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sábado, 31 de dezembro de 2016

Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

Desde antes de dar seu Filho à luz, Maria foi chamada por Santa Isabel a "mãe de meu Senhor" (Lc 1, 43). E os evangelistas, por sua vez, não se envergonham de referir-nos o que a respeito de Cristo pensavam os nazarenos: afinal, não era Maria sua mãe? (cf. Mt 13, 55). Com efeito, a "mãe de Jesus" (cf. Jo 2, 1; 19, 25), como carinhosamente lhe chama o discípulo a cujos cuidados seria confiada (cf. Jo 19, 26 s), é sempre mencionada por sua relação Àquele que "ela concebeu do Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne" (CIC, § 495). Ora, quem é esse Filho, que é esse fruto bendito senão o própria a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho eterno a quem o Pai, gerando-o desde sempre, transmite tudo o que é, tudo o que tem?
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No dia em que temos a alegria de começar um novo ano de trabalhos e oração, a Santa Madre Igreja nos convida a celebrar o mais importante título com que a cristandade, desde as suas origens, tem honrado a Virgem Maria e, por meio dela, Aquele que por ela quis vir ao mundo. Referimo-nos à solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: dia de preceito, dia de mistério, dia de, com os olhos postos em nossa Mãe Dadivosa, renovarmos todo o conjunto de nossa santa fé católica. Antes, porém, de vermos quais propósitos a festa de hoje nos pode inspirar, olhemos de mais perto as doçuras e preciosidades que se escondem sob este tão grande e tão misterioso título com que a Virgem Santíssima é há séculos aclamada.
Sob o olhar da fé podemos descobrir aqui a belíssima conveniência dessa maternidade divina, em razão da qual quis o próprio Deus cumular de graças e enriquecer com uma santidade singular aquela que escolhera para dar à luz o Redentor. É esta, pois, uma verdade atestada já por São Paulo: "[...] quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho, que nasceu de uma mulher" (Gl 4, 4): pois do mesmo modo como da substância de Adão Eva fora formada, ainda virgem e sem pecado, assim também o Cristo haveria de tomar parte na carne imaculada de Maria, toda pura e sempre intacta. Eis a justiça, eis a sabedoria com que Deus, servindo-se dos mesmos instrumentos pelos quais a serpente fê-lo ruir, reergue o gênero humano sobre a humildade da nova Eva!
Indefectivelmente fiel à fé recebida dos Apóstolos, a Igreja nunca temeu confessar que Maria é, de fato, Mãe de Deus (Theotókos). Não porque o Verbo divino, ao fazer-se carne, tenha nela tido origem, mas porque dela recebeu o santo corpo pelo qual operou a obra da nossa salvação; não porque a Virgem Deípara tenha gerado a natureza divina, mas porque deu à luz Cristo, verdadeiro Deus. Mãe de Deus, mãe de Nosso Senhor, mãe da Cabeça da Igreja: devido a esta grande e amável dignidade, não pode a Virgem Maria deixar de ser também mãe dos membros de Cristo, mãe nossa, à cuja proteção devemos recorrer. Mãe de Cristo Rei; rainha, portanto, dos homens e dos anjos. Mão do Divino Mediador; mediadora, portanto, para todos os que desejam ir a Jesus e, por meio dele, ao Pai celeste.
Consagremos o ano que hoje começa aos cuidados desta Mãe admirável. Que ela, pondo-nos sob a proteção de seu manto maternal, nos preserve do pecado, nos ajude a vencer as tentações, nos dê força de vontade para querermos ser santos. Que ela nos faça perseverar, firmes e constantes, no serviço ao Senhor até o dia de nossa morte, por mais duro e áspero que seja o caminho. Que ao longo deste novo ano possamos associar-nos às dores da Mãe de Deus, a fim de um dia participarmos, ao seu lado, das alegrias que a sua divina maternidade conquistou para todos os redimidos pelo sangue de Cristo!

Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós!

Fonte: Padre Paulo Ricardo

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A Sagrada Família de Nazaré

Após o Natal, a Igreja põe, diante de nossos olhos, para serem contemplados em detalhes, os diversos quadros que se sucederam ao grande acontecimento. Chama à atenção, de modo especial, a realidade da família, a Sagrada Família de Nazaré: Jesus, Maria e José. Deus, que é Todo-Poderoso, poderia inventar outras formas para Seu Filho vir ao mundo e salvá-lo, mas quis que tudo acontecesse pelo meio mais comum, ou seja, uma família humana, com tudo o que isso significa: casa, trabalho, afeto, dificuldades mil, enfermidades, vizinhança, envolvimento com a sociedade e daí por diante.
No entanto, esta família foi pensada justamente no céu, no seio da Trindade, para ser um de seus mais lindos reflexos aqui na terra. Ela é “sagrada”. Tudo o que faz parte do plano de Deus tem esta sacralidade característica. O sagrado é “separado” do resto e preservado pelo seu imenso valor, enquanto portador de tesouros destinados ao bem de todos os filhos do Senhor. Nunca o sagrado seja visto pelos cristãos como ameaça ou proibição, mas sempre como ideal a ser acolhido e alcançado, para que não falte a graça de Deus.
Sagrada é aquela família pela presença de Maria, Virgem e Mãe, Escrava do Senhor, a qual se deixou revestir da Palavra de Deus, pronta a servir e amar, discípula de seu próprio Filho, esposa, mãe e viúva, mulher forte como a vemos aos pés da cruz, mulher da prece e do louvor no testemunho do Magnificat. Sagrada é a família, porque é conduzida por José, homem elogiado por uma expressão riquíssima de significado na Escritura: “justo”, o oposto do ímpio. Nenhuma palavra sua foi registrada na Bíblia, mas o que ele fez, as sábias decisões tomadas para ser fiel a Deus, tudo resume a altura a que chegou aquele carpinteiro de Nazaré.
Sagrada Família, porque sua razão de ser era o acolhimento do Messias Salvador, Jesus Cristo, Filho de Deus, chamado Filho do Homem! Sagrada Família, porque tabernáculo protetor da presença de “Deus conosco – o Emanuel”.

