Google+ Julho 2014 ~ Comunidade Encontro

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quarta-feira, 30 de julho de 2014

O vento dos encontros mundiais dos jovens

A VI Jornada da Juventude Asiática, que terá como tema “Juventude asiática, desperte! A glória dos mártires resplandece sobre ti”Os jovens do mundo inteiro, após a experiência da JMJ no Rio de Janeiro no ano passado, e que nestes dias se comemorou o primeiro aniversário, já projetam o seu olhar para Cracóvia em 2016. Mas antes disso, outros jovens vão viver a experiência de um encontro internacional; são os jovens da Ásia que se encontrarão com o Papa Francisco em Daejeon, na Coreia do Sul no próximo mês de agosto, na Jornada da Juventude Asiática (AVD). 
Dentro da expectativa desse evento, o L’Osservatore Romano informou no último sábado (26), que 20 jovens participantes da Jornada, almoçarão com o Papa Francisco no dia 15 de agosto.
Os jovens escolhidos são provenientes da Índia, Bangladesh, Paquistão, Taiwan, Nepal, China, Japão e Mongólia. A estes se juntará Boa Kwon, conhecida intérprete internacional de música pop coreana, no papel de Embaixadora Honorária da VI Jornada da Juventude Asiática, que terá como tema “Juventude asiática, desperte! A glória dos mártires resplandece sobre ti”.
O almoço do Pontífice com os jovens costuma ser realizado durante as Jornadas Mundiais da Juventude, iniciadas com João Paulo II por ocasião do encontro em Tor Vergata, em Roma, no Jubilei do ano 2000. Sendo o mês de agosto, o Papa Wojtyla hospedou um grupo de jovens de diversas nacionalidades na residência de verão de Castel Gandolfo.

A experiência foi repetida no Canadá durante a Jornada de 2002 realizada em Toronto. Após, Bento XVI almoçou com jovens no âmbito da JMJ de Colônia (2005), Sydney (2008) e Madrid (2011). O mesmo fez o Papa Francisco na JMJ do Rio de Janeiro em julho de 2013
Fonte: Jovens Conectados

domingo, 27 de julho de 2014

1 ano JMJ Rio 2013: Relembre a homilia da Missa de Envio


Homilia do Papa Francisco
Santa Missa pela XXVIII Jornada Mundial da Juventude 

Rio de Janeiro
Domingo, 28 de julho de 2013
Venerados e amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio,
Queridos jovens!
«Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Com estas palavras, Jesus se dirige a cada um de vocês, dizendo: «Foi bom participar nesta Jornada Mundial da Juventude, vivenciar a fé junto com jovens vindos dos quatro cantos da terra, mas agora você deve ir e transmitir esta experiência aos demais». Jesus lhe chama a ser um discípulo em missão! Hoje, à luz da Palavra de Deus que acabamos de ouvir, o que nos diz o Senhor? Três palavras: Ide, sem medo, para servir.
1. Ide. Durante estes dias, aqui no Rio, vocês puderam fazer a bela experiência de encontrar Jesus e de encontrá-lo juntos, sentindo a alegria da fé. Mas a experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde. A fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada, transmitida, para que todos possam conhecer, amar e professar que Jesus Cristo é o Senhor da vida e da história (cf. Rm 10,9).
Mas, atenção! Jesus não disse: se vocês quiserem, se tiverem tempo, mas: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Partilhar a experiência da fé, testemunhar a fé, anunciar o Evangelho é o mandato que o Senhor confia a toda a Igreja, também a você. É uma ordem sim; mas não nasce da vontade de domínio ou de poder, nasce da força do amor, do fato que Jesus foi quem veio primeiro para junto de nós e nos deu não somente um pouco de Si, mas se deu por inteiro, deu a sua vida para nos salvar e mostrar o amor e a misericórdia de Deus. Jesus não nos trata como escravos, mas como homens livres, amigos, como irmãos; e não somente nos envia, mas nos acompanha, está sempre junto de nós nesta missão de amor.
Para onde Jesus nos manda? Não há fronteiras, não há limites: envia-nos para todas as pessoas. O Evangelho é para todos, e não apenas para alguns. Não é apenas para aqueles que parecem a nós mais próximos, mais abertos, mais acolhedores. É para todas as pessoas. Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor.
De forma especial, queria que este mandato de Cristo -”Ide” – ressoasse em vocês, jovens da Igreja na América Latina, comprometidos com a Missão Continental promovida pelos Bispos. O Brasil, a América Latina, o mundo precisa de Cristo! Paulo exclama: «Ai de mim se eu não pregar o evangelho!» (1Co 9,16). Este Continente recebeu o anúncio do Evangelho, que marcou o seu caminho e produziu muito fruto. Agora este anúncio é confiado também a vocês, para que ressoe com uma força renovada. A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que lhes caracterizam! Um grande apóstolo do Brasil, o Bem-aventurado José de Anchieta, partiu em missão quando tinha apenas dezenove anos! Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido!
2. Sem medo. Alguém poderia pensar: «Eu não tenho nenhuma preparação especial, como é que posso ir e anunciar o Evangelho»? Querido amigo, esse seu temor não é muito diferente do sentimento que teve Jeremias, um jovem como vocês, quando foi chamado por Deus para ser profeta. Acabamos de escutar as suas palavras: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Deus responde a vocês com as mesmas palavras dirigidas a Jeremias: «Não tenhas medo… pois estou contigo para defender-te» (Jr 1,8). Deus está conosco!
«Não tenham medo!» Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai à nossa frente e nos guia. Ao enviar os seus discípulos em missão, Jesus prometeu: «Eu estou com vocês todos os dias» (Mt 28,20). E isto é verdade também para nós! Jesus não nos deixa sozinhos, nunca lhes deixa sozinhos! Sempre acompanha a vocês!
Além disso, Jesus não disse: «Vai», mas «Ide»: somos enviados em grupo. Queridos jovens, sintam a companhia de toda a Igreja e também a comunhão dos Santos nesta missão. Quando enfrentamos juntos os desafios, então somos fortes, descobrimos recursos que não sabíamos que tínhamos. Jesus não chamou os Apóstolos para viver isolados, chamou-lhes para que formassem um grupo, uma comunidade. Queria dar uma palavra também a vocês, queridos sacerdotes, que concelebram comigo esta Eucaristia: vocês vieram acompanhando os seus jovens, e é uma coisa bela partilhar esta experiência de fé! Mas esta é uma etapa do caminho. Continuem acompanhando os jovens com generosidade e alegria, ajudem-lhes a se comprometer ativamente na Igreja; que eles nunca se sintam sozinhos!
3. A última palavra: para servir. No início do salmo proclamado, escutamos estas palavras: «Cantai ao Senhor Deus um canto novo» (Sl 95, 1). Qual é este canto novo? Não são palavras, nem uma melodia, mas é o canto da nossa vida, é deixar que a nossa vida se identifique com a vida de Jesus, é ter os seus sentimentos, os seus pensamentos, as suas ações. E a vida de Jesus é uma vida para os demais. É uma vida de serviço.
São Paulo, na leitura que ouvimos há pouco, dizia: «Eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível» (1 Cor 9, 19). Para anunciar Jesus, Paulo fez-se «escravo de todos». Evangelizar significa testemunhar pessoalmente o amor de Deus, significa superar os nossos egoísmos, significa servir, inclinando-nos para lavar os pés dos nossos irmãos, tal como fez Jesus.
Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, vocês experimentarão que quem evangeliza é evangelizado, quem transmite a alegria da fé, recebe alegria. Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho. Na primeira leitura, quando Deus envia o profeta Jeremias, lhe dá o poder de «extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar» (Jr 1,10). E assim é também para vocês. Levar o Evangelho é levar a força de Deus, para extirpar e destruir o mal e a violência; para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio; para construir um mundo novo. Jesus Cristo conta com vocês! A Igreja conta com vocês! O Papa conta com vocês! Que Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, lhes acompanhe sempre com a sua ternura: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Amém.

