Google+ Outubro 2014 ~ Comunidade Encontro

Clique e ouça!

24h de música católica para você!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Asia Bibi, paquistanesa católica condenada à morte, escreve ao Papa Francisco


“Papa Francisco, sou a tua filha Asia Bibi. Imploro-te: reza por mim, por minha salvação e minha liberdade. Neste momento, posso somente confiar em Deus, que é o Todo-poderoso, aquele que tudo pode por mim” estas são as palavras que Asia Bibi, mulher e mãe católica condenada à morte por blasfêmia no Paquistão, escreveu ao Santo Padre depois da confirmação de sua sentença de morte pela Alta Corte de Lahore.


A mulher, que está na prisão para mulheres de Multão há 5 anos, soube do veredicto da corte faz alguns dias e quis escrever uma carta ao Santo Padre. O Vatican Insider recebeu uma cópia e divulgou.

Seu marido, os advogados e as pessoas da “Renaissance Education Foundation”, que se encarregam de sua família, comunicaram-lhe (pelo momento e com uma versão reduzida dos fatos) que os “tempos do processo se alargaram mais”, pois temiam que uma notícia tão ruim pudesse provocar uma nova queda no ânimo da mulher, que continua em condições muito frágeis. O mesmo comunicaram aos seus cinco filhos.

“Ainda me agarro com força a minha fé cristã”, escreveu ao Papa “e me nutro da confiança em Deus, meu Pai, que me defenderá e me devolverá a liberdade. Também confio em ti, Santo Padre Francisco, e em suas orações”.

“Papa Francisco –continua o texto–, sei que estás rezando por mim com todo o coração. Sei que, graças às tuas orações, a minha liberdade poderá ser possível. Em nome de Deus Todo-poderoso e de Tua glória, expresso-te todo o meu agradecimento por tua proximidade neste momento de sofrimento e desilusão”.

Asia expressa o seu desejo mais profundo na carta: “A minha única esperança é poder ver um dia a minha família reunida e feliz. Eu acredito que Deus não me abandona e que tem um projeto de bem e de felicidade para mim, que começará dentro de pouco tempo. Agradeço a todas as pessoas que nas comunidades cristãs de todo o mundo rezam por mim e fazem de tudo para me ajudar”. Asia também dedica um agradecimento especial à “Renaissance Education Foundation” de Lahore, que “apoia o meu marido Ashiq e a minha família”.


Justamente nesta fase muito delicada, seus advogados defensores estão preparando o processo que se realizará na Suprema Corte do país.

Fonte: ACI Digital

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Papa Francisco considera inaceitável para um cristão apoiar a pena de morte

VATICANO, 23 Out. 14 / 03:55 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco dirigiu nesta quinta-feira um discurso a uma delegação da Associação Internacional de Direito Penal no qual condenou as execuções extrajudiciais e a pena de morte, medida usada inclusive por regimes totalitários para suprimir a dissidência e perseguir as minorias, e afirmou que o respeito à dignidade humana deve ser o limite a qualquer arbitrariedade e excesso por parte dos agentes do Estado.


No seu discurso o Santo Padre reafirmou a condenação absoluta da pena de morte, que para um cristão é inadmissível; assim como as chamadas “execuções extrajudiciais”, quer dizer, os homicídios cometidos deliberadamente por alguns estados ou seus agentes e apresentados como consequência indesejada do uso aceitável, necessário e proporcional da força para aplicar a lei.

Francisco assinalou que os argumentos contra a pena de morte são conhecidos. A Igreja –indicou-, mencionou alguns, como a possibilidade de erro judicial e o uso que lhe dão os regimes totalitários como “instrumento de supressão da dissidência política ou de perseguição das minorias religiosas ou culturais”.

Do mesmo modo, expressou-se contra a prisão perpétua por ser “uma pena de morte disfarçada”.

O Santo Padre também condenou a tortura e advertiu que a mesma doutrina penal tem uma importante responsabilidade nisto por ter permitido, em certos casos, a legitimação da tortura em determinadas condições, abrindo o caminho para abusos posteriores.

No seu discurso, Francisco também exortou os magistrados a adotarem instrumentos legais e políticos que não caiam na lógica do “bode expiatório”, condenando pessoas acusadas injustamente das desgraças que afetam uma comunidade.