Todas as relações existentes numa família ali se encontram: responsalidade, paternidade, maternidade, filiação. O Pai do Céu certamente tinha algo a dizer quando assim constituiu a Família de Nazaré. “E Jesus, no limiar da sua vida pública, realiza o Seu primeiro sinal – a pedido de Sua Mãe – por ocasião de uma festa de casamento”. A Igreja atribui uma grande importância à presença de Jesus nas bodas de Caná. Ela vê, nesse fato, a confirmação da bondade do matrimônio e o anúncio de que, doravante, o matrimônio seria um sinal eficaz da presença de Cristo. Na Sua pregação, Jesus ensinou, sem equívocos, o sentido original da união do homem e da mulher, tal como o Criador a quis no princípio: a permissão de repudiar a sua mulher, dada por Moisés, era uma concessão à dureza do coração, mas a união matrimonial do homem e da mulher é indissolúvel: foi o próprio Deus que a estabeleceu: ‘Não separe, pois, o homem o que Deus uniu’” (Mt 19, 6; cf. Catecismo da Igreja Católica, números 613-614)Há um plano de Deus, revelado desde a criação, para a família. “O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole entre os batizados foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de sacramento” (CIC 1601). Ainda que com o devido respeito aos direitos de todas as pessoas e sem discriminar quem quer que seja, é fácil entender que a proposta para a família, vinda da Escritura e da história da Igreja, tem suas características próprias, que desejamos respeitadas e reconhecidas. Não temos “em oferta” para as pessoas e grupos outros modelos de família entre os cristãos, a não ser a família monogâmica e exclusiva, entre um homem e uma mulher, aberta à vida, capaz de contribuir na obra criadora de Deus e o bem da sociedade. Quem escolher o Cristianismo terá a alegria de optar por esta estrada quanto à formação de uma família, o que não significa lançar sentenças condenatórias ou entrega aos poderes do inferno das pessoas que não vivem assim. Deus é eterno em seu amor e encontrará as formas para tocar o coração de todos os homens e mulheres.
Retornando a Nazaré, as famílias de nosso tempo, que desejam ser famílias e sagradas, são convidadas pela Igreja a se espelharem em Jesus, Maria e José. A leitura dos Evangelhos nos faz identificar uma família que reza (cf. Lc 2,41-42), busca a vontade do Pai (cf. Mt 1,18-24; Mt 2,13-23; Mc 3,33), enfrenta as dificuldades, como a falta de hospedagem em Belém ou a perseguição de Herodes (cf. Lc 2,1-7; Mt 2,13-18), trabalha (“não é este o carpinteiro, o filho de Maria?” – Mc 6,3), enfrenta a dura realidade da Cruz (“Junto à Cruz de Jesus, estavam de pé sua mãe e a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e ainda Maria Madalena” – Jo 19,25). Os laços familiares ainda estarão presentes na preparação da vinda do Espírito Santo, após a Ressurreição e a Ascensão, em oração, junto aos discípulos de Jesus (cf. At 1,14).
Sagrada Família de Nazaré! A ela confiemos nossas famílias e todas as famílias de nosso tempo: “Ó Deus de bondade, que nos destes a Sagrada Família como exemplo, concedei-nos imitar em nossos lares as suas virtudes para que, unidos pelos laços do amor, possamos chegar um dia às alegrias da vossa casa. Amém.”

Fonte: Canção Nova

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Santos inocentes


Depois que os magos se retiraram, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: "Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo." José levantou-se, de noite, com o menino e a mãe, e retirou-se para o Egito; e lá ficou até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: "Do Egito chamei o meu filho".
Quando Herodes percebeu que os magos o tinham enganado, ficou furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, de acordo com o tempo indicado pelos magos. Assim se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: "Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos e não quer ser consolada, pois não existem mais". 
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 2, 13-18)





O Evangelho de hoje nos recorda os santos inocentes, ou seja, aquelas crianças de dois anos para baixo que foram martirizadas em Belém e todo o território vizinho por Herodes I em sua busca furiosa pelo rei dos judeus, que, segundo o testemunho dos magos do Oriente, tinha acabado de nascer (cf. Mt 2, 2). Fixemo-nos por uns momentos nos detalhes que contextualizam o martírio destes santos pequeninos. Assistimos, pois, ao nascimento do menino Deus: uma indefesa criancinha, frágil, inerme, sem ter onde repousar a cabeça (cf. Mt 8, 20), faz tremerem as potestades da terra. À simples notícia de sua chegada ao mundo, o rei Herodes, e com ele toda Jerusalém, enche-se de pavor (cf. Mt 2, 3).
Deus, ainda que se faça impotente, ainda que se despoje de sua glória e majestade, Deus ainda assim impõe aos impérios humanos a grandeza de sua autoridade e o temor de sua presença. Ele, vindo ao mundo, diz ao homem que há um só Senhor, e a Ele pertencem a poder e a honra. Com efeito, embora nasça desprovido de todo atrativo humano — sem o brilho nem pompa —, aquele pequeno nazareno, só com o fazer-se presente ao homem, já manifesta o poder de seu braço, desconcerta os corações dos soberbos, derruba do trono os poderosos (cf. Lc 1, 51-52).
O Senhor nos chama, assim, a reconhecer que fomos feitos para Ele. Por isso, temos de deixar o trono de orgulho em que nos colocamos, temos de abandonar a postura petulante de um Herodes que, agarrando-se às aparências de um falso poder e de uma pretensa autossuficiência, quer ser a todo custo o "senhor" da própria vida. É a Deus, aos seus interesse e à sua vontade que devemos servir. Esse o propósito de nossa existência, essa a fonte de toda a alegria que nos aguarda no Céu. Desçamos, pois, do nosso pedestal, abandonemos o altar de caprichos e vaidades em que nos incensamos a nós mesmos. Que os Santos Inocentes intercedam por nós e nos ajudem aceitar que há um só Rei, Jesus Cristo, e um só Reinado.

Fonte:Padre Paulo Ricardo

O Carisma Encontro me salvou



O meu sim! Os sacerdotes usam um lema de forma particular, eu também tenho o meu: “O Carisma Encontro me salvou”. Em meio a um berço familiar agitado e com muitos problemas ao longo da minha vida pude aos 18 anos ter a experiência de me encontrar com a minha vocação e perceber que sou amada por Deus, sou escolhida e elegida por Ele, partilho com vocês essa alegria que não tem fim, essa alegria na qual eu me refiro, eu falo de ser de Deus, de dizer sim a Ele.

Tenho a plena certeza de que Deus fez coisas maravilhosas na minha vida e eu reconheço essa grandeza de Deus, gosto muito de usar uma frase da Adriana Arydes “Estou muito longe de ser aquilo que Deus quer, mas estou mais longe ainda de ser aquilo que Deus não quer.”

Sou completamente apaixonada, apaixonada pelo meu Carisma. No dia 11/07/2016 dia de São Bento, selei meus primeiros “votos” de consagração e ser desse Carisma faz tudo ter sentido dentro de mim.