sábado, 19 de julho de 2014

A influência do Papa Francisco no pensamento político

Na última edição de ” La Civiltà Cattolica”, que sairá neste sábado, 19 de julho, padre Francisco Occhetta se inspirou na missa que o Papa Francisco celebrou no passado dia 27 de março para cerca de 500 parlamentares, para falar sobre a relação que o Pontífice tem com o mundo da política.
As leituras do dia, tiradas do Livro de Jeremias, Capítulo 7 e Capítulo 11 do Evangelho de Mateus, destacam, de acordo com a interpretação do Papa, por um lado, a necessária fidelidade a Deus e à sua palavra para a obter a prosperidade em um Estado, e do outro, a obrigação por parte da classe governante de estar perto do povo e servi-lo, porque sem a lógica do serviço acaba-se descartando o que é verdadeiro e bom.
De fato, o Papa afirma: “O povo de Deus estava só, e esta classe de dirigentes, os doutores da lei, os saduceus, os fariseus, estava fechada nas suas ideias, na sua pastoral, na sua ideologia. E esta classe é aquela que não escutou a Palavra do Senhor, e para justificar-se fala o que escutamos no Evangelho: este homem, Jesus, expulsa os demônios pelo poder de Belzebu (Mt 11,15). ”
Durante a homilia o Papa refletiu no conceito de corrupção, uma reflexão que tem feito muitas vezes. Explica o padre Occhetta: “A raiz da corrupção para o Papa é de natureza espiritual, e não moral; encontra-se no cansaço da transcendência e na pretensão da auto-suficiência”. A corrupção para o papa Francisco “é uma atitude do coração com relação a um tesouro que o seduz, o acalma e o engana.”
Aqueles que deveriam ser apenas as palavras de um sermão, acabaram se transformando em uma espécie de “exame de consciência público”. As palavras do pontífice abalaram as mentes e os corações dos parlamentares que participaram da missa do 27 de março, os quais refletiram nas indicações do Papa. Quarenta e dois destes pensamentos foram recolhidos no livro italiano “Eletti per servire. Papa Francesco e i Parlamentari italiani”, (Eleitos para servir. Papa Francisco e os parlamentares italianos), editado pelo capelão do Parlamento italiano, Mons. Leuzzi.
De acordo com o jesuíta: “As palavras contidas no livro podem ser resumidas em três direções: tornar visível a dimensão da honestidade; o retorno à sua própria consciência como lugar de discernimento para fazer escolhas e escrever leis; refletir sobre quais maneiras, formas e conteúdos o fiel, na política, deva se confrontar com o contexto secular no qual atua”.
Padre Occhetta conclui o seu artigo com uma reflexão sobre o papel dos católicos na política, citando as palavras de Mons. Galantino: “O bipolarismo, assim como tem sido feito no plano institucional e político, mais tarde, acabou por criar o efeito de duas posições políticas em busca do voto católico, cada uma fazendo-se mais ou menos utilmente fiadora de um pacote de valores, mas sem integrar nas próprias perspectivas a contribuição do personalismo cristão. Faltou um debate real entre os mesmos católicos e entre eles e as outras culturas sobre novas questões da democracia: das novas ciências e às suas consequências práticas às novas emergências sociais”.

De acordo com o religioso, portanto, “a prioridade continua sendo a capacidade de discernir nos problemas da agenda política aquelas referências à antropologia cristã que permitem mover a questão do problema particular – que pode ter soluções políticas e técnicas diversas, todas compatíveis com a fé – para os processos de discernimento que trazem à luz as questões sobre o sentido do homem e do mundo, próprios de uma civilização humana”.
Fonte: ZENIT

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Exposição fotográfica revive a JMJ

expo1O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, inaugurou junto com os bispos auxiliares a Exposição de Fotografia Memória e Missão da JMJ Rio2013, na manhã desta terça-feira, dia 15 de julho, no Largo da Carioca. O evento abriu as comemorações de um ano da Jornada no Rio.
O projeto Memória e Missão da Arquidiocese do Rio visa recordar o encontro do Papa Francisco com os jovens e refletir sobre temas ligados à juventude.
expo2
“O objetivo é despertar a beleza daquilo que foi a Jornada Mundial da Juventude. Tenho certeza que muitos que passaram por aqui de um jeito ou de outro viveram a JMJ; seja acolhendo em casa, nas paróquias ou ainda participando em Copacabana”, apontou o cardeal. 

