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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Eu vi o Senhor!

“Mas eu vi, eu vi o Senhor, eu vi Jesus curando o seu povo. Mas eu vi, eu vi o Senhor, eu vi Jesus, aqui.”


Como alguém que O viu pode querer viver como se não O tivesse visto?
Precisamos testemunhar o que Jesus é e já fez em nossas vidas.
O Senhor passa a todo momento em nossas vidas, Ele faz, Ele realiza, Ele é o nosso tudo. Meu irmão, minha irmã, quanto Jesus já fez por você? Por favor, te convido a isso, pense um pouco em sua vida, olhe para sua história, em quantos momentos o Senhor te resgatou e sustentou?! Em quantas situações o Senhor te livrou do mal?! Da morte?! Lá trás, naquele primeiro encontro, o Senhor passou a ser o seu tudo...mas e hoje, como está Ele em sua vida?
Nós não podemos querer servir a dois senhores, não podemos servir a Jesus e a nós mesmos, com nossas vontades e caprichos. Nós bem sabemos como tudo do mundo se passa hoje em pequenas telas de nossos celulares, todos ficam sabendo de tudo em suas próprias mãos. Se faço coisas boas e que mostram o meu Cristo, farei Jesus ser mais conhecido pela verdade que mostro, almas são tocadas e conquistadas. Agora se meu testemunho não é santo, as pessoas serão alcançadas por aquilo que não é santo. Postar uma legenda com frases da Palavra de Deus, porém com uma foto onde estou com roupas indecentes não irá evangelizar. Se o ano todo sirvo em grupos de oração e em tantos outros lugares, mas chego no verão e ajo como se Jesus nem existisse, quem acha que vou atrair para Deus? Isso afastará as pessoas do Coração de Cristo, porque irão olhar para mim e dizer: Ser de Deus é ser assim? Ser de Deus é agir dessa maneira? Não! Prefiro não seguir a esse Cristo.
As almas tem sede de Deus, precisamos as saciar, mas não o conseguiremos com a falta de testemunho. Precisamos mostrar que Aquele que nos chamou nos conquistou e nos dá tudo aquilo que precisamos, isso irá atrair, e não nossas vaidades e imprudências.
Precisamos dar nosso testemunho meus irmãos. Não escrevo isso com o intuito de dizer que você não deve viajar e nem se divertir, não, de maneira alguma, a Igreja precisa de santos assim, mas escrevo para dizer que: Onde quer que formos, não deixemos de ser Cristão! O que precisamos mostrar é esse Cristo que há em nós, é a luz que brilha em nós.
Seu corpo tira férias do trabalho, mas sua alma jamais pode tirar férias de Cristo.
Leve as pessoas ao ENCONTRO de Deus com seu testemunho e não ao afastamento da Verdade que é CRISTO. Somos os guerreiros da última hora, se não formos firmes quem o será por nós?!
Coragem valente guerreiro, é morrendo que se vive para a  Vida Eterna!
Amo muito você!

Letícia Debona
 Cofundadora da Com. Encontro

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Você está se preparando para morar no céu?


Deus preparou um lugar, uma morada no céu para cada um de nós, Ele nos prometeu isso. Mas Deus também quer morar em nós e Ele quer encontrar esse lugar preparado nos nossos corações. Nossa Senhora foi essa primeira morada aonde Jesus veio e habitou, se fez carne presente. 
Você precisa se preparar para duas coisas na sua vida:

1.Para morar no céu, é preciso preparar-se e é por esse o processo de santidade: acostumar-se a amar sempre. Estar apaixonado pelos habitantes do céu, porque ninguém vai morar num lugar com pessoas que não amam certo? Tem que amar!
Nossa Senhora já nasceu se preparando para ir morar no céu, já nasceu amando, ela não fixou nada na terra, não quis ter parte dela aqui, tudo dela foi para o céu. E você, está se preparando para ser tudo para o céu?

2.Para você morar no céu você precisa ter o céu morando em você, ter o dono do céu morando em você porque o céu começa em você. Nossa Senhora teve o dono do céu morando nela, uniu-se ao seu Criador, ao seu Senhor, de uma forma muito honrosa. Assim como teve o antigo Adão que pegou e trouxe o pecado para o mundo, teve o novo Adão que é Cristo e Nossa Senhora recebeu de Deus a honra de tomar o lugar de Eva e ser a Nova Eva. Ela está sempre ao lado de Cristo, seja no trono, na Santa Eucaristia, na Cruz...  ela é Aquela que recebeu essa graça de o próprio Deus que veio morar Nela, ela foi a morada do Cristo e o primeiro ostensório e em sua dormição, teve a graça de ser elevada por inteiro ao céu, Cristo não podia e não queria deixar parte nenhuma dela aqui na terra, a pegou por inteiro, com tudo. Porque Maria nunca quis ficar em nada aqui na terra, tudo para o céu, assim era sua vida.