Hoje graças a Deus sou uma mulher completa, realizada e feliz! Sei que não sou chamada a fazer coisas extraordinárias e sim coisas ordinárias, com um amor extraordinário que vem do coração de Deus para com todos aqueles que eu encontrar sou chamada a ser promovedora de ENCONTROS e amo tudo isso!  
Natália Pá
Consagrada da Comunidade Encontro


sábado, 24 de dezembro de 2016

Sim nascerá, a luz de Deus entre nós



Nós esperamos por tantas coisas no ano que passou, esperamos por respostas, por ideias, por acontecimentos, por festas, inúmeras coisas nos conduzem sempre a uma espera.
Mas o que dá sentido a nossa vida mesmo, é esperar por Jesus. Nessa época, vivemos uma grande alegria, algo diferente enche a nossa vida, com o Natal o nosso coração quer que tudo seja novo, queremos mudar de alguma forma, e é esse o verdadeiro sentido do Natal em nós e para nós.
Mudança, conversão, isso é o que a nossa alma grita, queremos ser transformados em amor, em esperança e alegria, afinal, é FESTA! O verbo menino é criança e vai chegar pra fazer cair o que nos separava, vai renovar a fé de muitos, e vai realizar incontáveis milagres nesta noite, é só acreditar, você precisa acreditar, pois nascerá de uma virgem um pobre menino e Ele se tornará Rei, mas o seu reino não é daqui.
É tempo de contemplar, Ele vem pra nos salvar, e ensinar que o amor pode tudo mudar!

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Feliz Natal! 

Ana Carolina Dias
Vocacionada da Comunidade Encontro

Missa do Galo: a origem do nome






A “Missa do Galo”, que acontece à meia-noite do dia 24 de dezembro, foi instituída pelo Papa São Telesforo no ano 143. Desde o século IV, um hino latino cantado na cerimônia do Natal aponta o nascimento do Cristo no meio da noite. Daí o costume de assumir a meia-noite como hora do nascimento de Jesus.

Mas de onde surgiu a expressão “Missa do Galo”? Existem várias explicações que versam sobre a origem dessa denominação.

Uma delas, de origem romana, conta que, naquele 24 de dezembro, foi a única vez que o galo cantou à meia-noite, antecipando o anúncio do nascimento de Jesus. O galo era considerado uma ave sagrada no antigo Império Romano. O animal passou a simbolizar vigilância, fidelidade e testemunho cristão. Tanto que, nas Igrejas mais antigas, há a figura da ave em seus campanários.

Outra lenda diz que, antes de baterem as 12 badaladas da meia-noite do dia 24 de dezembro, cada lavrador da província de Toledo, Espanha, matava um galo em memória daquele que cantou quando Pedro negou Jesus. A ave era levada para a Igreja e, depois, doada aos pobres, garantindo-lhes um Natal mais feliz.

Há ainda outra explicação: a que diz que a comunidade cristã de Jerusalém ia em peregrinação a Belém para participar da Missa do Natal na primeira vigília da noite dos judeus, na hora do primeiro canto do galo.

O certo mesmo é que a expressão “Missa do Galo” só existe nos países de língua latina. Oficialmente, a denominação utilizada para essa Celebração Eucarística é “Santa Missa de Natal” ou “Celebração do Natal do Senhor’. Regularmente, a Missa do Galo celebrada pelo Papa ocorre na Basílica de São Pedro, no Vaticano, e costuma ser transmitida por várias redes de Televisão.

Nos últimos anos, várias Igrejas brasileiras anteciparam o horário da “Missa do Galo” em virtude da violência nas cidades. Na maioria das paróquias, a Missa começa às 20h e termina por volta das 22h.

Fonte: Aleteia

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Há Esperança! FELIZ NATAL

O Amor nasceu!
Corre por todos os cantos do mundo essa grande notícia: o Amor nasceu!
E com Ele nasce toda a esperança...
Esperança de dias de paz,
de uma fraterna união e a mais rica certeza de todas: a certeza do Céu!
Ah o Céu... Meu coração canta que aqui sou apenas estrangeiro e que, de fato,
preciso aprender a viver como filho do Céu.
Mas o Amor nasceu, lembra?
Nova vida há dentro de mim, de nós,
Há esperança!
Há esperança!
HÁ ESPERANÇA!
Chegou a hora do novo,
da festa,
da alegria.
Chegou a hora do Amor!
É tempo de encontro.

FELIZ NATAL DE TODA A FAMÍLIA ENCONTRO!
Desejamos nesse dia que você deixe o Menino Jesus te encontre para intensamente te amar!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Brasil: o Papa Francisco confirma o Ano Jubilar Mariano e concede indulgência plenária aos fiéis

Imagem relacionadaEm reconhecimento do Ano Jubilar Mariano que está em curso no Brasil por ocasião dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição no rio Paraíba do Sul, o Papa Francisco concedeu a indulgência plenária àqueles que, “verdadeiramente penitentes e impulsionados pela caridade”, peregrinarem à Basílica do Santuário Nacional ou a qualquer igreja paroquial do país dedicada à padroeira.
O Ano Nacional Mariano começou em 12 de outubro de 2016 e segue até 11 de outubro de 2017. Foi convocado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como um tempo para celebrar, fazer memória e agradecer pelo terceiro centenário da devoção a Nossa Senhora Aparecida.
 Como alcançar a indulgência
Para obter a indulgência plenária, serão necessárias, em primeiro lugar, as condições habituais:
– a confissão sacramental;
– a comunhão eucarística;
– a oração na intenção do Santo Padre, o Papa.
O documento enviado pelo Supremo Tribunal da Cúria Romana ressalta que a remissão será concedida “aos fiéis verdadeiramente penitentes e impulsionados pela caridade, se, em forma de peregrinação, visitarem a Basílica de Aparecida ou qualquer igreja paroquial do Brasil dedicada a Nossa Senhora Aparecida”.
No local da peregrinação, os fiéis deverão “devotamente participar das celebrações jubilares ou de promoções espirituais ou, ao menos, por um conveniente espaço de tempo, elevar humildes preces a Deus por Maria”. A conclusão deste momento deve acontecer com a “Oração Dominical, com o Símbolo da Fé e com as invocações da Beata Maria Virgem em favor da fidelidade do Brasil à vocação cristã, impetrando vocações sacerdotais e religiosas e em favor da defesa da família humana”.
A indulgência é a “remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa. O fiel bem disposto obtém esta remissão, em determinadas condições, pela intervenção da Igreja, que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos” (cf. Paulo VI, constituição apostólica Indulgentarium Doctrina).
 Idosos e enfermos
O documento enviado pelo Vaticano estabelece uma condição especial para a obtenção das indulgências pelos fiéis impedidos de fazer a peregrinação por conta da idade ou de grave doença. Eles a poderão alcançar se, “assumida a rejeição de todo pecado e com a intenção de cumprirem onde primeiro for possível as três condições, espiritualmente se dedicarem, diante de alguma pequena imagem da Virgem Aparecida, a funções ou peregrinações jubilares, ofertando suas preces e dores ao Deus misericordioso por Maria”.
 Orientações aos padres
De acordo com a orientação da Santa Sé, os sacerdotes aos quais está confiado o cuidado pastoral da Basílica de Aparecida e os párocos das paróquias que possuem o título de Nossa Senhora Aparecida deverão, “com ânimo pronto e generoso”, oferecer-se para a celebração da penitência e administrar muitas vezes “a Sagrada Comunhão aos enfermos”.
O pedido de concessão da indulgência durante o Ano Nacional Mariano foi feito pelo arcebispo emérito de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis. Na solicitação, o cardeal explicou que, durante o tempo jubilar da Igreja no Brasil, serão realizadas “várias celebrações sagradas e peregrinações em honra da celeste Padroeira do Brasil, não só na Basílica Nacional do Santuário de Aparecida, mas também em todas as igrejas paroquiais dedicadas em honra dela”, para que cresça nos fiéis “o piedoso afeto para com a ‘Virgem Aparecida’ e, assim, se tornem mais fortes nos seus veneradores a fé, a esperança e a caridade, e eles próprios, refeitos pelos sacramentos, sejam mais e mais estimulados a conformarem a vida ao Evangelho”.

