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terça-feira, 24 de março de 2015

Sangue de São Januário se liquefaz parcialmente nas mãos de Papa Francisco



O milagre aconteceu em Nápoles (Itália), no último sábado, 21 de março.

O sangue de São Januário, que é conservado em uma ampola de vidro desde o século IV, deixou o estado de coagulação e se tornou líquido novamente. O milagre se repete nas festas do santo, mas, diante de um papa, isso não acontecia desde 1848, com o Papa Pio IX.

As pessoas presentes gritavam: "Milagre! Milagre!". Parecia um gol: o povo de Nápoles ama o futebol e vive a religiosidade da mesma maneira, com paixão.

O Papa Francisco, como sempre, reagiu com humildade. Ao constatar o milagre, o cardeal Sepe exclamou: "Sinal de que São Januário gosta do Papa, que é napolitano como nós, porque metade do sangue se liquefez!".

Já o Papa, com seu jeito simples e bem humorado, respondeu: "O bispo disse que a metade do sangue se liquefez, acho que o santo gosta de nós pela metade, precisamos nos converter um pouco mais para que ele goste mais de nós!".

O Santo Padre concluiu seu encontro agradecendo e fazendo um pedido: "Muito obrigado! E por favor, eu lhes peço: não se esqueçam de rezar por mim. Obrigado."


Relacionamentos Perigosos: Descubra como identificá-los



Muitas vezes acontece de um homem e uma mulher que não têm a menor intenção de casamento começarem a tomar certas liberdades um com o outro, a desenvolver conversas picantes e a viver uma relação louca, de tal forma inconstante e irresponsável que não merece ser chamada de amizade nem de amor. É um envolvimento que só faz o mal porque prende o coração de um deles ou até mesmo dos dois numa paixão vazia e cruel. Geralmente, a coisa vai desembocar numa relação indecente e obscena, mesmo que não tenha começado com essa intenção. Pode ser que passe até muito tempo sem que eles se envolvam fisicamente, porque ficam satisfeitos em trocar olhares e palavras em duplo sentido, em se dar abraços demorados, em cultivar desejos secretos e fantasias.
Outras pessoas são tão carentes e têm tanta necessidade de receber demonstrações de amor que basta aparecer alguém agradável, mais ou menos do seu gosto e um pouco atraente para começar a flertar com ele, mesmo sem saber de onde veio o sujeito ou quais são as intenções que ele traz no coração. Existe um grande número de homens e mulheres que se envolvem com gente que, na verdade, não conhecem, e por causa disso irão enfrentar aborrecimentos terríveis. Eles mesmos se colocam em perigos e pulam para dentro de armadilhas das quais vão ter muita dificuldade para se libertar depois.

Esses envolvimentos são ruins, insensatos e vazios. São ruins porque abrem caminho para a depravação, e quando a outra pessoa é casada, roubam o amor que ela devia dar ao marido ou à esposa. São insensatos porque são loucos, estúpidos, sem finalidade alguma que seja boa. E são vazios porque não trazem nenhum benefício, nem alegria ou crescimento. Em vez disso, roubam um tempo precioso da vida, desmoralizam a pessoa que se deixou seduzir, e destroem os nervos dela com a ansiedade de estar numa relação em que não sabe como deve agir nem o que pode dali esperar, porque oficialmente o envolvimento não passa de uma falsa amizade.

Aquele que está apaixonado tenta se enganar dizendo que são apenas amigos que têm um carinho especial, mas não consegue ficar longe da outra pessoa. Sofre porque se tornou dependente daquelas demonstrações de afeto como mensagens, telefonemas, encontros, pequenas gentilezas, presentinhos, elogios e contatos físicos. Essas "amizades", que não são amizades, tornam a pessoa emocionalmente desequilibrada, porque criam um sentimento de posse parecido com o que os namorados e cônjuges têm um pelo outro, e transformam sua vida num tormento de desconfianças, ciúmes e angústias.

Às vezes, tudo começa como uma brincadeira, uma espécie de teste: "Vamos ver se eu consigo ganhar aquela pessoa... vamos ver o quanto posso me tornar interessante para ela..." Nessa brincadeira, porém, quem estende a mão para puxar acaba sendo puxado. Nesse cabo de guerra, os dois terminam vencidos e o conquistador acaba também conquistado. É como uma estopa encharcada em gasolina, que mal se aproxima do fósforo e pega fogo.

O mesmo acontece com nossos sentimentos: mal vemos alguém se apaixonar por nós já começamos a amolecer e a ficar meio apaixonados também. Pobre de quem acredita que vai apenas se divertir sem se envolver. Depois que o sentimento penetra no coração, é com muita dificuldade que você consegue dominá-lo. Quem acha que vai apenas esquentar as mãos no fogo da paixão tomará um susto e vai descobrir que de uma hora pra outra as labaredas do desejo tomaram todo o seu ser e transformaram em fumaça sua decisão de não se apaixonar.