Além disso, abordou a situação dos presidiários sem condenação e dos condenados sem julgamento. Assinalou que a prisão preventiva, quando usada de forma abusiva, constitui outra forma contemporânea de pena ilícita disfarçada.

Também se referiu às condições deploráveis dos penitenciários em boa parte do planeta. Disse que embora algumas vezes isso ocorra devido à carência de infraestruturas, muitas vezes são o resultado do “exercício arbitrário e desumano do poder sobre as pessoas privadas de liberdade”.

Francisco não esqueceu a aplicação de sanções penais às crianças e idosos condenando seu uso em ambos os casos. Além disso, condenou o tráfico de pessoas e a escravidão, “reconhecida como crime contra a humanidade e crime de guerra tanto pelo direito internacional como em tantas legislações nacionais”.




O Papa também se referiu à pobreza absoluta que sofrem um bilhão de pessoas e a corrupção. “A escandalosa concentração da riqueza global é possível por causa da conivência dos responsáveis pela coisa pública com os poderes fortes. A corrupção, é em si mesmo um processo de morte... e um mal maior que o pecado. Um mal que mais que perdoar é preciso curar”, advertiu.

“O cuidado na aplicação da pena deve ser o princípio que rege os sistemas penais... e o respeito da dignidade humana não só deve atuar como limite da arbitrariedade e dos excessos dos agentes do Estado, como também como critério de orientação para perseguir e reprimir as condutas que representam os ataques mais graves à dignidade e integridade da pessoa”, concluiu.



Fonte: Aci Digital

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

As dores do Crescimento

Ele era um menino cheio de vida, gostava de correr no campo, jogar bola, apreciar as cores da natureza; os detalhes dos acontecimentos não lhe passavam despercebidos. No entanto, muitas vezes, acordava durante a noite chorando com dores nos braços e nas pernas. Os pais, preocupados em busca da cura, foram aconselhados a deixar o tempo passar, pois lhes diziam: “são as dores do crescimento”.


Quando meu amigo me contou essa fase de sua vida, fiquei o resto do dia com esta lição. Na verdade, crescer dói, porque exige mudanças. Mudar é exigente, pois nos desinstala, tira-nos da zona de conforto e nos lança para o desconhecido. Aliás, a mudança nos rouba algo que passamos a vida inteira tentando conquistar: a segurança. Naturalmente, trabalhamos, estudamos, investimos nos relacionamentos e fazemos tantas outras coisas visando a segurança de uma vida tranquila e estável neste mundo. 
Gostamos de saber qual é o terreno que nossos pés estão pisando e onde vai nos levar o caminho que optamos por seguir. É por isso que nos sentimos tão ameaçados quando a mudança chega, seja por escolha, necessidade ou até mesmo obrigação. É como se o chão fugisse dos nossos pés. É preciso ter fé, arte e generosidade para saber recomeçar sem fugir do desafio. É, nesta hora, que o crescimento nos estende a mão e costuma caminhar, lado a lado, com a mudança; ele quer nosso bem, mesmo que, nem sempre, seja compreendido.
O fim de um relacionamento, por exemplo, geralmente é um momento de dor, mas também de crescimento se ficarmos com o melhor que a pessoa nos ofereceu. Uma mudança inesperada de emprego também é uma ótima oportunidade para crescer e aprender coisas novas, mudar de cidade, de escola, ter de frequentar novos ambientes, conquistar novas amizades. Tudo isso, embora nos custe certo sacrifício, também nos dará prazer e nos fará crescer se soubermos acolher a novidade de coração aberto.
Até mesmo a dor pela morte de uma pessoa querida, por mais difícil que seja, pode nos proporcionar crescimento se conseguirmos superar o luto com o olhar fixo na ressurreição. A vida segue seu rumo; entre perdas e conquistas, dores e alegrias, surgem as oportunidades para crescer a cada dia, como surgem os primeiros raios de sol a cada amanhecer. Saber conciliar os acontecimentos é uma graça, mas também um desafio. Aliás, crescer é um dos maiores desafios do ser humano, até o próprio nascimento já é uma exigência ao nosso ser; e quando se fala em crescer para o amor e para a sabedoria, o processo costuma ser lento, além de ser uma questão de escolha e paciência constantes.
Paciência é fundamental na arte de crescer, pois não se atinge a estatura adulta de um hora para outra. Nos relacionamentos, é comum, mesmo entre as pessoas que se amam, aparecerem os conflitos. Na maioria dos casos, o motivo é a falta de paciência com o crescimento do outro. Neste caso, quem conseguir respeitar a opinião alheia, mesmo sem abrir mão da sua e aguardar o momento em que Deus dará luz, fazendo com que a harmonia vença, certamente crescerá mais do que quem optar por continuar defendendo seu ponto de vista. Mesmo que, agindo assim, enfraqueça a amizade ou até cause feridas. É preciso ser amigo do tempo, também é importante lembrar que o sofrimento, causado pela mudança, mantém as pessoas mais humildes e vigilantes para amar e servir mais, priorizando o que realmente vale a pena.
Os momentos de maiores provações em minha vida foram quando percebi mais mudanças no meu jeito de ser e agir, ou seja, quando cresci. Recordo-me de uma época de enfermidade, por exemplo, quando eu dependia da ajuda de pessoas até para realizar as coisas mais comuns como prender o cabelo, vestir a roupa e até me alimentar. Depois, tornei-me muito mais solícita às necessidades alheias. Hoje, quando vejo alguém limitado neste sentido, naturalmente me antecipo em ajudar. Talvez seja por isso que o Senhor diz em Sua Palavra: “A minha graça te basta, porque o meu poder se manifesta na fraqueza” (2 Cor 12,9).
Acredito que é assim quando Deus permite que a dor nos visite, pois, certamente, está nos oferecendo a oportunidade de crescermos em algum aspecto de nossa vida. Que saibamos acolher o desafio com serenidade e confiança, unindo nosso sacrifício ao sofrimento que o próprio Deus experimentou ao morrer por amor a cada um de nós. Enquanto a humanidade procura soluções rápidas e imediatas para o sofrimento, nós cristãos devemos buscar forças na cruz de Cristo. É nela que podemos encontrar resposta para as nossas dores e anseios.
Mais do que um símbolo de sofrimento, a cruz é a nossa esperança e a certeza de que Deus não nos criou para as coisas pequenas e passageiras deste mundo, mas para o infinito, para uma vida plena e feliz. Portanto, coragem, não tenhamos medo de crescer! A dor do crescimento é passageira e a felicidade conquistada pela perseverança é eterna. Estamos juntos.
Dijanira Silva
Missionária da Com. Canção Nova (em 15/03/13)

