Google+ Outubro 2015 ~ Comunidade Encontro

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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

10 curiosidades sobre a Igreja

Você sabia?

1. A Igreja incentiva os católicos a fazerem algum ato de penitência em todas as sextas-feiras do ano, não apenas nas sextas-feiras da Quaresma. As conferências episcopais de cada país fazem as suas sugestões, mas a mais comum é a abstenção de carne.

2. Em matéria de abstenção de carne, o peixe não conta: portanto, comer peixe é liberado para os católicos mesmo em dias de jejum e abstinência. Por outro lado, há pessoas que evitam nesses dias quaisquer alimentos derivados de animais, como leite e ovos, mas não há nenhuma restrição formal da Igreja a este respeito.

3. Os fiéis ficam isentos de jejuar ou de abster-se nas solenidades. Mesmo na Quaresma, se a solenidade de São José cair em uma sexta-feira, não há obrigatoriedade de guardar jejum. Já os dias de festa litúrgica não têm o mesmo peso dos dias de solenidade litúrgica; por isso, prepare os peixes para a festa da Cátedra de São Pedro! Ficou curioso para saber a diferença entre as festas e as solenidades? Quando conhecemos melhor os detalhes da nossa liturgia, dá mais vontade de prestar atenção a ela, não dá?

4. Dos 35 Doutores da Igreja, 4 são mulheres. Isto pode até não impressionar você, mas repare que, por exemplo, dos 43 presidentes dos Estados Unidos, tidos como o país que mais propaga a democracia e a igualdade no mundo, zero foram mulheres! De todos os Doutores da Igreja, a mais “recente” é uma mulher: uma freira do século XIX, época em que a maioria das faculdades nem sequer admitia mulheres. Mesmo assim, há muitos “pregadores laicos” que não se cansam de acusar a Igreja católica de “odiar as mulheres”.

5. Todas as vestes litúrgicas dos sacerdotes católicos têm um significado específico. É por isso que, para citar um exemplo, a casula, que simboliza o amor, é usada por cima da estola, que simboliza a autoridade. Afinal, “por cima de tudo, o amor” (cf. Colossenses 3,14).

6. O tempo mínimo de participação na missa que a Igreja pede a todo católico equivale a mais ou menos 0,65% da nossa vida. Se formos à missa em todas as celebrações de preceito (e apenas nelas), o nosso “tempo total de missa” ficará em torno de 57 horas por ano. Bem que poderíamos dar a Deus um pouco mais do que isso, não poderíamos?

7. A teoria do Big Bang foi concebida por um padre católico. Todo mundo riu dele: "Ah, católicos bobos, sempre achando que o universo teve um começo!". Além de sacerdote, ele era físico. O papa Francisco não disse nenhuma novidade quando afirmou, recentemente, que a Igreja católica aceita a evolução. Faz muitas décadas que a Igreja reconhece o fato evolutivo e o considera compatível com um Deus criador. O que a Igreja não reconhece é que todo o universo tenha surgido por obra do mero acaso e sem nenhuma finalidade. A declaração do papa Francisco, no entanto, foi divulgada como “grande novidade” por certa parcela da mídia.
8. Religiosos católicos também participaram de descobertas e criações como o método científico, a genética e o sistema universitário. Mesmo assim, há que teime em acusar a Igreja de odiar a ciência, a educação intelectual e o progresso técnico e tecnológico.

9. A primeira leitura nas missas de domingo é sempre escolhida com base na sua relação com o evangelho do dia. Já a segunda leitura não precisa ter necessariamente uma ligação direta com a primeira ou com o evangelho.

10. Se você ler 8 parágrafos do catecismo da Igreja católica por dia, vai conseguir ler e refletir sobre o catecismo inteiro antes do fim do ano. Que tal considerar esta dica como um desafio e começar hoje mesmo?

Fonte: Aleteia

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A alegria de assumir uma vocação

