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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

8 dados que todo cristão deveria saber sobre o Halloween



“Como o demônio faz para nos afastar do caminho de Jesus? A tentação começa brevemente, mas cresce: sempre cresce. Esta cresce e contagia o outro, é transmitida e tenta ser comunitária. E, finalmente, para tranquilizar a alma, justifica-se. Cresce, contagia e se justifica”, advertiu o Papa Francisco em abril de 2014.

A seguir, os 8 dados que precisamos saber sobre o Halloween:

1. A origem do nome
A Solenidade de Todos os Santos é comemorada no dia 1º de novembro e é celebrada na Igreja desde às vésperas. Por isso, a noite de 31 de outubro, no inglês antigo, era chamada “All hallow’s eve” (véspera de todos os santos). Mais tarde, esta expressão virou “Halloween”.

2. As raízes celtas
No século VI a.C., os celtas do norte da Europa celebravam o fim de ano com a festa do “Samhein” (ou Samon), festividade do sol, iniciada na noite de 31 de outubro e que marcava o fim do verão e das colheitas. Eles acreditavam que naquela noite o deus da morte permitia aos mortos retornarem à terra, fomentando um ambiente de terror.
Segundo a religião celta, as almas de alguns defuntos estavam dentro de animais ferozes e podiam ser libertadas com sacrifícios de toda índole aos deuses sacrifícios, inclusive sacrifícios humanos. Uma forma de evitar a maldade dos espíritos malignos, fantasmas e outros monstros era se disfarçando para tentar se assemelhar a eles e desta maneira passavam despercebidos ante seus olhares.

3. Sua mistura com o cristianismo
Quando os povos celtas foram cristianizados, nem todos renunciaram os seus costumes pagãos. Do mesmo modo, a coincidência cronológica da festa pagã de “Samhein” com a celebração de todos os Santos e a dos defuntos, comemorada no dia seguinte (2 de novembro), fez com que as crenças cristãs fossem misturadas com as antigas superstições da morte.
Através da chegada de alguns irlandeses aos Estados Unidos, introduziu-se neste país o Halloween, que chegou a ser parte do folclore popular do país. Logo, incluindo a contribuição cultural de outros migrantes, introduziu-se a crença das bruxas, fantasmas, duendes, drácula e diversos monstros. Mais tarde, esta celebração pagã foi difundida no mundo inteiro.

4. Uma das principais festas dentro do satanismo
Segundo o testemunho de algumas pessoas que praticaram o satanismo e depois se converteram ao cristianismo, o Halloween é considerada a festa mais importante para os cultos demoníacos, porque se inicia o novo ano satânico e é como uma espécie de “aniversário do diabo”. É nesta data que os grupos satânicos sacrificam os jovens e especialmente as crianças, pois são os preferidos de Deus.

5. A origem da pergunta “Doces ou travessuras?”
No Halloween, as crianças e alguns adultos costumam se disfarçar de seres horríveis e temerários e vão de casaem casa exigindo “trick or treat” (doces ou travessuras). A crença é de que se não lhes dão alguma guloseima, os visitantes farão uma maldade ao morador do lugar. Muitas pessoas acreditam que o início deste costume está na perseguição aos católicos na Inglaterra, onde suas casas eram ameaçadas.

6. A origem da abóbora com forma de rosto
Existe uma antiga lenda irlandesa que conta que um homem chamado Jack tinha sido tão mau em vida que supostamente não podia nem entrar no inferno por ter enganado muitas vezes o demônio. Assim, teve que permanecer na terra vagando pelos caminhos com uma lanterna, feita de um legume vazio com um carvão aceso.
As pessoas supersticiosas, para afugentar Jack, colocavam uma lanterna similar na janela ou na frente de suas casas. Mais adiante, quando isto se popularizou, o legume para fazer a lanterna passou a ser uma abóbora com buracos em forma do rosto de uma caveira ou bruxa.

7. Um grande negócio
Hollywood contribuiu para a difusão do Halloween com uma série de filmes nos quais a violência gráfica e os assassinatos criam no espectador um estado mórbido de angústia e ansiedade. Estes filmes são vistos por adultos e crianças, criando nestes últimos medo e uma ideia errônea da realidade. Do mesmo modo, as máscaras, as fantasias, os doces, as maquiagens entre outros artigos são motivos para que alguns empresários fomentem o “consumo do terror” e favorecem a imitação dos costumes norte-americanos.

8. A festa à fantasia
Segundo Padre Jordi Rivero, grande apologista, celebrar uma festa à fantasia não é intrinsecamente ruim, sempre e quando se cuidar para que esta não esteja contra o pudor, o respeito pelas coisas sagradas e a moral em geral.
É por esta razão que nos últimos anos cresceu a comemoração alternativa do “Holywins” (a santidade vence), que consiste em disfarçar-se do santo ou santa favorito e participar na noite de 31 de outubro de diversas atividades da paróquia, como Missas, vigílias, grupos de oração pelas ruas, adoração eucarística, através de cantos, músicas e danças em “chave cristã”.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/8-dados-que-todo-cristao-deve-saber-sobre-halloween-85634

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Episcopado polonês pede que Papa proclame João Paulo II Doutor da Igreja e Padroeiro da Europa

O arcebispo Stanisław Gądecki, presidente do Episcopado Polonês, em nome da Conferência Episcopal Polonesa, pediu ao Papa Francisco para proclamar São João Paulo II Doutor da Igreja e Padroeiro da Europa. O pedido foi endossado pelo cardeal Stanisław Dziwisz durante o Congresso do Movimento “Europa Christi”, realizado no último 22 de outubro em Varsóvia.