A exposição itinerante é composta com 40 totens com duas fotos em cada um, totalizando 80 fotos. “Elas são dos voluntários que trabalharam como fotógrafos durante toda a JMJ. Não privamos nenhum deles de terem suas fotos expostas”, afirmou Kika Bastos, produtora da exposição.
A exposição ficará no Largo da Carioca até o dia 27 de julho e seguirá para outros pontos da Cidade.
“O que foi visto na Jornada permanece em nós e temos certeza que iremos levar no coração como prática de cada dia. E dizer que o mundo pode ser melhor quando os jovens se dispõem a viver aquilo que prega o Evangelho”, concluiu o arcebispo do Rio.
Fonte: Arqrio

Fotos: Gustavo de Oliveira

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Doze horas de oração dos jovens pela paz na Terra Santa

Numerosos grupos de jovens na Itália e em vários outros países se unirão aos jovens de Jerusalém que hoje, 17 de julho, dedicarão doze horas de oração contínua pela paz na Terra Santa.

A agência vaticana Fides assinala que em Roma se reunirão na Basílica de Santa Anastásia al Palatino, para realizar 12 horas de oração contínua pedindo ao Senhor o dom da paz na Terra Santa.

A vigília de oração começará às 18h com uma celebração eucarística presidida pelo reitor da Basílica, Padre Alberto Pacini, e continuará até 6h de amanhã, 18 de julho, com a Adoração Eucarística.

Esta vigília de oração será feita como resposta ao forte chamado do Papa Francisco que, no dia 13 de julho, pediu para continuar “rezando com insistência pela paz na Terra Santa, à luz dos trágicos acontecimentos dos últimos dias”.

Para promover esta iniciativa, indica Fides, os jovens convidaram as comunidades, grupos, movimentos e outras realidades a juntar-se a este momento de silêncio, de adoração e intercessão.

Fonte: ACI Digital

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Inscrições Online para o Achega-te 2014 "Vencendo as provas"



                                               A Comunidade Encontro promove nos dia 14 a 17 de Agosto o evento ACHEGA-TE com o tema "Vencendo as Provas". O Achega-te é um evento anual com uma característica bem diferenciada de unir arte, música, esporte e recursos audio visuais a favor da evangelização e da transmissão da fé e da verdade. Um evento muito especial, neste ano, marcado pela arte, beleza e alegria que nos ajudam a vencer qualquer desafio! Vem, Achega-te

Inscrições abertas - Faça no evento!

Acompanhe a programação ao vivo



O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

A Ordem do Carmo é uma Ordem Religiosa que desde a sua origem se distinguiu como uma Ordem eminentemente Mariana. O título jurídico é este: Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. Prova desta índole Mariana da Ordem do Carmo está exatamente na existência da primeira capela dedicada a Nossa Senhora construída no Monte Carmelo. Naquela capelinha, nasceu entre os Carmelitas, o seu amor e sua devota veneração a SS. Virgem Maria. Essa devoção a Maria foi crescendo no correr dos anos, criou raízes na Ordem e fora dela e ganhou um impulso extraordinário em meados do século XIII - com a aparição de Nossa Senhora a São Simão Stock entregando-lhe o seu Escapulário.
----------1 - O que é o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo? O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo é um sinal externo de devoção a Nossa Senhora, que consiste na Consagração a SS. Virgem mediante a sua recepção e inscrição na Ordem do Carmo, na esperança da proteção materna de Maria. O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo é um Sacramental, isto é, segundo a Doutrina do Vaticano II: Um sinal sagrado segundo o modelo dos Sacramentos, por meio do qual se obtém efeitos sobretudo espirituais pela intercessão da Igreja (Documento Sacrossanto Concilio do Vaticano II, n 60).
----------2 - Origem do Escapulário - No início do século XIII (1207) nascia no Monte Carmelo na Palestina a Ordem do Carmo, reconhecida e aprovada pelo Papa lnocêncio IV em 1247. Os Eremitas do Monte Carmelo foram logo obrigados a imigrar-se para a Europa. E mesmo na Europa não foram muito bem acolhidos em razão do seu estilo de vida diferente de outras Ordens Religiosas e foram até ameaçados de extinção. Em meio à angústia e sofrimentos o Superior Geral São Simão Stock, suplicava com insistência a ajuda e proteção da SS. Virgem com esta oração:
Virgem do Carmo,
Vinha florida,
Esplendor do Céu,
Virgem Mãe incomparável,
Doce Mãe, mas sempre Virgem,
sede propícia,
aos Carmelitas, Õ Estrela do Mar!

----------Conforme firme tradição, São Simão Stock teve uma visão em 1251, apareceu-lhe Nossa Senhora, trazendo em sua mão o Escapulário dizendo: “Meu filho muito amado, eis o Escapulário que será distintivo da tua Ordem. Aceita-o como um penhor de bênção que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer piedosamente, vestido com este Escapulário, participará da eterna salvação!” Nós chamamos isto de grande promessa.
----------Em 1951, a Ordem do Carmo comemorou o 70 Centenário deste dom de Maria aos Carmelitas. Nessa ocasião, o Papa Pio XII escreveu aos Carmelitas uma Carta Apostólica, dizendo: Na verdade, não se trata de um assunto de pouca importância, mas trata-se da consecução da vida eterna em virtude da promessa feita, segundo a tradição, pela SS. Virgem. A importância do santo Escapulário como uma veste Mariana, é prenda e sinal da proteção da Mãe de Deus. Mas que não pensem aqueles que se revestem do Escapulário que possam alcançar a salvação eterna, entregando-se à inércia e à preguiça espiritual (Pio XII 6 de março de 1950).
----------A partir da aparição de Nossa Senhora a São Simão Stock, esta devoção Mariana foi criando corpo espalhando-se pela Europa e fora da Europa, por toda a parte, tornando-se uma devoção muito popular.
----------3 - O significado simbólico do Escapulário do Carmo - Ao se revestir do Escapulário durante a vida é bom que se saiba o seu profundo e rico significado simbólico como pertença e afiliação a Ordem do Carmo, com a obrigação de viver conforme a sua espiritualidade e o seu carisma; quem dele se reveste, deve ter sempre presente a SS. Virgem, procurando imitá-la em suas virtudes; viver e agir como Ela o fez e, como Ela fazer sempre a vontade de Deus. O Escapulário do Carmo é um Memorial de todas as virtudes de Maria. Todos nós, religiosos e leigos, que nos revestimos do Escapulário, estabelecemos um vínculo de amor a Maria, pertencemos à sua família. O Escapulário - Memorial da Virgem - deve ser visto como um espelho de humildade e castidade. Pio XII, em sua carta, exortou os fiéis a que vejam, em sua forma tão simples, um compêndio de modéstia e candura, e que vejam nele como um simbolismo da oração com a qual se invoca o auxílio divino e que, enfim reconheçam nele a Consagração ao Sacratíssimo Coração da Virgem Imaculada.
----------4 - A proteção maternal de Maria - A SS. Virgem, através dos séculos, sempre manifestou a sua poderosa proteção a todos os fiéis devotos que se revestem do Escapulário durante a vida contra todos os perigos do corpo e da alma, além da proteção ao morrer na graça de Deus; é proverbial, entre os Carmelitas, esta sentença referente aos que usam o Escapulário: Na vida protejo, na morte ajudo e depois da morte salvo. (Pio XII, 6 de agosto de 1950).

