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terça-feira, 30 de maio de 2017

Catequese do Papa Bento XVI sobre Santa Joana d'Arc

"Hoje gostaria de vos falar de Joana d’Arc, uma jovem santa do fim da Idade Média, morta com 19 anos em 1431. 
Joana d’Arc não sabia ler nem escrever, mas pode ser conhecida no mais profundo da sua alma graças a duas fontes de extraordinário valor histórico: os dois Processos que lhe dizem respeito. O primeiro, o Processo de Condenação, contém a transcrição dos longos e numerosos interrogatórios de Joana, durante os últimos meses da sua vida (Fevereiro-Maio de 1431), e cita as próprias palavras da santa. O segundo, o Processo de Nulidade da Condenação, ou de «Reabilitação» (PNul), contém as desposições de cerca de 120 testemunhas oculares de todos os períodos da sua vida.
Joana nasce em Domremy, um pequeno povoado situado na fronteira entre a França e a Lorena. Os seus pais são camponeses abastados, conhecidos por todos como cristãos excelentes. Deles recebe uma boa educação religiosa, com uma notável influência da espiritualidade do Nome de Jesus, ensinada por são Bernardino de Sena e propagada na Europa pelos franciscanos. Ao Nome de Jesus é sempre unido o Nome de Maria e assim, por detrás da religiosidade popular, a espiritualidade de Joana é profundamente cristocêntrica e mariana. Desde a infância, ela demonstra uma grande caridade e compaixão pelos mais pobres, pelos doentes e por todos os que sofrem, no contexto dramático da guerra.
Das suas próprias palavras sabemos que a vida religiosa de Joana amadurece como experiência mística a partir da idade de 13 anos (PCon, I, pp. 47-48). Através da «voz» do Arcanjo São Miguel, Joana sente-se chamada pelo Senhor a intensificar a sua vida cristã e também a comprometer-se pessoalmente pela libertação do seu povo. A sua resposta imediata, o seu «sim» é o voto de virgindade, com um novo compromisso na vida sacramental e na oração: participação quotidiana na Missa, Confissão e Comunhão frequentes, longos momentos de oração silenciosa diante do Crucifixo ou da imagem de Nossa Senhora. A compaixão e o compromisso da jovem camponesa francesa diante do sofrimento do seu povo tornam-se mais intensos graças à sua relação mística com Deus. Um dos aspectos mais originais da santidade desta jovem é precisamente este vínculo entre experiência mística e missão política. Depois dos anos de vida escondida e de amadurecimento interior segue-se o biênio breve, mas intenso, da sua vida pública: um ano de ação e um ano de paixão.
No início do ano de 1429, Joana começa a sua obra de libertação. Os numerosos testemunhos mostram-nos esta jovem de apenas 17 anos como uma pessoa muito forte e determinada, capaz de convencer homens inseguros e desanimados. Superando todos os obstáculos, encontra o Delfim da França, o futuro Rei Carlos VII, que em Poitiers a submete a um exame da parte de alguns teólogos da Universidade. O seu juízo é positivo: nela não vêem nada de mal, mas só uma boa cristã.
A 22 de Março de 1429, Joana dita uma importante carta ao Rei da Inglaterra e aos seus homens que assediam a cidade de Orléans (Ibid., pp. 221-222). A sua proposta é de verdadeira paz na justiça entre os dois povos cristãos, à luz dos Nomes de Jesus e de Maria, mas é rejeitada, e Joana deve empenhar-se na luta pela libertação da cidade, que tem lugar no dia 8 de Maio. O outro momento culminante da sua obra é a coroação do Rei Carlos VII em Reims, no dia 17 de Julho de 1429. Durante um ano inteiro, Joana vive com os soldados, realizando no meio deles uma verdadeira missão de evangelização. São numerosos os testemunhos relativos à sua bondade, à sua coragem e à sua pureza extraordinária. É chamada por todos e ela mesma define-se «a donzela», ou seja, a virgem.
paixão de Joana tem início a 23 de Maio de 1430, quando cai prisioneira nas mãos dos seus inimigos. No dia 23 de Dezembro é conduzida à cidade de Rouen. É ali que se realiza o longo e dramático Processo de Condenação, que começa em Fevereiro de 1431 e termina a 30 de Maio, com a fogueira. É um processo grande e solene, presidido por dois juízes eclesiásticos, o bispo Pierre Cauchon e o inquisidor Jean le Maistre, mas na realidade inteiramente orientado por um numeroso grupo de teólogos da célebre Universidade de Paris, que participam no processo como assessores. São eclesiásticos franceses que, tendo feito uma escolha política oposta àquela de Joana, têm a priori um juízo negativo sobre a sua pessoa e a sua missão. Este processo é uma página devastante da história da santidade e também uma página iluminadora sobre o mistério da Igreja que, segundo as palavras do Concílio Vaticano II, é «simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação». É o encontro dramático entre esta santa e os seus juízes, que são eclesiásticos. Joana é acusada e julgada por eles, a ponto de ser condenada como herege e enviada à morte terrível na fogueira. Diversamente dos santos teólogos que tinham iluminado a Universidade de Paris, como São Boaventura, São Tomas de Aquino e o Beato Duns Scoto, dos quais falei em algumas catequeses, estes juízes são teólogos aos quais faltam a caridade e a humildade de ver nesta jovem a obra de Deus. Vêm à mente as palavra de Jesus, segundo as quais os mistérios de Deus são revelados àqueles que têm o coração das crianças, enquanto permanecem escondidos aos doutores e sábios que não têm humildade (cf. Lc 10, 21). Assim, os juízes de Joana são radicalmente incapazes de a compreender, de ver a beleza da sua alma: não sabiam que condenavam uma santa.