Queira que o dono do céu more em você, para que você possa viver aqui na terra, como quem vive no céu. Sem se apegar a nada aqui debaixo e sem querer deixar nada aqui embaixo, levar tudo para o céu, inclusive as pessoas. Porque Deus não preparou a morada no céu para ficar vazia, Ele quer todo mundo lá. Por isso, tenha os mesmos sentimentos de Cristo e o mesmo sentimento de Maria que acolheu a humanidade inteira aos pés da Cruz. Então se você quer morar no céu tem que amar e desejar que todo mundo vá para o céu. Porque assim é a dinâmica da Salvação, todos para o céu com tudo.
Nossa Senhora foi e ligou a terra no céu assim como seu Filho e ela ainda assim mantém esse caminho como onipotência suplicante e Ela protege todos os que estão nesse caminho, pois são meus filhos e quero que vão com tudo para o céu. Por isso, não se enraízem aqui na terra, busquem o alto, busquem o céu, porque Deus quer tomar cada um de nós e nos elevar para o céu, pois lá existem muitas moradas.

Se não fosse assim o Senhor teria dito.






Por Clayton B. Antar
Fundador da Com. Encontro

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Papa: que os padres sejam alegres como Dom Bosco



O Papa Francisco inspirou sua homilia da Missa matutina celebrada na Casa Santa Marta em São João Bosco, cuja memória é recordada hoje pela Igreja. O cerne de sua exortação é que os sacerdotes não sejam funcionários, mas tenham a coragem de olhar a realidade com olhos de homem e de Deus.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco celebrou a missa na Casa Santa Marta e a sua homilia foi sobre a figura de São João Bosco que a Igreja recorda, nesta quinta-feira (31/01).

O Pontífice lembrou que no dia de sua ordenação, a mãe de São João Bosco, uma mulher humilde e camponesa, “que não tinha estudado na faculdade de teologia”, lhe disse: “Hoje, você começará a sofrer”. Queria enfatizar uma realidade, mas também chamar a atenção, porque se o seu filho pensou que não haveria sofrimento, significava que algo não estava certo. “É uma profecia de mãe”, uma mulher simples, mas com um coração cheio do espírito. Para um sacerdote, o sofrimento é um sinal de que tudo vai bem, mas não porque ele seja um “faquir”, mas pelo que fez Dom Bosco, que teve a coragem de olhar a realidade com os olhos de homem e com os olhos de Deus. “Ele, disse o Papa Francisco, “naquela época maçônica, anticlerical”, de “uma aristocracia fechada, onde os pobres eram realmente os pobres, o descarte, viu aqueles jovens nas ruas e disse: “Não pode ser!”. 

“Olhou com os olhos de homem, um homem que é irmão e pai também, e disse: “Mas não, isso não pode ser assim! Esses jovens talvez acabarão sendo condenados e precisarão do apoio de Pe. Cafasso. Não, não pode ser assim”, se comoveu como homem e como homem começou a pensar nas maneiras de fazer crescer os jovens, amadurecer os jovens. Estradas humanas. E depois teve a coragem de olhar com os olhos de Deus e ir até Deus e dizer: “Mostra-me isso... isso é uma injustiça... o que fazer diante disso ... Você criou essas pessoas para uma plenitude e elas estão numa verdadeira tragédia...”. E assim, olhando para a realidade com o amor de um pai, pai e mestre, diz a liturgia de hoje, e olhando para Deus com os olhos de um mendigo que pede algo de luz, começa a seguir em frente. 


Pe. Giuseppe Cafasso confortava os encarcerados, em Turim, no século XIX e muitas vezes acompanhava até a forca, os condenados à morte. Ele ficou conhecido como “o padre da forca” e foi um grande amigo de São João Bosco.

O sacerdote, reiterou o Papa, deve ter “essas duas polaridades”: “olhar a realidade com os olhos de homem e com os olhos de Deus”. Isso significa passar “muito tempo diante do tabernáculo”.

“Olhar dessa maneira fez-lhe ver o caminho, pois ele não foi com o Catecismo e o Crucifixo somente, para dizer: “façam isso...”. Os jovens o teriam dito: “Deixa pra lá! Nos vemos amanhã”. Não, não: ele estava próximo a eles, com a vivacidade deles. Fez os jovens distrair, também em grupo, como irmãos. Ele foi, caminhou com eles, ouviu com eles, viu com eles, chorou com eles e os levou adiante assim. Um sacerdote que olha humanamente as pessoas, que está ao alcance de todos.”

O Papa enfatiza assim, que os sacerdotes não devem ser funcionários ou empregados que recebem, por exemplo, "das 15 às 17h30". "Temos tantos funcionários, bons - continua ele - que fazem o seu trabalho, como devem fazer os funcionários. Mas o padre não é um funcionário, não pode sê-lo".

Francisco então exorta a olhar com os olhos de homem e "virá a você aquele sentimento, aquela sabedoria de entender que são seus filhos, seus irmãos. E depois, ter coragem de ir e lutar lá: o sacerdote é alguém que luta ao lado de Deus".

O Papa sabe que “sempre existe o risco de olhar muito o humano e nada o divino, ou muito o divino e nada o humano", mas "se não arriscarmos, não faremos nada na vida", adverte.