Em 2020 será celebrado o centenário de nascimento de São João Paulo II e o 15° aniversário da sua morte. Em conexão com essas importantes recorrências para a Igreja na Polônia e para a Igreja universal, o arcebispo Stanisław Gądecki recordou que “o Pontificado do Papa polonês era repleto de decisões revolucionárias e de acontecimentos importantes que mudaram o rosto do papado e influenciaram o curso da história europeias e mundial”. Neste sentido, o presidente do Episcopado polonês dirigiu-se ao Papa Francisco pedindo que proclame São João Paulo II Doutor da Igreja e Padroeiro da Europa.


Os motivos do pedido
“A riqueza do Pontificado de São João Paulo II - chamado por muitos historiadores e teólogos João Paulo II, o Grande - nasceu da riqueza de sua personalidade - poeta, filósofo, teólogo e místico, que se realizava em muitas dimensões, do trabalho pastoral e do ensino, guiando a Igreja universal, até o testemunho pessoal da santidade da vida "- escreveu o arcebispo Gądecki ao Papa Francisco.

Ele também enfatizou que o grande sucesso do Pontificado de São João Paulo II foi sua contribuição para a restauração da unidade na Europa, depois de mais de cinquenta anos de divisão simbolizada pela Cortina de Ferro.

O presidente do Episcopado Polonês observou que "após o anúncio unificador e cultural do Evangelho pelos Santos Cirilo e Metódio e por São Adalberto, mais de mil anos mais tarde, os frutos de suas atividades - não apenas em termos sociais, mas também religiosos - encontraram o seu protetor e continuador na pessoa do Papa polonês ”.
Legado de São João Paulo II permanecerá elemento essencial de um projeto de renovação cultural em escala global

O cardeal Stanisław Dziwisz, em seu discurso no Congresso do Movimento "Europa Christi", apoiou o pedido do arcebispo Stanisław Gądecki dirigido ao Papa Francisco. Ele enfatizou que o Papa polonês deveria ser reconhecido como Doutor da Igreja e Padroeiro de nossa casa europeia.

"O legado do Papa Wojtyła é uma síntese rica, multifacetada e original de várias linhas de pensamento. Não há dúvida de que ainda permanece - e permanecerá por muito tempo - um elemento essencial de um projeto de renovação cultural em escala global. Na minha opinião, estas são ao mesmo tempo as principais razões pelas quais João Paulo II deveria ser reconhecido como Doutor da Igreja e co-Padroeiro de nossa casa europeia - afirmou o purpurado.

O cardeal Dziwisz observou que este projeto não é um pedido de um simples retorno ao passado. "O pensamento de João Paulo II é de fato absolutamente moderno, original e criativo, mas, ao mesmo tempo, permanece nobremente clássico. O difícil equilíbrio de Wojtyła entre tradição e modernidade trouxe um sopro de grande frescor à vida da Igreja e, por meio dela, no espaço universal da cultura, da política e da ciência em geral. Deste ponto de vista, o Papa Santo tornou-se um verdadeiro mestre e Doutor da Igreja, e com isso um guardião fundamental dos valores europeus, que constituem o fundamento irremovível da civilização contemporânea".



"O Papa Wojtyła não é somente um grande Doutor da Igreja contemporânea, mas também um grande Padroeiro da Europa - afirmou o cardeal Dziwisz - que tem muito a dizer aos crentes e não crentes. Em tempos difíceis e complexos como o nosso, a sua intercessão junto a Deus, da qual nos assegurou tão bem o cardeal Ratzinger na homilia do funeral, constitui um sustento formidável para todos os homens de boa vontade, e o legado que ele nos deixou em seus escritos representa um mapa completo da justa direção que nosso caminho comum para um mundo melhor deve seguir e para o encontro final com o Senhor que virá”.


Fonte: Vatican News


domingo, 20 de outubro de 2019

Dia Mundial das Missões


Papa: a missão não pode ser um peso, mas um dom para oferecer
No Dia Mundial das Missões, celebrado neste domingo (20) no âmbito do Mês Extraordinário Missionário, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa na Basílica de São Pedro. O Pontífice usou o substantivo 'monte', o verbo 'subir' e o pronome 'todos' para encorajar o testemunho de milhares de missionários no mundo.
Andressa Collet – Cidade do Vaticano
           
Uma celebração eucarística caracterizada pela comunhão dos povos na Basílica de São Pedro. Na manhã deste domingo (20), o Papa Francisco presidiu uma missa, por ocasião do Dia Mundial das Missões no âmbito do Mês Missionário Extraordinário. A cerimônia foi especialmente animada pela genuína participação do coro e orquestra “Palmarito e Urubichà”, da Bolívia.
Na homilia, o Papa usou o substantivo monte, o verbo subir e o pronome todos, extraídos das leituras do dia, para encorajar o testemunho de milhares de missionários no mundo.