O apelo de Joana ao juízo do Papa, a 24 de Maio, é rejeitado pelo tribunal. Na manhã de 30 de Maio ela recebe pela última vez a sagrada Comunhão no cárcere e é imediatamente conduzida ao suplício na praça do velho mercado. Pede a um dos sacerdotes que conserve diante da fogueira uma cruz de procissão. Assim, morre contemplando Jesus Crucificado e pronunciando várias vezes e em voz alta o Nome de Jesus (PNul, I, p. 457; cf. Catecismo da Igreja Católica435). Cerca de 25 anos mais tarde, o Processo de Nulidade, aberto sob a autoridade do Papa Calisto III, conclui-se com uma solene sentença que declara nula a condenação (7 de Julho de 1456; PNul, II, pp. 604-610). Este longo processo, que reuniu as deposições das testemunhas e os juízos de muitos teólogos, todos favoráveis a Joana, evidencia a sua inocência e a sua fidelidade perfeita à Igreja. Joana d’Arc será depois canonizada por Bento XV, em 1920.
Prezados irmãos e irmãs o Nome de Jesus, invocado pela nossa santa até nos últimos instantes da sua vida terrena, era como que o suspiro contínuo da sua alma, como a palpitação do seu coração, o centro de toda a sua vida. O «Mistério da caridade de Joana d’Arc», que tanto tinha fascinado o poeta Charles Péguy, é este amor total por Jesus, e pelo próximo em Jesus e por Jesus. Esta santa tinha compreendido que o Amor abraça toda a realidade de Deus e do homem, do céu e da terra, da Igreja e do mundo. Jesus está sempre em primeiro lugar na sua vida, segundo a sua bonita expressão: «Nosso Senhor, o primeiro a ser servido» (PCon, I, p. 288; cf. Catecismo da Igreja Católica223). Amá-lo significa obedecer sempre à sua vontade. Ela afirma com total confiança e abandono: «Entrego-me a Deus meu Criador, amo-O com todo o meu coração» (Ibid., p. 337). Com o voto de virgindade, Joana consagra de modo exclusivo toda a sua pessoa ao único Amor de Jesus: é «a sua promessa feita a nosso Senhor, de conservar bem a sua virgindade de corpo e de alma» (Ibid., pp. 149-150). A virgindade da alma é o estado de graça, valor supremo, para ela mais precioso do que a vida: é um dom de Deus, que deve ser recebido e conservado com humildade e confiança. Um dos textos mais conhecidos do primeiro Processo diz respeito precisamente a isto: Interrogada se sabia que estava na graça de Deus, responde: se não estou nela, que Deus me queira pôr; se aí estou, Deus me queira conservar» (Ibid., p. 62; cf. Catecismo da Igreja Católicaa, n. 2005).
A nossa santa vive a oração na forma de um diálogo contínuo com o Senhor, que ilumina também o seu diálogo com os juízes e lhe dá paz e segurança. Ela pede com confiança: «Dulcíssimo Deus, em honra da vossa santa Paixão, peço-vos, se me amais, que me reveleis como devo responder a estes homens de Igreja». Jesus é contemplado por Joana como o «Rei do Céu e da Terra». Assim, no seu estandarte, Joana mandou pintar a imagem de «Nosso Senhor que mantém o mundo»: ícone da sua missão política. A libertação do seu povo é uma obra de justiça humana, que Joana realiza na caridade, por amor a Jesus. O seu é um bonito exemplo de santidade para os leigos comprometidos na vida política, sobretudo nas situações mais difíceis. A fé é a luz que orienta todas as opções, como testemunhará um século mais tarde outro grande santo, o inglês Tomás More. Em Jesus, Joana contempla também toda a realidade da Igreja, tanto a «Igreja triunfante» do Céu, como a «Igreja militante» da terra. Segundo as suas palavras, «um só é Nosso Senhor e a Igreja». Esta afirmação, citada pelo Catecismo da Igreja Católica (cf. n. 795), tem uma índole verdadeiramente heroica no contexto do Processo de Condenação, diante dos seus juízes, homens de Igreja, que a perseguiram e a condenaram. No Amor de Jesus, Joana encontra a força para amar a Igreja até ao fim, inclusive no momento da condenação.
Apraz-me recordar como Santa Joana d’Arc teve uma profunda influência sobre uma jovem santa da época moderna: Teresa do Menino Jesus. Numa vida completamente diferente, transcorrida na clausura, a carmelita de Lisieux sentia-se muito próxima de Joana, vivendo no coração da Igreja e participando nos padecimentos de Cristo para a salvação do mundo. A Igreja reuniu-as como Padroeiras da França, depois da Virgem Maria. Santa Teresa tinha expresso o seu desejo de morrer como Joana, pronunciando o Nome de Jesus, e era animada pelo mesmo grande amor a Jesus e ao próximo, vivido na virgindade consagrada.
Queridos irmãos e irmãs, com o seu testemunho luminoso, santa Joana d’Arc convida-nos a uma medida alta da vida cristã: fazer da oração o fio condutor dos nossos dias; ter plena confiança no cumprimento da vontade de Deus, qualquer que ela seja; viver a caridade sem favoritismos, sem limites e, como ela, haurindo do Amor de Jesus um profundo amor pela Igreja. Obrigado!"