Um pai, de fato, arrisca pelo filho, um irmão se arrisca por um irmão quando existe amor. Isso certamente comporta sofrimentos, começam as perseguições, a tagarelice: "Este padre está lá, na rua", com aqueles jovens mal-educados que "quebram o vidro da janela com a bola".

O Papa então agradece a Deus por nos ter dado São João Bosco que desde criança começou a trabalhar, sabia o que era ganhar o pão a cada dia e havia entendido o que era a piedade, "qual era a verdadeira piedade". Este homem - sublinha ainda Francisco ao concluir - teve de Deus um grande coração de pai e mestre:

“E qual é o sinal de que um padre está fazendo bem, olhando para a realidade com os olhos de homem e com os olhos de Deus? A alegria. A alegria. Quando um padre não encontra alegria por dentro, pare imediatamente e pergunte o por quê. E a alegria de Dom Bosco é conhecida: é o mestre da alegria, hein! Porque ele fazia os outros se alegrarem e ele mesmo se alegrava. E ele próprio sofria. Peçamos ao Senhor, por intercessão de Dom Bosco, hoje, a graça de que os nossos sacerdotes sejam alegres: alegres porque têm o verdadeiro sentido de olhar para as coisas da pastoral, o povo de Deus, com os olhos de homem e com os olhos de Deus”.

Fonte: Vatican News

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Morreu pela Igreja e por Bento XVI... considerado o "Anjo da Juventude"



Fenômeno raro aconteceu com o corpo de um jovem que está em processo de canonização. Carlo Acutis, conhecido como “Anjo da Juventude” morreu aos 15 anos de uma leucemia. Afamado de santidade, o jovem oferecia o sofrimento pela Igreja e em especial pelo então Papa Bento XVI. A informação de que seu cadáver está incorrupto veio por meio de Padre Marcelo Tenório, da Arquidiocese de Campo Grande.

“Caríssimos, recebi hoje da mãe de Carlo Acutis a feliz notícia de que o Corpo do Venerável jovem, que morreu dando a vida pelo Papa Bento XVI, está INTACTO. Para nós que o amamos e divulgamos sua vida é um momento de imensa emoção e Alegria”, disse o sacerdote.

Ainda segundo o padre, ele viu as fotos mas não pode divulgá-las. “Seu corpo será levado para o convento dos capuchinhos , em Assis e de lá, em tempo oportuno, transladado para antiga Igreja de Santa Maria Maior, na mesma Assis”.

Mais sobre a história de Carlo Acutis: 
Em 2006, falecia o jovem Carlo Acutis, vítima de uma grave leucemia. No leito de morte, desejou ardentemente que seus sofrimentos fossem oferecidos a Deus pela Santa Igreja e pelo Papa Bento XVI. O testemunho do rapaz, de apenas 15 anos, comoveu toda a Itália, tornando-o modelo de santidade.

Aos 12 anos de idade, a Santa Missa já lhe era o bem mais precioso. Comungava diariamente. Assis era seu lugar preferido.

No ensino médio, desenvolveu sua paixão por computadores. Carlo criou um site dedicado aos milagres eucarísticos e à vida dos santos. “Decidi ajudá-los – dizia o jovem na página da internet – compartilhando alguns dos meus segredos mais especiais para aqueles que desejam rapidamente alcançar o objetivo da santidade”. Carlo Acutis insistia na Missa diária, na récita do rosário, na lectio divina, na confissão e no apego aos santos. “Peça ao seu Anjo da Guarda para ajudá-lo continuamente, de modo que ele se torne seu melhor amigo”, recomendava.

Em 2006, com apenas 15 anos, Carlo Acutis descobriria uma grave doença: a leucemia. Confundida inicialmente com uma inofensiva “caxumba”, o mal acabou se alastrando rapidamente, mesmo com os vários tratamentos, causando-lhe a morte em apenas um mês. Às 6:45h de 12 de outubro de 2006, o Senhor o levava para a vida eterna. Perto de falecer, confidenciou aos pais: 

“Ofereço todos os sofrimentos desta minha partida ao Senhor, ao Papa e à Igreja, para não fazer o Purgatório e ir direto para o Paraíso”.

Fonte: Jornal "O povo"

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Uma história, uma jornada, uma juventude!

Celebrada pela primeira vez em 1986, durante o pontificado de São João Paulo II, a JMJ, foi criada pelo então pontífice diante da sua imensa paixão pelos jovens.
São João Paulo II, acreditava de verdade na força que a juventude tem e que uma juventude movida para a santidade, pode realizar uma mudança gigantesca na sociedade.

Em 1985, após o Encontro Mundial dos jovens, por ocasião do Ano Internacional da Juventude, proclamado pela ONU, o papa dedicou então uma Carta Apostólica aos jovens convidando-os para mais um encontro em Roma: A primeira Jornada Mundial da Juventude, em 1986.
Em 1987, aconteceu mais um encontro em Buenos Aires com a juventude, convocado pelo pontífice polonês, aonde declarou que a JMJ tornava-se um encontro de peregrinação internacional. Neste ano ele afirmou o que vinha dizendo aos jovens desde o início de seu pontificado: “Vós sois a esperança da Igreja, vós sois a minha esperança”.
O intuito da Jornada é reunir milhares de jovens, mostrar a fé em Jesus Cristo e o rosto jovem da igreja. Os jovens precisam ser igreja, precisam buscar a santidade, ser de Deus não é pra depois, é pra hoje!
Com esse encontro, hoje a Igreja Católica reúne milhares de jovens dos quatro cantos do mundo em uma linda Celebração da nossa fé, é algo que mexe com qualquer ser humano, ver a unidade, a alegria, a juventude reunida para ser igreja.