Deus nos chama a ser melhores a cada dia, a ser mais santos, mais misericordiosos, a nos doar, a viver intensamente o evangelho, e a ser verdadeiros amigos Dele. Assim é Deus, um Deus de amor, que nos conhece, nos ama profundamente e nos quer mais perto o tempo inteiro. E esse também é o desejo daqueles que querem viver com Ele, aqueles que querem morrer pro mundo e viver pra Ele.
Quando temos um desejo intenso de ser de Deus, de sonhar os sonhos Dele, Ele nos concede essa graça e nos convida a sermos inteiramente seus.
Deus nos convida sim. Esse Pai de amor nos deixa livre, nos chama pra viver mais perto, estar mais perto Dele, quanta graça há nisso e muitos a deixam passar. Não querem assumir uma vocação por medo, medo daquilo que terão que abrir mão, medo do que as pessoas irão pensar, de se arriscar nessa aventura em que nós seremos somente passageiros dessa barca, porque quem assume o comando é Cristo.
Mal sabem eles que viver com Jesus é uma alegria, uma alegria tão enorme que só quem vive é capaz de entender. Saber do Seu amor, descobrir esse carinho Dele conosco, causa uma explosão de sentimentos tão intensa que o nosso humano não sabe explicar.
Quando nos encontramos com Ele a primeira vez, nosso coração se derrama de amor, mas não entende nada, porque não está totalmente aberto e maduro pra que Ele realize suas obras e nos convide. A partir do momento em que nos deixamos ser conquistados por seu amor, Ele nos leva e leva além, leva a conhecer e a viver parte desse amor. Só uma parte, porque nós não nos entregamos totalmente, não nos abrimos e não deixamos muitas necessidades humanas para trás.
Chegamos ao estágio da paixão, nos apaixonamos por Cristo e a cada dia que passa o nosso coração deseja mais conhece-lo. Há um desejo intenso de mergulhar nesse amor, desejamos ficar perto, mas se não buscarmos incessantemente essa proximidade em uma vida intensa de oração, não vamos em frente porque o demônio tenta nos iludir e nos enfraquecer. O demônio é astuto e tenta seduzir a nossa carne com as propostas e pensamentos mais absurdos que nem nossa própria razão compreende e muitas vezes, nos deixamos levar por ele.
É necessário renunciarmos diversas vontades interiores e nos agarrarmos inteiramente na vontade de Deus. Se Deus chamou, Deus não se contradiz, precisamos ser fiéis e combater todo o mal que quer nos afastar do Senhor.
Quando fazemos tal escolha, vivemos felizes. Encontrar a Cristo, encontrar com seu amor é o que nos sustenta e nos faz querer ser Dele mais e mais. Não há nada melhor do que descobrir esse amor e enxergar que Deus nos escolheu pra vivermos com Ele, ao Seu lado, que Ele nos quer mais perto.
Quando fugimos de Deus e das suas vontades, vivemos frustrados e preocupados com aqueles que tiveram a coragem que nós não tivemos, vivemos perturbados, a vontade de assumir toda a verdade não sai do nosso coração, mas falta coragem, o medo nos toma, vivemos estressados, com nojo da vocação que Deus nos chamou e nem vontade ir à Igreja temos mais. O amor de Cristo esfria e a alegria do mundo toma nosso coração, aquela alegria passageira que não nos completa, que não nos sacia, a partir disso nos tornamos seres humanos pela metade, frustrados e medrosos.
Deus não deixa de nos amar por isso, Ele só nos ama mais, Ele só nos quer mais, e se nós não O afastarmos, Ele está livre pra nos conquistar de novo, e nos pescar de vez pra Ele.
Tudo feito, Deus nos quer, o amor Dele vem nos salvar novamente e nós assumimos suas vontades com coragem e se não tem coragem vai com medo mesmo. Lançamo-nos neste amor e queremos somente a Ele. Cristo nos conquistou de novo, cabe a nós nos apaixonarmos cada vez mais, daí vem nosso sustento pra seguirmos em frente. Já não vivemos em um amor mentiroso e que nos sufoca, vivemos num amor livre e fiel, vivemos pro amor de Deus.

E assim Ele quer, Ele nos quer de volta todos os dias. Assumindo aquilo que Deus quer para nossas vidas, é que teremos realmente paz em nossos corações, a paz que está em Cristo e que Ele quer que chegue a tantos outros corações sedentos desse amor. Volta pra Deus, assume o que Ele quer pra você, tenho certeza que a felicidade na sua vida será redobrada, Jesus virá lhe completar.
Ana Carolina Dias - vocacionada da Comunidade Encontro

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

São João Paulo II e o carisma Encontro

Neste dia 22 de outubro não poderia deixar de falar de São João Paulo II, sem deixar de dizer o quanto está profundamente ligado ao Carisma Encontro. Sua vida foi marcada por atitudes que muito promoveram o Encontro. Um homem extremamente cheio de Deus, inteligente, talentoso, carismático e popular. Prova disso foi um encontro de diversos líderes religiosos, em 1986, onde a pedido seu, houve uma trégua mundial que foi respeitada em várias nações em guerra, inclusive, ele foi um dos grandes responsáveis pela queda do comunismo.
Sua influência se fez sentir, também, no diálogo inter-religioso, na melhora das relações entre a Igreja Católica e o judaísmo, o Islã e a Igreja Anglicana. Vemos em suas atitudes um profundo desejo de paz, de que haja amor entre os homens não importando raça, credo, posição social, cultura, empreendendo grandes esforços para isso. Ele conquistou a muitos com seu jeito, pois não tinha medo de se achegar, de ir às pessoas; um Papa com verdadeiro espírito missionário.
Karol entendeu a necessidade da Igreja de seu tempo e não lhe foi negligente de modo algum. Ele pediu uma nova evangelização, "nova em seu ardor, nova em seus métodos, nova em sua expressão", e nós como Nova Fundação buscamos atender a esse pedido seu, pois nosso carisma compreende essa nova forma de evangelizar e sabemos exatamente o que João Paulo II pediu, pois conseguimos enxergar essas mesmas dificuldades que ele, mas, melhor ainda, vemos nele muitas soluções.
Apesar de atingirmos pessoas de variadas idades, temos um carinho especial pelos jovens, os quais Deus nos confiou como alvo primeiro do Carisma Encontro, em se tratando de evangelização. Nesse aspecto o Santo deste dia, pode muito nos ensinar pelo modo como cativou a juventude. Durante todo o seu papado mostrou uma atenção especial para com os mais novos, foi o fundador da Jornada Mundial da Juventude. Devemos a ele todo o legado deixado pela JMJ, bem como todo o momento que a nova geração de católicos está vivendo.
Sobre a juventude João Paulo II nos diz: “A juventude não é apenas um período da vida […], mas uma qualidade de alma que se caracteriza precisamente por um idealismo que se abre para o amanhã.” O jovem busca a Deus, busca o sentido da vida, busca respostas definitivas, assim como o jovem do evangelho (Mt 19, 16-22), e da mesma forma como o carisma Encontro nos propõe essa mesma busca, essas reflexões.
Encontramos nas artes um grande meio de acesso e atrativo para a juventude. O jovem tem sede de novidade e seriedade. João Paulo II entendeu isso e nós também entendemos.  O jovem Karol de 19 anos também tinha o desejo de ajudar a Polônia a vencer a guerra, mas queria fazer isso de uma forma diferente, “ganhando os espíritos” através do teatro nacionalista. Em 1942, Wojtyla anuncia sua vontade de virar padre, mas continuando com a mesma vontade de “ganhar espíritos” e manter viva a identidade de seu país. Ele reconhece a arte como dom de Deus dado ao ser humano para promover o bem; é um grande artista que escreve também uma carta aos artistas (04 de abril de 1999).