O monte, lugar de grandes encontros
Ao iniciar falando do monte, Francisco indicou aquele da Galileia, mas que poderia o do Sinai, do Tabor ou das Oliveiras, mas sempre “o monte parece ser o lugar onde Deus gosta de marcar encontro com toda a humanidade”.
“A nós, o que nos diz o monte? Que somos chamados a nos aproximar de Deus e dos outros: nos aproximar de Deus, o Altíssimo, no silêncio, na oração, nos afastando das maledicências e boatos que poluem; e nos aproximar também dos outros.”
Francisco então falou da importância de olhar o outro de uma outra perspectiva, do alto do monte, onde descobrimos que “a harmonia da beleza só é dada pelo conjunto”.
“O monte nos lembra que os irmãos e as irmãs não devem ser selecionados, mas abraçados com o olhar e sobretudo com a vida. O monte liga Deus e os irmãos num único abraço, o da oração. O monte nos leva para o alto, longe de tantas coisas materiais que passam; nos convida a redescobrir o essencial, o que permanece: Deus e os irmãos. A missão começa no monte: lá se descobre aquilo que conta. No coração deste mês missionário, vamos nos interrogar: para mim, o que é que conta na vida? Quais são as altitudes para onde vou?”

O subir, um êxodo do próprio eu
O Papa partiu para o verbo que acompanhe o substantivo monte: o subir, já que “nascemos, não para ficar em terra nos contentando com coisas triviais, mas para chegar às alturas encontrando Deus e os irmãos”.
“ Para isso, porém, é preciso subir: é preciso deixar uma vida horizontal, lutar contra a força de gravidade do egoísmo, realizar um êxodo do próprio eu. Por isso, subir requer esforço, mas é a única maneira para ver tudo melhor, como o panorama mais bonito ao escalar a montanha só se vê no cimo. ”
O Papa recordou que a subida muitas vezes não é fácil, pois estamos carregados de coisas e é preciso deixar de lado o que não serve:
“É também o segredo da missão: para partir é preciso deixar, para anunciar é preciso renunciar. O anúncio credível é feito, não de bonitas palavras, mas de vida boa: uma vida de serviço, que sabe renunciar a tantas coisas materiais que empequenecem o coração, tornam as pessoas indiferentes e as fecham em si mesmas; uma vida que se separa das inutilidades que enchem o coração e encontra tempo para Deus e para os outros. Podemos nos interrogar: Como procede a minha subida? Sei renunciar às bagagens pesadas e inúteis do mundanismo para subir ao monte do Senhor?”

O pronome todos, a missão de todos
O que prevalece, porém, nas leituras, é o pronome todos, disse Francisco, repetido várias vezes: todos os povos, todas as nações, todos os homens.
“O Senhor Se obstina a repetir esse «todos». Sabe que somos teimosos a repetir «meu» e «nosso»: as minhas coisas, a nossa nação, a nossa comunidade... e Ele não Se cansa de repetir «todos». Todos, porque ninguém está excluído do seu coração, da sua salvação; todos, para que o nosso coração ultrapasse as alfândegas humanas, os particularismos baseados nos egoísmos que não agradam a Deus. Todos, porque cada qual é um tesouro precioso e o sentido da vida é dar aos outros este tesouro. Eis a missão: subir ao monte para rezar por todos, e descer do monte para se doar a todos.”
“Subir e descer… assim o cristão está sempre em movimento, em saída”, e “ao encontro de todos, não apenas dos seus e do seu grupinho”, enfatizou o Papa, que provocou mais questionamentos a todos: “assumimos o convite de Jesus ou nos ocupamos apenas das nossas coisas?”.
A missão, disse Francisco, é “mostrar, com a vida e mesmo com palavras, que Deus ama a todos e não se cansa jamais de ninguém”. E o Papa finalizou afirmando que “cada um de nós é uma missão nesta terra”.
“Vai com amor ao encontro de todos, porque a tua vida é uma missão preciosa: não é um peso a suportar, mas um dom a oferecer. Coragem! Sem medo, vamos ao encontro de todos!”


Fonte: Vatican News

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

#SÍNODO: "Primeiro santos e depois missionários"

Foram retomados na manhã desta segunda-feira, os trabalhos do Sínodo dos Bispos dedicados à região Pan-Amazônica. Na presença do Santo Padre a 9ª Congregação Geral, na Sala do Sínodo, no Vaticano, teve início com a Oração da Hora Média. A reflexão nesta segunda-feira foi proposta por dom Omar de Jesús Mejia Giraldo, arcebispo de Florencia, Colômbia que teve como tema “Nossa missão: ser Santos”.