Em seus primeiros anos, antes mesmo de ser JMJ, aconteceu em Roma (Itália - 1984, 1985, 1986). Após estes anos, enfim nomeada Jornada Mundial da Juventude realizou-se em Buenos Aires (Argentina - 1987), com a participação de 1 milhão de jovens; em Santiago de Compostela (Espanha – 1989) – 600 mil; em Czestochowa (Polônia – 1991) – 1,5 milhão; em Denver (Estados Unidos – 1993) – 500 mil; em Manila (Filipinas – 1995) – 4 milhões; em Paris (França -1997) – 1 milhão; em Roma (Itália – 2000) – 2 milhões, em Toronto (Canadá – 2002) – 800 mil; em Colônia (Alemanha – 2005) – 1 milhão; em Sidney (Austrália – 2008) – 500 mil; Madri (Espanha – 2011) – 2 milhões; Rio de Janeiro (Brasil – 2013) - 3,7 milhões; Cracóvia (Polônia - 2016) - 2,5 milhões.
Em 2019, acontecerá pela primeira vez na América Central, na cidade do Panamá. Com início no dia 22 ao dia 28 de Janeiro. No site oficial da Jornada você pode encontrar mais informações sobre o que está acontecendo, os encontros com o Papa e ficar ligadinho em cada detalhe, em cada experiência que a juventude está vivenciando, saiba mais: https://www.panama2019.pa/pt/casa/
A igreja é jovem e o jovem precisa ser igreja!

Fonte: Canção Nova, Rede Século XXI









quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

O cuidado Divino se revelou ao Carisma Encontro: feliz 18 anos!




Em Lucas 15, 11-32 Jesus conta a Parábola do Filho Pródigo, aquela da qual parte o nosso carisma.

Nesta semana olhando para Jesus no sacrário me peguei perguntando, de forma amorosa: “Senhor, quando contavas essa parábola, pensavas em nós?”.

É fato que a vida, a graça, o bem, os carismas, os dons, toda a comunicação da benevolência Divina aos homens tem como fonte geradora a Palavra de Deus. Mas eu queria saber mais que isso...

-“Sim, diz Jesus, pensava em Ti. O objeto do pensar Divino é o homem. O cuidado Divino se ocupa do homem, de sua vida, sua dignidade, suas vicissitudes. Desde que pense, penso em Ti. Estavas ali, Comunidade Encontro, como potencia, como semente a cair na terra e germinar para o tempo certo, para o povo certo. É, pensava em Ti. Encontro. Pensar é amar. Sois amados, objeto dos meus cuidados!”

Entendi, portanto, o aspecto infinito e rico de nossa fundação. Em uma única palavra proferida pela boca de Jesus abre-se o horizonte infinito da revelação e a inesgotável ação de Deus em favor dos homens. E nós, como fragmento quase invisível nessa imensidão, começamos a manifestar e a corresponder. Assim surge a Comunidade Encontro, como fagulha no abismo que é Deus, seu Verbo, sua Palavra.  Que alegria! O fundador escutou a primeira palavra que sempre foi dita: ENCONTRO.   

Nós, filhos, nos abrimos a este som e aqui estamos atraídos por ele.
Hoje, aqui, celebramos 18 anos, Deus que nos ultrapassa celebra a eternidade.



Que belo! Ser encontro é divino! Parabéns a todos!





Feliz 18 anos Comunidade Encontro!

Por Fernanda Rosetti, Cofundadora da Com. Encontro

sábado, 5 de janeiro de 2019

18 anos de ENCONTRO


18 anos de ENCONTRO nos levaram a encontrar milhões de pessoas. 
São milhões de abraços dados. 
Milhões sorrisos oferecidos sem nada pedir em troca. 
Um servir aqui e outro ali, e quando vemos já chegou o próximo ano.
Quanto nos preenche ter uma vida toda entregue à Deus e fazer em tudo a Sua santa vontade. 
Milhões de lágrimas derramadas. Emoções, muitas quedas, mas em todos esses anos muitas mãos nos ajudaram a levantar.
Nada nos resta além de agradecer por tudo que vivemos até aqui, por cada pessoa que passou pela nossa vida e marcou a nossa história.

Por isso, queremos te convidar a continuar escrevendo essa linda história de ENCONTRO comemorando conosco nossos 18 anos, com a Santa Missa presidida pelo Pe. Josimar Pirovani da Paróquia Santíssima Trindade (Marataízes-ES) 
dia 10 de Janeiro, às 09h na Casa de Maria.