A Comunidade Encontro busca inspiração neste homem santo, e busca também sua intercessão para mergulhar cada vez mais nessa via artística como instrumento de conversão, de encontro com Deus, com o outro e com seu próprio eu, seu talento, que como a moeda de talento do evangelho, deve ser investida no serviço ao próximo, como entrega total a Deus, como um consagrado.
Fé profunda, princípios firmes, valores indissolúveis e talento diplomático marcaram a trajetória daquele que nasceu e se tornou Papa com o mesmo carisma e determinação de sua juventude. Um Papa jovem de mente e de coração, que morreu amando a juventude e acreditando nela, assim como nosso Fundador, Clayton, que não se cansa de dizer: “Morrerei amando os jovens!”.

Bom, depois disto, só nos resta pedir: São João Paulo II, rogai por nós!

10 dicas de São João Paulo II para ser santo

1 – Não tenhais medo! São João Paulo II disse essa frase quando assumiu o Pontificado em 1978. Quando eu disser a Deus e a Maria “sou todo Teu”, o Espírito Santo começa a fazer em minha vida tudo o que é da vontade de Deus. Porém, muitas vezes o que Deus quer para mim não é o que eu quero, não é o que eu planejei. Por isso não tenhais medo! Se desejo ser um instrumento de Deus não posso ter medo da cruz e do sofrimento. E a cura para o medo está na confiança à Divina Misericórdia. Medo se cura com confiança.

2 – Abri as portas ao Redentor! Não se feche ao Espírito Santo, não queira ter um Deus intimista. Deus quer que você abra o seu coração de tal maneira há não existir mais nenhuma sombra dentro dele. Permita que Deus entre e ilumine cada canto do seu coração. Nossa Senhora nos diz “não ofenda mais o meu Filho, Ele já está tão ofendido”. Não se feche. Abra o seu coração. Abri as portas ao Redentor! Deixa o Senhor agir em sua vida.
3 – Creia e Adore Jesus na Eucaristia! São João Paulo II é o papa da Eucaristia. Como ele, creia e adore Jesus Eucarístico. Os que ficarão até o último instante na batalha final serão aqueles que crêem e adoram a Jesus Eucarístico. A eucaristia é um Sacramento onde Jesus se faz vivo, Corpo e Sangue, Alma e Divindade. Não queira entender a Eucaristia. O sacerdote ao consagrar o Corpo e o Sangue de Jesus nos diz “Eis o mistério da fé!” Mistério não se explica apenas se contempla e adora. Tudo aquilo que se explica deixa de ser mistério.
4 – Seja todo de Maria! Se eu for todo de Maria eu serei todo de Jesus. Nossa Senhora não pode ficar escondida. São Luis Grignion de Montfort diz que é mais fácil separa o sol da luz do que separar Maria de Jesus. Ele ainda explica os motivos Deus ter escondido Maria na primeira vinda de Jesus. Segundo Montfort, primeiro porque a Mãe é tão querida que se Ele não a escondesse nós iríamos nos direcionar mais à Mãe do que ao Filho. E também porque na segunda vinda de Jesus, Deus a colocará em linha de frente. Então, tudo o que acontecer até a vinda final de Jesus será pelas mãos da Mãe. São João Paulo II, obediente ao pedido da Mãe em Fátima, em 1999 chamou os 5 mil Bispos da Igreja, rezou o rosário e consagrou todo o mundo e a Igreja nas mãos da Mãe. A partir deste dia a Mãe tomou a linha de frente e assumiu o comando. Este foi o cumprimento da profecia que Maria cantou no Magnificat na casa de Isabel. “Todas as gerações me proclamaram bem-aventurada porque o todo poderoso fez em mim maravilhas” (Lc 1, 46). E o Senhor nos diz que muitos que não aceitam a Mãe vão ter que admitir que Ela é especial. Este é um dos sinais que nos mostrará que o retorno de Jesus está próximo. Se Maria não fosse importante Jesus não teria vindo por meio Dela, ele escolheria qualquer outro caminho. Vamos abrir o nosso coração, ser todo de Maria e assim Ela nos faz todo de Jesus. Não tenha medo de amar Maria imaginando que estará a colocando no lugar de Deus. Maria não sabe se colocar no lugar de Deus. O lugar de Maria é sempre debaixo da cruz de Cristo em pé, nunca acima Dele. Maria não é deusa, não é maior do que Deus. Maria é uma criatura de Deus como nós, apenas com uma diferença: Pura, Imaculada e toda de Deus.
5 – Peça perdão e perdoe sempre! Não tem como ser um seguidor de Cristo sem perdoar e ter a humildade de pedir perdão. Talvez perdoar seja até mais fácil do que pedir perdão porque nos sentimos valorizados quando alguém vem nos pedir perdão. Mas o que precisamos é ter a humildade de pedir perdão. Tomemos como exemplo a humildade de São João Paulo II que foi até a prisão pedir perdão e perdoar àquele que tentou tirar a sua vida.
6 – Carregue sua cruz com amor e alegria! A vida de São João Paulo II nos ensina a carregar a cruz com amor e com alegria. Porém, estar alegre não significa ficar dando gargalhadas. Há muitas pessoas alegres que estão com lágrimas nos olhos, pois a alegria é um estado da alma e não simplesmente algo exterior. Nem todos que estão dando risadas estão alegres e nem todos que estão chorando estão tristes. Uma pessoa pode estar se arrastando, mas está feliz porque conseguiu entende o mistério da cruz. Carregue a cruz, não arraste, não corte pedaços, não faça nenhuma barganha com a sua cruz. Não se deixe seduzir em ir cobrar a cruz do seu irmão achando que a dele é mais leve do que a sua. A tua cruz foi feita no teu tamanho e na tua medida. Se você acha que a sua cruz está pesada, olhe para trás e veja que o outro está carregando uma torra nas costas e nunca disse para Deus que estava pesada demais, porque ele conseguiu carregar com amor e com alegria. Quando eu carrego com amor e alegria eu estou reverenciando Deus, quando eu reclamo estou reverenciando o demônio. Não desanime com os problemas, seja corajoso e cante “Vitória tu reinarás, oh cruz tu nos libertará!” Seja ousado, é pela cruz que vem a vitória. Santo Agostinho diz que quem procura um Cristo sem cruz vai encontrar uma cruz vazia sem Cristo. A cruz é a marca de Deus. Se não tem cruz, não tem sofrimento, não é de Deus. Porque as coisas de Deus são seladas no sangue, no sofrimento. São seladas na dificuldade.
7 – Seja sempre uma pessoa de paz! Se alguém vir brigar com você, declare já no inicio: “eu sou da paz”. Sejamos pessoas de paz como foi São João Paulo II que durante o seu pontificado sempre demonstrou a preocupação pela paz no mundo sendo audacioso a ponto de intervir diretamente através de escritos e pronunciamentos televisivos.
8 – Defenda a vida com a tua vida! Se for preciso, defenda a vida com a tua vida. Lute contra o aborto, se for preciso morrer por uma pessoa, morra. Doe órgãos. Doe a vida dando a sua vida. No ano de 2000 a revista Times, nos Estados Unidos, que costuma todos os anos eleger o homem mais belo, mais elegante, etc., elegeu São João Paulo II o homem do ano, porque defendia a vida. “Podemos não concordar com aquilo que ele ensina, mas temos que admitir que é verdade”, justificavam sua escolha.