Conheça os ganhadores da nossa Ação entre amigos


É com muita alegria em nossos corações que agradecemos a todos os nossos amigos que nos ajudaram nestes últimos meses, comprando, vendendo e divulgando a nossa Ação entre Amigos. Que grande graça vivemos, foram dias intensos, dias de muita festa porque Deus sempre nos surpreendia com a sua providência e além disso, encontrar cada um de vocês foi maravilhoso. Nós CONSEGUIMOS, VENCEMOS. 
Deus abriu as portas e colocou todos em nossos caminhos para nos ajudar! 
A Comunidade Encontro agradece a confiança e a ajuda de cada um, contem com as nossas orações, Deus os abençoe muito! 

Os ganhadores da nossa Ação Entre Amigos são:
Celular Moto G 4ª Geração: Pablo Gomes da Cunha (Cariacica-ES)
TV 32'': Andressa Pepe (Cachoeiro-ES)
Moto CG 150cc: Willian Pereira de Souza (Iúna-ES)

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

História de Santa Luzia


Santa Luzia

O nome de Santa Luzia deriva do latim e significa: Portadora da luz. Ela é invocada pelos fiéis como a protetora dos olhos, que são a “janela da alma”, canal de luz.
A Santa nasceu no ano de 280, na cidade litorânea de Siracusa, Itália. Seus pais eram nobres e cristãos. O pai, Lúcio, faleceu quando Luzia era muito pequena. Sua mãe, Eutícia, a educou. E, como cristã, sua mãe lhe passou a fé, o conhecimento de Jesus Cristo, ao amor ao próximo e a Deus.

Decidida por Cristo, fez votos perpétuos de castidade.
Sua mãe, começou a sofrer de grave enfermidade hemorrágica e Luzia sugeriu à ela que visitassem o túmulo de Santa Ágata, muito venerada à época, na cidade de Catânia, por acreditar que obteriam o milagre da cura.
No local, Luzia pediu à mãe que suplicasse a intercessão da Santa junto a Jesus pelo milagre desejado.
Santa Luzia teve então uma visão de Santa Ágata dizendo-lhe que ela mesma já tinha conseguido, com sua fé, a cura de Eutichia.
Imediatamente Luzia orou ao amor de Jesus e sua mãe estava livre da doença.
Voltando a sua cidade doaram todos os seus bens e riquezas aos pobres.
Um jovem, enamorado de Luzia e com raiva pelos votos de dedicação ao cristianismo e um suposto acordo familiar de casamento desfeito, denunciou a santa às autoridades locais, que a mando dos romanos perseguiam e prendiam os seguidores de Cristo.
Luzia foi presa e em não abdicando de sua fé e de seu amor a Jesus, foi condenada a morte.
Conta a tradição que foi também dito que antes da morte a levassem a pior parte da cidade para que fosse prostituída, mas nem os soldados mais fortes conseguiram retirá-la do lugar, firme e imóvel como uma coluna, pois Deus não permitiria tal tortura e que quebrasse seus votos a Ele dedicados.
Outra história conhecida é a de que teve seus lindos olhos retirados como terrível castigo, mas qual não foi a surpresa que no dia seguinte Luzia tinha novamente seus olhos intactos restituídos pelo amor de Deus, como se nunca os tivessem tirado.
Que nossa querida Santa Luzia nos ajude a ver com os olhos da alma e do coração o amor de Jesus Cristo, que tenhamos também um olhar puro e caridoso para com os mais necessitados e, principalmente, que possamos transmitir este mesmo olhar ao próximo, revelando e praticando o mandamento de Nosso Senhor: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!
Santa Luzia, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova, Santaluzia e Cruz Terra Santa

O sofrimento traz frutos

Deus não quer o nosso sofrimento, mas Ele nos faz frutificar a partir destes.

O sofrimento traz frutos

Quando eu era criança, lembro-me de ter visto meu pai fazer vários cortes no tronco de uma árvore e dela escorrer um líquido. Durante toda a noite esse líquido gotejou a ponto de deixar a terra, em volta dela, molhada. Eu não entendi nada naquele momento, achei que ele a estava machucando.
Perguntei-lhe o porquê de tudo aquilo e ele me disse: “Espera que vou mostrar para você”. Naquele ano, a árvore deu muitos frutos, então, ele levou-me até ela, mostrou-me o tronco e disse: “Está vendo quantos frutos? Foi por isso que eu cortei a árvore. Se eu não tivesse machucado o tronco dela, ela não teria dado todos estes frutos”.
Da mesma forma, nós também não entendemos muitos acontecimentos em nossas vidas que nos ferem. Por essa razão caímos na tristeza, murmuramos, ficamos magoados, e muitas vezes, revoltados. No entanto, se olharmos por esse prisma, constataremos o quanto amadurecemos com os sofrimentos. São incalculáveis os frutos que surgem depois da tribulação.
Feliz de você que chora, como “chorava” aquela árvore, pelos problemas e dificuldades que enfrenta. Deus não se alegra com o nosso sofrimento, mas sim, com a consequência dele na nossa vida. O Senhor sabe, que a dor faz em nós aquilo que meu pai fez com o tronco daquela árvore. Ele está ao nosso lado em todos os momentos. O Senhor vê além e se alegra porque tem certeza dos frutos. É por esta razão que o próprio Jesus nos alerta e consola:
“Eu vos disse isso para que em mim tenhais a paz. Neste mundo experimentareis a aflição, mas tende confiança, Eu venci o mundo!” (Jo 16, 33).

