Google+ Novembro 2014 ~ Comunidade Encontro

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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

#AceleraBetesda



"Vinde admirar as obras do Senhor, os prodígios que Ele fez sobre a terra." 
(Sl 45, 9)






As construções em Betesda, Casa da Misericórdia, tem evoluído bastante. Estas primeiras imagens referem-se à obra dos banheiros que contará com sanitários e duchas. Obra de infra estrutura com o objetivo de atender às pessoas que frequentam e ainda frequentarão este espaço onde acontecerão cada vez mais as maravilhas de Deus.


Toda a obra vem sendo concluída pela Providência Divina que passa pela vida de tantas pessoas generosas que acreditam neste projeto de uma Juventude Santa.

"Todas as obras do Senhor são boas; Ele põe cada coisa em prática quando chega o tempo." (Eclo 39, 39)

A cada etapa vencida destas construções, glorificamos a Deus que é o Senhor de toda Obra e tem cumprido cada coisa a seu tempo. A Capela Nossa Senhora de Fátima (imagem acima) necessita ainda de alguns trabalhos de acabamento para que esteja digna de receber o Santíssimo Sacramento de forma definitiva.


"Obras do Senhor, bendizei todas ao Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!" (Dn 3, 57)

Outra construção em andamento é a estrutura de Lanchonete e Recepção que pretende já atender os visitantes e peregrinos para o Retiro de Carnaval 2015, Somos da Paz.
"Todas as obras do Senhor são excelentes" (Eclo 39, 21)

Este é um projeto pelo qual vale a pena dar a vida. Cada empenho é hoje e será sempre gasto pela evangelização. Pela salvação dos jovens e das famílias. Para que tenham o direito de conhecer uma verdade que liberta e alegra! 

Na confiança no Deus que tudo pode realizar, e na alegria de sua promessa que se cumpre e confirma, seguimos em frente construindo Betesda, a Casa da Misericórdia, local onde muitos milagres de misericórdia tem acontecido.
"Sê forte e, corajosamente, mete mãos à obra! Não temas nada e não te amedrontes; pois o Senhor Deus, meu Deus, estará contigo; ele não te desamparará, nem te abandonará até que tenhas acabado tudo o que deve fazer para o serviço do templo." (1Cr 28, 20b)
Esta é a palavra de ordem do Senhor para Betesda. O projeto de uma juventude santa, de famílias santas, abrange a sociedade local e de diversas regiões. Uma verdadeira revolução é a vontade de Deus. 

Betesda precisa tornar-se um Centro de Evangelização com cursos na área de artes, esporte e comunicação envolvidos por iniciativas de evangelização através de encontros, retiros, eventos. Uma nova linguagem para um novo tempo.




Atualmente reunimos muitas pessoas, em sua maioria jovens, em nossos eventos de espiritualidade e também aqueles voltados para o incentivo à cultura (arte, música, teatro, dança), ao esporte, à comunicação. 


Percebemos cada vez mais que toda esta força em potencial do Carisma Encontro com sua espiritualidade e campo de missão precisa de uma estrutura que o acompanhe e favoreça a concretização deste sonho.


É urgente nos unirmos!



Pela aceleração das obras em Betesda, entre nessa conosco #AceleraBetesda


Torne-se um Sócio Evangelizador contribuindo mensalmente, recebendo um informativo especial a cada mês com direções espirituais, orações e atualização sobre as atividades da Comunidade Encontro. E claro, nossas constantes orações.


Outras formas de contribuir


Conheça mais sobre Betesda e o Projeto Juventude Santa
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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Aberto processo de beatificação de Guido Schäffer, o "Anjo Surfista"

A Arquidiocese do Rio recebeu do cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos o “Nihil Obstat”, que é um documento da Santa Sé, informando que não existe nada contra o pedido de abertura do processo de beatificação do seminarista Guido França Schäffer. Agora, a Arquidiocese instalará um tribunal para dar início aos trabalhos.

Em maio deste ano, a Arquidiocese solicitou o pedido de concessão do “Nihil Obstat”. Junto a esse pedido, foram enviadas histórias da vida de Guido para comprovar que ele viveu de acordo com os ensinamentos da Igreja.