Amamos te encontrar!


quarta-feira, 14 de novembro de 2018

UMA VOCAÇÃO QUE GERA VIDA

Uma vocação bem vivida, com obediência é sempre uma vocação que rende muitos frutos.
Um sim diário, com amor, aonde o objetivo é alcançar corações e levá-los para Deus.
Diante deste sim, na semana passada, (07/11), Dom Dario Campos, O.F.M, (atual bispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim) recebeu a  nomeação realizada pelo Papa Francisco e acolheu de braços abertos um novo desafio: Tornar-se Arcebispo da Arquidiocese de Vitória (ES).


Dom Dario Campos nasceu em 9 de junho de 1948, em Castelo (ES), Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, no Estado do Espírito Santo. É dono de um carisma especial, homem simples, cheio de bom humor, simpatia e apaixonado por sua vocação.
Com essas características marcantes, conquista o povo por onde passa, atrai olhares e muitos sorrisos.
Permaneceu nesta Diocese por sete anos e agora despede-se com gratidão:
"Com grande gratidão, eu reconheço o quanto o Senhor foi bondoso e quantos frutos pudemos colher juntos, nesses anos passados. Agradeço de coração a todos os sacerdotes que com disponibilidade, compromisso evangélico e grande alegria, sempre se dispuseram a assumir conosco o cuidado dessa Igreja Particular da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim. Agradeço aos diáconos pelo testemunho de Fé e serviço, bem como também, aos religiosos e religiosas, pela vocação e carisma, quem tanto nos enriquecem. Agradeço aos nossos seminaristas, pela abertura e disponibilidade para o caminho formativo, no intuito da descoberta e amadurecimento vocacional. Não posso deixar de dirigir uma palavra de agradecimento à todas as autoridades dos poderes constituídos, com as quais dialogamos e procuramos contribuir nesses últimos anos. Dirijo também minhas palavras de grande gratidão, aos leigos e leigas espalhados em nossas Comunidades Eclesiais de Base, sinais do Reino, chamados a ser Sal da terra e Luz do mundo." Dom Dario Campos, O.F.M

É com grande alegria que a Comunidade Encontro agradece por sua presença durante esses anos e somos imensamente gratos pelo seu pastoreio!
Deus o abençoe nesta nova caminhada, somos mais felizes por que o conhecemos, conte com nossas orações por sua nova missão!




segunda-feira, 8 de outubro de 2018

FÁBRICA DE SANTIDADE

"Deus consagrou um povo escolhido, o amou profundamente desde toda a eternidade. Para ser sal e luz, gerar Cristo Jesus no seio da humanidade.

Hoje somos este povo tão amado, Deus nos chama a viver o seu amor. Nos convida a todo instante sem cessar e pede a nós: SEDE SANTOS!"

E qual é a sua resposta diante deste chamado de Deus? 

Iniciamos no dia 20 de Outubro de 2018 o Programa "Fábrica de Santidade". Esse programa acontecerá mensalmente por um período de 9 meses (sempre em um sábado de 14:00 às 18:30), será um caminho  maravilhoso para encontrarmos nossas moradas interiores, conhecermos profundamente nossa alma através de uma vida profunda e sincera de oração.
Nosso próximo encontro acontece no dia 17 de Novembro em nosso Centro de Evangelização "Casa de Maria" (Zona Rural - Localidade São Simão / Bairro IBC, Cachoeiro de Itapemirim, ES. Referência: estrada de chão logo após a Polícia Federal sinalizada com placas indicativas.), ainda dá tempo de fazer a sua inscrição.

A santidade é um chamado que Deus faz a todos nós sem exceção e responder a esse chamado não é vaidade, mas sim nossa obrigação. 

Te esperamos na Casa de Maria, será uma alegria te receber aqui!  

Faça a sua inscrição clicando nesse link e saiba maiores informações: 

https://goo.gl/forms/NdEbT2Fsa3tESbfy2 



“Se alguém quiser vir após Mim, renegue-se a si mesmo, tome a sua CRUZ e siga-Me”. Certamente é uma linguagem dura, difícil de aceitar e de pôr em prática, mas o testemunho dos Santos e das Santas garante que é possível a todos, se confiarmos e nos recomendarmos a Cristo”. Papa Emérito Bento XVI






“Ser Santo não é um privilégio de poucos, como se alguém tivesse recebido uma grande herança; no Batismo, todos nós recebemos a herança de poder tornar-nos Santos. A santidade é uma vocação para todos”. Papa Francisco

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

ÉTICA E VOTO DEMOCRÁTICO NAS ELEIÇÕES

Quando uma sociedade está pautada em valores morais e éticos e as suas ações se voltam para a coletividade em detrimento dos interesses individuais, cria-se de imediato uma verdadeira estratégia de ética nas eleições. Trabalhar o problema na raiz traz resultados mais eficazes do que esperar acontecer a tragédia para agir. Combater é muito mais difícil do que prevenir. Daí faz-se necessário anunciar a ausência ou melhor a quase inexistência em nossa sociedade de uma ética inserida na concretude do voto, revelando o quanto a sociedade é vazia deste valor.

Escutamos sempre a alegação: “este negócio de ética na democracia cada um tem a sua”. Porém, imaginar que cada um tem a sua e que o grupo não deve tê-la é algo impensável. Os pensadores Rosseau e Lincoln afirmavam que a democracia é o regime “do povo, pelo povo e para o povo”. Kelsen, por outro lado, acreditava que a democracia se baseia no voto e na liberdade (seja ela de consciência, de religião ou de trabalho).