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib

Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Carnaval na Encontro será interno em 2017

O nosso Retiro de Carnaval SOMOS DA PAZ esse ano, por moção de Deus será interno, ou seja, somente para a família Encontro.
Maiores informações entrem em contato com a Fernanda Rosetti (28) 99966-7266.



Hoje é a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América

“Não se perturbe teu rosto, teu coração... Não estou eu aqui, tua Mãe?”, disse a Virgem de Guadalupe ao aflito Juan Diego em 12 de dezembro de 1531. Ela, a Padroeira da América e do México, quis deixar sua imagem desde esse dia em uma singela “tilma” como sinal do amor de Deus para com os crentes e não crentes.
Somente dez anos depois da conquista do México, os missionários tinham pouco êxito na evangelização e conversão dos novos povos, em grande parte pelo mau exemplo dos que, chamando-se cristãos, abusavam dos nativos.
Em 9 de dezembro de 1531, a Virgem apareceu a um humilde índio convertido ao cristianismo, chamado Juan Diego, em um lugar denominado Tepeyac. Maria se apresentou como “a perfeita sempre Virgem Santa Maria, Mãe do verdadeiro Deus”.
A Rainha do Céu lhe encomendou que, em seu nome, pedisse ao Bispo, o franciscano Juan de Zumárraga, a construção de uma Igreja no lugar da aparição.
O Bispo não aceitou a ideia e a Virgem pediu a Juan Diego que insistisse. No dia seguinte, ele voltou a encontrar o Prelado, que o examinou na doutrina cristã e lhe pediu provas objetivas do prodígio.
Na terça-feira, 12 de dezembro, a Virgem apareceu e consolou Juan Diego, dizendo: “Não tema…”, porque seu tio já estava curado. Logo, convidou-o a subir ao topo da colina de Tepeyac para colher algumas flores e trazê-las para Ela.
Apesar da estação de inverno e da aridez do lugar, São Juan Diego encontrou flores muito belas e colocou-as em sua “tilma”. A Virgem, então, mandou que ele as apresentasse ao Bispo.
Estando na frente do Prelado, o santo abriu sua “tilma” e deixou cair as flores. Na manta apareceu a imagem da Virgem de Guadalupe. O Bispo e os demais presentes caíram de joelhos com grande assombro. Em seguida, o Bispo pediu perdão.
No dia seguinte, foram ao monte Tepeyac, onde imediatamente as pessoas se ofereceram para elevar o templo. Juan Diego pediu permissão e foi pressurosamente ver seu tio Juan Bernardino, que tinha estado com a saúde muito debilitada. Ao chegar, viu que seu parente estava recuperado.
Ali, Juan Diego lhe contou o acontecido e o tio respondeu dizendo que a Virgem também lhe tinha aparecido e que havia pedido que contasse ao Bispo sobre sua cura.
Com o manto, a Virgem trouxe reconciliação entre nativos e espanhóis porque, com os símbolos que ali apareciam, as duas culturas podiam entender perfeitamente a mensagem do Céu. Do mesmo modo, ajudou-lhes a compreender que a fé cristã não é propriedade de ninguém, a não ser um dom de amor para todos.
Nos 7 anos depois das aparições, houve uma conversão de 8 milhões de nativos – o que representa uma média de 3 mil homens por dia e que faz recordar a pregação de São Pedro no dia do Pentecostes, no qual também se converteram 3 mil homens.
A cada ano, aproximam-se da venerada imagem cerca de 20 milhões de fiéis e, no dia de sua festa, calcula-se que quase três milhões vão ao santuário.
“Quero muito, ardo de desejo de que aqui tenham a bondade de construir-me um pequeno templo, para ali O revelar a vocês, engrandecendo-O e entregar vocês a Ele, a Ele que é todo o meu amor, a Ele que é meu olhar compassivo, Àquele que é meu auxílio, Àquele que é minha salvação”, disse a Virgem do Guadalupe a São Juan Diego.
“Porque em verdade, tenho a honra de ser a mãe misericordiosa de todos vocês; tua e de todos os povos aqui nesta terra unidos e dos demais diferentes homens, que me amam, os que a mim clamam, os que me buscam, os que me honram confiando em minha intercessão. Porque ali estarei sempre disposta a escutar seu pranto, sua tristeza, para purificar, para curar todas as suas variadas misérias, suas penas, suas dores”, acrescentou a Mãe das Américas.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

CNBB emite nota contra o aborto diante da decisão do STF

Bispos reiteram postura contra o aborto e conclamam comunidades a rezar se manifestar publicamente em defesa da vida

Nesta quinta-feira, 1º, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota oficial reafirmando a posição da Igreja de “defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”. 
A nota foi publicada após a decisão de terça-feira, 29, da primeira turma do Supremo Tribunal Federal de descriminalizar o aborto até o terceiro mês de gestação. O entendimento favorável ao aborto se aplica a um caso específico julgado pelos ministros. 
Os bispos reafirmam também “incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção”.

Confira a íntegra da nota: 

“Propus a vida e a morte; escolhe, pois, a vida ” (cf. Dt. 30,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, manifesta sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput).

A CNBB respeita e defende a autonomia dos Poderes da República. Reconhece a importância fundamental que o Supremo Tribunal Federal (STF) desempenha na guarda da Constituição da República, particularmente no momento difícil que atravessa a nação brasileira. Discorda, contudo, da forma com que o aborto foi tratado num julgamento de Habeas Corpus, no STF.

Reafirmamos nossa incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto.

Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção.

Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, interceda por nós, particularmente pelos nascituros.

Brasília, 1º de dezembro de 2016

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador-BA
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

Álbum Entardecer, o primeiro do Ministério Encontro, está disponível para download gratuito


É com muita alegria que apresentamos o Álbum Entardecer, o primeiro do Ministério Encontro.