9 – Orai e vigiai sem cessar! Não deixe uma brecha para o inimigo. Se você der uma brecha ele entra. Ele fica rondando, ele não dorme, não tem corpo e não se cansa. Ele fica observando e a hora que você decide descansar ele entra. Portanto, vigiai orai sem cessar. É comum vermos as imagens de São João Paulo II com um terço na mão ajoelhado diante do Cristo Eucarístico, ou diante da imagem da Mãe mostrando-nos assim que era um homem de profunda oração e intimidade com Deus.
10 – Confie sempre na Misericórdia Divina! Poucos dias antes de morrer, São João Paulo II preparou um discurso, que após a sua morte foi lido para mais de 130 mil pessoas na Praça de São Pedro. Neste discurso ele escreveu: “que a humanidade acolha e compreenda a Divina Misericórdia”. Esta foi a última mensagem que São João Paulo II nos deixou. Depois disso, nos braços do Cristo misericordioso, no 1º sábado – dia do Imaculado Coração de Maria – do mês de abri de 2005 – vésperas da Festa da Misericórdia, São João Paulo II foi elevado ao céu. Um homem todo de Deus e todo de Maria.

Sejamos audaciosos e corajosos como ele. Quando olhamos para São João Paulo II o que vemos? “Sou todo Teu, faça de mim o que o Senhor quiser”. João Paulo se deixava guiar por Deus e aceitava tudo com amor. Também nós precisamos deixar Deus guiar nossa vida e aceitar com amor o que acontece conosco. Precisamos dizer ao Senhor “sou todo Teu”. Precisamos ser como Maria: “eis aqui a serva do Senhor, faça em mim a tua vontade” (Lc 1, 38). Tenhamos em nosso coração o desejo de santidade, de amar Maria e sermos misericordiosos. Tudo na vida passa muito rápido e a Mãe nos diz que está aguardando uma resposta ao que Ela pediu em Fátima. E se a Mãe pediu é por que Ela sabia que poderia contar conosco. O nosso compromisso com Ela nos traz a responsabilidade de aliviar o choro e os espinhos que envolvem o Seu coração Imaculado. O final da história da humanidade pode ser mudado se dissermos para o mundo que todos precisamos rezar mais, fazer mais sacrifícios, convertermos o nosso coração e confiarmos na Misericórdia Divina.Por Pe Antônio Aguiar - Fundador da Comunidade da Divina Misericórdia (Niterói-RJ)