No início das suas palavras dom Mejia recordou que no último dia 3 de outubro, ele teve o privilégio de estar perto do túmulo do Beato José Allamano, fundador do Instituto Missionário da Consolata. Ali ele leu a seguinte frase: "Primeiro Santos e depois missionários". Quando cheguei à casa do Instituto Missionário da Consolata, em Roma - contiuou -, vi na minha caixa de correio, que me pediram para preparar esta simples reflexão. Ao procurar o texto que daria origem à minha intervenção, deparei-me com a Palavra de Deus que acabamos de ouvir: Sejam santos para mim, porque Eu sou santo, sou Javé, que lhes separou dos outros povos para que sejam meus" (Lv 20, 26).

Neste contexto de oração sinodal dom Mejia recordou as palavras do Santo Padre na Santa Missa no início do Sínodo: "O anúncio do Evangelho é o primeiro critério para a vida da Igreja. É a sua missão, a sua identidade”. Este critério brota da primeira convicção: somos propriedade de Deus, não Deus nossa propriedade. A nossa missão é ocupar-nos continuamente das coisas do Pai (cf. Lc 2, 49). A nossa grande missão é pertencer inteiramente a Deus.

“Queridos irmãos e irmãs, - disse - estamos aqui porque queremos, à luz do Espírito Santo, discernir a atividade evangelizadora e missionária da Igreja na Amazônia. Vamos pedir a força do alto para entender que sem a graça de Deus tudo o que fizermos será inútil e inofensivo. Lembremo-nos de algo fundamental: a graça é sempre edificante e curativa.

Não esqueçamos: "Somos propriedade de Deus", "a terra é de Deus", "somos nação santa", "somos um povo sacerdotal". Com tudo isto, compreendemos que Deus pode escolher o povo que quer (pode escolher quem quer, mas também conta com a resposta generosa do eleito), sublinha-se a liberdade, a primeira decisão e a eleição gratuita de Deus.

Deus, na sua infinita misericórdia, - sublinhou o arcebispo Mejia - escolheu-nos para estarmos aqui, neste "instante vital". Ele nos escolheu para que hoje sejamos luz e esperança na Amazônia e de lá, luz e esperança para o mundo. E se pensarmos um pouco no mistério de ser uma Igreja missionária na Amazônia? Trata-se de ser fermento na massa, um grupo de irmãos que Deus conduz por caminhos diferentes... Como Igreja, estamos no mundo. Como Igreja missionária, estamos na Amazônia, mas sem fins lucrativos, nem para devastá-la e aproveitar sua riqueza material. Estamos na Amazônia para levar o estilo de vida de Jesus e "Vida em abundância" (cf. Jo 10,10). Estamos na Amazônia para "curar corações feridos" (cf. Lc 4, 16-19).

É normal ser criticado, porque muitas pessoas no mundo não entendem nossa missão. A nossa tarefa é sermos diferentes, mas não estranhos. Como pessoas consagradas devemos ser terra de Deus, isto nos ensina a rejeitar a vida sem Deus. Como pessoas consagradas, devemos realizar nossa missão com sentido de eternidade. Não trabalhamos, não nos cansamos, não entregamos a nossa inteligência e vontade a Deus para sermos aplaudidos e felicitados, fazemo-lo com a liberdade de saber que os nossos nomes estão inscritos no Reino dos Céus. Nós nos entregamos à missão por causa do Evangelho e pelo cuidado da casa comum como servos "inúteis" e sabendo que a nossa recompensa está no além.

À Santíssima Virgem Maria, Mãe da Esperança, - concluiu o arceispo - confiamos esta nova semana de discernimento do Sínodo da Amazônia. "Primeiro os santos e depois os missionários" (Beato José Allamano).
Fonte: Vatican News