Gravado em Betesda, no Retiro Abba Pai (19/03/16), ENTARDECER, vem com essa proposta de download gratuito para assim ser perpetuado a esperança da hora última e o ENCONTRO - com Deus, consigo mesmo, com os irmãos.
Ouça e faça o download pela plataforma SoundCloud, ou clicando no a seguir pela 4Shared: ENTARDECER - Ministério Encontro.rar
















Disponível também na playlist do Canal da Comunidade no Youtube:



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O que significa ser a Medianeira de todas as graças?

A Virgem Maria é Medianeira de todas as graças, pois ela nos deu Jesus Cristo

O título de “Medianeira de todas as graças”, atribuído a Nossa Senhora, tem o seu significado ligado principalmente à participação da Mãe de Deus no Mistério da Encarnação do Verbo e no Mistério Pascal de Jesus Cristo. Mas esse título tem seu significado ligado também à mediação materna da Mãe de Deus sobre toda a Igreja e cada um dos fiéis em particular. Desde os primórdios do Cristianismo, o povo de Deus recorria a Virgem Santíssima, e a Tradição da Igreja já reconhecia a sua participação singular no Mistério de Cristo e na vida dos fiéis. Esse costume de recorrer a Santíssima Virgem é atestado pela mais antiga oração mariana de que se tem conhecimento, do século III, que em latim se chama Sub tuum præsidium, e significa “À vossa proteção”.
As imagens de Nossa Senhora, muitas delas retratadas até mesmo em cavernas e catacumbas, onde se reuniam os primeiros cristãos para rezar, também nos ajudam a compreender que a mediação da Mãe do Senhor faz parte do Cristianismo desde o princípio. Tendo em vista a importância do significado do tema para a Igreja de todos os tempos, trataremos brevemente sobre a Virgem Maria “Medianeira de todas as graças” a partir da doutrina do Corpo Místico de Cristo, presente nas Sagradas Escrituras; dos ensinamentos dos santos e dos doutores da Igreja; da doutrina do Magistério da Igreja.
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Os mediadores junto ao único Mediador

Para falar da mediação da Virgem Maria, vamos partir da Palavra de Deus, mais especificamente da Carta de São Paulo a Timóteo, na qual está escrito: “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e a humanidade: o homem Cristo Jesus, que se entregou como resgate por todos”. Por essa passagem, não há dúvida de que o apóstolo Paulo diz claramente que existe um só mediador entre Deus e os homens. Mas, voltando alguns versículos, também está escrito: “Antes de tudo, peço que se façam súplicas, orações, intercessões r ação de graças por todas as pessoas, pelos reis e pelas autoridades em geral, para que possamos levar uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e dignidade”.
Nesses versículos, o apóstolo dos gentios pede que se “façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças” pelas necessidades da comunidade e por toda a sociedade da época. Mas se Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens, por que Paulo pede a Timóteo e a sua comunidade que intercedam por suas necessidades e as de outras pessoas? O apóstolo faz isso, porque tem a clareza de que o único Mediador é a Igreja, é o Cristo Total, que é formado pela Cabeça, que é Jesus, e por nós, membros do Corpo Místico de Cristo. Fazemos parte do Corpo de Cristo, por isso participamos da mediação do único Mediador, que é Cristo. Dessa forma, a “mediação única do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas cooperações diversas, que participam dessa única fonte”. No entanto, somos pessoas cheias de fraquezas, inconstantes, pecadores, e Deus sabe que somos indignos e incapazes, por isso teve piedade de nós e, para nos dar acesso às suas misericórdias, concedeu-nos intercessores poderosos junto da Sua grandeza.

A Medianeira como caminho para chegar ao Mediador

Pela Sua infinita caridade, Jesus Cristo tornou-se a nossa garantia e o nosso Mediador “junto de Deus, Seu Pai, para aplacá-lo e pagar-lhe o que lhe devíamos. Mas será isso uma razão para termos menos respeito e temor à sua majestade e santidade? Digamos, pois, abertamente – com São Bernardo – que temos necessidade dum mediador junto do mesmo Medianeiro, e que Maria Santíssima é a pessoa mais capaz de desempenhar essa função caridosa. Foi por Ela que nos veio Jesus Cristo; é por Ela que devemos ir a Ele. Se receamos ir diretamente a Jesus Cristo, nosso Deus, por causa da sua grandeza infinita, ou da nossa miséria, ou ainda dos nossos pecados, imploremos ousadamente o auxílio e a intercessão de Maria, nossa mãe”.
À vista disso, compreendemos que a grandeza de Deus e a miséria humana são motivos suficientes para recorrer a Medianeira de todas as graças. Para chegar até Deus, segundo São Bernardo e São Boaventura, temos que subir três degraus: “o primeiro, que está mais perto de nós e mais conforme à nossa capacidade, é Maria; o segundo é Jesus Cristo, e o terceiro é Deus Pai. Para ir a Jesus é preciso ir a Maria: Ela é a nossa Medianeira de Intercessão. Para ir ao Eterno Pai é preciso ir a Jesus: nosso Medianeiro de Redenção”. No que diz respeito a Virgem Maria, devemos esclarecer que ela não é somente medianeira de intercessão no sentido mais comum da palavra, que é de interceder por nós, mas também no sentido de intervir concretamente em nossas vidas.

A Medianeira e a sua maternidade espiritual

A doutrina a respeito da maternidade espiritual da Virgem Maria sobre os fiéis atravessou os séculos e se faz presente na Igreja até os nossos dias, inclusive nos principais documentos do magisteriais do Concílio Vaticano II, como a Constituição Dogmática Lumen Gentium e o Catecismo da Igreja Católica. Mas, novamente vamos partir da Palavra de Deus que, a respeito do Corpo Místico de Cristo, diz: “Um homem e um homem nasceu d’Ela”. Neste versículo do Salmo 86, “segundo a explicação de alguns Santos Padres, o primeiro homem que nasceu de Maria foi o Homem-Deus, Jesus Cristo; o segundo é um homem impuro, filho de Deus e de Maria por adoção”. Se Jesus Cristo, cabeça do Corpo Místico da Igreja, nasceu da Virgem de Nazaré, todos os predestinados, membros dessa Cabeça, também devem nascer dela, por uma consequência necessária.
Visto que, a mesma mãe não pode dar à luz a cabeça sem os membros, nem os membros sem a cabeça. Isso seria uma monstruosidade na ordem da natureza. Do mesma forma, na ordem da graça, a cabeça e os membros nascem também de uma só Mãe: a Virgem Maria.
Se um membro do Corpo Místico de Cristo nascesse de outra mãe que não fosse a Mãe de Deus, que gerou a Cabeça, não seria um predestinado nem um membro de Jesus Cristo, mas sim um monstro na ordem da graça. Por disposição divina, a Santíssima Virgem, “concebendo, gerando e alimentando a Cristo, apresentando-O ao Pai no templo, padecendo com Ele quando agonizava na cruz, cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. É, por essa razão, nossa mãe na ordem da graça”. Essa maternidade espiritual de “Maria, na economia da graça perdura sem interrupção, desde o consentimento que fielmente deu na anunciação e que manteve inabalável junto à cruz , até à consumação eterna de todos os eleitos”. Isso significa que a mediação materna da Mãe da Igreja é universal e particular, que ela é “Medianeira de todas as graças”