A importância das Novas Comunidades e da Vida Consagrada na Igreja

O Espírito Santo nunca cessa de suscitar na Igreja novas formas de vida evangélica, de apostolado e missão. Assim, de tempos em tempos ela é impelida por essa moção do Espírito face às dificuldades e necessidades de evangelização que vão surgindo.
O mundo clama por uma nova evangelização, por um novo jeito de se revelar a verdade contida no Santo Evangelho. A revelação feita por Cristo a respeito da salvação é inalterável, não muda e a própria Igreja, muito sabiamente, faz questão de preservá-la, a fim de transmitir com igual valor e eficácia, seguindo à risca o que Jesus fez e ensinou. O modo e os meios para se chegar a esse fim, porém, vão ganhando uma nova aparência, pois a medida em que o cenário da história vai se transformando com seus personagens, faz-se necessário mudar também a forma de abordá-los. Há hoje tantas coisas que não havia algum tempo atrás, como a forte ação da mídia, por exemplo. É nesse contexto que surgem as novas comunidades, como uma resposta de Deus aos desafios dos nossos dias, quando a sociedade vem sido tomada por fortes tendências pagãs, sofrendo com o esfriamento da fé e o secularismo esmagador.
O Concílio Vaticano II pedia uma Igreja inserida no mundo, uma Igreja “em saída” como escreveu, recentemente, o Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium.  São João Paulo II, também, em seu papado, pediu à Igreja uma “Nova Evangelização”, com “novo ardor, novos métodos e nova expressão”. Esse novo frescor, cheio de cores, sons, cheiros e sabores - “primavera na Igreja” - que desperta os sentidos e a alma para a vida santa, vem acontecendo através das Novas Comunidades, pois há nelas um forte e íntegro compromisso de viver a radicalidade evangélica dentro da consagração a Deus, em um carisma específico e particular dado por Ele mesmo, para a santificação de seus membros e do mundo.
Esse comprometimento dos fiéis, na vida consagrada, já visa por si só dar testemunho de Cristo no mundo. Mas a vivência da consagração, dentro de uma nova comunidade, exige muito mais, exige forte atividade missionária e apostólica, pois compreende que é preciso anunciar o Reino “sempre e em qualquer lugar” – Ubicumque et semper (Carta Apostólica com a qual se instituiu o Pontifício Conselho para a promoção da Nova Evangelização, Papa Bento XVI). A vida de um membro consagrado de comunidade nova é uma entrega total a Deus, a exemplo de Jesus mesmo. Seu tempo, seus projetos, sua disponibilidade, sua vontade, tudo, está a serviço; ele encontra sua vocação e sentido de vida, sua felicidade.
Nas Novas Comunidades, Jesus é amado, servido e adorado verdadeiramente como Senhor e Salvador. Os Sacramentos são vividos com toda a intensidade e plenitude; sobretudo, a Confissão e a Eucaristia são amadas e desejadas. A adoração do Santíssimo, já há muito é realizada nelas. Os carismas particulares são os mais variados em cada uma delas: algumas se dedicam a recuperar jovens com a dependência química; outras se dedicam aos mendigos e abandonados; outras se dedicam à evangelização pelos meios de comunicação, dança, teatro, musicais, ou seja, artes em geral e esportes; e, muitas coisas mais. Nas Comunidades Novas a hierarquia da Igreja é amada; a sua necessidade é entendida; e trabalha-se em comunhão com ela. As novas comunidades são uma riqueza da Igreja que o Espírito suscita para evangelizar todos os ambientes e setores, como empresas e universidades, sendo aí luz, sinal do Cristo vivo, por possuírem uma capacidade de diálogo com o mundo que renovam a Igreja.
A esta Santa Mãe, a Igreja, deve-se muito amor, gratidão e fidelidade, pois fecundada, constantemente, pela ação e manifestação do Espírito Divino, nunca se cansa de gerar novos filhos com as mais diversas vocações. 
Natália Patusse - Pré-discípula da Comunidade Encontro

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O caminho missionário

Fui chamado a estar com o Senhor, Ele não me convidou e sim me presenteou com uma vocação e eu disse: sim, eu vou.
É assim que começa o caminho do discípulo missionário, com atitudes, com decisão, realmente se decidir a seguir o salvador, a tomar o caminho da cruz e levar vários juntos de ti, para encontrar o verdadeiro amor. É se entregar a cada dia mais para nosso Senhor, pois Ele é o Caminho, a Verdade, a Vida e o Amor. É um caminho estreito de muita “morte” da carne, um caminho de luta, mas ao mesmo tempo é um caminho livre com uma felicidade sem fim, porque sabemos que teremos muito mais no Céu, o caminho de um missionário tem que ser de pura alegria e santidade, pois esse testemunho levará muitas pessoas ao encontro verdadeiro com Deus.
Não estamos sozinhos nesse caminho, santos já passaram e deixaram para nós a riqueza e o testemunho de levar o Evangelho ao mundo, nossos Santos Padres, como João Paulo II, um homem que foi fiel ao Catolicismo em sua juventude e presenteou os jovens católicos com uma fonte de renovação de fé que até hoje move gerações: a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Ela nos impulsiona a sermos revolucionários e incendiar o mundo pregando o Evangelho e agora temos como mais um impulsionador desse caminho missionário o Papa Francisco, que abre o coração ao dizer que não quer uma Igreja tranquila e sim uma Igreja missionária, uma Igreja que vai ao encontro dos que estão sedentos do Amor e da Palavra de Deus.

Seja livre, seja de Deus, desenterre seus talentos a Igreja precisa de você para salvar almas, talvez você tenha um lindo caminho missionário pela frente, só que ainda não sabe. 
Peregrino

Mãos livres
Pés descalços
Longas estradas a caminhar
E um coração ansioso a peregrinar

Pedras e chuvas
Ventos e quedas
Tropeços e lutas

Maior que tudo isso
Foi à mudança que o peregrino causou
Gestos simples feitos com amor

Sabia ele que sozinho nunca andou
Pois Deus sempre o carregou
Em direção ao monte
Onde o Sol ele avistou. 

Wellington Salviete - vocacionado da Comunidade Encontro

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

10 Milagres Eucarísticos

A revista “Jesus” das Edições Paulinas de Roma, publicou uma matéria do escritor Antonio Gentili, em abril de 1983, pp. 64-67, onde apresenta uma resenha de milagres eucarísticos. Há tempos, foi traçado um “Mapa Eucarístico”, que registra o local e a data de mais de 130 milagres, metade dos quais ocorridos na Itália. São muitíssimos os milagres eucarísticos no mundo todo. Por exemplo, Marthe Robin, uma francesa, milagre eucarístico vivo, alimentou-se durante mais de quarenta anos só de Eucaristia. Teresa Newmann, na Alemanha, durante mais de 36 anos alimentou-se só de Eucaristia.