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Apelo do Papa a rezar com insistência pela Paz na Terra Santa

Aos milhares de fiéis reunidos na Praça de S. Pedro neste XV Domingo Comum o Papa Francisco comentou o Evangelho de S. Mateus que mostra Jesus que prega na margem do lago da Galileia. Quando fala ao povo, disse o Papa, Jesus utiliza muitas parábolas – uma linguagem compreensível a todos, com imagens tiradas da natureza e das situações da vida quotidiana. E a primeira parábola serve de introdução a todas as outras, a parábola do semeador que lança a sua semente para todo o tipo de terreno:
O verdadeiro protagonista desta parábola é mesmo a semente, que produz mais ou menos frutos, dependendo da terra em que ela caiu. Os três primeiros terrenos são improdutivos: no caminho a semente é comida por pássaros; no terreno rochoso os rebentos secam rapidamente porque não têm raízes; entre os espinhos a semente é sufocada pelos espinhos. O quarto terreno é a terra boa, e só ali, a semente se enraíza e produz frutos.
Jesus não se limitou a apresentar a parábola – continuou o Papa Francisco – ele também a explicou aos seus discípulos, dizendo-lhes o significado da semente que caiu no caminho, em terreno pedregoso e no meio de espinhos. A semente que caiu em solo fértil representa aqueles que escutam a palavra, a acolhem e guardam, e essa dá frutos. O modelo perfeito desta terra boa é a Virgem Maria, disse.
E acrescentou que a parábola do semeador fala a cada um de nós hoje, como falava aos ouvintes de Jesus há dois mil anos:
Ela nos recorda que somos a terra onde o Senhor incansavelmente lança a semente da Sua Palavra e do Seu amor. Com quais disposições o acolhemos? Como é o nosso coração? Com qual tipo de terreno se parece: um caminho, uma pedreira, um arbusto? Depende de cada um de nós tornar-se um terreno bom sem espinhos nem pedras, mas lavrado e cultivado com cuidado, de modo que possa trazer bons frutos para nós e para os nossos irmãos. E nos fará bem não esquecer que também nós somos semeadores. Deus semeia sementes boas, e também aqui podemos perguntar-nos: que tipo de semente sai do nosso coração e da nossa boca? As nossas palavras podem fazer tanto bem e também tanto mal, podem curar e podem ferir, podem encorajar e podem deprimir… A Virgem Maria com o seu exemplo nos ensine a acolher a palavra, guardá-la e fazê-la fecunda em nós e nos outros.
Depois do Angelus, e a propósito do persistente e dramático conflito no Médio Oriente, o Papa lançou o seguinte apelo:
Dirijo a todos vós um premente apelo para que continueis a rezar com insistência pela paz na Terra Santa, à luz dos trágicos acontecimentos dos últimos dias. Ainda tenho na memória a viva recordação do encontro do passado 8 de Junho, com o Patriarca Bartolomeu, o Presidente Peres e o Presidente Abbas, com os quais invocámos o dom da paz e escutámos a chamada para quebrar o ciclo do ódio e da violência. Alguns poderiam pensar que esse encontro realizou-se em vão. Mas pelo contrário não, porque a oração nos ajuda a não nos deixarmos vencer pelo mal, nem a resignar-nos que a violência e o ódio levem a melhor contra o diálogo e a reconciliação. Exorto as partes interessadas e todos aqueles que têm responsabilidades políticas a nível local e internacional, para não poupar a oração e algum esforço para pôr fim a todas as hostilidades e alcançar a paz desejada para o bem de todos. E convido-vos a todos vós para vos unirdes na oração. Agora, Senhor, ajuda-nos Tu! Dá-nos Tu a paz, ensina-nos Tu a paz, guia-nos Tu rumo à paz. Abre os nossos olhos e os nossos corações e dá-nos a coragem de dizer: “nunca mais a guerra”; “com a guerra tudo se destrói!” Dá-nos a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz … Faz-nos dispostos a ouvir o grito dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão. Ámen.
Após ter saudado cordialmente a todos, romanos e peregrinos e, por ocasião do “Domingo do Mar” que hoje se celebra o Papa acrescentou:
Dirijo o meu pensamento aos marítimos, aos pescadores e às suas famílias. Exorto as comunidades cristãs, especialmente as costeiras, para que sejam atentas e sensíveis para com eles. Convido os capelães e voluntários do Apostolado do Mar para continuarem o seu empenho no cuidado pastoral destes nossos irmãos e irmãs. A todos, mas de modo especial àqueles que se encontram em dificuldades e longe de casa, confio à materna proteção de Maria, Estrela do Mar
E o Papa se uniu também em oração para os Pastores e fiéis que participam na peregrinação da Família da Rádio Maria em Jasna Gora, Czestochowa, agradecendo-lhes pelas orações e abençoando-os de coração.
Em seguida saudou afetuosamente a todos os filhos e filhas espirituais de São Camilo de Lellis, que ontem marcou os 400 anos da sua morte, e convidou a Família Camiliana, no auge deste ano jubilar, a ser um sinal do Senhor Jesus que, como bom samaritano, se inclina sobre as feridas do corpo e do espírito da humanidade sofredora, derramando sobre elas o óleo da consolação e o vinho da esperança. E a todos os presentes na Praça de São Pedro, bem como aos profissionais da saúde que trabalham nos hospitais e lares de idosos, o Papa Francisco formulou a esperança de crescer mais e mais no carisma da caridade, alimentado pelo contato quotidiano com os doentes.