O significado do título de Maria “Medianeira de todas as graças”

Portanto, a Palavra de Deus, a Tradição da Igreja sempre consideraram a mediação humana junto a Jesus Cristo, o único Mediador, pois a Santíssima Trindade não quis salvar a humanidade sem a cooperação dos homens. Na História da Salvação, desde a Antiga Aliança, muitas foram as mediações humanas como Abraão, Moisés, os reis, os profetas, as santas mulheres, os apóstolos e discípulos de Jesus Cristo. Mas, na plenitude dos tempos, Deus suscitou a mediação singular da Virgem Maria para o desígnio da Salvação da humanidade.
Nossa Senhora esteve presente em toda a vida terrena de Seu Filho Jesus Cristo, desde o Mistério da Encarnação do Verbo, passando pela Sua vida oculta em Nazaré e a sua vida pública, até a consumação do Mistério Pascal. Como que para simbolizar a sua mediação, depois da Ascensão do Senhor aos Céus, a Santíssima Virgem permaneceu com os apóstolos e discípulos. Essa mediação de Maria, que permanece pelos séculos até a consumação eterna de todos os eleitos, não exclui a mediação de Cristo, mas antes é um caminho mais fácil para chegar até o Filho, nosso único Mediador junto ao Pai. No entanto, essa mediação da Mãe da Igreja se diferencia radicalmente das outras mediações humanas por seu caráter materno.
A Virgem de Nazaré não somente gerou o Filho de Deus, mas também o alimentou, educou e acompanhou durante toda sua vida, até o momento supremo de sua existência terrena, a sua doação total no sacrifício da Cruz. Isso significa que a Virgem Maria é medianeira universal, pois ao entregar-se inteiramente ao seu Filho Jesus, ela cooperou na obra da salvação de toda a humanidade. Ao mesmo tempo, Nossa Senhora é nossa medianeira particular, porque sua maternidade espiritual estende-se também a cada um de nós, que somos membros do Corpo de Cristo. Nós somos gerados, alimentados, educados e acompanhados pela Mãe da Igreja por toda a vida, por isso ela é também nossa medianeira de modo particular.
Dessa forma, a Virgem Maria é medianeira de todas as graças, pois ela nos deu Jesus Cristo, a graça incriada e eterna, e nos dá todas as graças necessárias para a nossa salvação, que nos foi alcançada pelo sacrifício único e definitivo de seu Filho no alto da cruz. Embora “Medianeira de todas as graças” seja um título de Nossa Senhora, e não um dogma de fé, o senso de fé do povo de Deus e a Igreja Universal são favoráveis a este, tanto que a sua celebração é reconhecida na Liturgia. Em 1921, o Papa Bento XV concedeu o Ofício e a Santa Missa da Bem-aventurada Virgem Maria “Medianeira de todas as graças”. A sua celebração, no dia 31 de maio, aconteceu primeiramente na Bélgica, mas se difundiu rapidamente por toda a Igreja.
“A devoção também chegou no Brasil e, no sul do país, ganhou enorme expressão. Em 1928, foi introduzida no Seminário São José, da cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, através de um santinho recebido da Bélgica por padre Inácio Valle”. À Medianeira junto ao Mediador, recorramos com toda a confiança:
Bem-aventurada Virgem Maria Medianeira de todas as graças, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

5 conselhos práticos para crescer em família durante o Advento













  O Advento está cheio de lindas e antigas tradições únicas do cristianismo que os pais podem partilhar com os seus filhos durante o tempo de preparação para o Natal.
A seguir, confira 5 conselhos práticos para crescer em família durante o Advento compartilhados pelo ‘National Catholic Register’.
1. Colocar uma coroa de Advento na mesa e acendê-la antes de jantar
Não se deve permitir que esta tradição milenar seja guardada somente para o domingo na igreja, mas que também possa acender-se às noites, antes do jantar.
A coroa simboliza mais do que as quatro semanas de Advento; também podem representar os 4.000 anos que o homem esteve na terra antes do nascimento do Salvador. Por outro lado, as crianças podem intercalar para acender e apagar as velas.
Usualmente podem rezar uma oração dizendo a seguinte jaculatória: “Vem, Senhor Jesus, nasce em nossos corações”.
2. Fazer obras de misericórdia
O Advento é um tempo de preparação e todas as pessoas precisam de formas tangíveis para se preparar espiritualmente para o nascimento de Jesus.
Podem montar um pequeno presépio em algum lugar da casa e, cada vez que algum membro da família realizar uma obra de misericórdia, pode colocar palha no presépio.
É uma bênção ver o presépio cada dia mais cheio para Jesus quando se aproxima o dia do seu nascimento. Lembre-se de não colocar a imagem do Menino Jesus até a véspera de Natal.
3. Não esquecer o verdadeiro São Nicolau
Segundo vários historiadores, o popular Papai Noel é a distorção – primeiramente literária e depois comercial – de São Nicolau, o generoso Bispo de Mira, padroeiro das crianças, navegantes e cativos.
A lenda de Papai Noel deriva diretamente da figura de São Nicolau, que segundo a tradição, entregou todos seus bens aos pobres para se tornar monge e bispo, conhecido sempre pela sua generosidade para com as crianças.
Por ter sido tão amigo das crianças, em seu dia entregam doces e presentes. É representado por um senhor vestido de vermelho, com uma barba muito branca, que passa de casa em casa entregando presentes e doces às crianças.
4. Ensinar as crianças
Incentive as crianças durante este tempo de preparação para o Natal a rezar pelos outros, ajudar em casa, compartilhar os bens com os mais necessitados, realizar as tarefas sem reclamar, fazer um sacrifício, ler alguma passagem da Bíblia, agradecer a Deus, saudar carinhosamente, não brigar com os seus irmãos etc.
É importante não só que as crianças se comprometam a realizar boas ações para o novo ano que se aproxima, mas também que os pais ensinem os seus filhos o verdadeiro sentido do Advento. Ou seja, que meditem sobre a vinda final do Senhor, assim como o nascimento de Jesus e a sua chagada na história do homem no Natal.
Além disso, devem ensinar o significado da coroa do Advento, das velas e da cor roxa para a liturgia, a qual significa uma preparação espiritual e penitência.
5. Crescer espiritualmente
Pode acrescentar no seu dia um pequeno momento de oração, a leitura da Bíblia de manhã durante o tempo do Advento ou possivelmente rezar um terço diário. Qualquer uma destas coisas poderia se tornar um grande hábito.
Pode fazer qualquer atividade que realizem em sua paróquia também. Finalmente, deve rezar para que o Natal conceda um novo zelo e um amor mais profundo por Cristo neste ano.
Fonte: ACI Digital

terça-feira, 22 de novembro de 2016

As 6 decisões mais importantes do Papa Francisco em “Misericordia et misera”