Fonte: Vaticano 

domingo, 28 de maio de 2017

Solenidade da Ascensão do Senhor

Hoje, a Igreja no Brasil comemora a Ascensão do Senhor, solenidade que recorda Jesus que Cristo subiu aos céus. Se no Natal comemoramos a vinda do Menino Deus, Deus que desce, hoje comemoramos o Senhor que sobe ao céu.
Quando Jesus foi elevado na Cruz, claro com todo contexto de dor, de abandono, de traição e de fazer a vontade do Pai, os discípulos ficaram tristes, embora Jesus tivesse falado que seria entregue nas mãos dos homens, que iria sofrer, morrer e ressuscitar. Ali no alto da Cruz os discípulos se entristeceram, não se lembravam das palavras do Senhor sobre a ressurreição. No entanto, após a ressurreição, Jesus apareceu várias vezes aos discípulos, animou-os, deu-lhe a orientação para permanecer em Jerusalém até o cumprimento da promessa, abençoou a cada um e subiu ao céu. Nessa hora os discípulos não ficaram tristes, pelo contrário, alegraram-se.

Como os discípulos puderam se alegrar sem a presença corpórea de Jesus? Os discípulos já passavam a ter atitude de apóstolos, tiveram a atitude de um bom aluno que assimila o conteúdo ministrado pelo mestre e aplica na vida. Os discípulos entenderam que deveriam ser continuadores da missão do Senhor e, apesar d’Ele ter subido ao céu, naquela hora e sempre, Ele sempre estaria com eles. “A presença física é a mais pobre presença” (beata Madre Teresa de Calcutá). Os discípulos assimilaram que o Senhor estaria sempre com eles e que ao subir ao céu, mais uma vez Jesus Cristo os elevava, pois faziam parte do único Corpo do qual eles eram membros.

Os discípulos/apóstolos sabiam que estavam provisoriamente nessa terra. 

O Senhor ao subir ao céu mostrava para onde os seus seguidores iriam por isso não se entristeceram. Alegria em saber que Deus está conosco, alegria de um dia ir para o céu deve entusiasmar cada filho de Deus.

Nesse Domingo da Ascensão do Senhor que cada um de nós tomemos posse da presença de Jesus através da sua vida, seus ensinamentos, seu amor, sua ternura sua presença nos sacramentos da Igreja, presença através do Espírito Santo, presença também no silêncio, quando não se entende isso ou aquilo, ali também o Senhor está. E em tudo na vida a fé, essa certeza “Jesus está comigo!”. Se o Senhor está com cada um em cada situação que a alegria do Senhor que subiu ao céu, na Sua subida Ele também eleva cada filho(a). Assim, que a fé no novo céu e na nova terra dê esperança a cada cristão, cada filho de Deus e por isso não desistir, não parar, esforçar-se sempre para construir o céu aqui tendo em vista e desejando a eternidade.

