Google+ Abril 2014 ~ Comunidade Encontro

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quarta-feira, 30 de abril de 2014

João XXIII: o Papa mais engraçado da história

“Ele possuía um humor que nascia da simplicidade que transbordava de sua humildade e íntima relação com Deus”

João XXIII: o Papa mais engraçado da históriaJoão XXIII não só passa para história como um Papa santo e o pai do Concílio Vaticano II. Ele foi, provavelmente,  o Papa mais engraçado da história. Um humor que nascia da simplicidade que transbordava de sua humildade e íntima relação com Deus.
Ele demonstrou isso desde o momento de sua eleição como Papa, na sala que se encontra junto à Capela Sistina. Após ter aceitado ser Papa, segundo prevê a tradição, ele se retirou para colocar as vestes brancas do bispo de Roma.
Surgiu então o problema. Nenhuma das três batinas previamente preparadas servia para ele. Os encarregados ficaram embaraçados, e o novo Papa disse sorrindo: “está claro que os alfaiates não me queriam como Papa”.
Virou costume João XXIII concluir seus encontros com os peregrinos com a frase: “voltem, voltem, pois infelizmente estamos sempre aqui”.
Em uma ocasião, recebeu um bispo italiano em uma audiência que durou mais do que o previsto. Então seu secretário, Mons. Loris Capovilla (nomeado cardeal por Francisco), foi lhe recordar que ainda havia uma longa lista de audiências. João XXIII comentou então com o bispo: “às vezes não sei se o Papa sou eu ou se é ele”.
É famosa sua resposta a alguém que lhe perguntou quantas pessoas trabalhavam no Vaticano. Com naturalidade, respondeu: “mais ou menos a metade”.
Uma vez o “Papa bom” saiu do Vaticano sozinho para ir ao Hospital Espírito Santo visitar discretamente um amigo padre que estava internado. Ao bater na porta, surgiu a madre superiora que, emocionadíssima, disse: “Santo Padre, sou a superiora do Espírito Santo”. O Papa lhe respondeu: “Que grande carreira fez a senhora, madre!”
Ele costumava confidenciar com seus colaboradores: “com frequência acordo a noite e começo a pensar em uma série de problemas graves e então decido que tenho de falar sobre eles com o Papa. Depois, acordo completamente e me lembro que eu mesmo sou o Papa!”
Com frequência, dizia: “todo mundo pode ser Papa. A prova é que eu sou”.
João XXIII foi o primeiro Papa do século XX que, em certas ocasiões, com discrição, abandonou os muros do Vaticano para visitar pessoas necessitadas. Os romanos, com senso de humor, chamavam-no de São João Extramuros, em referência à famosa basílica de São Paulo Extramuros ou São Paulo Fora dos Muros.
Fonte: Jesus Colinas - Aleteia