Saiba mais sobre a história de Guido clicando aqui

“O anjo surfista”

O seminarista Guido Schäffer faleceu no dia 1º de maio de 2009, com 34 anos de idade, vítima de uma contusão na nuca que gerou desmaio e afogamento, enquanto surfava, na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Apesar de sua partida inesperada para a Casa do Pai, o jovem Guido é lembrado com muito carinho por formadores e seminaristas do Seminário São José, onde cursou Teologia, e sua história inspira cada vez mais outros jovens a seguirem o caminho de santidade sem deixarem de viver todas as coisas próprias da juventude.




segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Um Retiro. Muitos ENCONTROS

Caminhando para o fim do ano litúrgico, aproximando-se a Festa de Jesus Cristo Rei que marca o início do novo ano, encaminhamo-nos, também, para os últimos momentos do tema de 2013/2014 "Meus Encontros, my life". Por isso toda a Comunidade, viveu, neste último final de semana (14 a 16 de novembro) três dias de Retiro nesta espiritualidade. 

Neste retiro pudemos aprofundar-nos em diversas formas de encontro: Encontros com os irmãos, encontros com a verdade, encontros com Jesus Eucarístico, encontros com Nossa Senhora, encontros com Jesus crucificado, encontros com o Espírito Santo, encontros com a eternidade, encontros com a realidade celestial, encontros com Deus e com sua vontade livre e única para nossas vidas. Um retiro de Encontros que passam a partir de então a fazer parte de nossas vidas.

Confira alguns testemunhos

"O Senhor me libertou da mulher velha e me convida a me comprometer a cada dia mais com minha vocação, servindo." Adriana Oliveira

"Este retiro para mim foi muito forte, Deus rompeu em mim diversas descrenças e falta de fé diante de uma experiência que tive com Jesus Eucarístico. E uma outra experiência foi o cuidado e a cura através de Nossa Senhora no meu relacionamento com minha mãe." 
Natália Maria

"Todos os encontros estavam dentro de mim e o retiro me fez entender que todo o bem, o amor, a alegria, a paz, tudo o que necessito está em mim e em cada irmão e isto me fez muito feliz." Vander Francisco

"Maria reina aqui e eu espero muito estar aqui no ano que vem, no Ano Mariano." Bruna Gomes

"Quantos talentos eu tenho enterrado e como esse retiro em cada momento me ajudou a vir pra fora e me perceber livre, leve, em paz para ser de Deus e fazer o que Ele me pede" Gabriela Sartório 



"Esse retiro me deu todas as armas necessárias para continuar fiel e firme e, mesmo diante de várias tribulações e tentações do inimigo, eu entendi que o que preciso para continuar tendo intimidade com Deus e perseverança no seu caminho." Fernanda Permanhane

"Aqui eu tive a decisão da minha vida. O céu estava aqui." Gabriele Bahiense

"Esse retiro foi uma cura da alma. Muito obrigado" Saulo Permanhane

"Entendi que se Ele quer, Ele faz." Neckir

Com força e alegria seguimos caminhando nestes últimos instantes da experiência dos Encontros, com intensa expectativa por tudo aquilo que ainda está por vir.


Você, quer vir conosco?


Perdendo a família, perde-se as demais instituições sociais

Com o fim de debater o conceito de família, desde fevereiro deste ano, uma enquete propõe a seguinte questão no site da Câmara dos Deputados: “Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto (6583/2013) que cria o Estatuto da Família?” A enquete bateu recorde de público se tornou a mais votada da história do site com 4.234.057de acessos.

A família, conforme o direito natural, é a primeira e principal de todas as instituições humanas. E alertou sobre os riscos de uma má compreensão do verdadeiro conceito familiar. “Relativizada a sua identidade enquanto instituição protetora e promotora da pessoa humana, todas as demais instituições ficam fragilizadas”, advertiu o professor Hermes Rodrigues Nery, diretor da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, e coordenador do Movimento Legislação e Vida e especialista em Bioética.