1 – Lanciano – Itália – no ano 700
Em Lanciano – séc. VIII. Um monge da ordem de São Basílio estava celebrando na Igreja dos santos Degonciano e Domiciano. Terminada a Consagração, que ele realizara, a hóstia transformou-se em carne e o vinho em sangue depositado dentro do cálice. O exame das relíquias, segundo critérios rigorosamente científicos,, foi efetuado em 1970-71 e outra vez em 1981 pelo Professor Odoardo Linoli, catedrático de Anatomia e Histologia Patológica e Química e Microscopia Clínica, Coadjuvado pelo Professor Ruggero Bertelli, da Universidade de Siena. Resultados:
1) A hóstia é realmente constituída por fibras musculares estriadas, pertencentes ao miocárdio. 
2) Quanto ao sangue, trata-se de genuíno sangue humano. Mais: o grupo sangüíneo ‘A’ que pertencem os vestígios de sangue, o sangue contido na carne e o sangue do cálice revelam tratar-se sempre do mesmo sangue grupo ‘AB’ (sangue comum aos Judeus). Este é também o grupo que o professor Pierluigi Baima Bollone, da universidade de Turim, identificou no Santo Sudário.
3) Apesar da sua antigüidade, a carne e o sangue se apresentam com uma estrutura de base intacta e sem sinais de alterações substanciais; este fenômeno se dá sem que tenham sido utilizadas substâncias ou outros fatores aptos a conservar a matéria humana, mas, ao contrário, apesar da ação dos mais variados agentes físicos, atmosféricos, ambientais e biológicos.

2 – Orvieto – Bolsena – Itália – 1263     Inicio da Festa de Corpus Christi
A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo. 

A Festa de Corpus Christi  surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia. 

Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem  que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia. 
O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”. 
Em 11/08/1264 o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde  prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e havia percebido  a luz sobrenatural  que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.
Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas,  chamada de  “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. 
Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. 
Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.  
Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção  com o Santíssimo  no ostensório por entre  cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.

3 – Ferrara – 28/03/1171
Aconteceu este milagre na Basílica de Santa Maria in Vado, no século XII. Propagava-se com perigo a heresia de Berengário de Tours (†1088), que negava a Presença real de Cristo na Eucaristia. Aos 28 de março de 1171, o Pe. Pedro de Verona, com três sacerdotes celebravam a Missa de Páscoa; no momento de partir o pão consagrado, a Hóstia se transformou em carne, da qual saiu um fluxo de sangue que atingiu a parte superior do altar, cujas marcas são visíveis ainda hoje.          Há documentos que narram o fato: um “Breve’ do Cardeal Migliatori (1404). – Bula de Eugênio IV (1442), cujo original foi encontrado em Roma em 1975. Mas, a descoberta mais importante deu-se em Londres, em 1981, foi encontrado um documento de 1197 narrando o fato.

4 – Offida – Itália – 1273
Ricciarella Stasio – devota imprudente, realizava práticas supersticiosas com a Eucaristia; em uma dessas profanações, a Hóstia se transformou em carne e sangue. Foram entregues ao pe. Giacomo Diattollevi, e são conservadas até hoje. Há muitos testemunhos históricos sobre este fato.

5 – Sena – Cáscia -  Itália – 1330
 Hoje este milagre é celebrado em Cássia, terra de Santa Rita de Cássia. Em 1330, um sacerdote foi levar o viático a um enfermo e colocou indevidamente, de maneira apressada e irreverente,  uma Hóstia dentro do seu Breviário para levá-la ao doente grave. No momento da Comunhão, abriu o livro e viu que a  Hóstia se liquefez e, quase reduzida a sangue, molhou as páginas do Livro.          Então o sacerdote negligente apressou-se a entregar o livro e a Hóstia a um frade agostiniano de Sena, o qual levou para Perúgia a pagina manchada de sangue e para Cáscia a outra página onde a Hóstia ficou presa. A primeira página perdeu-se em 1866 mas a relíquia chamada de “Corpus Domini” é atualmente venerada na basílica de Santa Rita. 

6 – Turim – Itália – 1453
Na Alta Itália ocorria uma uma guerra furiosa pelo ducado de Milão. Os Piemonteses saquearam a cidade; ao chegarem a Igreja, forçaram o Tabernáculo. Tiraram o ostensório de prata, no qual se guardava o corpo de Cristo ocultando-no dentro de uma carruagem juntamente com os outros objetos roubados, e dirigiram-se para Turim. Crônicas antigas relatam que, na altura da Igreja de São Silvestre, o cavalo parou bruscamente a carruagem – o que ocasionou a queda, por terra, do ostensório – o ostensório se levantou nos ares “com grande esplendor e com raios que pareciam os do sol”. Os espectadores chamaram o Bispo da cidade, Ludovico Romagnano, que foi prontamente ao local do prodígio. Quando chegou, “O ostensório caiu por terra, ficando o corpo de Cristo nos ares a emitir raios refulgentes”. O Bispo, diante dos fatos, pediu que lhe levassem um cálice. Dentro do cálice, desceu a hóstia, que foi levada para a catedral com grande solenidade. Era o dia 9 de junho de 1453. Existem testemunhos contemporâneos do acontecimento (Atti Capitolari de 1454 a 1456). A Igreja de “Corpus Domini” (1609), que até hoje atesta o prodígio.

7 – Sena – Itália – 1730
Na Basília de São Francisco, em Sena, pátria de Santa Catarina de Sena, durante a noite de 14 para 15 de março de 1730, foram jogadas no chão 223 hóstias consagradas, por ladrões que roubaram o cibório de prata onde elas estavam. Dois dias depois, as Hóstias foram achadas em caixa de esmolas misturas com dinheiro. Elas foram limpadas e guardadas na Basílica de São Francisco; ninguém as consumiu; e logo o milagre aconteceu visto que com o passar do tempo as Hóstias  não se estragaram, o que é um grande milagre. A partir de 1914 foram feitos exames químicos que comprovaram pão em perfeito estado de conservação.