terça-feira, 29 de abril de 2014

O dia dos quatros Papas

Um encontro de revolucionários


Domingo, 27 de abril de 2014, Festa da Misericórdia.Uma das festas mais lindas da Igreja, que também foi marcada como um dia histórico, Dia dos Quatro Papas, algo inédito na história do Catolicismo. O mundo jamais imaginou que um dia viriam dois Papas, o Papa Emérito Bento XVI e Papa Francisco celebrarem juntos a canonização de dois Papas, João XXIII e João Paulo II. Pela primeira vez um Pontífice, Bento XVI, canoniza seu antecessor. 
Dois homens que marcaram a história da Igreja, São João XXIII, apesar do curto pontificado - apenas cinco anos-  ficou marcado na história ao surpreender o mundo convocando o Concílio Vaticano II, propondo uma renovação na Igreja, tendo como principal objetivo aproximar a Igreja do povo, trazendo uma linguagem nova e visão, fazendo uma revolução.Uma das mudanças foi a retirada do latim na liturgia e o padre que antes presidia a Missa de costas, agora ficaria de frente para o povo, fazendo com que os fieis católicos não apenas assistissema uma Missa, mas sim participassem do momento tão sublime, um momento para que todos vivessem intensamente unidos.
Agora sim, São João Paulo II, além de ter uma participação especial na queda do Comunismo e do Muro de Berlim e da aproximação da Igreja com os povos de outros credos, ele é considerado o Papa da Juventude.Ele era tão apaixonado, mas tão apaixonado, que uma das suas maiores preocupações era levar os jovens para mais perto da Igreja e principalmente de Deus, sempre procurou ter um diálogo aberto com a juventude.Uma das frases que ele dizia: “Não desperdicem o tesouro que é a juventude”, ele sempre acreditou no nosso potencial, sempre acreditou que nós, jovens, podemos ir mais além, “Se os jovens soubessem a força que tem, colocariam fogo no mundo” não é colocar fogo como Nero fez em Roma, nada disso! O fogo que ele falava, é o fogo de ser revolucionário, do acreditar que podemos fazer a diferença, de ir contra a correnteza, do não deixar ser corrompido pelo jeitinho “legal” que o mundo ensina. Ele foi o criador da Jornada Mundial da Juventude, uma festa que une em um só lugar a juventude do mundo inteiro, com idiomas diferentes, bandeiras, culturas, mas unidas por causa de um único Nome, levando a alegria, a fé e principalmente Jesus Cristo, transformando o jovem, visto como incapaz, em um transformador de vidas, um canal de graças.
Sim, você pode e é um canal de graças,onde você estiver.O testemunho de um jovem converte outro jovem, não só aquele jovem de idade, mas também aquele jovem de espírito.Você, meu irmão e irmã, que já não é tão jovem assim, seja jovem de espírito, se abra sempre ao novo, à nova linguagem, uma nova visão e um novo jeito de viver as coisas de Deus. Você pode, Deus acredita em você.
Você reparou que estou falando de revolução? Você percebeu que João XXIII e João Paulo II, foram revolucionários de acordo com o tempo de cada um? Ambos trouxeram mudanças, cada um com uma meta, João XXIII aproximou a Igreja do povo, que antes do Concílio, iam à Missa sem entender nada que o Padre falava.Com o Concílio, o povo passou a viver a Sagrada Liturgia, fazendo que a Igreja se tornasse uma mãe mais próxima de seus filhos. João Paulo II continuou transmitindo esse novo, mas o seu principal foco era a juventude.Ele queria fazer que os jovens se interessassem mais pelas coisas de Deus, mostrando que temos espaço na Igreja,propondo a ela sempre algo novo, olhar pra juventude com esperança, mostrando que os jovens podem ir mais além do que imaginam. Ser jovem sem deixar de ser de Deus, podemos fazer a diferença de verdade.
Sim, Bento XVII e Papa Francisco também são grandes revolucionários, estão sempre mostrando caminhos novos em direção a Deus e sempre nos convocando a ser revolucionários, podemos ser sim revolucionários.Tendo Jesus Cristo como foco principal jamais nos deixaremos seduzir pelas coisas que o mundo ensina, ir contra o conformismo, não podemos ficar parados, a correnteza do mundo avança e está levando muita gente! Não se deixe levar, vá contra a correnteza!Nade, nade, use todas as suas forças!Se vier o cansaço, o desânimo, olhe e segure a Cruz.Se tiver medo da forte correnteza, vai assim mesmo, Cristo vai te ajudar, Ele não vai deixar você se afogar. Mas não desista de acreditar, não deixe de lutar, vá e siga em frente, prefira se arriscar a nunca se encontrar.
São João XXIII, rogai por nós.

São João Paulo II, rogai por nós.
Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. (Efésios 6,13)

Michele Vargas - vocacionada da Comunidade Encontro

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Cristo Ressuscitou... E eu, ressuscitei junto com Ele?

Estamos nesse período tão maravilhoso que é a Páscoa, em que comemoramos a ressurreição de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Mas estamos vivendo essa ressurreição?
Somos convidados a ressuscitarmos com Jesus, buscar as coisas do alto, porque o nosso lugar é o céu. Precisamos ter fé que Cristo está vivo e está no meio de nós.

Meu irmão(a), nossa vida não acaba aqui!
Quantas vezes nós insistimos em caminhar aqui na Terra movidos pelo desânimo, pelo desespero, pelo medo. E porque não viver movidos pela esperança de que Jesus está entre nós, e que nos salva? Olhamos demais para as coisas aqui na Terra, nossos problemas, sofrimentos, agonias que passamos a cada dia e parece que nossa vida se resume à vida terrestre, nos desesperamos diante das nossas dificuldades.
“A tristeza deve ser sempre um mal a ser combatido”. Podemos até ficar tristes com essa ou aquela situação, mas não podemos ser pessoas tristes. Quem está com Jesus jamais pode ser tomado pela tristeza que não se acaba porque, afinal de contas, Ele venceu a nossa tristeza e nos trouxe alegria eterna.
Alcemos voos mais altos, busquemos uma vida nova em Cristo, que é novo todos os dias, e se vivermos como ressuscitados veremos como o nosso dia-a-dia, mesmo fazendo as mesmas coisas, indo aos mesmos lugares, será sempre diferente, terá sempre uma novidade de Deus, que nos surpreende. Alegremo-nos, pois Cristo Ressuscitou!!