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Uma santa da nossa época



A primeira santa brasileira da nossa época que passará a ser chamada "Santa Dulce dos Pobres" a partir do dia 13 de outubro, em sua canonização.
Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz do Brasil
No primeiro dia deste mês, segunda-feira passada, coube-me anunciar, em Salvador, a canonização de Irmã Dulce. A alegria tomou conta de todos os que se encontravam no Santuário onde está o corpo do “Anjo Bom da Bahia”. Os momentos seguintes foram de entrevistas, orações e cantos festivos, porque é de Salvador, é da Bahia aquela que, a partir de 13 de outubro de 2019, passará a ser chamada de “Santa Dulce dos Pobres” – primeira santa brasileira da nossa época. A repercussão da notícia em todo o país mostrou-nos que “nossa” Irmã Dulce há muito conquistou o coração dos brasileiros.
Estamos acostumados a celebrar a festa de santos e santas de diferentes e distantes países, de diversas épocas. Agora, estamos diante de alguém que viveu nesta cidade e que deixou marcas profundas no coração de quem a conheceu. O testemunho de Irmã Dulce confirma o que o apóstolo Paulo ensinou: “O amor jamais acabará” (1Cor 13,8). As vaidades acabarão, os elogios passarão, as medalhas de mérito enferrujarão. Assim, se Irmã Dulce tivesse feito de sua vida uma procura incessante de títulos honoríficos, de louvores da sociedade e de aplausos fáceis dos que a cercavam, quem hoje estaria falando dela?
Irmã Dulce nos aponta um caminho: o da santidade. Ela se une a uma multidão de santos e santas que, com a sua fé e caridade, se tornaram faróis para o mundo, pois manifestaram a presença poderosa do Ressuscitado em suas vidas; deixaram que Cristo se apoderasse tão completamente delas que puderam afirmar com São Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20). Seguir o seu exemplo, recorrer à sua intercessão e entrar em comunhão com eles, une-nos a Cristo.
Mas, o que é a santidade? Ela não consiste na realização de obras extraordinárias, mas em viver o Evangelho e fazer nossas as atitudes, os pensamentos e os comportamentos de Jesus Cristo. Todo batizado é chamado a ser santo: “Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para sermos santos” (Ef 1, 4). Assim, não importa o tipo de vida que uma pessoa leva, nem sua missão ou profissão: ela é chamada a seguir Jesus Cristo, para um dia participar de sua glória. Mas, estejamos atentos: a santidade é obra de Deus, não nossa.
A vida de Irmã Dulce é uma confirmação de que a santidade nada mais é do que a caridade plenamente vivida: “Deus é amor; quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele” (1Jo 4, 16). Porque ela procurou amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesma, sua vida passou a brilhar como a aurora, iluminando vida de muitos. A canonização de Irmã Dulce dos Pobres será uma excelente oportunidade para refletirmos sobre a mais importante lição que ela nos deixou: “O amor jamais acabará”.

Fonte: Vatican News


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

DIA DE ESPIRITUALIDADE - FIM DOS TEMPOS: A BATALHA FINAL

Neste final de semana acontecerá na Comunidade Encontro um dia de Espiritualidade com nosso Fundador, Clayton B. Antar, que nos ajudará a entender um pouco mais sobre o como agir e viver o fim dos tempos, o tema desse dia será "Fim dos tempos: A batalha final". 
Como ter sabedoria? Como discernir? Como agir? O que fazer? Como se preparar para isso? 

Participe conosco e leve a sério, pois um cristão sem formação, constrói sua casa na areia e não sobre a rocha, e passando qualquer vento será derrubado. 

As inscrições são GRATUITAS, o nosso encontro terá início às 8h, em nosso Centro de Evangelização "Casa de Maria" (Zona Rural - Localidade São Simão / Bairro IBC, Cachoeiro de Itapemirim, ES. Referência: estrada de chão logo após a Polícia Federal sinalizada com placas indicativas.), te esperamos!

AMAMOS TE ENCONTRAR! 






#SinodoAmazonico: A Igreja deve confessar os “pecados ecológicos". Sacerdotes sejam santos

A quarta congregação presidida pelo Papa Francisco se abriu com a oração de toda a assembleia pelo cardeal Serafim Fernandes de Araújo, que morreu ontem em Belo Horizonte.

A violação sistemática dos direitos dos povos originários da Amazônia e a vida em risco de toda a região, ferida no seu habitat, estiveram no centro da reflexão da quarta congregação do Sínodo dos bispos.

Não à indiferença, sim à responsabilidade

Foi feito um forte apelo para que a Igreja, com a sua voz de peso em âmbito moral e espiritual, tutele sempre a vida, denunciando as muitas estruturas de morte que a ameaçam. Não ao individualismo ou à indiferença que nos faz olhar a realidade como expectadores, como numa tela. Sim a uma conversão ecológica centralizada na responsabilidade e numa ecologia integral que coloque no centro, antes de tudo, a dignidade humana, muitas vezes vezes espezinhada.

Que a comunidade internacional enfrente as violações dos direitos humanos

A situação inaceitável da degradação ambiental na região pan-amazônica – assim foi denunciado – deve ser enfrentada de modo sério por toda a comunidade internacional, muitas vezes indiferente diante do derramamento de sangue inocente. As populações nativas, guardiãs das reservas naturais, evangelizadas com a cruz de Cristo, devem ser consideradas como aliadas na luta contra as mudanças climáticas numa ótica sinodal, isto é, de caminhar “juntos”, em amizade.

No pronunciamento de um delegado fraterno a respeito, foi destacada a necessidade de unir as forças e colocar-se em diálogo, porque a amizade – disse – “respeita, protege e cuida”. Vários foram os convites à Igreja para se tornar aliada dos movimentos sociais de base, a colocar-se em escuta humilde e acolhedora em relação a uma cosmovisão amazônica, a compreender o significado dado pelas culturas locais a símbolos rituais, diferente em relação à tradição ocidental.

