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sexta-feira, 11 de março de 2016

Conversão: verdadeiro arrependimento

A tendência de muitas pessoas religiosas do Século XXI tem sido amenizar as exigências da conversão e inventar um plano mais fácil. A noção de conversão por muitas vezes é diferente da de Jesus, que até repelia os candidatos a discípulos, dizendo-lhes as condições estritas daqueles que Ele chamava. Neste sentido, vários aspectos e transformações se dão na vida da pessoa no momento de seu encontro pessoal com Deus na oração, mas é bom destacar que o arrependimento verdadeiro dos pecados, demonstra na vida uma mudança radical, tendo maior integridade na fé.
O arrependimento, que é essencial à verdadeira conversão (cf. At 2,38; 17,30), envolve morte do pecado (cf. Rm 6). A Bíblia usa termos como “matar o velho homem e revestir-se com o novo”, e descreve com minúcias as mudanças exatas que precisam ser feitas (cf. Ef. 4,17-32; Cl 3). Maus hábitos como embriaguez, imoralidade sexual, ira, ganância e orgulho, precisam ser eliminados da própria vida, ao passo que devem ser acrescentados o amor, a verdade, a pureza, o perdão e a humildade. Este é o resultado do verdadeiro arrependimento. 
Neste tempo quaresmal, muitas pessoas tentam buscar a conversão e ajudar outras a se converterem sem arrependimento. Isso é complicado! Pois, elas ensinam um cristianismo indolor, que não exige sacrifício. Elas salientam as emoções, a felicidade e as bênçãos, porém pensam muito pouco sobre as mudanças reais que a conversão exige na vida diária da pessoa. Entendamos isto claramente: não há conversão sem arrependimento. Aquele que crer e foi batizado, que até mesmo participa fielmente das pastorais em nossas comunidades, mas que não se arrependeu, não está fazendo um processo de transformação interior. O arrependimento é um compromisso sério, determinado, de honestidade consigo mesmo.
A urgência da conversão está expressa em nosso cotidiano da vida. Jesus Cristo é a manifestação radical e definitiva do amor de Deus por nós. Mas para que esse amor de Deus se torne comunhão, mistério de aliança vivida, temos de nos abrir diariamente a graça de Deus, desejá-lo no íntimo do nosso ser, mudar em nós aquelas atitudes que dificultam ou mesmo impedem a conversão. Vamos fazer um verdadeiro exame de consciência. Reexaminar nossas atitudes e buscar de coração aberto um verdadeiro arrependimento de nossos pecados.
Seminarista Fernando Acácio

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