sábado, 12 de julho de 2014

Discurso da Missa de Renovação dos Compromissos

Esta é uma noite de glória. Uma noite de vitória. Uma noite em que nós, Comunidade Encontro, junto com nossos amigos, sócios evangelizadores, benfeitores, familiares e com a Igreja, na pessoa dos nossos queridos amigos sacerdotes Pe. Rogério, Frei Gracione, seminaristas e das novas comunidades, testemunhamos a grandeza de Deus em sua infinita majestade e beleza.
Mas, que glória é essa? Que vitória é essa? Quando as luzes se apagam ao final de uma bela cerimônia, o que vai permanecer? O que vai nos fazer chegar ao fim? É a entrega diária, a oferta de amor. A luz que se apaga no templo e acende no coração e brilha para os que estão longe. A capacidade de abraçar um ideal cujo prêmio mais nobre não se pode ver neste mundo. Pelo contrário, nós que renovamos nossos compromissos e os que abraçaram hoje sua cruz estamos dispostos a perder, dar e consumir a vida por amor. Aí está o verdadeiro poder de Deus, onde ele deseja realmente reinar. É sobre nossa vontade, nosso coração, que aspira agora pelas coisas que a minoria prefere.

Bendita noite! Noite de alegria, pois o grão que cai na terra vai brotar e dar frutos, começando por morrer. Se a maior alegria do agricultor é uma boa colheita, nossa grande alegria nessa noite é saber que nosso Pai, o Agricultor, está feliz. Pois nossa entrega também fará outros filhos, que hoje choram, sorrirem. Esse Deus infinito, majestoso, quer ser servido por pobres, por quem oferta toda a sua vida em sacrifício de amor pela humanidade, pela juventude. O poder que hoje testemunhamos é o poder da liberdade de entrega, o poder de passar pelo caminho estreito, de se imolar na cruz. Poder de alcançar um tesouro que, conquistado, força nenhuma sobre esta terra será capaz de nos roubar: uma verdadeira vida aqui e, depois, a vida eterna.

Membros Consagrados da Comunidade Encontro

sexta-feira, 11 de julho de 2014

São Bento e os salmos

A liturgia  dos monges beneditinos tem raízes profundas. Os primeiros cristãos eram judeus convertidos e tinham a hábito de rezar. O próprio Jesus rezava em sua casa, rezava os Salmos e ia à Sinagoga para escutar a Escritura. Já os primeiros cristãos eram assíduos à oração. Nos primeiros séculos rezavam de manhã à tarde e à noite. Vemos isso no livro do êxodo 29, 38-42. Eles tinham 2 sacríficios : um de manhã e outro à tarde. São os antepassados de Laudes e Vésperas. No Novo Testamento, o grande mestre de oração é São Lucas . Ele começa e termina seu Evangelho no Templo. No cap. 1, 8-23 Lucas descreve uma liturgia de oração durante a qual aparece o Anjo do Senhor a Zacarias. E depois da Ascensão nos fala que os discípulos (cap 24, 52-53) permaneciam sempre no Templo louvando a Deus. Lucas no decorrer no do seu Evangelho insiste sobre o tema da oração com expressões como estas: rezar sempre, sem interrupção, em todo momento, dia e noite… Também nos Atos dos Apóstolos vemos como os batizados eram assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à união fraterna, à fração do pão e às orações.
No decorrer dos séculos esses momentos de oração foram se organizando. No século VI, São Bento (+ 547) dedica 10 capítulos de sua Regra para falar da organização do Oficio e 2 para tratar da teologia do Ofício. S. Bento distribuiu os 150 salmos ao longo do ciclo de uma semana. Para cada Oficio colocou um número de Salmos. Na Regra, ele cita os Padres do deserto: estes recitavam o Saltério num só dia e os monges beneditinos o fazem ao longo de uma semana. O Ofício beneditino exerceu uma grande influência no Ocidente até o séc XII. 
Para São Bento o Ofício é tão importante que nada se deve antepor à ele. Uma das condições para aceitar o candidato no Mosteiro e mesmo alguém diante dos votos é se ele é solicito para o Ofício Divino. Na Regra Beneditina tem todo um ritual muito bonito sobre a maneira de se comportar durante o Ofício Divino. São os capítulos 19 e 20. Pode-se ver antes de tudo o sentido da presença de Deus. “Cremos estar em toda a parte a presença divina…creiamos nisso principalmente e sem dúvida alguma quando estamos presentes ao Ofício Divino.” (RB 19 ,7). O monge deve ter uma participação ativa e consciente no Oficio Divino. “ e tal seja a nossa presença na salmodia que a nossa mente concorde coma nossa voz.”

Os Salmos elevam a mente

Na Liturgia das Horas, a Igreja, para rezar, serve-se em grande parte daqueles esplêndidos poemas que os autores sagrados do Antigo Testamento compuseram sob inspiração do Espírito Santo. Em razão desta sua origem, os salmos têm a virtude de elevar até Deus a mente das pessoas, despertar nelas piedosos e santos afetos, ajudá-las maravilhosamente a agradecer na prosperidade e dar-lhes, na adversidade, consolo e fortaleza de ânimo (IGLH, 100).*
Contudo, os salmos não encerram mais que uma sombra daquela plenitude dos tempos que se revelou em Cristo, Nosso Senhor e da qual se alimenta a oração da Igreja. Por isso, embora todos os fiéis cristãos estejam de acordo em terem elevada estima aos salmos, não é de estranhar que surja, por vezes, alguma dificuldade, quando alguém na oração procura fazer seus aqueles poemas venerandos (IGLH, 101)

Salmo 1 - Os dois caminhos do homem

Felizes aqueles que, pondo toda a sua esperança na Cruz, desceram até a água (Autor do Século II)

1Feliz é todo aquele que não andar
conforme os conselhos dos perversos;
que não entra no caminho dos malvados,
nem junto aos zombadores vai sentar-se;
2mas encontra seu prazer na lei de Deus
e a medita, dia e noite, sem cessar.