Que tenhamos uma alegre e santa Páscoa com Jesus ressuscitado!
Paz e bem!

”Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres” (Colossenses 3,1).

Janice Almeida - vocacionada da Comunidade Encontro

A canonização de João Paulo II e João XXIII em 27 de abril

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Praticamente impossível quantificar os peregrinos que virão a Roma para a canonização de João XXIII e João Paulo II, no próximo dia 27, último domingo de abril. As autoridades da cidade falam de milhões. No Vaticano, opta-se pela prudência: “muitíssima gente”, é a única certeza, pelo que não serão distribuídos convites para os lugares a ocupar na praça de São Pedro. Nesta segunda-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, os organizadores fizeram para os jornalistas o ponto da situação. 

A missa de canonização terá início às 10 horas (5h em Brasília), presidida pelo Papa Francisco e concelebrada por elevado número de cardeais e centenas de bispos. Cinco mil os padres que terão lugar assegurado. Dá-se como certo que será convidado o Papa emérito, mas falta saber se participará. No domingo de tarde, os peregrinos poderão venerar os dois novos santos, desfilando em oração junto dos túmulos situados sob dois altares da basílica de São Pedro. 

Inúmeras as iniciativas de oração organizadas para os peregrinos das diversas proveniências. Onze igrejas do centro da cidade ficarão abertas na noite de sábado para domingo, a partir das 21 horas, com confessores disponíveis para atender os penitentes em diferentes línguas. Aos lusófonos está reservada a igreja de Santa Anastácia (junto ao Circo Máximo, por detrás do Foro Romano e da colina do Palatino). O Secretariado de Liturgia da diocese preparou o esquema de uma vigília com textos bíblicos e extratos de intervenções dos dois Papas. Em cada uma das igrejas, a animação litúrgica será naturalmente assegurada por pessoas da língua ali usada. 

Para todas as informações úteis, atualizadas em tempo real, consultar o site oficial em cinco línguas: italiano, inglês, francês, espanhol e polaco. Haverá também uma aplicação intitulada “santo subito”, que se poderá descarregar gratuitamente, em formato Android ou IOS (italiano, inglês, espanhol e polaco), contendo informações sobre a vida e ensinamentos dos dois novos santos, mas também com acesso a todas as notícias sobre a canonização e o material previsto para os diferentes momentos litúrgicos. 

Como outros grandes momentos vividos em Roma nos últimos 50 anos (desde o Concílio Vaticano II, passando pelas eleições papais e pelas exéquias, nomeadamente as de João Paulo II, em 2005), também esta circunstância constituirá mais um passo em frente ao nível da comunicação mundial, pela amplidão da difusão e pelas condições de crescente qualidade do som e da imagem. O Centro Televisivo do Vaticano (com o som da RV), em colaboração com Sky e Sony, assegurará a visão do acontecimento em alta definição (HD) e em 3D.

Assim, instaladas em casa ou reunidas em 500 cinemas de uns 20 países (120 só em Itália), graças à utilização de Nexco Digital, milhões de pessoas poderão seguir a celebração em condições que assegurarão uma especial sensação de presença na praça de São Pedro. As filmagens serão efectuadas em 4K, com o mais moderno material disponível (DBW Communication), que permitirá arquivar imagens de extrema nitidez. Para a transmissão em mundovisão das cinco horas de reportagem previstas, a Eutelsat Itália utilizar 9 satélites, com uma cobertura completa de todo o globo. 

A diocese natal de João XXIII decidiu assinalar a canonização do “Papa Bom” com o que designa como “um monumento à caridade”, desprendendo-se de alguns bens para os partilhar com comunidades eclesiais mais carecidas. 800 mil euros serão destinados à manutenção de uma escola que a diocese construiu há tempos no Haiti. À Albânia são atribuídos 600 mil euros para a construção de uma igreja e de um centro pastoral. Na própria cidade de Bérgamo, 500 mil euros permitirão fazer obras de adaptação de um ex-quartel agora destinado a acolher pessoas sem abrigo. 