De modo inspirado, o sábio diz: "Quem ama o perigo, nele perecerá" (Eclo 3, 27b). No jogo da sedução, muitos tiveram que pagar suas apostas com a destruição do próprio casamento, com uma gravidez indesejada, com a revolta e o desprezo de seus filhos, com um descontrole profissional ou financeiro que os levou à ruína, alguns chegaram mesmo a pagar com a vida. Tornaram-se motivo de piada para seus adversários.

Esses sentimentos agem no coração como ervas daninhas num jardim: destroem porque se alastram e sugam a terra de tal maneira que não resta ali energia suficiente para sustentar outras plantas. Algo parecido acontece com esses envolvimentos sensuais: causam um estrago emocional imenso porque apoderam-se do coração e sugam-lhe as forças com tamanha violência que a pessoa não consegue sequer preservar o amor pelos seus verdadeiros relacionamentos. No fim, o que parecia uma planta boa revela-se uma verdadeira praga; e o que parecia uma ternura especial por alguém se desdobra na direção de uma doentia dependência afetiva.

Nessa altura, é preciso pedir a ajuda de Deus para se libertar.



Fonte: Márcio Mendes - Livro "Como se dar bem com quem você quer bem" 
Editora Canção Nova

Oração para se libertar da Dependência Afetiva



Senhor Jesus Cristo, reconheço que preciso de ajuda. Cedi ao apelo de minhas carências e agora sou prisioneiro desse relacionamento. Sinto-me dependente da atenção, presença e carinho dessa pessoa. Senhor, não encontro forças em mim mesmo para me libertar da influência dessas tentações. A toda hora esses pensamentos e sentimentos de paixão e desejo me invadem. Não consigo me livrar deles, pois o meu coração não me obedece. A tentação me venceu. E confesso a minha culpa por ter cedido às suas insinuações me deixando envolver.

Mas, neste momento, eu me agarro com todas as minhas forças ao poder de Tua Santa Cruz. Jesus, eu suplico que o Senhor ordene a todas as forças espirituais malignas que me amarram e atormentam por meio desses sentimentos para que se afastem de mim juntamente com todas as suas tentações.

Senhor Jesus, a partir de agora eu não quero mais me deixar arrastar por esses espíritos de impotência, de apego, de escravidão sentimental, de devassidão, de adultério, de loucura e mentira. Com a graça de Deus, eu não vou mais me deixar enganar. Deus pode mais e por sua graça eu serei libertado.

Eu confio, Jesus, que, pelo poder do Teu precioso sangue, todo assédio sexual, emocional e espiritual contra mim estão derrotados. Eu confio plenamente que ao morrer na cruz o Senhor aniquilou toda força maligna que poderia me prejudicar física, emocional e espiritualmente.

Meu Deus, eu me entrego em tuas mãos e afirmo: eu sou Teu. Só o Senhor pode me ajudar neste momento. Acredito firmemente que o Senhor já está me dando essa vitória.

Meu Deus, eu me entrego em Tuas mãos e afirmo: o Senhor é o meu protetor. Eu me coloco debaixo da Tua poderosa proteção, aceito que o Teu santo sangue seja o meu escudo e que os Teus anjos me amparem.

Senhor Jesus, quando envolves alguém no Teu amor, os poderes das trevas com todo o seu ódio não conseguem aguentar. Eles caem ao teus pés e são expulsos por Ti juntamente com todas as suas armadilhas e ataques. Eu creio e afirmo que o Senhor venceu todo o mal, bem como todos os pensamentos e sentimentos tentadores.

Jesus amado, quando mandas o mal é obrigado a Te obedecer, e ante uma simples ordem Tua ele tem que fugir. Eu acredito que neste momento o Senhor me liberta do poder deste sentimento que me queima por dentro e rouba minhas forças. O Senhor me arranca das grades que me prendiam nesta armadilha e me faz mais forte do que essa tentação.

Senhor, por causa da força que me dás agora posso romper estas algemas afetivas e dizer não a todo domínio dessa paixão sobre mim. Eu tomo a decisão de não mais viver sob o jugo desse afeto envenenado pelo erro. E Te agradeço, Senhor, pela certeza de que de agora em diante estou liberto dessa tentação. Ela não pode mais me controlar.

Obrigado, meu Deus. Muito obrigado. Amém.


