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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Sexta-feira Santa, o Mistério da Cruz

Capela Redemptoris Mater no Palácio Apostólico
Sexta-feira Santa é o dia do silêncio e da adoração, dia no qual se medita com
a Via-Sacra a Paixão de Cristo e se repercorre com Jesus o caminho da dor
que leva à sua morte, uma morte que, sabemos, não é para sempre
Cidade do Vaticano
Depois disso Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que se
cumprisse a Escritura, disse: “Tenho sede”. Havia ali uma jarra cheia de
vinagre. Amarraram num ramo de hissopo uma esponja embebida de
vinagre e a levaram à sua boca. Ele tomou o vinagre e disse:
“Está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” (Jo 18, 28-30).
Hoje as igrejas estão silenciosas. Na liturgia não há canto, não há música e
não se celebra a Eucaristia, porque todo espaço é dedicado à Paixão e à
morte de Jesus. Ajoelhamo-nos, para simbolizar a humilhação do homem
terreno e a coparticipação ao sofrimento do Senhor. Porém, não é um dia
de luto, mas um dia de contemplação do amor de Deus que chega para
sacrificar o próprio Filho, verdadeiro Cordeiro pascal, para a
salvação da humanidade.

A adoração da Cruz

A Cruz está presente na vida de todos os cristãos desde a purificação do
pecado no Batismo, absolvição do Sacramento da Reconciliação, até o
último momento da vida terrena com a Unção dos enfermos. Na Sexta-feira
Santa somos convidados a adorar a Cruz para o dom da salvação que
conseguimos através da sua vinda. Depois da ascese quaresmal o
cristão está preparado para não fugir do sofrimento. Durante a liturgia os fiéis
tocam a Cruz, a beijam e assim entram ainda mais em contato com a dor de
Cristo que é a dor de todos, porque Ele carregou na Cruz os pecados de
toda a humanidade para salvá-la.

No caminho da dor com Jesus

A encenação da Via-Sacra é uma prática extra litúrgica que muitas vezes é
celebrada exatamente na Sexta-feira Santa para evocar e repercorrer
juntos o caminho de Jesus para o Gólgota – o lugar da crucificação – e
portanto meditar sobre a Paixão.
A Paixão de Cristo foi introduzida na Europa pelo dominicano beato
Alvaro De Zamora da Cordoba em 1402 e mais tarde pelos Frades
Menores e compreende 14 momentos ou “estações” nas quais nos detemos
para refletir e rezar. São uma sequências de crescentes imagens
dramáticas que culminam com a morte de Cristo, em cada uma delas
Jesus é atacado pelo mal, para evidenciar, por contraste, a vitória d’Ele
sobre a morte e sobre o pecado que será celebrada daqui a dois dias com o
Domingo da Páscoa da Ressurreição.
Fonte: Vatican News

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