Fonte: Canção Nova 

sexta-feira, 12 de maio de 2017

5 orações reveladas nas aparições de Fátima


As aparições de um anjo e de Nossa Senhora a três crianças pobres em Fátima, Portugal, no início do século XX, é um dos milagres mais famosos do mundo católico.
As crianças receberam muitas mensagens, principalmente pedindo conversão pessoal e oração, bem como as palavras de 5 novas orações.
A primeira oração é a que muitos católicos provavelmente já estão familiarizados, mas as outras 4 não são tão conhecidas.
Aqui estão as 5 orações dadas às crianças em Fátima:

1) Oração de Fátima / Oração da Dezena

“Ó meu Jesus, perdoai-nos os nossos pecados, salvai-nos do fogo do inferno, levai todas as almas ao Céu, especialmente as mais necessitadas da Tua misericórdia.”

Maria disse às crianças que as pessoas deveriam acrescentar esta oração ao final de cada dezena do Rosário.

2) A oração de perdão

“Meu Deus, eu creio, eu adoro, espero e te amo! Peço perdão por todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não te amam”.
Esta oração foi dada às crianças pelo anjo que as visitou em 1916, um ano antes de Maria lhes aparecer.

3) A oração do anjo

Ó Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Te adoro profundamente. Ofereço a Ti o mais precioso Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo presente em todos os tabernáculos do mundo, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças pelas quais Ele se ofende. Pelos infinitos méritos do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria imploro a conversão dos pobres pecadores“.
Esta é outra oração dada a eles pelo anjo. Havia uma hóstia e um cálice eucarísticos suspensos no ar, e o anjo os conduziu ajoelhados diante dela e orando esta oração.

4) A Oração Eucarística

“Santíssima Trindade, eu Te adoro! Meu Deus, meu Deus, eu Te amo no Santíssimo Sacramento.”
Quando Maria apareceu às crianças pela primeira vez em 13 de maio de 1917, ela disse: “Vocês passarão por muitos sofrimentos, mas a graça de Deus será o vosso conforto.” De acordo com Lúcia, uma das crianças, uma luz brilhante irradiava ao seu redor, e sem pensar nisso, eles começaram a recitar essa oração.

5) A Oração do Sacrifício

“Ó Jesus, é por amor de Ti, em reparação pelas ofensas cometidas contra o Imaculado Coração de Maria, e pela conversão dos pobres pecadores [que eu faço isto]”.
Maria deu às crianças esta oração, assim como a Oração de Fátima, em 13 de junho de 1917. A oração é destinada a ser recitada quando você está oferecendo sofrimento a Deus.

Então, rezemos!

Fonte: ChurchPop

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Faça algo novo hoje, ainda dá tempo saia da rotina!

A rotina é algo maravilhoso, todos nós precisamos em nossas vidas, devido a organização, convívio e entre outros pontos; mas quando eu só vivo de rotina? 



Quando vivemos só de rotina ela se torna uma de nossas maiores inimigas, pois tudo entra no automático e deixamos escapar tantas riquezas e detalhes do nosso dia-a-dia, quando meu trabalho, vocação, ministério, casamento cai nessa “armadilha” eu deixo de amar e viver como deveria, porque a rotina é capaz de corroer as coisas mais santas do nosso coração, a uma beleza diante dos meus olhos que eu não vejo, convivo com meu irmão ou o cônjuge a tanto tempo e nem percebo a sacralidade que o outro é!

Convivo com um casal que estão juntos há 25 anos e parece que se apaixonaram hoje um pelo outro, é lindo de ver, todos os dias as atitudes deles se reduzem em “a minha tarefa é fazer o amor vencer” e o amor se expressa de muitas formas. Acredito muito que um homem caminha na direção para qual o chama o Amor. Se assim não fosse, como poderíamos também justificar, por exemplo, a vocação de uma religiosa há 20, 30, 50 anos de entrega? O mesmo amor que moveu Cristo, move esse casal, move essa religiosa, tem que me mover e mover você a sair de si e dar o melhor para o outro, perceber no outro aquilo de bom que nem ele mesmo um dia enxergou.

Convido você a fazer algo diferente hoje para alguém. Sei que o novo assusta, mas sei também que liberta, nos arranca de tantas velhices que carregamos no nosso coração. Permita que o Cristo que está no meio de nós te inspire, por exemplo: "Agradecer quem está ao seu lado pode mudar um dia e até uma vida. Tudo o que você precisa fazer é colocar a gratidão em palavras”. Deixe ser guiado pelo Amor, dê livre acesso para que a novidade habite no seu coração e que isso tudo se reverta em pessoas felizes e almas pra Deus. 

Comprometa-se hoje!