Mas a iniciativa mais original é o facto de o Fundo para o trabalho, já existente na diocese para apoiar desempregados, receber nesta ocasião, excepcionalmente, o contributo dos 900 padres de Bérgamo, que destinarão para o efeito o vencimento de um mês. Finalmente, a diocese procederá à venda de imóveis no valor de três milhões de euros, destinados a bolsas de estudo de jovens de países pobres que desejem realizar trabalhos de investigação e dedicar teses de doutoramento à figura do Papa Roncali. 

Foto final: selos comemorativos emitidos simultaneamente pelo Vaticano e pela Polônia

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Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Pai, santificado seja o teu nome!

Devemos fazer nosso o pedido de discípulo a Jesus: “Senhor, ensina-nos a rezar”. Jesus sempre rezava nos momentos importantes do seu ministério, tempo sempre marcado por sua relação forte com o Pai. A primeira frase da oração ensinada por Jesus para o discípulo é “Pai, santificado seja o teu nome” e santificar o nome de Deus não é algo assim tão fácil e exige de nós um caminho muito grande de esvaziamento e de reconhecimento de nossos limites e implica num conhecimento de Deus muito além dos nossos interesses, mágoas, preconceitos, pois Deus é misericórdia e salvação para todas as pessoas. Esse exemplo é muito claro na vida de Jonas que está sempre numa briga com Deus, pois tenta fugir do que Deus lhe pede que é ser profeta, que é anunciar a conversão às cidades que precisavam receber esta comunicação. Desejamos que Deus seja amado, querido, reconhecido e acolhido e isto acontece através do perdão e do amor que somos capazes de viver uns para com os outros. E com aqueles mais distantes também, inclusive os que de alguma forma, nos incomodam. A grande tentação do homem atual é de que a vontade de Deus não se realize, mas que se realize a nossa vontade. Precisamos ser anunciadores, deixarmos de lado as constantes tentações do dia a dia, as reclamações, as lamúrias, pois cidades inteiras e povos inteiros sofrem pelo desconhecimento de Deus. Se Deus não se esquece de nenhum, nós também não podemos ser insensíveis ao desejo de vermos vidas sendo transformadas. Façamos nossa parte como cristãos na partilha do pão, perdão, resistência diante do mal da tentação e só assim poderemos alcançar isso se frequentarmos a Deus todos os dias, frequentarmos sua palavra, se tivermos tempo para escutar sua voz, ouviremos a verdade da experiência cristã. Onde estivermos, santifiquemos o nome de Deus vivendo o que pedimos na oração do Pai nosso. Sempre que se para pra frequentar a Deus se recebe dele luzes e se reforça as convicções de fé e se tem uma direção segura do caminho a caminhar. Que o Senhor nos fortaleça para esta caminhada.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!

Padre Thiago Vargas
Paróquia São Felipe (Aeroporto) - Cachoeiro de Itapemirim-ES
Diretor Espiritual da Comunidade Encontro

Papa: não sejamos "cristãos morcegos"

Francisco convida a não ter medo da alegria da Ressurreição


Existem cristãos que têm medo da alegria da Ressurreição e a vida deles parece um funeral, mas o Senhor ressuscitado está sempre conosco. Foi o que afirmou o Papa Francisco durante a Missa presidida hoje na Casa Santa Marta.



O Evangelho proposto pela liturgia do dia narra a aparição de Cristo ressuscitado aos discípulos. Na saudação de paz, ao invés de se alegrarem, eles ficam tomados de “espanto e temor”, imaginando ver um espírito. Jesus tenta explicar a eles que o que veem é a realidade, convidando-os a tocarem o seu corpo. Mas – observou o Papa – os discípulos, por causa da alegria, não podiam acreditar:


“Esta é uma doença dos cristãos. Temos medo da alegria. É melhor pensar: ‘Sim, sim, Deus existe, mas está lá; Jesus ressuscitou, mas está lá’. Um pouco de distância. Temos medo da proximidade de Jesus, porque isso nos dá alegria. E assim se explicam os muitos cristãos de funeral, não? Aos quais parece que a vida é um funeral contínuo. Preferem a tristeza, e não a alegria. Movem-se melhor não na luz da alegria, mas nas sombras, como aqueles animais que só conseguem sair à noite, mas à luz do dia não veem nada. Como os morcegos. E com um pouco de senso de humor, podemos dizer que existem cristãos morcegos, que preferem as sombras à luz da presença do Senhor”.