sábado, 18 de outubro de 2014

Dia Nacional da Juventude na Diocese de Cachoeiro de Itapemirim

Feitos para sermos livres, não escravos


Com alegria que celebraremos no próximo dia 19 de outubro de 2014, o Dia Nacional da Juventude, em nossa Diocese de Cachoeiro de Itapemirim (...) Momento de fé, oração, encontro, partilha e de celebrar a vida e a realidade da nossa juventude. 

A liberdade nos foi doada na cruz de Cristo. Ele nos libertou e, por isso, concedeu-nos participar da plenitude de sua vida. Na morte deu-nos vida; no sofrimento conquistou para nós a plena liberdade de filhos e filhas de Deus. 

O DNJ quer ser esse momento de celebrar a vida da juventude. A programação está maravilhosa com caminhada da paz, Santa Missa, músicas, animação, apresentações de arte, flash mob, a presença da Banda Cristosamba e a atração nacional do Ministério Missionário Shalom. Esse dia foi preparado com muito carinho para você, com a força e a união das expressões, movimentos, pastorais e novas comunidades de nossa Diocese. 

Te encontro lá! Deus abençoe e proteja a nossa juventude.


Pe. Enildo Genésio de Souza
Coordenador do Setor Diocesano da Juventude


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Faz do meu nada AMOR

"Sião dizia: O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-me. Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca. Eis que estás gravada na palma de minhas mãos. Tenho sempre sob os meus olhos, tuas muralhas." (Isaías 49, 14-16)

 O fato de você existir não foi um acaso, um qualquer acontecimento mas desejo de Deus, plano de Deus. O que Ele nos diz: Ainda que todos os que estão ao seu redor e que você pode confiar no amor, aquelas mais queridas, mais chegadas, ainda que estas pessoas esqueçam de você, o abandonem, Deus é incapaz de esquecer-se, incapaz de não exercer sua misericórdia, isso iria contra sua própria existência. Deus nos ama com amor Hesed, amor misericordioso, amor de entranhas, amor ciumento, amor capaz de dar a vida e entregar-se como nos testemunhou na Cruz e a cada sacrifício da Santa Missa esta entrega se renova.



"Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua mas por atos e em verdade." I João 3, 18. Muitas vezes nos é difícil dizer ao outro o quanto o amamos, quanto mais agir! Que grande ato este de dar a vida pelo outro! O amor é ação, é verbo, é atitude! Deus para revelar seu amor, esvaziou-se, fez-se nada e agiu, mostrando, assim, que o caminho do amor é um caminho de atitude e não de sentimento.

"Faz do meu nada amor", frase de Santa Teresinha do menino Jesus que nos faz refletir sobre o tamanho do amor de Deus por nós. E se nós, que somos filhos do Amor, não direcionarmos pra Deus também em atitudes, gestos e ações algo concreto que é sair do nosso nada e amar, não estamos sendo fiéis ao propósito de Deus para nossas vidas. Não estamos sendo coerentes àquilo que Deus nos criou pra ser pois nosso pecado, miséria, incompetência, nossa incapacidade de compreender Deus e os seus planos, o nosso costume nas coisas terrenas, os nossos apegos, as nossas inconstâncias, as nossas inseguranças, as nossas altivezes, os nossos orgulhos, a nossa vaidade, os nossos pecados, enfim, nos impedem e, portanto, configuram-se o NADA que somos. O único capaz de tornar tudo isso AMOR é aquele que se entregou por nós, Jesus Cristo. Ele, sendo AMOR, fez-se NADA por amor de nós. E nós, na nossa condição miserável, devemos corresponder a este amor. E de que forma fazer isto?

Tantas vezes a palavra AMOR ressoa no nosso coração de forma tão subjetiva: "Vou amar, vou sentir afeição, vou admirar, vou dar tudo o que a pessoa quer e acabar dando nada do que ela precisa." Para amar é necessário esvaziar-se, desinstalar-se, sair do lugar do egoísmo, do lugar onde ainda reinam as antigas práticas como por exemplo as malícias, os atos ocultos e corruptos, escondidos e que muitas vezes não desejamos largar. Para que você se torne AMOR é preciso que você reconheça o seu NADA. Essa descoberta não é vã, sem sentido, sem propósito mas um auto conhecimento cheio de gratidão por que ENCONTREI O AMOR e corresponder a Ele é a minha alegria. Somos realmente capazes de, diante de Jesus, perguntar: "Quem sou eu e que desvios de consciência trago em mim?" Esta sim é uma atitude que abre vias largas ao AMOR: Reconhecendo o meu nada, me encaminho para ser amor.

"As torrentes não poderiam extinguir o amor, nem os rios o poderiam submergir. Se alguém desse toda a riqueza de sua casa em troca do amor só obteria desprezo." Cântico 8, 7


O amor não é algo que se compra na esquina ou que se troca. O amor é doação, entrega e exige renúncia. "Pra ser amor, tem que doer", pois, seja uma pequena dor ou uma grande dor, sempre exige de nós um desapego, um soltar, um desprender uma vez que o conceito de amor é "Esvaziamento de si em direção ao outro". Aplique este conceito em sua vida, como um teste, e veja onde há o amor e aonde não há o amor. Porém, não se desespere com as áreas de desamor, uma vez desobertas, apresente para Deus, como Santa Teresinha, que escolheu o caminho da humildade, pequenez e da infância espiritual: abaixe e diga: "Senhor, faz do meu nada, AMOR." 


Trecho da pregação de Fernanda Rosetti (Consagrada da Comunidade Encontro) 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Sua felicidade é interesse de Deus



Alegria, felicidade e realização estão na vontade de Deus. Quando abandonamos os nossos planos e projetos pessoais para abrir-nos a um projeto carismático, comunitário, pra abrir-nos ao plano de Deus em nossa vida, tornamo-nos fecundos. Não a partir de nós mas a partir de uma iniciativa e de um planejamento divinos. Podemos nos considerar simples objetos no Plano de Salvação de Deus para a humanidade. Que somos filhos muito amados, sabemos mas muitas vezes nos faz bem nos consideramos simples "objetos" ou "instrumentos" nas mãos do misericordioso Deus. 