A palavra “democracia” tem origem na Grécia Antiga e, etimologicamente, é o poder do povo (demos = povo e kratos = poder). Em síntese, é a forma de governo em que vigora, substancialmente, a soberania popular. A soberania popular, conforme informa o artigo 14 da Constituição Federal, “será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos”. A palavra sufrágio vem do latim “sufragium” e significa apoio, aprovação. O sufrágio é a manifestação de vontade da soberania popular e tem o voto como principal instrumento.

Por sua vez, o voto é um direito personalíssimo conferido aos cidadãos (não pode ser exercido através de procuração). Tem como principais características a universalidade, a personalidade, a obrigatoriedade, a sigilosidade, a igualdade, a periodicidade, e a liberdade. No Brasil, o voto é secreto (em nenhuma hipótese pode ser revelado), obrigatório (é um direito; é um dever social, político e jurídico), direto (somente o eleitorado escolhe seus governantes) e igual (o voto tem o mesmo valor) para todos, sem qualquer distinção.

O voto é obrigatório e igual para homens e mulheres, entre 18 (dezoito) e 70 (setenta) anos e facultativo entre 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) e acima de 70 (setenta) anos. A lei, ainda, prevê sanção para ausência não justificada nas eleições, como multa e cancelamento do título de eleitor. No dia, ainda, o eleitor pode escolher votar em quaisquer dos candidatos inscritos, ou votar em branco ou nulo.

É importante destacar, também, a distinção entre os votos em branco e nulo. Enquanto o voto nulo é a manifestação do eleitor que não está de acordo com nenhuma das candidaturas postas, o voto em branco traduz a vontade do eleitor de não opinar no pleito eleitoral. No Brasil, os votos em branco e nulo são apenas registrados para fins estatísticos, não sendo computados para nenhum candidato ou partido político, ou seja, não são votos válidos. 

Outrossim, é de suma importância destacar o que dispõe o artigo 60, § 4º, inciso II, da Carta Magna. Vejamos: Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: (...) § 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (...) II - o voto direto, secreto, universal e periódico. O dispositivo acima mencionado é uma cláusula pétrea e, por isso, não pode ser abolido por emenda à Constituição, somente com a instituição de novo Poder Constituinte, com uma nova Constituição. Nota-se, portanto, que o voto é de extrema importância para o atual ordenamento jurídico vigente, tanto é que ganhou uma cláusula especial na Carta Magna.

Na Igreja Católica vemos que Documento conciliar Gaudium et Spes (nº 75) assim trata o assunto: “É plenamente conforme com a natureza do homem que se encontrem estruturas jurídico-politicas nas quais todos os cidadãos tenham a possibilidade efetiva de participar livre e ativamente (…) na gestão da coisa pública (…) e na escolha dos governantes.

Eticamente os cristãos católicos têm o dever moral de promover o bem comum ao exercer o seu privilégio de voto (cf. CIC, §2240). As autoridades civis não são as únicas responsáveis pelo país. “O serviço do bem comum exige dos cidadãos que cumpram com a sua responsabilidade na vida da comunidade pública” (CIC, §2239). Isto significa que os cidadãos devem participar do processo político na urna de votação.

Por fim, o fato mais relevante é demonstrar com o voto a necessidade de se educar o cidadão brasileiro com princípios éticos e morais que devem nortear a vida em sociedade. Por mais que o combate à corrupção seja importante, é imprescindível difundir a cultura da prevenção nos lares, escolas, administração pública ou privada. A saída mais ética será sempre prevenir com o voto consciente do que remediar.

C:\Users\Fernando Acácio\Pictures\Seminarista Fernando Acácio.JPGC:\Users\Fernando Acácio\Downloads\IMG-20180824-WA0010.jpg Por Fernando Acácio de Oliveira
 Yasmin Maia Viana

¹ Yasmin Maia Viana é bacharel em Direito pela FDCI (Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim). Pós-graduada em Direito Eleitoral pela Damásio Educacional. Advogada (OAB/ES 23.544). ² Fernando Acácio de Oliveira é seminarista da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim-ES, licenciado em Filosofia pela FCS-ES, especialista em Comunicação Social pela PUC-SP/SEPAC-Paulinas e pós-graduado em Sagrada Escritura pelo Centro Universitário Claretiano-SP. Atualmente está graduando em Teologia no IFTES-ES e pós-graduando em Direito Matrimonial Canônico no ISTA-BH.



sábado, 15 de setembro de 2018

A tão sonhada paz!





Verdadeira paz encontrei em Jesus!
 O que essa foto te parece? O que você sente e enxerga ao olhar pra ela? Seja sincero(a)... Pode ir até onde quiser, mas retire dela os sentimentos que vem ao seu
coração.





Para quem não me conhece, essa na foto sou eu, Letícia Debona de Freitas, cofundadora da Comunidade Encontro, pilar da Verdade. E vou nesse texto partilhar um pouco com vocês sobre o fato lindo de ter encontrado meu lugar de paz e Aquele que me deu essa paz. 