O professor observou que “desde os anos 80, por consenso estratégico, elaborado pelas grandes Fundações que promovem o aborto, as políticas de controle populacional têm sido apresentadas propositadamente camufladas sob a aparência de uma falsa emancipação da mulher e da defesa de pretensos direitos sexuais e reprodutivos”.“Esses ‘direitos’ são difundidos através da criação e do financiamento de uma rede internacional de organizações não-governamentais (ONGs) que promovem o feminismo, a educação sexual liberal e o homossexualismo. Tudo isso distorce o conceito de família e compromete assim a dignidade da pessoa humana”, explicou.

“O Magistério da Igreja é rico em documentos que enaltecem o matrimônio (elevado pela Igreja à condição de sacramento). Na carta às Famílias, São João Paulo II, sobre o matrimônio diz que "o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole. Somente uma tal união pode ser reconhecida e confirmada como 'matrimônio' pela sociedade. Ao contrário, não o podem ser as outras uniões interpessoais que não obedecem às condições agora recordadas, mesmo se hoje, precisamente sobre este ponto, se difundem tendências muito perigosas para o futuro da família e da própria sociedade".



No Sínodo da Família:

O Presidente da Conferência Episcopal Mexicana, Cardeal Francisco Robles Ortega, recordou do Vaticano que embora a Igreja possa atender pastoralmente às pessoas com tendências homossexuais, o matrimônio religioso só pode ser celebrado entre um homem e uma mulher.

Em declarações ao Grupo ACI, explicou que “a doutrina permanece firme sobre o matrimônio de um homem e de uma mulher de maneira indissolúvel, mas a Igreja tem o dever de atender pastoralmente às pessoas que têm esta tendência, atende-las como pessoas que são, como membros da Igreja, como filhos de Deus, e acolhê-las no seio da Igreja”.

Para participar da enquete, confirmando que “a família é naturalmente formada pela união entre homem e mulher, e aberta a fecundidade” é necessário votar ‘Sim’, acessando o link: http://bit.ly/1m4WcuQ

Entendendo a diferença entre os dois projetos que estão tramitando:

PL 6583/2007

Chamado "Estatuto da Família" (no singular), tramita na Câmara dos Deputados e define a família "como o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher." Por conta desse projeto de lei é que a Câmara fez a enquete.

(Nesse projeto o conceito de família continua existindo mesmo quando o marido ou a esposa não está mais presente, quando a família é formada somente por avós e netos, mãe e filho, pai e filho etc., porque a figura paterna e a figura materna permanecem presentes e proporcionam, respectivamente, a formação natural da identidade masculina e da identidade feminina).

PL 2285/2007

Tramitou na Casa de Leis, com o nome parecido, mas no plural, “Estatuto das Famílias”, evidentemente com uma proposta bem diferente deste atual. Tramitou até 2010, e hoje está no Senado, cujo teor visa garantir direitos para todas formas de "configurações familiares".

Esse projeto, de autoria do Deputado Sérgio Barradas Carneiro, propõe a revogação de todo o Livro IV (Do Direito de Família) do Código Civil de 2002, além de uma série de outros dispositivos de direito material e processual ligados a este ramo do Direito, dispersos em outros documentos, tais como a Lei de Alimentos (Lei 5478/68) e o Código de Processo Civil (Lei 5.869/73).


Fonte: ACI Digital

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Campanha da Fraternidade 2015

"Quero uma Igreja solidária, de portas abertas, servidora, missionária, que anuncia e saiba ouvir. Eu vim para servir" (Palavras de Papa Francisco em muitas de suas colocações)

Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), a  Campanha da Fraternidade (CF) 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.
O texto base utilizado para auxiliar nas atividades da CF 2015 já está disponível nas Edições CNBB. O documento reflete a dimensão da vida em sociedade que se baseia na convivência coletiva, com leis e normas de condutas, organizada por critérios e, principalmente, com entidades que “cuidam do bem-estar daqueles que convivem”.
Na apresentação do texto, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, explica que a Campanha da Fraternidade 2015 convida a refletir, meditar e rezar a relação entre Igreja e sociedade.
“Será uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano II. Ensinamentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa, samaritana. Sabemos que todas as pessoas que formam a sociedade são filhos e filhas de Deus. Por isso, os cristãos trabalham para que as estruturas, as normas, a organização da sociedade estejam a serviço de todos”, comenta dom Leonardo.
Proposta do subsídio
O texto base está organizado em quatro partes. No primeiro capítulo são apresentadas reflexões sobre “Histórico das relações Igreja e Sociedade no Brasil”, “A sociedade brasileira atual e seus desafios”, “O serviço da Igreja à sociedade brasileira” e “Igreja – Sociedade: convergência e divergências”.
Na segunda parte é aprofundada a relação Igreja e Sociedade à luz da palavra de Deus,  à luz do magistério da Igreja e à luz da doutrina social.
Já o terceiro capítulo debate uma visão social a partir do serviço, diálogo e cooperação entre Igreja e sociedade, além de refletir sobre “Dignidade humana, bem comum e justiça social” e “O serviço da Igreja à sociedade”. Nesta parte, o texto aponta  sugestões pastorais para a vivência da Campanha da Fraternidade nas dioceses, paróquias e comunidades.
O último capítulo do texto base apresenta os resultados da CF 2014, os projetos atendidos por região, prestação de contas do Fundo Nacional de Solidariedade de 2013 (FNS) e as contribuições enviadas pelas dioceses, além de histórico das últimas Campanhas e temas discutidos nos anos anteriores.











Adquira o texto base da CF 2015www.edicoescnbb.com.br 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Dia de Finados. Rezar pelos mortos, por quê?

Os cristãos batizados são convidados a santificar-se e os que decidem viver plenamente o mistério pascal de Cristo não têm medo da morte. Porque ele disse: “Eu sou a ressurreição e a vida”.
Para todos os povos da humanidade, seja qual for a origem, cultura e credo, a morte continua a ser o maior e mais profundo dos mistérios. Mas para os cristãos tem o gosto da esperança. Dando sua vida em sacrifício e experimentando a morte, e morte na cruz, ele ressuscitou e salvou toda a humanidade. Esse é o mistério pascal de Cristo: morte e ressurreição. Ele nos garantiu que, para quem crê, for batizado e seguir seus ensinamentos, a morte é apenas a porta de entrada para desfrutar com ele a vida eterna no Reino do Pai.
Enquanto para todos os seres humanos a morte é a única certeza absoluta, para os cristãos ela é a primeira de duas certezas. A segunda é a ressurreição, que nos leva a aceitar o fim da vida terrena com compreensão e consolo. Para nós, a morte é um passo definitivo em direção à colheita dos frutos que plantamos aqui na terra.
Assim sendo, até quando Nosso Senhor Jesus Cristo estiver na glória de seu Pai, estará destruída a morte e a ele serão submetidas todas as coisas. Alguns são seus discípulos peregrinos na terra, outros que passaram por esta vida estão se purificando e outros, enfim, gozam da glória contemplando Deus.
Os glorificados integram a Igreja triunfal e são Todos os Santos, os quais, nós, os integrantes da Igreja militante, cristãos peregrinos na terra, comemoramos no dia 1o de novembro. Os Finados integram a Igreja da purificação e são todos os que morreram sem arrepender-se do pecado.
O culto de hoje é especialmente dedicado a esses. Embora todos os dias, em todas as missas rezadas no mundo inteiro, haja um momento em que se pede pelas almas dos que nos deixaram e aguardam o tempo profetizado e prometido da ressurreição.
Rezamos pelos falecidos pois a Igreja ensina-nos que as almas em purificação podem ser socorridas pelas orações dos fiéis. Assim, este dia é dedicado à memória dos nossos antepassados e entes que já partiram. No sentido de fazer-nos solidários para com os necessitados de luz e também para reflexão sobre nossa própria salvação.