Mas “Jesus, com a sua Ressurreição – prosseguiu o Papa – nos dá a alegria: a alegria de ser cristãos; a alegria de segui-lo de perto; a alegria de caminhar nas estradas das Bem-aventuranças; a alegria de estar com Ele”:


“E nós, tantas vezes, ficamos perturbados ou repletos de medo, acreditamos ver um fantasma ou pensamos que Jesus é um modo de agir: ‘Mas nós somos cristãos e devemos fazer assim’. Mas onde está Jesus? ‘Não, Jesus está no Céu’. Você fala com Jesus? Você diz a Ele: ‘Eu acredito que o Senhor está vivo, que ressuscitou, que está perto de mim, que não me abandona’? A vida cristã deve ser isso: um diálogo com Jesus, porque – isso é verdade – Jesus está sempre conosco, está sempre com os nossos problemas, com as nossas dificuldades, com as nossas boas obras”.


Quantas vezes – disse por fim o Papa Francisco – nós cristãos “não somos felizes porque temos medo!”. Cristãos que foram “derrotados” na Cruz:


“Na minha terra há um ditado que diz: ‘Quando alguém se queima com leite quente, depois, quando vê uma vaca leiteira, chora’. E estes se queimaram com o drama da cruz e disseram: ‘Não, vamos parar por aqui; Ele está no Céu; mas tudo bem, ressuscitou, mas que não venha outra vez aqui porque não aguentaremos’. Peçamos ao Senhor que faça com todos nós o que fez com os discípulos, que tinham medo da alegria: que abra a nossa mente e nos faça entender que Ele é uma realidade viva, que Ele tem corpo, que Ele está conosco e nos acompanha e que Ele venceu. Peçamos ao Senhor a graça de não ter medo da alegria”.

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Viver a Semana Santa

Nós queremos acompanhar os passos de Cristo.

Semana Santa, tempo da misericórdia do Pai, da ternura do Filho e do amor do Espírito Santo.
Esta semana chama-se Santa porque nos introduz diretamente no mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Cada um desses acontecimentos tem um conteúdo eminentemente profético e salvífico.
O fiel cristão – verdadeiramente apaixonado por Jesus Cristo – não pode deixar de acompanhar ativamente a Liturgia da Semana Santa. Infelizmente, a maioria dos católicos tem outras preferências na semana mais santa do ano. Não são capazes de “vigiar e orar” uma só hora com Jesus (cf. Mc 14, 37-38).
Nós queremos acompanhar os passos de Cristo e sentir de perto o que vai acontecer a nosso melhor Amigo e Salvador, procurando sentir o que Jesus sentia em seu coração ao se aproximar a Hora decisiva de glorificar o Pai. Ele viveu esses dias com mansidão e serenidade na presença do Pai. Seu coração estava inundado por uma imensa ternura para com todos os filhos e filhas de Deus dispersos.
Mostremo-nos, pois, solidários a Jesus. Passemos esta última semana de sua vida terrena com Ele, num último gesto de amor e amizade, recolhidos em oração fervorosa e contemplação profunda, de modo que a Páscoa do Senhor seja um dia verdadeiramente “novo” para nós.
Ao participarmos da bênção e procissão de ramos, queremos homenagear a Cristo e proclamar publicamente a sua Divina Realeza.
No Evangelho lido na Segunda-feira Santa, contemplamos Maria de Betânia ungindo os pés do Mestre com o perfume do amor e da gratidão. Na Terça-feira, Cristo revela o que se passa no coração de Judas Iscariotes. Na Quarta-feira, Mateus relata Cristo celebrando com os Apóstolos a festa da Páscoa judia e a traição de Judas.
Na Quinta-feira Santa, pela manhã, é celebrada a Missa Crismal. Esta celebração, que o Bispo concelebra com o seu presbitério e dentro da qual consagra o santo crisma e benze os óleos usados no Batismo e na unção dos enfermos, é a manifestação da comunhão dos presbíteros com o seu Bispo.
No período vespertino, inicia-se o Tríduo Sacro. Com a celebração da Missa da Ceia do Senhor (cerimônia do Lava-pés), recordamos a instituição da Eucaristia e do sacerdócio católico, bem como o mandamento do amor com que Cristo nos amou até o fim (cf. Jo 13, 1).
A Sexta-feira Santa é o grande dia de luto para a Igreja. Não há Santa Missa, mas celebração da Paixão do Senhor que consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da Cruz e sagrada Comunhão. Vivamos este dia em clima de silêncio e de extrema gratidão, contemplando a morte de Jesus na cruz por nosso amor.
O Sábado Santo é dia de oração silenciosa e de profunda contemplação junto ao túmulo de Jesus. São horas de solidão e de saudade... É ocasião para acompanharmos Nossa Senhora da Soledade e as santas mulheres junto ao túmulo de Jesus, sentindo com elas a medida do amor que Cristo suscita nos corações que O conhecem de perto.
A Vigília Pascal, “a mãe de todas as vigílias”, na qual a Igreja espera, velando, a Ressurreição de Cristo, compõe-se da liturgia da Luz, da liturgia da Palavra, da liturgia Batismal e da liturgia Eucarística.
A participação no Mistério redentor de Cristo leva-nos a ser – no mundo descrente – testemunhas autênticas da Ressurreição de Cristo. Não podemos retardar o anúncio da ressurreição. Que a alegria de Cristo ressuscitado penetre nosso ser, domine nosso pensamento, tome conta de nossos sentimentos e ações. Precisamos de gente que tenha feito experiência da ressurreição. Existe uma única prova de que Cristo tenha ressuscitado: que as pessoas vivam a Sua vida e se amem com o amor com que Ele nos ama...
Guiados pela luz do círio pascal, e ressuscitados para uma vida nova de fé, esperança e amor, sejamos testemunhas vivas da Ressurreição do Senhor Jesus.
Que a Mãe do Ressuscitado nos aponte o caminho para Jesus Cristo, nosso único Salvador.
Dom Nelson Westrupp
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 15 de abril de 2014