Estou na Comunidade Encontro há quase nove anos, quando comecei a caminhar, tinha 16 anos. Haviam em meu coração muitos sonhos e projetos, desejos a serem realizados. Mas em nenhuma dessas coisas encontrava minha paz.
Sempre tive uma família presente, amigos, já havia namorado, era uma boa aluna, me relacionava bem com as pessoas ao meu redor, existiam sim algumas coisas meio “mais ou menos”, porém nada de muito grave. Eu era feliz, muito feliz até, mas não completamente realizada e em paz.
Você já ouviu dizer que paz não é a ausência de problemas e sim um estado da nossa alma?!
Pois é, em comunidade entendi muito isso!
Depois que entrei na comunidade, pude conhecer quem eu era. Conhecendo-me, aprendi a ser melhor, aprendi que amar era melhor. Vivi muitas dificuldades, muitas, muitas, muitas lutas e batalhas, e até guerras. Passei por momentos bastante fortes em meu caminho vocacional. Imprensas, apertões, enxergava-me sendo convidada por Deus a mudanças diárias. Mudanças que eu nem sempre queria colaborar.
Mas espera aí, minha vida vocacional não se resumiu somente nisso né?!
Conduzida por Deus nessas coisas, pude também ser muito amada por Ele ao ser conduzida por caminhos de muita felicidade, realização, crescimento e encontros, encontros e mais encontros.
Aprendi a ser melhor, ainda tenho MUITO o que mudar, mas Deus já me tornou bem melhor. Sou uma mulher que descobriu muitos talentos, que aprendeu a dizer “Eu te amo”, um filha que reconhece todo o amor de seus pais e o quanto eles lhes são importantes, uma irmã que viu em seu irmão um grande amigo, uma irmã de comunidade que passou a ver em seus irmãos tudo o que ela precisa para ser uma pessoa ainda melhor.
Essa foto mostra isso: EU ME ENCONTREI! Eu vivo em paz , eu encontrei meu lugar, estou tranquila porque sei que Deus me ama e que Ele fará de tudo, como já assim o fez, para que eu seja santa. Ele mostra que eu sei que posso esperar Nele, que não preciso de mais nada, 'só Deus basta’. Mostra também uma pessoa que mesmo cansada ao fim do dia, olha ao seu redor, respira fundo, e até chora, diante de tanta coisa boa que sente, porque sabe que está onde Deus quer. Sou encontro, estou em paz e amo Aquele que tudo em mim realizou!
Agora te faço outra pergunta: E você? Quando vai começar a viver isso também?

Será uma paz armada, amigos,
será toda a vida uma batalha;
porque a cratera da carne só se cala
quando a morte fizer calar as suas brasas.

Sem fogo na lareira e com o sonho mudo,
sem filhos sobre os joelhos e a serem beijados,
sentireis às vezes o gelo ao redor de vós,
e sereis beijados muitas vezes pela solidão.
Não deixareis o coração sem núpcias.
Devereis amar tudo, todos, todas,
discípulos Daquele que amou por primeiro.

Perdida pelo Reino e conquistada,
será uma paz tão livre quanto armada,
será o amor amado com todo o corpo.
CASALDÁLIGA, TORRE MEDINA.


Por Letícia Debona, Cofundadora da Comunidade Encontro
Vocacional Encontro 2018

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Amamos te encontrar!


terça-feira, 4 de setembro de 2018

#FRANCISCOESTOUAQUI



#FranciscoEstouAqui é a campanha que a SIGNIS Brasil Jovem – Associação Católica de Comunicação - lança nas redes sociais em apoio ao papa Francisco. Algumas declarações tendenciosas e conflituosas na Igreja favorecem a disseminação de notícias falsas com a intenção de desestabilizar o pontificado do papa, que atua sem medir esforços, na construção de uma cultura de paz, justiça e solidariedade entre os cristãos e a todos os homens e mulheres de boa vontade (Lc 2,14).
Com a hashtag #FranciscoEstouAqui, jovens de todo o Brasil pretendem inundar os espaços digitais com uma mensagem alegre, criativa e orante de apoio e carinho ao papa Francisco.
#ParaCegoVer A imagem contém um fundo roxo e uma foto do Papa Francisco com a hashtag #FranciscoEstouAqui.
Fique por dentro, entre nessa você também! 

A Comunidade Encontro estará sempre aqui #PapaFrancisco, e você? 

Fonte: #Franciscoestouaqui 

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

AFINAL, O QUE SIGNIFICA SER FAMÍLIA?