Maior conscientização dos “pecados ecológicos”

Foi ressaltado um desenvolvimento sustentável que seja socialmente justo e inclusivo e leve em consideração conhecimentos científicos e tradicionais, porque o futuro da Amazônia, realidade viva e não de museu, está nas nossas mãos. Além disso, foi auspiciada uma conversão ecológica que faça perceber a gravidade do pecado contra o meio ambiente como um pecado contra Deus, contra o próximo e as futuras gerações. Daqui, a proposta de aprofundar e divulgar uma carta teológica que inclua, além dos pecados tradicionalmente conhecidos, os “pecados ecológicos”.
Promover o diaconato indígena permanente

O apelo a unir as forças na formação dos missionários amazônicos, leigos e consagrados, enriqueceu a reflexão sobre os ministérios. É necessário envolver mais os povos indígenas no apostolado, começando pela promoção do diaconato indígena permanente e pela valorização do ministério laical, compreendidos como autêntica manifestação do Espírito Santo. Também foi invocado um maior envolvimento da presença feminina na Igreja.

Reflexão sobre a vocação sacerdotal 

O tema dos critérios de admissão ao ministério ordenado fez parte de alguns pronunciamentos. Há quem exortou à oração pela vocações, pedindo a transformação da Amazônia num grande santuário espiritual, do qual elevar a oração ao “Dono da messe” para que envie novos operários do Evangelho. A insuficiência numérica dos presbíteros – destacou-se – é um problema não somente amazônico, mas comum a todo o mundo católico. Eis então o apelo a um sério exame de consciência sobre como hoje se vive a vocação sacerdotal. A falta de santidade, de fato, é um obstáculo ao testemunho evangélico: nem sempre os pastores levam consigo o perfume de Cristo e acabam por afastar as ovelhas que são chamados a guiar.

O perfume da santidade e os jovens

Foi evidenciado ainda o exemplo luminoso dos mártires da Amazônia, como o dos dois servos de Deus assassinados no Mato Grosso: o padre salesiano Rudolf Lunkenbein e o leigo Simão Cristino Koge Kudugodu. Conversão ecológica é de fato, in primis, conversão à santidade. Esta tem um enorme poder de atração sobre os jovens, para os quais se pede uma renovada pastoral, mais dinâmica e mais atenta. Pediu-se que sejam evidenciados, inclusive através da mídia, os muitos testemunhos de bons sacerdotes e não somente os escândalos existentes que, infelizmente, ocupam muitas páginas dos jornais. Além disso, se chagas como violência, prostituição, desemprego e vazio existencial ameaçam as novas gerações, deve ser reiterado que não faltam exemplos positivos de inúmeros jovens católicos.

A recordação do cardeal Serafim Fernandes de Araújo

A atenção esteve voltada também para o tema da migração, que na Amazônia tem inúmeras facetas, mas que sempre requer uma ação pastoral coordenada fundada no acolhimento, na proteção, promoção e integração. A quarta congregação presidida pelo Papa se abriu com a oração de toda a assembleia pelo cardeal Serafim Fernandes de Araújo, que morreu ontem em Belo Horizonte.
Fonte: Vatican News

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Papa consagra Sínodo para a Amazônia a São Francisco de Assis


Em cerimônia nos Jardins Vaticanos, Papa abriu "simbolicamente" o Sínodo reunindo representantes dos povos originários da Amazônia.
Cidade do Vaticano
A Amazônia no Vaticano: a festa de São Francisco foi celebrada esta sexta-feira nos Jardins Vaticanos, com o Papa Francisco consagrando o Sínodo para a Amazônia ao santo de Assis.
A cerimônia foi marcada por cantos, reflexões, orações e gestos simbólicos. Foram convidados cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas e representantes dos povos originários da Amazônia.
O relator-geral do Sínodo, cardeal Cláudio Hummes, foi um dos participantes e fez uma reflexão sobre “O papel de São Francisco como modelo e santo padroeiro do Sínodo para a Amazônia”.
Dom Cláudio, acompanhado de dois representantes indígenas, ajudou o Papa Francisco a irrigar uma árvore nos Jardins Vaticanos, sob o som de uma versão cantada do Cântico das criaturas. O solo em que a árvore foi plantada foi enriquecido com a terra de lugares simbólicos para a preservação do meio ambiente.
Depois da fórmula de consagração, a cerimônia foi concluída com o Papa Francisco rezando o Pai-Nosso com os presentes. 

Fonte: Vatican News.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

54º Dia Mundial das Comunicações

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou neste sábado, 28, o tema da Mensagem do Papa Francisco para o 54º Dia Mundial das Comunicações, celebrado em 2 de junho: "Para que contes aos teus filhos e aos teus netos. A vida se faz história”.

O tema escolhido é extraído de uma passagem do Livro do Êxodo (10,2): "Para que contes aos teus filhos e aos teus netos. A vida se faz história”.

Com este tema o Papa afirma que a herança da memória é particularmente preciosa na comunicação. Francisco recordou muitas vezes, que não há futuro sem o enraizamento na história vivida. Desta forma, ele nos leva a entender que a memória não deve ser considerada um "corpo estático", mas uma "realidade dinâmica". Através da memória, se dá a transmissão de histórias, esperanças, sonhos e experiências de uma geração à outra.

Este tema do próximo Dia Mundial das Comunicações também nos recorda que toda história nasce da vida, do encontro com o outro. Portanto, a comunicação é chamada a colocar a memória em contato com a vida, mediante a narração.