Encontramos a celebração da missa pelos mortos desde o século V. Santo Isidoro de Sevilha, que presidiu dois concílios importantes, confirmou o culto no século VII. Tempos depois, em 998, por determinação do abade santo Odilo, todos os conventos beneditinos passaram, oficialmente, a celebrar “o dia de todas as almas”, que já ocorria na comunidade no dia seguinte à festa de Todos os Santos. A partir de então, a data ganhou expressão em todo o mundo cristão.
Em 1311, Roma incluiu, definitivamente, o dia 2 de novembro no calendário litúrgico da Igreja para celebrar “Todos os Finados”. Somente no inicio do século XX, em 1915, quando a morte, a sombra terrível, pairou sobre toda a humanidade, devido à I Guerra Mundial, o papa Bento XIV oficiou o decreto para que os sacerdotes do mundo todo rezassem três missas no dia 2 de novembro, para Todos os Finados.
Conheça mais sobre a realidade do Purgatório

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Oração e Prosa

A maturidade está batendo à porta e deixá-la entrar é um pouco desconcertante. Ela não senta benfazeja na sala à espera de um café e de uma boa prosa. 

Ela já ingressa abrindo janelas para o ar entrar - poeira, pequenas folhas e insetos indesejados entram junto -, tirando os móveis do lugar, desinstalando aparelhos eletrônicos, troca o café por um suco bem gelado com ingredientes pouco comuns e na cozinha prepara um alimento sólido com bastante consistência como grãos, sementes, produtos integrais - sim! mais originais possíveis - que necessitam de um longo processo de mastigação, deglutição e digestão. 

Enquanto me alimento da refeição preparada por ela, sentadas no chão da cozinha, sou conquistada por seu olhar e pela demonstração real da sua ação na vida daqueles que, como eu, um dia, abriram a porta para que ela entrasse.