Por Fernando Acácio de Oliveira[1]
  Yasmin Maia Viana[2]
Atualmente em nossa sociedade ouvem-se muitas discussões sobre as famílias e suas relações no mundo. Discute-se se existem entre as famílias atitudes de diálogo, presença, responsabilidade profissional, comprometimento, experiências compartilhadas e a arte de amar apontadas como ingredientes básicos da humanização familiar, envolvida num processo de cuidado e respeito dentro do conjunto social.
Fazendo um resgate histórico, vemos que na antiguidade, o conceito de família era ligado à noção de convivência por mera necessidade, sem a existência de laços socioafetivos. Atualmente, a Constituição Federal apresenta uma visão funcionalizada da família, à luz da socialidade, assentada na realização da felicidade.
Sob o olhar do direito civil, vemos que antes de CRFB/88, o direito nacional somente reconhecia a família criada com o casamento. Com a Carta Magna de 1988, o constituinte passou a abordar como núcleos familiares típicos: o casamento (art. 226 § 1º e 2º), a união estável (art. 226, § 3°) e a família monoparental (formada por quaisquer dos pais e seus descendentes).
Maria Helena Diniz, afirma que “Família no sentido amplíssimo seria aquela em que indivíduos estão ligados pelo vínculo da consanguinidade ou da afinidade. Já a acepção lato sensu do vocábulo refere-se àquela formada além dos cônjuges ou companheiros, e de seus filhos, abrange os parentes da linha reta ou colateral, bem como os afins (os parentes do outro cônjuge ou companheiro). Por fim, o sentido restrito restringe a família à comunidade formada pelos pais (matrimônio ou união estável) e a da filiação”. (Curso de Direito Civil Brasileiro: Direito de Família. 23ª ed., São Paulo: Saraiva, 2008).

Orlando Gomes, por sua vez, afirma que família é “o grupo fechado de pessoas, composto dos genitores e filhos, e para limitados efeitos, outros parentes, unificados pela convivência e comunhão de afetos, em uma só e mesma economia, sob a mesma direção”. (GOMES, Orlando. Direito de Família. 11ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 1998. p. 33).
No direito atual, o conceito de família está intimamente ligado ao afeto, que é o principal suporte fático para a aplicação das normas. Tanto é que, em recente decisão, o Supremo Tribunal Federal (RE 898.060-SP) reconheceu que a pessoa não precisa abrir mão da paternidade socioafetiva para ter a paternidade biológica.
Nota-se, portanto, que o conceito de família, para o ordenamento jurídico vigente está notadamente ligado ao afeto, ao amor e a felicidade, considerando tanto critérios biológicos quanto afetivos.
Vejamos que o Papa Francisco em mensagem para I Congresso Latino-americano da Pastoral Familiar, no Panamá, organizado pelo Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), disse com uma pergunta “O que é a família?”, a qual respondeu: “é um centro de amor onde reina a lei do despeito e da comunhão, capaz de resistir às manipulações mundanas”. Acrescentou também, “que é na família permite-se superar a falsa oposição entre indivíduo e sociedade e no seio dela ninguém é descartado [...], todos os idosos e crianças encontram acolhida. É na família que nasce a cultura do encontro e do diálogo, a abertura à solidariedade e à transcendência”.
No catecismo da Igreja Católica vemos que “a família é a comunidade na qual, desde a infância se podem assimilar os valores morais em que se pode começar a honrar Deus e a usar corretamente da liberdade. A família é iniciação para a vida na sociedade” (CIgC, 2207).
Diante disso, vemos que a família é a comunidade de amor mais adequada para o ser humano se estruturar como pessoa livre, consciente, responsável e capaz de amar. É na família que a natureza humana encontra as melhores condições para emergir como vida pessoal e convergir para a comunhão amorosa. Por outras palavras, a família é um contexto humano excepcional para a humanização das pessoas.
Jesus tinha plena consciência que a sua missão implicava no direcionamento da família na incorporação das pessoas humanas com a comunhão familiar de Deus. No capítulo três do Evangelho de Marcos diz que “chegaram sua mãe e seus irmãos que queriam falar com Jesus [...]. Jesus respondeu: Quem são minha mãe e meus irmãos? [...]. Aí estão minha mãe e meus irmãos, pois todo aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mc 3, 31-35). Eis aí a razão pela qual Jesus anunciava o Reino de Deus, isto é, a Família de Deus, a qual assenta nos laços da Palavra e da comunhão.
Por fim, podemos dizer que a família é a célula mãe da sociedade. Vemos que no ordenamento jurídico com suas especificações ser família perpassa pela construção da sociedade. É na família que se inicia a dinâmica básica da humanização que acontece como emergência pessoal mediante relações de amor e convergência para a comunhão universal. Por outras palavras, a família humana é uma mediação fundamental para acontecer à edificação da família divina, a qual transcende os laços da carne e do sangue. Que nas relações no interior de nossas famílias possam ter uma afinidade de sentimentos humanizadores, afetos comunhão e vivencia espiritual, originada principalmente do respeito mútuo e do diálogo entre seus membros.



[1] Yasmin Maia Viana é bacharel em Direito pela FDCI (Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim). Pós-graduada em Direito Eleitoral pela Damásio Educacional. Advogada (OAB/ES 23.544).
[2] Fernando Acácio de Oliveira é seminarista da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim-ES, licenciado em Filosofia pela FCS-ES, especialista em Comunicação Social pela PUC-SP/SEPAC-Paulinas e pós-graduado em Sagrada Escritura pelo Centro Universitário Claretiano-SP. Atualmente está graduando em Teologia no IFTES-ES e pós-graduando em Direito Matrimonial Canônico no ISTA-BH.