Para comunicar a força vital do Reino de Deus, Jesus recorreu ao uso de parábolas, deixando aos ouvintes a liberdade de aceitar ou não suas narrações , assim como também de transmiti-las.

A força de uma história é expressa pela capacidade de gerar mudanças. Uma história exemplar, tem uma força transformadora. É o que experimentamos quando nos deparamos, através da história, com a vida dos Santos. Um aspecto que o Santo Padre adotou ao comunicar a "grande riqueza" oferecida pelo testemunho da vida dos mártires.

Mais uma vez, portanto, o Pontífice coloca ao centro da sua reflexão a pessoa com seus relacionamentos e sua capacidade inata de se comunicar.

Por isso, com o tema que escolheu para o próximo Dia Mundial das Comunicações, o Papa pede a todos, sem exceção, para frutificar seu talento: fazer da comunicação um meio para construir pontes, unir e compartilhar a beleza de ser irmãos em um tempo marcado por contraposições e divisões.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

VOCÊ É AMIGO DO SEU ANJO DA GUARDA?


Penso que precisamos penetrar com mais seriedade na profundidade espiritual, na riqueza da palavra, nas profundezas daquilo que uma alma realmente precisa chegar e começar a amadurecer. A liturgia de hoje nos trás algo muito sério e crucial para nossas vidas que é escutar o anjo da guarda, a seriedade que é crer e viver nessa intimidade da realidade Angélica, como isso é importante! 

“Se você obedecer ao seu anjo, eu te livrarei se obedecer você vencerá todas as batalhas, todos os inimigos, você vai ser conduzido pelo caminho certo...” Mas você precisa obedecer e ouvir, pois o Senhor mesmo nos diz: “Vou enviar um anjo que vá à tua frente, te guarde pelo caminho e te conduza para o lugar que te preparei, respeita-o e ouve a Sua voz, não lhes seja rebelde, porque não suportará vossas transgressões e nele está o meu nome.” Ex 23, 20-21. 
Nós precisamos parar de ter sempre uma linguagem infantil a respeito da vida celestial, precisamos ter um coração de criança sim, como também nos diz o evangelho de hoje, precisamos crer, confiar nesse Deus que nos manda um anjo, ter um coração de criança humilde e nos submetermos à direção de um anjo, do nosso anjo da guarda. Submetermo-nos às ordens de Deus que não busque as grandezas, mas um coração humilde que obedeça. Aquele que é soberbo, autossuficiente e vive de vaidade, esse não consegue ouvir o anjo da guarda, não consegue ouvir a Deus, não consegue ver nada, nem mesmo o próprio caminho, nem um palmo à frente dos seus olhos sequer. É tão arrogante e soberbo que pensa ser o único que fala a verdade, que é a salvação do mundo e “ai de Deus se não o tivesse como servo”, “ai da Igreja se não o tivesse como servo”. Meu amado, minha amada, ai de você se não ouvir o seu anjo da guarda que na humildade serve a Deus e O contempla dia e noite. Que na humildade fica ali o tempo inteiro esperando que você dê ouvido a ele, que não te impõe nada, mas te propõe: “É por aqui...”, somente com um coração de criança que você realmente vai conseguir ouvir o seu anjo da guarda. 

Você já reparou que as crianças falam com muito mais carinho dos nossos anjos da guarda? Rezam com muito mais carinho e quantas experiências já vimos elas terem, de falarem que estão vendo seus anjos. Mas vamos crescendo e nos tornando um bando de abestalhados cheios de soberba, aí começamos a procurar quem é o primeiro no Reino dos Céus, quem é que pode mais e quem é que sabe mais. 

Quer agradar a Deus? Não queira ser nada, queira ser esquecido, ali você vai encontrar o seu anjo da guarda pertinho, porque ele também está acostumado a ser esquecido, e muito esquecido! Está acostumado a não ser ouvido, a ser desprezado, desobedecido, mas ele não desiste. E saiba meu irmão: obedecer ao seu anjo da guarda é obedecer ao Senhor. O Senhor não iria mandar nos guardar alguém que falaria qualquer coisa contrária da vontade Dele, alguém que iria desobedece-Lo em qualquer circunstância, o anjo da guarda não desobedece ao Senhor nunca. Ele sabe intimidade o que está no coração do Senhor e ele foi designado pelo Senhor para saber de tudo aquilo que são Seus projeto para nossa vida, ele sabe perfeitamente cada passo que o Senhor designa para nós. 

Então quer saber? Ouça! Porque ele sabe exatamente até os menores detalhes do plano de Deus para nossa vida e não se esquece de nenhum dos seus e nada passa despercebido aos seus olhos. Mas não o desobedeça. Para descobrir você precisa PERGUNTAR, ESCUTAR E OBEDECER. Porque se tornando um filho rebelde desobedecendo à voz do seu anjo, você vai arranjar uma encrenca enorme para a sua vida e no dia do seu juízo final, porque você será derrotado em suas lutas, vencido em cada uma delas e aí você vai somente se desviando cada vez mais até não ouvir mais o seu anjo da guarda, aí complica pra você! 