8 – Milagre Eucarístico de Santarém – Portugal (1247)
Aconteceu no dia 16 de fevereiro de 1247, em Santarém, 65 km ao norte de Lisboa. O milagre se deu com uma dona de casa, Euvira, casada com Pero Moniz, a qual sofrendo com a infidelidade do marido, decidiu consultar uma bruxa judia que morava perto da igreja da Graça. Esta bruxa prometeu-lhe resolver o problema se como pagamento recebesse uma Hóstia Consagrada. Para obter a Hóstia, a mulher fingiu-se de doente e enganou o padre da igreja de S. Estevão, que lhe deu a sagrada Comunhão num dia de semana. Assim que ela recebeu a Hóstia, sem o padre notar, colocou-a nas dobras do seu véu. De imediato a Hóstia começou a sangrar. Assustada, a mulher correu para casa na  Rua das Esteiras, perto da Igreja e escondeu o véu e a Hóstia numa arca de cedro onde guardava os linhos lavados. À noite o casal foi acordado com uma visão espetacular de Anjos em adoração à sagrada Hóstia sangrando. Varias investigações eclesiásticas foram feitas durante 750 anos. As realizadas em 1340 e 1612 provaram a sua autenticidade. Em 5 de abril de 1997, por decreto de D. Antonio Francisco Marques, Bispo de Santarém, a Igreja de S. Estevão, onde está a relíquia, foi elevada  a Santuário Eucarístico do Santíssimo Sangue.

9 – Faverney, na França, em 1600
O Milagre Eucarístico que aconteceu em Faverney, na França consistiu numa notável demonstração sobrenatural de superação da lei da gravidade. Faverney está localizado a 20 quilômetros de Vesoul, distante 68,7 quilômetros de Besançon.Um dos noviços chamado Hudelot, notou que o Ostensório que se encontrava junto Santíssimo Sacramento sobre o Altar, elevou-se e ficou suspenso no ar e que as chamas se inclinavam e não tocavam nele. Os Frades Capuchinhos de Vesoul também apressaram-se para observar e testemunhar o fenômeno. Embora os monges com a ajuda do povo, conseguiram apagar o incêndio que queria consumir toda a Igreja, o Milagre não cessou, o Ostensório com JESUS Sacramentado continuou flutuando no espaço. 

10 -  Em Stich, Alemanha, 1970
Na região Bávara da Alemanha, junto à fronteira suíça, em 9 de junho de 1970, enquanto um padre visitante da Suíça estava celebrando uma Missa numa capela, uma série incomum de eventos aconteceu. Depois da Consagração, o celebrante notou que uma pequena mancha avermelhada começou a aparecer no corporal, no lugar onde o cálice tinha estado descansando. Desejando saber se o cálice tinha começado a vazar, o padre correu a mão dele debaixo do cálice, mas achou-o completamente seco. A esta altura, a mancha crescera, atingindo o tamanho de uma moeda de dez centavos. Depois de completar a Missa, o padre inspecionou todo o altar, mas não conseguiu encontrar qualquer coisa que pudesse ser remotamente a fonte da mancha avermelhada. Ele trancou o corporal que apresentava a mancha num local seguro, até que pudesse discutir o assunto com o pároco.

O que levou este cientista incrédulo a tornar-se um defensor da veracidade do Sudário?

