Google+ Setembro 2017 ~ Comunidade Encontro

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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Valeu a pena, Vander!

Comunicamos o falecimento do nosso cofundador Vander Francisco. 

O corpo será velado no Cemitério Parque (Bairro IBC - Cachoeiro,ES) a partir das 4:30h, as exéquias às 14h e o sepultamento às 15h.

Pilar da Perseverança, consagrado perpétuo ao Carisma Encontro, celibatário e chefe de Cozinha; Vander vem lutando contra o câncer desde o início de 2016 e veio a falecer nessa noite (25/09).
Sempre teve uma presença marcante em nossas vidas, com forte testemunho de Conversão, o momento mais intenso dele foi no primeiro retiro Amar-te Mais em 2000, onde teve uma fortíssima experiência com o amor de Deus. 
Diante de sua história, realizou um trabalho com pessoas com dependências químicas e outras dependências também, muitos o procuravam para pedir ajuda.
É modelo de perseverança para nós, pois mesmo diante das dificuldades ele nunca desistiu e sempre testemunhou que estava valendo a pena. 
Nossas orações aos familiares e amigos do nosso Vander.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O que é a Cruz? O que faz a Cruz? O que recebo da Cruz?

Algumas pessoas costumam resumir a resposta para essas perguntas apenas com palavras como: dois pedaços de madeiras, peso, dor, sofrimento, vergonha, morte…

“ A linguagem da Cruz é loucura para os que se perdem, mas para os que foram salvos, para nós, é uma força divina.” ( I Cor 1,18)
Pela cruz é que fomos salvos, e devemos amar profundamente a maneira pelo qual fomos salvos… e amar mais ainda Quem nos salvou! A Cruz apenas é 'loucura’ para aqueles que não entendem também Aquele que a amou de maneira perfeita, e que livremente quis se unir a ela para trilhar a vontade do Pai.
Jesus aceitou se entregar na Cruz porque já aceitava ela no seu dia a dia, durante toda a sua vida. Ele A preferiu sempre! 
A vida de Jesus não foi um “mar de rosas”. Ele tinha que conviver com muitas dores humanas e espirituais. Principalmente quando começou a ter sua vida pública, quantas dores e dificuldades eram levadas até ele.
Pessoas doentes a tantos anos, outras que não enxergavam, outras que nunca haviam andado, endemoniados e possuídos. A mulher que foi lançada a seus pés que carregava em si a dor interior da prostituição. A dor de Maria e Marta que viram seu irmão Lázaro morrer. A dor de ter que deixar seus familiares para anunciar o reino dos céus. A dor de não ser ouvido, a dor de não ser compreendido, a dor de ser excluído, a dor da traição, a dor da negação...a dor da morte de si mesmo para que a vontade de Deus Pai prevalecesse. Jesus nunca rejeitou a dor, ele sempre a amou. Jesus nunca disse não ao sofrimento dele e nem ao dos outros. Ele entendeu que precisava se unir a dor, ser amigo da dor, para ser gente, para ser humano, para ter compaixão e misericórdia, para ser amigo predileto de Deus. Nos ensinou que não é alimentando a carne que se chega a perfeição do amor a Deus, mas sim, alimentando o espírito e mortificando a carne.
Parece realmente uma loucura, mas para um Cristão de verdade a Cruz é indispensável. A dor é indispensável. As lutas e combates são indispensáveis.
“ Sem dor não há glória!”
Cristo nos ensinou com sua vida que a cruz onde Ele teve sua carne crucificada é a Cruz onde eu preciso deixar morrer minha carne todos os dias. Ele entendia o sofrimento humano, ele passou pelo sofrimento humano e ele morreu pelo sofrimento humano.
Nós precisamos também viver isso. Sem Cruz não há céu. Sem morte não há ressurreição. A morte de nós mesmos não é o fim, é uma condicional para a vida da nossa alma. Sem morte não há ressurreição! Sermos amigos da cruz!
A cruz também é chamada de ÁRVORE DA VIDA. Sim, pois por ela recebemos novamente a vida, pelo sangue que foi derramado nela por cada um de nós. Viver ela a cada dia de nossas vidas é também desejar e deixar que viva mais nossa alma. Se prefiro a minha carne, desejo a morte da minha vida! “ Porque aquele que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas aquele que tiver sacrificado sua vida por minha causa, irá recobrá-la.” ( Mt 16,25).
Nós precisamos amar a Cruz!
Amar os sofrimentos, amar os combates, amar profundamente aqueles que me procurarem por causa de Cristo, amar os irmãos de comunidade com todas as suas qualidades e lutas, amar a dor, compreender, lutar por compreender. Ter compaixão. Amar, amar e amar. O que Cristo fez na Cruz foi isso: amou, amou e amou.
Somos chamados mesmo a sermos o contrário de tudo o que o mundo prega! Não ligue, força valente guerreiro, força! “ Se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com Ele” ( Rom 6,8)
Segamos os passos de Cristo. Passos que passaram também pela Cruz! Exaltemos todos juntos a maneira pela qual fomos salvos! Exaltemos o madeiro que nos dá vida, salvação e alegria!