Homem é morto em São Pedro na porta de igreja e padre celebra missa ao redor do corpo

Uma cena chocante marcou a celebração do início da Semana Santa na Grande São Pedro, em Vitória, na manhã deste domingo (13). Um homem foi assassinado a tiros no meio da Rodovia Serafim Derenzi, na altura do bairro Conquista, a poucos metros de onde acontecia uma procissão em comemoração ao Domingo de Ramos. O crime aconteceu por volta das 7h30. 
O corpo do pedreiro Sérgio Rodrigues dos Santos, 25 anos, ficou caído a cerca de 100 metros da Paróquia de São Pedro, onde iria ser celebrada uma missa em celebração ao ritual católico. Em sinal de protesto pela violência que caracteriza a região, o pároco, padre Kelder Brandão, decidiu celebrar a missa de Ramos ao redor do corpo.


“Estamos falando sobre vida, morte e ressurreição, não poderia ficar indiferente a uma cena dessas”, ressaltou o padre. De acordo com familiares de Sérgio, ele teria sido morto por causa de uma confusão dentro de um bar. A polícia acredita que a vítima foi baleada na porta do estabelecimento.
O pedreiro ainda correu por 21 metros, mas acabou caindo bem em frente a uma igreja evangélica, que estava fechada na hora do crime. Um rastro de sangue ficou pela rodovia. Sérgio foi atingido com dois tiros: um no queixo e outro nas costas. Investigadores da Divisão de Homicídios estiveram no local e conversaram com a família do pedreiro. 
A vítima já tem passagem pela polícia por roubo, mas de acordo com o pai dela, o filho estava trabalhando e não tinha envolvimento com drogas. A mãe do pedreiro também apareceu no local depois que o corpo do filho havia sido recolhido e, gritando, pediu que a polícia fechasse o bar, onde o filho dela teria brigado. 

Encontro
Fiéis que seguiam em procissão pela Serafim Derenzi se depararam com o corpo de Sérgio, estirado no chão, minutos após o assassinato. Chocado com o que havia acabado de acontecer, padre Kélder resolveu então celebrar a missa de Ramos, ali mesmo, na cena do crime.


