranto do Senhor por todo o seu povo." Papa Francisco

A Comunidade Encontro juntamente com toda a Igreja te acolhe, te ama e reza por você neste difícil momento.
"Não tenhais medo!" Como nos disse o Papa Francisco em sua homilia na sexta-feira (27/03/2020). Não esmoreça, quem está conosco é maior do que tudo isso que nos tem acontecido! Jesus presente no Santíssimo Sacramento do altar e a sua Mãe, a Virgem Maria. 


Conte conosco, com as nossas orações, você não está sozinho! 
E receba neste dia nosso abraço apertado através do nosso sincero olhar que quer da forma mais profunda possível te encontrar e estar com você dentro do seu coração! Amamos te encontrar!


sábado, 28 de março de 2020

O mundo parou nessa sexta-feira


Papa Francisco: Abraçar o Senhor para abraçar a esperança
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Com o cenário inédito da Praça São Pedro vazia com o Papa Francisco diante da Basílica Vaticana, o Pontífice afirmou que é "diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos povos”. Francisco falou ainda da ilusão de pensar "que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente".
Bianca Fraccalvieri - Cidade do Vaticano

Abraçar o Senhor para abraçar a esperança: esta é a mensagem do Papa Francisco aos fiéis de todo o mundo que, neste momento, se encontram em meio à tempestade causada pela pandemia do coronavírus.
Diante de uma Praça São Pedro completamente vazia, mas em sintonia com milhões de pessoas através dos meios de comunicação, o trecho escolhido para a oração dos féis foi a tempestade acalmada por Jesus, extraído do Evangelho de Marcos.
E foi esta passagem bíblica que inspirou a homilia do Santo Padre, que começa com o “entardecer…”.
“Há semanas, parece que a tarde caiu. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e de um vazio desolador… Nos vimos amedrontados e perdidos.”

Estamos todos no mesmo barco
Estes mesmos sentimentos, porém, acrescentou o Papa, nos fizeram entender que estamos todos no mesmo barco, “chamados a remar juntos”.
Neste mesmo barco, seja com os discípulos, seja conosco agora, está Jesus. Em meio à tempestade, Ele dorme – o único relato no Evangelho de Jesus que dorme – notou Francisco. Ao ser despertado, questiona: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» (4, 40).

“A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade.”

A ilusão de pensar que continuaríamos saudáveis num mundo doente
Com a tempestade, afirmou o Papa, cai o nosso “ego” sempre preocupado com a própria imagem e vem à tona a abençoada pertença comum que não podemos ignorar: a pertença como irmãos.
“Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»”
O Senhor então nos dirige um apelo, um apelo à fé. Nos chama a viver este tempo de provação como um tempo de decisão: o tempo de escolher o que conta e o que passa, de separar aquilo que é necessário daquilo que não é. “O tempo de reajustar a rota da vida rumo ao Senhor e aos outros.”  

A heroicidade dos anônimos
Francisco cita o exemplo de pessoas que doaram a sua vida e estão escrevendo hoje os momentos decisivos da nossa história. Não são pessoas famosas, mas são “médicos, enfermeiros, funcionários de supermercados, pessoal da limpeza, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho”.
“É diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos”, afirmou o Papa, que recordou que a oração e o serviço silencioso são as nossas “armas vencedoras”.
A tempestade nos mostra que não somos autossuficientes, que sozinhos afundamos. Por isso, devemos convidar Jesus a embarcar em nossas vidas. Com Ele a bordo, não naufragamos, porque esta é a força de Deus: transformar em bem tudo o que nos acontece, inclusive as coisas negativas. Com Deus, a vida jamais morre.

Temos uma esperança
Em meio à tempestade, o Senhor nos interpela e pede que nos despertemos. “Temos uma âncora: na sua cruz fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor.”
Abraçar a sua cruz, explicou o Papa, significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de onipotência e posse, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. “Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança.” Aqui está a força da fé e que liberta do medo. Francisco então concluiu:
 “Deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo, desça sobre vocês, como um abraço consolador, a bênção de Deus. Senhor, não nos deixes à mercê da tempestade.”
Ao final da homilia, o Pontífice adorou o Santíssimo e concedeu a bênção Urbi et Orbi, com anexa a Indulgência Plenária.


sexta-feira, 27 de março de 2020

A bênção Urbi et Orbi - Papa Francisco

Como acompanhar a oração do Papa com a bênção Urbi et Orbi


A oração e bênção 'Urbi et Orbi' do Papa Francisco na emergência do coronavírus, será transmitida ao vivo pelos canais do Vatican News. Àqueles que se unirão espiritualmente a este momento por meio da mídia, será concedida a Indulgência Plenária segundo condições estabelecidas no recente decreto da Penitenciária Apostólica.

Há uma grande expectativa em toda a Igreja pelo encontro de oração que o Papa propôs no Angelus do último domingo, convite reiterado na Audiência Geral.

O primeiro apelo a todos os cristãos concretizou-se na quarta-feira, 25 de março, na invocação ao Deus Todo-Poderoso por meio da oração do Pai Nosso, contemporaneamente com os Chefes das Igrejas e os líderes das comunidades cristãs.

Para esta sexta-feira 27 de março, o segundo compromisso esperado, quando às 18 horas (horário italiano), católicos de todo o mundo são convidados a se unir espiritualmente ao Papa por meio da mídia, que presidirá um momento de oração que durará cerca de uma hora, do patamar da Basílica de São Pedro, com a Praça vazia, como ele mesmo anunciou em 22 de março no final da oração do Angelus:

Ouviremos a Palavra de Deus, elevaremos a nossa súplica, adoraremos o Santíssimo Sacramento, com o qual, ao final, darei a Bênção Urbi et Orbi, à qual está ligada a possibilidade de receber a indulgência plenária.

Como explica a Sala de Imprensa da Santa Sé, nesta circunstância especial, nas proximidades da porta central da Basílica, será colocada a imagem da Salus Populi Romani e o Crucifixo milagroso da Basílica de São Marcelo.

Depois de ouvir a Palavra de Deus, o Papa Francisco fará uma meditação. O Santíssimo Sacramento será exposto no altar localizado no átrio da Basílica do Vaticano e, após a súplica, seguirá o rito da Bênção "Urbi et Orbi" com o Santíssimo.

Então o cardeal Angelo Comastri, arcebispo da Basílica de São Pedro, pronunciará a fórmula para a proclamação da indulgência.

A partir das 18h00, o evento será transmitido ao vivo em Mundovisão pelo Vatican Media e pode ser seguido nos vários idiomas na Rádio Vaticano e em nossa homepage, em nossa página no Facebook (vaticannews.pt) e ao vivo em nosso canal do youtube.

Os horários nos diferentes países de língua portuguesa:

14 horas, horário de Brasília
16 horas Cabo Verde
17 horas Portugal
17 horas Guiné Bissau
17 horas São Tomé e Príncipe
18 horas Angola
19 horas Moçambique
2 A.M de sábado Timor Leste

Fonte: Vatican News