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Aborto, o “antissacramento”

  Em 1997, em uma livraria, deparei com uma obra que me impactou e deixou horrorizado. Uma teóloga feminista havia escrito um livro no qual argumentava que as duas grandes “cruzes” que as mulheres católicas tinham de carregar eram — você já pode suspeitar — a oposição da Igreja à ordenação de mulheres e ao aborto.  Eu mal podia acreditar que o pecado de blasfêmia pudesse chegar a tal nível , mas aquilo estava ali, diante dos meus olhos, e não era um pesadelo. Não muito tempo depois, alguém me falou de uma mulher no Canadá que se referia ao aborto como algo “sacramental”.  O abuso linguístico não é nada menos que luciferino . Na verdade, não pode haver nada de sagrado ou santificante no pecado, na destruição da vida e na autodestruição, assim como não pode haver nada de belo no demônio depois de sua rebelião. Os sacramentos existem para trazer vida aos homens.  O aborto , por sua vez,  deve ser chamado mais propriamente de o “antissacramento” por excelência , j...