Um altar improvisado foi montado em frente ao corpo do pedreiro, coberto por um lençol. Cerca de 70 pessoas, entre fiéis e curiosos, formaram um círculo em volta de Sérgio. Enquanto alguns tocavam violão, outros cantavam músicas de adoração.
Tudo transcorreu como uma missa normal, com a homília do padre sobre o significado da Páscoa, e depois com o momento da comunhão, da oferta da hóstia aos fiéis. A esposa da vítima esteve no local e se desesperou ao ver o marido morto. A cena sensibilizou quem estava ali.
“É triste ver isso e saber que as pessoas não têm respeito algum com a vida do próximo. Estamos diante de um ser humano que não teve chance de defesa. Ver a família sofrer assim marca a gente”, desabafou uma cuidadora de idosos, 35 anos.
O caso será investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Vitória.

Protesto
Para o padre Kelder Brandão, o assassinato de mais um jovem é um alerta de que o Estado e a sociedade precisam agir, e, com rapidez. Nesta entrevista ele explica ainda porque decidiu rezar a missa em frente ao corpo caído na rodovia. 

Qual era o percurso da procissão? 

Saímos da praça da escola Neusa Nunes, em Nova Palestina. O destino era a nossa paróquia, no bairro Conquista. No caminho encontramos um jovem assassinado, caído na rodovia, morto de forma brutal. Ao lado do corpo a esposa chorando a perda do companheiro. As pessoas ficaram perplexas diante de tanta violência. 

Por que decidiu transferir a celebração para o local do crime? 
Não poderíamos ficar indiferentes a uma situação que me inquieta e revolta como ser humano, irmão e padre. Diante de nós estava um jovem brutalmente assassinado. A vida é o dom maior que nós temos, ninguém tem o direito de tirá-la senão Deus, que a concedeu. 

A sua comunidade fica em uma região violenta? 
Não é a primeira vez que me deparo com uma situação semelhante. Estou na comunidade há quatro anos e já enfrentei uma cena terrível após um tiroteio, onde havia pessoas mortas e baleadas. Situações que só mostram que algo precisa ser feito urgentemente. 

O que pode ser feito? 
O Estado está sendo omisso. Jovens estão morrendo todos os dias reféns das drogas e do tráfico. É preciso fazer um resgate dessas pessoas e investir em políticas públicas eficazes. A população já está praticando justiça com as próprias mãos, o que é um caminho perigoso. Mas entendo também que não podemos deixar só nas mãos do Estado. A segurança sim, mas a conscientização pode ser feita por nós. A igreja tem seu papel nisso. 

De que forma? 
Escrevi uma carta de indignação, que será enviada ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) e à toda a sociedade e a quem se interessar. É um chamamento que tem o objetivo de clamar ao poder público que ele cumpra com o seu papel.

Fonte: Gazeta Online

terça-feira, 8 de abril de 2014

Testemunho Abba Pai: "Deus me levantou sem precisar de apoio algum"

Sou Andrea Carvalho, 23 anos, em dezembro de 2011 descobri de forma inesperada que estava com um problema na Coluna Lombar (3 Hérnias de disco, Espondilose lombar, Artrose e um desgaste), com essa descoberta fui afastada de minhas atividades laborativa em decorrência de fortes crises de dores constantes que irradiavam para as pernas fazendo perder a força para me locomover. Passei meses sem me locomover necessitando da ajuda de Muletas de apoio, mesmo assim era difícil devido as fortes dores. Fiz vários tratamentos na tentativa de fazer com que essas dores cessassem com uso de diversos medicamentos, inúmeras sessões de fisioterapia, infiltrações, uso de colete e diversas idas em especialistas na esperança de que tivesse êxito , alguns cogitaram que a melhor opção seria a cirurgia com um Espaçador Interespinhoso entre as vértebras. Era um momento difícil, pois tinha 21 anos e era extremamente agitada e fazia inúmeras atividades e fui forçada a PARAR de repente, mas a Fé que não seria necessário essa cirurgia era imensa pois Deus me dava forças e sinais de que tudo isso iria passar no tempo dEle.