Gente isso é tão sério, porque pode definir a uma alma se perder ou não: a obediência ao seu anjo da guarda. 

Meu filho, minha filha, sejam homens e mulheres de oração, que escutam, homens e mulheres místicos, homens e mulheres que penetram nos mistérios do Senhor porque Ele quer te revelar isso, porque Ele mandou pra você o anjo da guarda. 

Escute seu anjo da guarda, procure-o, tenha intimidade com ele. Ele vai te falar muitas coisas, de várias formas. Ao invés de ficar nessa superficialidade, sempre aquela coisa muito infantil, penetra e começa a crescer espiritualmente e você vai saber por onde seguir e assim todas as batalhas que você travar você vai vencer. 

Lembre-se Deus não mandou um incompetente pra te guardar, Deus sabe das batalhas que você tem que travar, por isso te enviou um anjo capaz de vencer essas batalhas, apto para cada uma delas. As batalhas que você perde não são culpa do seu anjo da guarda, é porque você dá ouvido às vozes erradas. Siga no caminho que teu anjo te indicar, pois ele é teu amigo, é auxílio oportuno de Deus na vida de cada um de nós todos os dias e é ele que estará do seu lado na vida eterna, para todo sempre.
Por Clayton B. Antar,
Fundador da Com. Encontro





terça-feira, 1 de outubro de 2019

Papa aos missionários: a missão se faz com a alegria do Evangelho


"Com Cristo não existem tédio, cansaço e tristeza, porque Ele é a novidade contínua do nosso viver", disse o Papa Francisco ao receber membros dos Institutos de missão de origem italiana.


Na véspera da abertura do Mês Missionário Extraordinário, o Papa Francisco recebeu em audiência, no Vaticano, os Institutos de missão de origem italiana.

Combonianos, cabrinianos, scalabrinianos estavam entre o grupo recebido pelo Pontífice, que iniciou seu discurso manifestando seu reconhecimento aos santos fundadores, que entre a metade de 1800 e a metade de 1900, se abriram generosamente ao mundo com coragem e confiança no Senhor.

“O missionário vive a coragem do Evangelho sem demasiados cálculos, às vezes indo inclusive além do bom senso comum, porque impulsionado pela confiança depositada exclusivamente em Jesus”, disse o Papa, destacando que há uma “mística” da missão que precisa ser redescoberta.

“ Não existe outra razão senão Cristo Ressuscitado para decidir partir, deixar os afetos mais caros, o próprio país, os próprios amigos, a própria cultura. ”


Ad gentes, ad extra e ad vitam

O Pontífice destacou as três “características” do missionário: ad gentes (para as nações), ad extra (para fora), ad vitam (para sempre). A missão, ressaltou, não é em sentido único, isto é, da Europa para o restante do mundo. Pelo contrário, observou, a maior parte das vocações sacerdotais e religiosas hoje surge em territórios que, precedentemente, somente recebiam missionários.

A este ponto, o Papa recordou a assembleia-geral da Companhia de Jesus de 1974, a de número 32. Naquele período, era “estranho” pensar num prepósito que não fosse europeu, sendo que hoje é um latino-americano [Arturo Sosa]. “A situação se inverteu: o que em 74 era uma utopia, hoje é a realidade.”

“Este fato, de um lado, aumente em nós o sentido de gratidão pelos santos evangelizadores que semearam com grandes sacrifícios naquelas terras e, de outro, constitui um desafio para as Igrejas e para os Institutos: um desafio para a comunhão e para a formação.”


Sem alegria, não há missão

Partir para outro país, prosseguiu, é transmitir uma mensagem de coragem e força para quem fica. Pois partir é continuar a dizer:

“ Com Cristo não existem tédio, cansaço e tristeza, porque Ele é a novidade contínua do nosso viver. Ao missionário, é necessária a alegria do Evangelho: sem esta, não se faz missão, se anuncia um Evangelho que não atrai. ”


Cardeal Hummes

“Não tenham medo de testemunhar Jesus também lá onde resulta incômodo ou pouco conveniente”, encorajou por fim o Papa. Ele saberá encontrar o modo para fazer crescer aquela pequena semente que é o seu nome pronunciado por um missionário ou uma missionária.

Francisco citou o Cardeal brasileiro Cláudio Hummes e suas visitas pastorais pela Amazônia, que começam no cemitério para ver os túmulos dos missionários. “Ele me contou isso e depois acrescentou: ‘Todos eles merecem ser canonizados pela semente enterrada ali’. Um belo pensamento.”

O último pensamento do Papa foi dirigido aos migrantes: “As gentes distantes, agora vieram a habitar nos nossos países, são os desconhecidos da porta ao lado. É preciso redescobrir a aventura fascinante de fazer-se próximos, de acolher e de se ajudar”. O tema escolhido para este mês extraordinário é justamente “batizados e enviados”, para recordar que a natureza intrínseca da Igreja é missionária.

Fonte: Vatican News