Uma vez descoberta a vocação, o sentido de vida, o profundo "ENCONTREI-ME", não tem como voltar atrás na experiência. Não tem como negar o inegável, não há possibilidade de fuga. Pra onde formos essa verdade vai nos acompanhar. Qualquer forma que possamos utilizar para esconder será inútil. Seja o que for que tentemos adquirir para esquecer daquilo que deu profundamente sentido à vida, não será para você um auxílio. A verdade sempre vai nos atrair, é a verdade que nos consagra. 

Como vocacionados, consagrados, fomos atraídos por esta verdade. Ultrapassa o chamado, ultrapassa a vocação, ultrapassa a nossa escolha, a nossa decisão pessoal. É algo que não temos controle. Não se pode dizer que não existe. Pode-se, porém, abafar, utilizar de muitos artifícios para que isso fique bem esquecido. É possível dizer "não" a cada dia que se levanta, temos essa liberdade. Deus não dá o passo além do que nossa liberdade permite. Ainda assim, dizer que não existe uma eleição de Deus sobre a sua vida, dizer que não existe a mão do Amor sobre você, não é possível. 

Aqueles que são selados e marcados por Deus para uma vocação e que vão contra esse plano de amor, abafando e adquirindo formas de esquecer a história com Deus e seu chamado inicial, tem toda a liberdade para isso mas a mesma liberdade que usam para buscar fora aquilo que só pode ser achado dentro, deve ser usada para reconhecer "há uma verdade e eu estou fora dela." 


 A escolha de Deus existe e é única, feliz e imensa. Não devemos entender este aspecto do chamado de Deus e resposta do homem como um "peso" a ser vivido, como que uma "predestinação", um "inevitável", um "destino". A misericórdia de Deus é infinita e mesmo se o homem não for fiel a este chamado, Ele mesmo se orienta divinamente, com todos os seus recursos, para apresentar suas novas possibilidades de vida nos Planos B, C, D... Porém, é fato, sempre existirá o "PLANO ORIGINAL" e as consequências de se ter aderido a ele com paixão ou simplesmente fingir que ele nunca existiu, são mais reais que imaginamos. Deus não abandona o homem se o homem o abandonar, pelo contrário, insiste em aproximá-lo desta verdade. O homem pode, com suas escolhas, dificultar cada vez mais a concretização do plano original de Deus pra vida dele. 

Por isso vemos tantos casais desfazendo-se em casamentos, pessoas que não "dão certo" em relacionamentos e que talvez nunca se questionaram se realmente tem essa vocação. Vemos pessoas chegando à idade avançada mergulhando em depressão, problemas psiquiátricos porque não buscaram sentido de vida mas uma vida pautada a partir do clamor social por status, emprego, auto imagem preservada. Vemos uma sociedade cada vez mais secular, consumista e calculista. Jovens perdidos, confusos, sem direção. Gostam de tudo e ao mesmo tempo de nada. Nunca sequer se perguntaram sobre vocação, sobre chamado de Deus, sobre a verdade.

Aí está a verdade casal, jovens, famílias, sociedade: Vontade de Deus. E que alegria poder dizer para você que há caminho, há solução, há uma verdade única, a sua felicidade não é  relativa, não "depende da situação", este assunto é de interesse de Deus! É Ele mesmo quem luta por sua realização! Chega de tanta confusão, chega de tantas lorotas complicadas a respeito da existência humana e divina. Deus não é simplista, na verdade, Ele é um insondável mistério de Amor, alvo de críticas, ódio, mortes, paixão, devoção, entrega total; porém Deus é simples. 

E lá vai o querigma - anúncio - capaz de salvar a mim e a você: Deus amou tanto o mundo que enviou seu Filho ao mundo. Jesus Cristo nasceu, viveu entre os homens, anunciou o reino de Deus e convidou à conversão, morreu por nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia. A ressurreição de Cristo fez com que nos fosse enviado um auxiliador, o Espírito Santo, que move a Igreja de Deus, suscitando homens e mulheres para a propagação do seu Reino, visando a vivência do céu já aqui na terra pela lei maior, a do amor.


Qual o caminho, via, espiritualidade, carisma, VOCAÇÃO pela qual Deus te chama para propagar o reino dele aqui na terra e tornar-te a pessoa mais feliz do mundo?