A Comunidade Encontro entra na minha história em uma missão na minha cidade em fevereiro de 2013 onde tive a oportunidade de conhecê-los e saber que eles realizariam um Retiro de Cura e libertação nos dias 23 e 24 de março, o ABBA Pai. Senti que precisava ir ao retiro de qualquer forma, convidei uma amiga e fomos, quando entrei em Betesda senti algo novo e diferente, uma paz , presença forte de Deus. Os momentos foram acontecendo e no decorrer do dia minhas dores foram aumentando porém eu estava com uma sensação muito boa (louca na verdade, loucura de Deus) que não sei nem explicar. Deus falava muito em meu coração “Calma minha filha tua hora vai chegar, espera”. O dia se foi e a noite veio e aconteceu um forte momento, um mover do Espírito Santo e tocava muitos corações, inclusive o meu. No final ficamos sabendo que iríamos participar da procissão de Ramos no dia seguinte da Paróquia até a comunidade de São Simão e em seguida a missa, logo pensei: “ah nem vou me arriscar a ir, estou com muita dor, vou ficar pelo caminho, não vou aguentar. Acho que talvez eu nem consiga levantar amanhã”. Foi uma noite difícil pra mim, porém me levantei e decidi que iria sim à procissão e fui pedindo forças a Cristo para que me ajudasse a percorrer aquele caminho mesmo com dificuldade ele cuidou dos meus passos e me conduziu até à São Simão. 
Retornei para Betesda, estava extremamente feliz por ter conseguido caminhar aquela distância, havia tempos que não fazia algo assim, então se iniciou um momento de Cura e Libertação ministrado pelo fundador Clayton. Ele nos pediu que ficássemos de olhos fechados e sentados e que era o momento de ir entregando a Deus tudo aquilo que nos incomodava, que nos prendia, áreas que necessitavam de cura e libertação  naquele instante, então comecei a entregar  tudo que passei durante 2 anos, toda dor, todo sofrimento e sentimentos ruins, passamos um tempo clamando a Deus por nossas necessidades e de repente Clayton pediu para nos levantarmos de onde estávamos e ir em direção de um irmão e abraçá-lo, foi então que Deus me levantou  sem precisar de apoio algum, eu não sabia o que fazer  se chorava de alegria ou pulava pois eu estava de pé, depois de tanto tempo me trouxe a liberdade de poder usar minhas próprias pernas.
Já se passaram praticamente 13 meses que recebi essa grande graça e estou firme e de pé porque Ele é ABBA Pai, acreditei e vou CRER sempre na sua misericórdia. Hoje sou serva da Comunidade Encontro, tenho muito orgulho de ser Encontro e de fazer parte desta nova família que Deus me trouxe.
Meu irmão e minha irmã acredite que Deus sempre pode te surpreender com Teu AMOR incondicional, vale a pena experimentar, Ele quer ter erguer a cada instante tirando suas dores! Acredite!
Andrea Carvalho - Serva na Comunidade Encontro

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Canonização do Beato José de Anchieta


A canonização do beato José de Anchieta, marcada para a manhã desta quarta-feira (02) foi adiada. Segundo informações da Radio Vaticano, agência de notícias oficial do Vaticano, e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o decreto de canonização do jesuíta será assinado na quinta-feira (03).
De acordo com a CNBB, o motivo pelo qual a canonização foi adiada ainda não foi divulgado pelo Vaticano. Diante da surpresa, a presidência da Conferência afirma em nota que a assinatura do Decreto de canonização do missionário Padre José de Anchieta foi transferida para esta quinta-feira (03) por volta do meio-dia (horário de Roma). 


Sobre a Canonização
Não foi reconhecido oficialmente o 2º milagre para que o Padre Anchieta fosse canonizado conforme as regras ordinárias. Neste caso, o Santo Padre usou de um dispositivo chamado “Canonizzazione Equipollente” (Canonização equivalente), em que o Papa, após atestar que o candidato responde a alguns requisitos, estende seu culto à Igreja no mundo todo (enquanto o culto do Beato é limitado aos locais em que ele atuou).
Para que a Canonização do Padre Anchieta fosse possível, os responsáveis pelo Processo – um deles o brasileiro padre Cesar Augusto dos Santos, vice-postulador da Causa de Anchieta – escreveram um relatório em que se procura demonstrar que o Padre Anchieta preenche os três requisitos exigidos para esse tipo de canonização:
- Culto antigo;
- Testemunho confiável ao longo da história em relação às suas virtudes;
- Fama ininterrupta de graças


Ou seja, mesmo sem um milagre oficialmente reconhecido, Padre Anchieta conta com uma lista grande de pessoas que testemunham graças atribuídas à sua intercessão. Mesmo sem ter condições de reconhecer tais relatos como milagres (uma vez que faltam atestados médicos, por exemplo), a Igreja tem grande atenção e carinho por esses relatos e os levou em consideração para canonizar o Apóstolo do Brasil.
Fonte: Canção Nova e Rede Século 21