Fonte: Márcio Mendes - Livro "Como se dar bem com quem você quer bem" 
Editora Canção Nova

quarta-feira, 11 de março de 2015

Inscrições On-line para o Retiro Abba Pai 2015



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terça-feira, 3 de março de 2015

SÃO BENTO E O COMBATE AOS MALES DA SECULARIZAÇÃO

Os ensinamentos e a vida de São Bento, pai do monaquismo ocidental, santo dos primeiros séculos do cristianismo (480 d.C.), têm vencido as barreiras do tempo, ensinando-nos de modo muito eficaz a combater os males da secularização (deriva da palavra saeculum, que no uso comum termina por indicar o tempo presente - aeon atual, segundo a bíblia, por oposição à eternidade - aeon futuro, “séculos dos séculos”, da bíblia; um período de tempo extremamente longo e indefinido tornando-se sinônimo de temporalidade, de redução do real somente à dimensão terrena), que tem adoecido sobremaneira as mentes e consciências dos homens e feito com que ele perca seu referencial de valores. 


A correria rotineira, a busca daquilo que só agrada a vontade, a opressiva exigência social do poder, do conquistar posições, da vida financeira estável, do relacionamento perfeito, o “ter que” aderir às constantes inovações tecnológicas, científicas e filosóficas, tudo isso, se nos mostra como imposição para a felicidade. É como se nada fora disso pudesse dar paz ou vitória em nossos projetos. Perece um jogo: sempre as mesmas regras, os mesmos obstáculos, o que tenho que eliminar para, quais armas ou golpes, qual o objetivo e, se não chegar lá, “game over” (fim de jogo), não ganha e aí está tudo perdido, não se é “bom” o suficiente, não tem valor, é perdedor, não corresponde aos padrões de perfeição do mundo.

Para escapar e não ser engolido por este rodamoinho é preciso voltar-se num constante processo interior de olhar a si, de não deixar-se levar e, ter a coragem de não se conformar, ser autêntico e verdadeiro consigo mesmo, questionando: Quem sou eu? Para que nasci? O que estou fazendo? Onde quero chegar? Pode acreditar! Essas quatro perguntas levam a respostas que mudam de forma definitiva as escolhas e, conseqüentemente, a vida de uma pessoa. É nesse processo de entendimento da própria identidade e daquilo que buscamos, que o venerável Bento entra como um norte, se o quisermos, nos ensinando a desvencilharmo-nos das amarras sociais, pois ele não teve medo de romper com elas. Nascido na Itália, Núrsia, no seio de uma nobre família cristã piedosa e respeitável, foi enviado a Roma ainda menino, em virtude de seus estudos e permanecendo lá por sete anos obteve progresso notável, mas já adolescente resolveu deixar Roma para afastar-se daquela mocidade frívola da metrópole, cada vez mais induzida à libertinagem, ao vício e à corrupção. Desprezando os prazeres do mundo e suas efêmeras promessas e desejoso em servir a Deus, põe-se no encalço, somente, do santo hábito monástico. Bento se levanta com desassombro. Desgostoso do ambiente em que vivia ele procura entregar-se a vida cristã mais intensa, rompe com as muralhas da cultura que cercava a elite do seu tempo, não está preocupado com opiniões e convenções, mas com aquilo que arde em seu coração, pois já descobriu dentro de si algo que não é secular, mas atemporal, o próprio Cristo. Ele sabe o que busca, sabe o que quer e de quem deseja se aproximar. Tinha tudo em sua vida para se tornar um homem notável no campo das letras, da arte retórica. Podendo estudar muito, conseguiria trabalhar nos mais altos cargos, usufruindo de poder, privilégios e reconhecimento, mas, no entanto, se retira numa região deserta, dentro de uma gruta, no Subiaco, onde vive por três anos, sendo alimentado por um monge que lhe trazia uma cesta com comida e fazia descê-la por uma abertura na parte superior. Ali ouviu de Deus santos conselhos, que mais tarde dariam origem a sua tão conhecida Regra, que orienta os tantos mosteiros existentes no mundo, segundo a Ordem que leva seu nome. Além do mais, uma vida acompanhada por grandes manifestações de Deus. Tudo isso porque, cheio de desprendimento, teve a ousadia de ouvir o que estava em sua alma e buscou entender mais e mais o Sagrado e o que Este queria dele. 

Parece estranho alguém deixar seu berço cheio de regalias para viver na solidão e pobreza, pois achamos que os projetos que a vida secular nos oferece são extraordinários e representam o que há de melhor. Se Bento tivesse acreditado nisso, não teria se lançado aos planos de Deus e nem teria chegado a beatitude. Qualquer um pode renunciar ao convencional, ao normal, aos paradigmas velhos e cansativos que nos levam a uma vida medíocre e sem graça. É só pensar um pouco e chegaremos a seguinte conclusão: Deus me criou no agora para o sempre. Podemos viver num mundo secular seguindo os passos do eterno.

Que São Bento nos ajude combater a superficialidade a que nos acostumamos, para alcançarmos o grau mais elevado de todos, a santidade.

São Bento, rogai por nós!

Texto escrito pela Vocacionada da Comunidade Encontro
 Natália Monteiro Patusse