3Eis que ele é semelhante a uma árvore
que à beira da torrente está plantada;
ela sempre dá seus frutos a seu tempo,
e jamais as suas folhas vão murchar.
Eis que tudo o que ele faz vai prosperar,

4mas bem outra é a sorte dos perversos.
Ao contrário, são iguais à palha seca
espalhada e dispersada pelo vento.

5Por isso os ímpios não resistem no juízo
nem os perversos, na assembléia dos fiéis.
6Pois Deus vigia o caminho dos eleitos,
mas a estrada dos malvados leva à morte.

* IGLH: Introdução Geral da Liturgia das Horas
Fonte: 
Mosteiro do Encontro
Saltério Litúrgico

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Avança processo de beatificação de bispo que atuou no Brasil

Dom Viçoso, natural de Portugal, foi nomeado Bispo de Mariana (MG) em 1843 e governou a diocese por 29 anos
O Papa Francisco recebeu nesta terça-feira, 8, o Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, e autorizou a promulgação de alguns decretos. Dentre eles, consta a declaração das virtudes heroicas do Servo de Deus Antonio Ferreira Viçoso, da Congregação da Missão, que foi bispo de Mariana, em Minas Gerais.
Sobre Dom Viçoso
dom_vicosoNatural de Peniche, em Portugal, foi ordenado sacerdote em 1818, e chegou ao Brasil de dom João VI no ano seguinte. Inicialmente abriu o Colégio do Caraça e se dedicou ao serviço da Palavra de Deus, pregando frutuosas missões nos povoados mineiros. Ocupado depois na educação da juventude, esteve por 15 anos em Jacuecanga, entorno de Angra dos Reis.
Regressando a Minas (1837), foi eleito Superior Geral dos Lazaristas e, no ano de 1844, foi ordenado Bispo no Mosteiro de São Bento, Rio de Janeiro. Pertencia ao grupo de reformadores, que seguiam a orientação do Papa e não do Imperador, como Dom Vital de Oliveira e Dom Macedo Costa. Reformou o Seminário de Mariana, fundado em 1750, aplicando as normas do Concílio de Trento para a formação do clero.
Governou a diocese de Mariana por 29 anos: foi pastor dos pobres e órfãos, protetor dos escravos, abnegado missionário, reformador do clero, defensor dos direitos da Igreja, exemplar devoto da Virgem Maria. Seu nome não mais se apagou na memória agradecida dos mineiros. Morreu em 1875.
Dom Silvério Gomes Pimenta, seu afilhado e primeiro biógrafo, abriu seu Processo de Canonização em 1875. Há quase um século, a Cúria de Mariana vem recebendo ininterruptamente comunicações iteradas de bênçãos, graças e favores atribuídos à mediação celeste de Dom Viçoso. A maioria destas manifestações de agradecimento chega do território mineiro, mas muitas procedem de outras localidades, inclusive do exterior (Portugal, Canadá).
Dom Luciano Mendes de Almeida, falecido em 2006 e cujo processo de beatificação está em curso desde agosto de 2011, teria rezado pedindo a intercessão de Dom Viçoso para o restabelecimento, depois de grave acidente de carro sofrido em 1990.
Assim como Dom Luciano, o Venerável Dom Viçoso está também enterrado na cripta da Catedral da Sé, em Mariana.
Outros decretos
Vários outros decretos também foram autorizados pelo Papa, sendo declaradas as virtudes heróicas de:
Saturnino López Novoa, Sacerdote diocesano espanhol, Co-fundador da Congregação das irmãs Pobres dos Idosos Desamparados (1830-1905);
Giuseppe Augusto Arribat, Sacerdote professo Salesiano francês ( 1879-1963);
Maria Verônica da Paixão, monja professa carmelita, fundadora da Congregação do Carmelo Apostólico, nascida na Turquia em 1823 e falecida na França em 1906;
Elena da Persico, Fundadora do Instituto Secular das Filhas da Rainha dos Apóstolos, italiana (1869-1948);
Gaetana do Santíssimo Sacramento, italiana, primeira Superiora Geral da Congregação das Pobres Filhas de São Caetano (1870- 1935);

Marcello Candia, leigo italiano, nascido em 1916 e falecido em 1983.

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 9 de julho de 2014

CONACAT: Congresso Nacional Católicos Online

Católicos brasileiros reúnem-se em pela primeira vez congresso online para tratar o tema da Cultura do Encontro

Com 42 palestrantes e sete dias d duração, o Congresso Nacional Católicos Online (Conacat) – Todos pela Cultura do Encontro, http://www.catolicoemrede.com.br, que acontece entre os dias 11 a 17 de agosto, dois dias após o Dia dos Pais,  inteiramente gratuito, será o primeiro evento dessa natureza organizado completamente online, no Brasil. Com curadoria do jornalista Wagner Moura, o CONACAT conta com o apoio pessoal do vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva. O evento irá ajudar a Casa de Amparo Frei Galvão, em Nilópolis (RJ) e Associação Guadalupe, Campo Limpo (SP), instituições que acolhem mulheres grávidas em situação de risco social. Após a transmissão gratuita, as palestras serão vendidas para quem desejar contribuir com as iniciativas sociais que receberão 50% do valor da venda.
Wagner Moura participou como membro convidado do Vatican Blog Meeting, encontro mundial de blogueiros, promovido pela Igreja Católica, em 2011, no Vaticano, Roma - primeiro evento do gênero promovido pelo Vaticano. Após amadurecer a idéia de um evento capaz de reunir jovens brasileiros por meio da internet, Wagner idealizou o Conacat inspirado ainda no que aprendeu durante o Vatican Blog Meeting e fomentar uma maior participação católica na internet, com formação adequada.
“O principal objetivo é servir de auxílio para o protagonismo leigo, com foco na formação dos que desejam evangelizar na prática nesse novo continente digital. Por isso, convidei  sacerdotes e leigos de reconhecida atuação na Igreja, em diversas regiões do Brasil e do mundo. Se um católico tem o desejo de evangelizar, mas não  têm como viajar para participar de encontros como esse, levamos esses palestrantes ao encontro de quem deseja formação”, explica Wagner Moura, idealizador e organizador do Conacat, que pretende com o evento ajudar a promover a Cultura do Encontro estimulada pelo Papa Francisco.
Todos os convidados tiveram como critério de escolha o reconhecimento no protagonismo evangelista em suas comunidades, regiões ou atuação nacional nas áreas da comunicação, política, artes, design e evangelização de jovens. “Esse será um congresso muito importante, com temas de interesse para todos que trabalham com a evangelização. Eu aconselho os que puderem a participar!”, recomenda o arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva, em vídeo-convite para o Conacat divulgado nas redes sociais do evento.
Entre os palestrantes confirmados estão o teólogo e professor, Felipe Aquino, e padre Joãozinho, scj  sacerdote dohoniano autor de 10 discos e 47 livros, conhecido no Brasil inteiro pela atuação na música e na direção pastoral. Além deles, integra o time de palestrantes o padre John Wauck, professor da Escola de Comunicação e Igreja, da Universidade de Santa Cruz (Pontificia Università della Santa Croce), Roma (PUSC-Roma) e presidente do Comitê Organizador do Seminário “The Church Up Close: Convering Catholicsm in the Age of Francis” ("A Igreja em foco: Cobrindo o catolicismo na era Francisco”), seminário que acontecerá em setembro desse ano, em Roma, voltado para jornalistas que cobrem a Igreja Católica.
Página Social: www.facebook.com/congressoonline