Fernanda Rosetti
Consagrada da Comunidade Encontro

Fotos: Jovens vocacionados da Comunidade Encontro encontrando felicidade nos Planos de Deus

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O Papa inaugura o Sínodo da Família: “Deixemo-nos guiar pelo Espírito Santo”


VATICANO, 05 Out. 14 / 01:49 pm (ACI/EWTN Noticias).- Com um chamado a deixar-se guiar pelo Espírito Santo, o Papa Francisco inaugurou neste domingo, 5, o Sínodo extraordinário dos Bispos sobre a Família com uma Missa solene celebrada no Vaticano.
Durante a homilia, o Papa Francisco comentou as leituras do domingo referidas à Vinha do Senhor, e destacou que “com sua parábola, Jesus se dirige aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, quer dizer, aos «sábios», à classe dirigente. A eles encomendou Deus de maneira especial seu «sonho», quer dizer, seu povo, para que o cultivassem, cuidassem dele, protegessem-no dos animais selvagens”
“Estamos chamados no Sínodo dos Bispos a trabalhar pela vinha do Senhor. As Assembleias sinodais não servem para discutir ideias brilhantes e originais, ou para ver quem é mais inteligente”, disse o Pontífice; “servem para cultivar e guardar melhor a vinha do Senhor, para cooperar em seu sonho, seu projeto de amor por seu povo”.
“Neste caso, o Senhor nos pede que cuidemos da família, que desde as origens é parte integral de seu intuito de amor pela humanidade”, acrescentou.
“O sonho de Deus –advertiu- sempre se enfrenta com a hipocrisia de alguns servos. Podemos «frustrar» o sonho de Deus se não nos deixamos guiar pelo Espírito Santo. O Espírito nos dá essa sabedoria que vai além da ciência, para trabalhar generosamente com verdadeira liberdade e humilde criatividade." 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Arquidiocese de Brasília lança "Orientações Pastorais sobre Eleições 2014"

Para ajudar na formação da consciência política dos fieis, a Arquidiocese de Brasília lançou o documento Orientações Pastorais – Eleições 2014. A publicação quer contribuir para o debate e formação dos cidadãos a respeito do processo eleitoral deste ano.
O material foi elaborado por dom Sergio da Rocha, arcebispo metropolitano de Brasília, e pelos bispos auxiliares dom Leonardo Ulrich Steiner, dom Valdir Mamede, dom José Aparecido e dom Marcony Vinícius Ferreira. As orientações trazem reflexões sobre a atuação de candidatos e eleitores, além de caminhos pastorais para a Igreja de Brasília durante o período.
No documento, os bispos asseguram a neutralidade da Igreja local na política, relatando que a missão eclesial é evangelizadora e de caráter eminentemente pastoral, reprovando qualquer uso da instituição, dos integrantes dela e das atividades pastorais para fins eleitoreiros.
Os epíscopos atentaram ainda para a importância do voto e da participação consciente, sendo realizado como um ato de responsabilidade, uma vez que este ato traz implicações para a vida de todos.
O documento também apresenta critérios que podem ser levados em consideração na hora da escolha do candidato: comportamento ético, honestidade, competência, transparência e vontade de servir ao bem comum – que deve estar acima dos interesses particulares.
Destaques
Na publicação, dois pontos têm destaque. O primeiro é referente às questões de vida e família; já o segundo é categórico a respeito da situação de clérigos e religiosos que queiram disputar cargos políticos.
“Os candidatos e suas propostas políticas devem defender e promover a vida de cada pessoa desde a concepção até o seu fim natural, o matrimônio e a família, o direito à manifestação pública da fé, o respeito à Igreja e à justiça social. Candidatos que apresentem propostas políticas contrárias a esses e outros valores éticos não devem receber o voto dos eleitores católicos”
(…)
“Segundo o Código de Direito Canônico, ‘os clérigos são proibidos de assumir cargos, públicos que implicam no exercício do poder civil’. (Cân. 285 3; cân.287 1). Assim sendo, na Arquidiocese de Brasília, é proibido aos clérigos candidatar-se a cargos políticos. Em caso de transgressão desta norma, eles deixarão de exercer o próprio oficio eclesiástico, com a suspensão do uso de ordem, durante a campanha eleitoral e no exercício de um eventual mandato. É vedado também aos clérigos atuar em encontros ou campanhas político-partidárias, bem como fazer pronunciamentos públicos sobre quaisquer candidatos”.
 As Orientações Pastorais – Eleições 2014 podem ser lidas na íntegra clicando aqui.