terça-feira, 5 de setembro de 2017

O que é a prática de amor a Jesus Cristo?

Deparo-me com o seguinte questionamento e mergulho dentro de mim na busca da resposta: “o que é a prática do amor a Jesus Cristo?”. Encaro a pergunta e extasio-me: como responder? Como responder algo que não vivo? Como descrever tamanho ato que me falta em minha vida?
Por dentro vou ficando com o coração esmagado por sentir-me tão amada pelo Cristo que apaixonadamente perdoou-me na Cruz, incansavelmente se doa num pedaço de pão na Santa Eucaristia e que nunca desiste de me mostrar o quanto é simples amá-Lo. E a simplicidade consiste em apenas viver o Evangelho, ser amigo de Cristo amando-O no irmão: visitando um enfermo, ouvindo o irmão, sendo obediente, desapegado de tudo e corajoso em pedir ajuda, mostrar as minhas misérias e o quanto sou necessitado de aprender.
Isso custa muito para mim, porém muito pouco diante da liberdade que terei na prática do amor! E esse custo é minha vida, minhas vontades, meu orgulho, minha preguiça, meu comodismo, minha inércia. Custa a minha conversão! A mudança radical de atitudes no meu hoje: só esse tempo que tenho! 
Pergunto: vale a pena? Sim, vale a vida! Vale o sentido do viver, a intensidade do meu ser e a sede de minh’alma. Vale a descoberta do meu lugar no coração de Deus.

Talvez a resposta da pergunta do início esteja no belo livro (e muito edificante) de Santo Afonso Maria de Ligório: “A prática do amor a Jesus Cristo”, mas atrevo-me a dizer que tudo o que lá ele perfeitamente escreveu para formar santos foi porque com excelência ele com sua vida e até as últimas conseqüências teve coragem de AMAR. AMAR: essa é a resposta; o AMOR é o caminho para praticá-lo, para tornar um com Cristo.

Oremos com Santo Afonso:
“Ó bom e amável Coração de Jesus, como é infeliz o coração que não vos ama! Morrestes na cruz por amor dos homens, sem nenhum alívio. Como podem os homens viver sem pensar em vós? Ó amor de Deus! Ó ingratidão humana! Ó homens, olhai o Cordeiro de Deus inocente, que agoniza e morre na cruz por vós, para aplacar a justiça divina pelos vossos pecados e assim vos atrair a seu amor. Vede como Ele pede a seu Pai Celeste para que vos perdoe. Vede e amai-o!
Meu Jesus, são tão poucos os que vos amar! Infeliz de mim, passei tantos anos sem pensar em vós e vos ofendi tantas vezes.
Meu amado Redentor, fazei-me chorar não tanto pelos castigos que mereci, mas pelo amor que me tendes. Dores, humilhações, chagas e morte de Jesus, amor de Jesus, fixai-vos em meu coração. Viva sempre em mim a vossa lembrança, fira-me continuamente e me abrase de amor! Amo-vos, meu Jesus, meu sumo bem. Amo-vos, meu amor, meu tudo! Amo-vos e quero vos amar sempre. Não permitais que vos abandone e vos perca jamais. Fazei que eu seja todo vosso; fazei-o pelos merecimentos de vossa morte na qual tenho firme confiança.
Maria, eu confio muito em vossa intercessão. Minha Rainha, fazei que eu ame a Jesus Cristo e também a vós, minha mãe e minha esperança! Amém.”

Karla Maria Tavares
Discípula da Comunidade Encontro