Fonte: ACI Digital

terça-feira, 8 de julho de 2014

Oração de Renúncia

Senhor Jesus, confesso que pequei quando busquei a solução para minha vida fora de Ti. Perdoa-me, Senhor, pela minha ignorância, pela dureza de meu coração e por todas as vezes que eu quis passar à Tua frente, buscando respostas imediatas por meio de práticas proibidas. "Meu Deus, não foi ao Senhor que enganei mais a mim mesmo permitindo-me acreditar no erro e bebendo suas consequências."
Venho recorrer ao Teu amor misericordioso... Perdoa-me, Jesus, aceita esta oração que eu faço de todo o meu coração, com toda a minha inteligência e com todas as minhas forças.
Virgem Maria, mãe de Jesus e minha mãe, vencedora das batalhas de Deus, esmagadora da cabeça da serpente, a senhora que avança como um exército, revestida da glória e do poder que Deus lhe concedeu, seja nesta hora para mim intercessora, amparo, refúgio contra todo mal.
Senhor Jesus Cristo, pela Tua Santa Cruz, pelas Tuas chagas, pelo Teu preciosíssimo sangue, pelo Teu santo e temível nome renuncio de todo o coração...
...a Satanás, a todas as suas seduções e ciladas, às suas mentiras, aos seus facilitismos.
...a todo vício de pecado, a toda escravidão pelos meus sentidos, a todo o mal contra mim e contra o meu próximo.
...a todo espírito de confusão, de distúrbio nos meus sentimentos, de agressividade, de ódio e rancor, de vingança e de ira, de ressentimento e mágoa, de tristeza e de prostração, de rejeição por parte das pessoas, de descrença em Deus e no seu amor, de decepção e desespero.
...a todo espírito de morte e desejo de morte dos outros, de autoflagelação e suicídio, de angústia e de esgotamento, de cansaço e torpor.
...a todo espírito de maldição, de blasfêmia e de xingamento, de fofoca e mentiras, de ironia e deboche, de palavrões.
...de todo espírito de promiscuidade, de prostituição e adultério, de desregramento sexual, de práticas homossexuais, de vício de masturbação e de excitação por pornografia.
...a todo espírito de seitas secretas, de idolatria, de falsas religiões, de magias e esoterismo.
...de bruxaria, de feiticismo e espiritismo, de agouros e encantamentos, de adivinhação e sortilégios, de evocação dos mortos.
...a todos os espíritos que foram invocados sobre mim ou sobre minha família.
Senhor Jesus, peço que quebres todo julgo hereditário que pesa sobre mim, todas as maldições, taras, tendências para o mal... Que tudo o que me foi comunicado pelos meus antepassados seja tocado pelo Teu sangue redentor.
Destrói, Senhor, todos os efeitos de consagrações, pactos, batismos e outros sinais de consagração feitos da minha pessoa no espiritismo, na magia ou em qualquer seita. Renuncia a todos os benefícios ou falsos benefícios obtidos por esses meios.
Senhor, não quero ter parte com nada que Te ofenda. Quero ser Teu, entrego-me inteiramente a Ti e confesso que Jesus é o meu Senhor.
"Revista-me com Teu sangue, Senhor! Que ele seja uma barreira intransponível entre mim e o inimigo. Que o inimigo Te seja submetido, e prostre-se aos pés da Tua cruz para que o Senhor, disponhas dele."

Abra agora a sua Bíblia e veja que coisa maravilhosa é o Salmo 5. Reze com ele. Algumas citações pra aprender com a Sagrada Escritura e meditar ao longo da semana: Ef 6, 10-18; Mt 6, 24; At 2, 36; 1Ped 5, 8-9; Sl 85. 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Francisco aos jovens: sejam corajosos na esperança e na solidariedade