O Santo Sudário de Turim tem diferentes significados para muitas pessoas: alguns o veem como um objeto de veneração, outros como uma curiosidade medieval e outros inclusive como uma simples falsificação. Para um cientista judeu, entretanto, a evidência o levou a vê-la como um ponto de encontro entre fé e ciência.
"O Sudário desafia (as crenças fundamentais de muitas pessoas) porque existe uma forte inferência de que nela existe algo além da ciência", assinalou Barrie Schwortz, um dos principais peritos cientistas sobre o Sudário de Turim ao Grupo ACI.
Embora admitisse que não tinha a certeza de que estivesse em jogo algo diferente da ciência na investigação da qual fez parte, Schwortz esclareceu: "não foi exatamente isso que me convenceu, foi na verdade a ciência que me levou a este convencimento".
Segundo a tradição, o Santo Sudário de Turim foi usado para cobrir o corpo de Cristo logo após sua crucificação. Este manto venerado durante séculos pelos cristãos, foi objeto de diversas investigações científicas a fim de comprovar sua autenticidade e origem.
A imagem sobre o tecido mostra um homem –na parte dianteira e traseira– que foi torturado brutalmente e que possuía as marcas nos punhos e pés próprios da crucifixão romana.
Schwortz, fotógrafo técnico e perito nesta relíquia, foi membro do Projeto de Investigação do Sudário de Turim, que reuniu em 1978 famosos cientistas com o fim de examinar o manto.
Nesta época, Schwortz era judeu não-praticante e recusou-se a fazer parte da equipe, pois estava cético quanto à autenticidade do Sudário, alegando que esta não era mais que uma pintura bem elaborada. Entretanto, estava intrigado pelas investigações científicas realizadas nele.
Apesar de sua resistência, Schwortz recorda que foi convencido por um colega a permanecer no projeto –ele era católico, especialista em imagens da Nasa– que fazendo uma brincadeira lhe disse "Você não acha que Deus não gostaria de ter um dos seus escolhidos na nossa equipe?".
Logo, Schwortz estava diante de um dos grandes mistérios da imagem, a qual até hoje impressiona seus examinadores.
Para este projeto, a equipe desenhou um instrumento específico para avaliar raios X, isto permitia que as luzes e sombras de uma imagem fossem esticadas ou projetadas verticalmente no espaço, com base na sua intensidade proporcional de claros e escuros.
Em uma fotografia normal, o resultado seria uma imagem distorcida. Entretanto, o sudário mostrou uma perfeita revelação 3-D natural de uma forma humana. Isto significa que "existe uma correlação entre a densidade da imagem, as luzes e sombras desta e a distância do tecido ao corpo".
"A única maneira de que isto possa acontecer é por algum tipo de interação entre o tecido e o corpo", explicou o perito. "Isto não pode ser projetado. Não é uma fotografia: pois estas não contêm esse tipo de informação, assim como as obras de arte".
Esta evidência o levou a acreditar que a imagem do Sudário tenha sido produzida de uma maneira que supera as capacidades, inclusive da tecnologia moderna.
"Não há maneira que um falsificador medieval tenha tido o conhecimento para inventar algo como isto, e criá-lo por meio de um método que não possamos reconhecer atualmente, em uma época da história humana muito orientada à imagem".
"Imagina que no teu bolso está uma câmara e um computador conectados entre si a um pequeno dispositivo", explicou.
"O Sudário se transformou em um dos elementos mais estudados da história humana, e a ciência moderna não tem uma explicação de como foram geradas suas propriedades químicas e físicas".
Enquanto a imagem do Sudário de Turim foi a evidência mais convincente para Schwortz, o perito explicou ainda que isto era somente uma parte de toda a informação científica que afirma sua autenticidade.
"Realmente é uma acumulação de milhares de pedacinhos de evidência que, ao serem reunidos, são esmagadores em favor de sua autenticidade".
Apesar destes dados, muitos céticos questionam a evidência sem terem visto os fatos. Por esta razão, Schwortz criou o site www.shroud.com, este é um recurso para os dados científicos sobre o Sudário.
Não obstante, Schwortz lamentou o fato de que existem muitos que ainda questionam a evidência, que acreditam que o sudário seja mais que uma pintura medieval bem elaborada.
"Acho que a razão pela qual os céticos negam a ciência apontam a que se eles aceitarem algo disso suas crenças básicas seriam dramaticamente desafiadas, e teriam que voltar atrás e reconfigurar o que eles são e o que acreditam", sustentou Schwortz. "É muito mais fácil rejeitá-lo e não preocupar-se por isso. Assim, não precisam enfrentar suas próprias percepções ".
"Acredito que algumas pessoas preferem ignorar ao invés de serem desafiados", disse.
Schwortz sublinhou que a ciência indica que o Santo Sudário corresponde ao sudário pertencente a um homem que foi enterrado conforme tradição judia, depois de ser crucificado de forma coerente com aquela narrada no Evangelho. Entretanto, esclareceu que isto não é prova da ressurreição: “e aqui é onde entra a fé”.
"É uma imagem relacionada à pré-ressurreição, pois se fosse uma imagem pós-ressurreição estaria relacionada a um homem vivo - não morto", explicou Schwortz, e disse ainda que a ciência não pode provar o tipo de imagem que seria produzida por um corpo humano que ressuscitou dentre os mortos.
"O Sudário é uma prova da fé, não da ciência. Pois chegamos a um ponto onde a ciência se detém e as pessoas devem decidir por si mesmas".
"A resposta à fé não será um pedaço de tecido, mas possivelmente essa resposta está nos olhos e nos corações daqueles que põem seu olhar nela", precisou.
A respeito do ponto de encontro entre fé e ciência, Schwortz tem somente uma opinião: nunca se converteu ao cristianismo, mas continua sendo um judeu praticante. E isto, diz o perito, faz com que seu testemunho como cientista seja mais credível.
"Acho que desta maneira sirvo melhor a Deus, através do meu envolvimento com o Santo Sudário, ao ser a última pessoa no mundo da qual as pessoas esperariam que desse uma palestra sobre o que é, efetivamente, a relíquia cristã mais fundamental".
"Acredito que Deus em sua infinita sabedoria sabia melhor que eu, e me colocou aí por alguma razão", refletiu o perito.
Fonte: ACI Digital

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Lidando com as crises

“A maior ciência não é descobrir novas galáxias ou novas partículas nucleares, mas a descoberta dos segredos dos corações e a sabedoria de compreendê-los”.
Como seria bom se – ao puxarmos a folha do calendário do dia anterior – fosse para o cesto de lixo todas as nossas maldades, problemas e tristezas vividos. Contudo, nada disso acontecerá se, ao iniciar um novo dia, não nascer também em nosso coração o desejo de traçar novas metas ou corrigir outras, nas quais não obtivemos bons resultados.
Apenas “mentalizar” as mudanças que desejamos, sem agir para que estas aconteçam, de nada resolverá.
Viver mudanças, certamente, exigirá de cada um de nós esforço e dedicação, pois, conhecemos nossas fraquezas, medos, inseguranças e incapacidades. Talvez, deixar as coisas como estão seja a atitude mais fácil, rápida, indolor e cômoda. No entanto, estabelecer vínculos de intimidade com os velhos hábitos – que nos aprisionam e nos fazem infelizes – não será uma atitude muito inteligente.
Muitos de nós arrastam situações que não prometem crescimento. Agindo dessa maneira, vamos colocar nossa vida na direção de mais um período de frustrações. A força de que precisamos – para assumir nossas mudanças – vem de Deus.
Podemos assumir novos posicionamentos apenas quando fazemos a retrospectiva sobre aquilo que temos vivido sob a luz d’Aquele em que todas as coisas têm consistência. Tomando posse dessa verdade – de que Deus fala conosco por meio dos acontecimentos e se manifesta, também, por meio de conselhos e experiência de pessoas que nos amam – precisamos convidá-Lo para fazer parte de nossa vida. Assim, as nossas crises e dúvidas agora passam a ser partilhadas com Ele.
Se quisermos que os nossos planos tenham consistência, que venham a perdurar por muitos anos e nos sintamos realizados neles, precisamos romper a casca, onde pensamos estar protegidos, e convidar o Senhor para participar dos nossos sonhos, orientando-nos e nos auxiliando a executá-los.
Saber “lidar com as crises” é também refletir sobre alguns pontos fundamentais para o bom convívio humano. Entre eles, destacamos a ciência de que um bom relacionamento é “uma via de mão dupla”, na qual um precisa respeitar o outro para que o entendimento aconteça.
Que Deus abençoe a nós todos na aventura do bem-viver.


Fonte: Canção Nova