Fernanda Rosetti
Consagrada da Comunidade Encontro

sábado, 1 de novembro de 2014

A Igreja, comunhão e mediação dos santos

Nessa semana, a Igreja celebra duas festas litúrgicas, intimamente ligadas ao mistério da comunhão dos santos: são a Solenidade de Todos os Santos, no dia 1º de novembro, e a Comemoração dos Fiéis Defuntos, no dia 2. São festas que nos recordam que “todos os que somos filhos de Deus (...) constituímos uma única família em Cristo” [1], na qual nos amamos e nos auxiliamos mutuamente.
O Catecismo da Igreja Católica, citando a constituição Lumen Gentium, ensina que, atualmente, a Igreja existe em “três estados”: “Até que o Senhor venha em sua majestade e, com ele, todos os anjos e, tendo sido destruída a morte, todas as coisas lhe forem sujeitas, alguns dentre os seus discípulos peregrinam na terra” – trata-se de nós, Igreja militante; “outros, terminada esta vida, são purificados” – são as almas do purgatório, Igreja padecente; “enquanto outros são glorificados, vendo ‘claramente o próprio Deus trino e uno, assim como é’” – são todos os santos e santas de Deus, que já estão no Céu, Igreja triunfante [2]. Assim como a alma está para o corpo, o Espírito Santo está para a Igreja, Corpo Místico de Cristo, unindo os fiéis do Céu e da Terra e santificando-os com os mesmos tesouros espirituais.
Hoje festejamos a Solenidade de Todos os Santos. Infelizmente, as pessoas têm perdido a noção do que seja um “santo”, porque não sabem diferenciar entre uma pessoa santa e uma pessoa salva. Quem está no purgatório, por exemplo, está salvo, mas ainda não está totalmente santificado, no sentido pleno da palavra. Os santos canonizados – principalmente “os de moradas superiores”, para fazer uma referência a Santa Teresa de Jesus –, ao contrário, como já completaram toda a sua purificação nesta vida, com certeza foram diretamente para o Céu.
Este é o grande abismo que separa católicos e protestantes. Os primeiros creem que a santidade é possível nesta terra e acreditam firmemente que, por auxílio da graça – mas também por mérito próprio –, uma pessoa pode chegar a dizer com São Paulo: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim” [3]. Os santos, na Igreja Católica, são pessoas que alcançaram tal grau de perfeição e se configuraram de tal modo a Cristo que Ele mesmo se faz presença viva neles. Como ensina Santo Irineu de Lion, padre da Igreja, “gloria Dei vivens homo – a glória de Deus é o homem vivo” [4], isto é, o homem que vive em Cristo. Por isso, depois que morrem, os santos, vendo Deus face a face, podem interceder por nós junto a Ele.
Mas, para os protestantes, Deus operaria as coisas “diretamente”, sem precisar de ninguém. Sem dúvida – e os católicos também reconhecem isto –, Deus não precisa de Suas criaturas, mas toda a história da salvação testemunha que, mesmo não precisando, Ele quer precisar delas. Deus não precisava, por exemplo, servir-se de um homem e de uma mulher para gerar novas vidas no mundo. Num estalar de dedos, os seres humanos podiam simplesmente brotar da grama, como os cogumelos. Todavia, Ele quis depender da ação de um pai e de uma mãe para tanto. A beleza da fé católica está justamente na ação de Deus que ama as Suas criaturas, mas por meio dessas mesmas criaturas, fazendo-as participar de Sua bondade e de Seu amor: é o caso dos santos no Céu e dos anjos da guarda, por exemplo.
No entanto – pode objetar algum protestante –, está escrito: “Há um só mediador entre Deus e a humanidade: o homem Cristo Jesus” [5].– Sim, é verdade. Mas, nos Atos dos Apóstolos, é narrado o episódio de São Pedro que, estando no cárcere, foi libertado pela ação de um anjo de Deus e da Igreja – que “orava continuamente a Deus por ele” [6]. Isso mostra como a mediação de Cristo diz respeito à mediação de Seu Corpo todo, seja nos anjos, que estão no Céu, seja nos fiéis militantes, que estão na terra. Se se admite a intercessão dos anjos e dos vivos, por que não se admite a dos que estão mortos em Cristo, já que nada pode nos separar do amor de Cristo, nem mesmo a morte [7]? Quer dizer que os membros do Corpo Místico de Cristo, uma vez mortos, estão “excomungados”? É claro que não. A comunhão na Igreja é muito mais forte do que a morte. Portanto, os santos, que já estão com o Senhor, rezam por nós.
Além disso, é muito agradável a Deus a intercessão de Seus amigos. É claro que Martinho Lutero e seus seguidores não aceitam que alguém mereça, por seu amor a Deus, ser atendido por Ele. É assim porque o protestantismo nega a doutrina do mérito. Para eles, “tudo é graça”. Os católicos reconhecem que, realmente, tudo – inclusive o mérito – é graça. Os santos receberam muitíssimas graças de Deus, entre as quais está a própria graça de merecer. Por isso, eles, porque amaram muito ao Senhor, merecem ter as suas preces ouvidas por Ele.
Mas, não existem apenas os fiéis que estão no Céu. A Comemoração dos Fiéis Defuntos recorda que nem todos os que se salvam vão diretamente para a vida eterna. Infelizmente, nos últimos tempos, por influência protestante, muitos teólogos têm negado a existência do purgatório, alegando que ele foi uma “invenção medieval” e que, com vistas a um malfadado ecumenismo, a Igreja deveria parar de pregar sobre isso.
A verdade é que o purgatório faz parte do “depósito de fé” e do ensinamento da Igreja de dois mil anos. Os primeiros cristãos, nas catacumbas, por exemplo, já rezavam pelos mortos. Ora, sabendo que depois da morte não existe uma “segunda chance” de salvar-se, essa prática só pode indicar a existência de uma purificação, após a morte, para aqueles que já se salvaram, mas, em vida, não amaram a Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento [8]. Infelizmente, esse é o estado em que se encontram muitos de nós, por conta de nossos pecados e de nossa falta de generosidade com Deus. Se não nos purificarmos nesta vida, seremos purificados na futura. Para os protestantes, no entanto, a fé seria uma espécie de “véu”, que encobriria o fato de que o homem é ontologicamente pecador, perverso e desordenado. Os salvos, portanto, entrariam no Céu como que “disfarçados”.

Os católicos, ao invés, creem que só se entra no Céu totalmente santo. Por isso, é importante que, em um ato de caridade, sufraguemos as almas dos fiéis defuntos, a fim de que se purifiquem logo e entrem na posse eterna de Deus.

Referências
Catecismo da Igreja Católica, 959
Ibidem, 954
Gl 2, 20
Adversus haereses, IV, 20, 7
1 Tm 2, 5
At 12, 5
Cf. Rm 8, 35-39
Cf. Dt 6, 5; Mt 22, 37

Fonte: padrepauloricardo.org