Na segunda etapa de sua visita pastoral à região italiana do Molise, o Papa Francisco, após ter passado a manhã e início da tarde deste sábado em Campobasso, transferiu-se de helicóptero para Castelpetroso, onde, no adro do Santuário da cidadezinha do sul da Itália, encontrou os jovens das dioceses do Abruzzo e do Molise.
"Agradeço-lhes pela numerosa e alegre presença de vocês", disse Francisco inicialmente. "O entusiasmo e o clima de festa que sabem criar são contagiosos", ressaltou.
"Com este entusiasmo – acrescentou –, sejam abertos à esperança e desejosos de plenitude, de dar significado ao futuro de vocês, a suas vidas, a entrever o caminho adequado para cada um de vocês e a escolher o caminho que lhes dê serenidade e realização humana."
"De um lado – frisou –, estejam à procura daquilo que realmente conta, que permanece estável no tempo e é definitivo, estejam em busca de respostas que iluminem a mente de vocês e aqueça o coração não somente no espaço de uma manhã ou por um breve trecho de estrada, mas para sempre."
"A sociedade de hoje e seus prevalentes modelos culturais, por exemplo, a 'cultura do provisório' – evidenciou –, não oferecem um clima favorável para a formação de escolhas de vida estáveis com laços sólidos, construídos numa rocha do amor, de responsabilidade, mas na areia da emoção do momento."
Após evocar a dificuldade em nossos dias a se fazer escolhas importantes e longamente ponderadas, falando sem texto, disse: "Hoje escolho isso, amanhã aquilo, mas, vou para onde o vento sopra; ou quando acaba meu entusiasmo, minha vontade, inicio outro caminho... E assim se dá voltas pela vida, como num labirinto! O caminho não é o labirinto... Não se pode desperdiçar a vida dando voltas".
"Todavia, caros jovens – disse ainda –, o coração do ser humano aspira coisas grandes, a valores importantes, a amizades profundas, a laços que se reforçam nas provações da vida, ao invés de romper-se. O ser humano aspira amar e ser amado: essa é a nossa aspiração mais profunda."
"A cultura do provisório não exalta a nossa liberdade, mas nos priva do nosso verdadeiro destino, das metas mais verdadeiras e autênticas. É uma vida em pedaços. É triste chegar a uma certa idade, olhar o caminho que fizemos e descobrir que foi feita em diferentes pedaços, sem unidade, sem definição: tudo provisório..."
"Não deixem que lhes seja roubado o desejo de construir na vida de vocês coisas grandes e sólidas! É isso que nos leva adiante. Não se contentem com pequenas metas! Aspirem a felicidade, tenham coragem, a coragem de sair de vocês mesmos, de arriscar plenamente o futuro de vocês junto a Jesus... Ele nos ama definitivamente, escolheu-nos definitivamente, doou-se definitivamente a cada um de nós. É nosso defensor e irmão mais velho e será nosso único juiz."
E, falando sem texto, acrescentou: "Uma palavra que gosto de repetir, porque a esquecemos muito. Deus não se cansa de perdoar. Isso é verdade, hein?... Somos nós que nos cansamos de pedir perdão, mas Ele perdoa sempre, todas as vezes que Lho pedimos".
Por fim, o Papa Francisco deixou aos jovens uma veemente exortação:
"Tenham coragem e esperança também ao enfrentar as dificuldades derivantes dos efeitos da crise econômica. A coragem e a esperança são dotes de todos, mas, em particular, dos jovens: coragem e esperança."

Fonte: news.va

sábado, 5 de julho de 2014

Papa fala sobre trabalho dominical em visita a Campobasso

Para o Pontífice, o domingo livre não é apenas para os crentes, mas para toda a sociedade


O Papa Francisco realiza mais uma visita pastoral, desta vez, a Campobasso e Isérinia, duas dioceses do Centro-Sul da Itália, 200 km ao sul de Roma. O helicóptero em que viajava chegou neste sábado, 5 por volta de 8h30 (horário italiano) ao heliporto da Universidade de Molise. Primeiro momento desta visita, foi um encontro com o mundo do trabalho, na Aula Magna desta Universidade de Campobasso.
Em suas palavras, o Papa destacou, primeiramente, o significado deste encontro numa Universidade. Para o Pontífice, “exprime a importância da investigação e da formação, também para dar resposta às complexas questões que a atual crise econômica coloca, tanto no plano local, como a nível nacional e internacional”.
Segundo o Santo Padre, um bom percurso formativo não oferece soluções fáceis, mas ajuda a ter um olhar mais aberto e criativo para valorizar melhor os recursos do território.
Francisco também reafirmou a necessidade de “proteger” a terra, um dos maiores desafios do tempo atual, para o Papa. “Convertermo-nos a um desenvolvimento que saiba respeitar a natureza criada”, pediu.
Comentando a intervenção de uma operária, mãe de família, o Papa agradeceu o seu testemunho e o apelo por esta lançado a favor do trabalho e da família.
“Trata-se de procurar conciliar os tempos do trabalho com os tempos da família. É um ponto crítico, um ponto que nos permite discernir, avaliar a qualidade humana do sistema econômico em que nos encontramos”.
Neste contexto, Francisco também colocou a questão do trabalho dominical, que, segundo ele, não diz respeito apenas aos crentes, mas a todos, como escolha ética.
“A pergunta é: a que queremos dar prioridade? O domingo livre do trabalho – exceto para os serviços necessários – está a afirmar que a prioridade não é o elemento econômico, mas o humano, o gratuito, as relações não comerciais, mas sim familiares, amigáveis; para os crentes, também a relação com Deus e com a comunidade. Chegou porventura o momento de nos perguntarmos se trabalhar ao domingo é uma verdadeira liberdade”, considerou o Pontífice.
O Papa concluiu propondo aos trabalhadores e empresários presentes um “pacto do trabalho” para responder ao “drama do desemprego e congregando as forças de modo construtivo”. Uma estratégia com as autoridades nacionais, tirando partido das normas nacionais e europeias.
Como habitual nas suas viagens, o Papa Francisco almoçará com pobres, assistidos pela Cáritas, na ‘Casa dos Anjos’, ainda na cidade de Campobasso.
À tarde, o Papa faz nova viagem de helicóptero, rumo a Castelpetroso, cerca de 30 quilômetros a leste de Campobasso, onde o Papa Francisco vai se encontrar com os jovens das dioceses de Abruzzo e do Molise. O programa inclui, às 16h00, uma viagem de carro até Isérnia, onde meia hora depois o Papa discursará para os detidos da prisão local.
Os dois últimos encontros desta viagem papal têm lugar na Catedral de Isérnia: um encontro com doentes e com as autoridades locais, dando, assim, início ao Ano Jubilar Celestiniano, no oitavo centenário do nascimento de São Celestino V, Pietro Angeleri de Morrone (1209-1296), monge que fundou a Ordem dos Celestinos e passou à história por renunciar voluntariamente ao papado após 5 meses de pontificado.
Papa Francisco retorna ao Vaticano ainda na noite deste sábado, 5.

Fonte: Canção Nova e Rádio Vaticano