 No último dia 21 de novembro de 2016, o Papa Francisco publicou a sua carta apostólica “Misericordia et misera”, em conclusão do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia.
Toda a carta é uma carinhosa recordação de como a Misericórdia de Deus se estende a todos os homens (leia na íntegra aqui). Também é um constante convite para que os fiéis corram aos confessionários, reconhecendo nosso pecado e para que os sacerdotes seja verdadeiros pastores, que acolham com carinho as ovelhas perdidas, em busca da misericórdia de Deus.
Porém na Misericordia et misera, o Papa Francisco também tomou algumas decisões importantes e fez algumas sugestões pastorais para que a Igreja viva a Misericórdia de Deus para além do ano jubilar. Estas são algumas das mais importantes:

1) Difundir mais a palavra de Deus
“Seria conveniente que cada comunidade pudesse, num domingo do Ano Litúrgico, renovar o compromisso em prol da difusão, conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura: um domingo dedicado inteiramente à Palavra de Deus, para compreender a riqueza inesgotável que provém daquele diálogo constante de Deus com o seu povo. Não há de faltar a criatividade para enriquecer o momento com iniciativas que estimulem os crentes a ser instrumentos vivos de transmissão da Palavra. Entre tais iniciativas, conta-se certamente uma difusão mais ampla da lectio divina, para que, através da leitura orante do texto sagrado, a vida espiritual encontre apoio e crescimento. A lectio divina sobre os temas da misericórdia consentirá de verificar a grande fecundidade que deriva do texto sagrado, lido à luz de toda a tradição espiritual da Igreja, que leva necessariamente a gestos e obras concretas de caridade.”

2) Os missionários da misericórdia continuarão com seu trabalho
“Quero expressar a minha gratidão a todos os Missionários da Misericórdia pelo valioso serviço oferecido para tornar eficaz a graça do perdão. Mas este ministério extraordinário não termina com o encerramento da Porta Santa. De fato desejo que permaneça ainda, até novas ordens, como sinal concreto de que a graça do Jubileu continua a ser viva e eficaz nas várias partes do mundo. Será responsabilidade do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização seguir, neste período, os Missionários da Misericórdia, como expressão direta da minha solicitude e proximidade e encontrar as formas mais coerentes para o exercício deste precioso ministério.”

3) Fomentar o Sacramento da confissão no 24 horas Para o Senhor
“O sacramento da Reconciliação precisa de voltar a ter o seu lugar central na vida cristã; para isso requerem-se sacerdotes que ponham a sua vida ao serviço do «ministério da reconciliação» (2 Cor 5, 18), de tal modo que a ninguém sinceramente arrependido seja impedido de aceder ao amor do Pai que espera o seu regresso e, ao mesmo tempo, a todos seja oferecida a possibilidade de experimentar a força libertadora do perdão.
Uma ocasião propícia pode ser a celebração da iniciativa 24 horas para o Senhor nas proximidades do IV domingo da Quaresma, que goza já de amplo consenso nas dioceses e continua a ser um forte apelo pastoral para viver intensamente o sacramento da Confissão.”

4) Todos os sacerdotes poderão absolver o pecado do aborto
“Em virtude desta exigência, para que nenhum obstáculo exista entre o pedido de reconciliação e o perdão de Deus, concedo a partir de agora a todos os sacerdotes, em virtude do seu ministério, a faculdade de absolver a todas as pessoas que incorreram no pecado do aborto. Aquilo que eu concedera de forma limitada ao período jubilar fica agora alargado no tempo, não obstante qualquer disposição em contrário. Quero reiterar com todas as minhas forças que o aborto é um grave pecado, porque põe fim a uma vida inocente; mas, com igual força, posso e devo afirmar que não existe algum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir, quando encontra um coração arrependido que pede para se reconciliar com o Pai. Portanto, cada sacerdote faça-se guia, apoio e conforto no acompanhamento dos penitentes neste caminho de especial reconciliação.”

5) Os sacerdotes da Fraternidade São Pio X seguirão confessando válida e licitamente
“No Ano do Jubileu, aos fiéis que por variados motivos frequentam as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade de São Pio X, tinha-lhes concedido receber válida e licitamente a absolvição sacramental dos seus pecados. Para o bem pastoral destes fiéis e confiando na boa vontade dos seus sacerdotes para que se possa recuperar, com a ajuda de Deus, a plena comunhão na Igreja Católica, estabeleço por minha própria decisão de estender esta faculdade para além do período jubilar, até novas disposições sobre o assunto, a fim de que a ninguém falte jamais o sinal sacramental da reconciliação através do perdão da Igreja.”

6) Jornada Mundial dos Pobres é instituída
“À luz do «Jubileu das Pessoas Excluídas Socialmente», celebrado quando já se iam fechando as Portas da Misericórdia em todas as catedrais e santuários do mundo, intuí que, como mais um sinal concreto deste Ano Santo extraordinário, se deve celebrar em toda a Igreja, na ocorrência do XXXIII Domingo do Tempo Comum, o Dia Mundial dos Pobres. Será a mais digna preparação para bem viver a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, que Se identificou com os mais pequenos e os pobres e nos há de julgar sobre as obras de misericórdia (cf. Mt 25, 31-46). Será um Dia que vai ajudar as comunidades e cada batizado a refletir como a pobreza está no âmago do Evangelho e tomar consciência de que não poderá haver justiça nem paz social enquanto Lázaro jazer à porta da nossa casa (cf. Lc 16, 19-21). Além disso este Dia constituirá uma forma genuína de nova evangelização (cf. Mt 11, 5), procurando renovar o rosto da Igreja na sua perene ação de conversão pastoral para ser testemunha da misericórdia.”

Fonte: Church Pop