Google+ Como viver bem o Tempo do Advento? ~ Comunidade Encontro

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Como viver bem o Tempo do Advento?

O que é o Advento?


O advento é um tempo especial para fazermos um questionamento sério sobre nossa vida pessoal e também sobre o mundo em que vivemos. É um momento privilegiado para averiguarmos se a semente de amor e justiça lançada por Jesus Cristo no coração dos homens está nascendo e frutificando.

Questione-se e reflita

Assumi verdadeiramente minha fé em Deus, em Cristo e em sua Igreja? Tenho procurado ser fiel aos mandamentos? Em meu serviço, em meu lar, em minha escola e em outros ambientes que frequento tenho conseguido revelar Jesus às pessoas? As nações estão utilizando o Evangelho como paradigma principal para nortearem suas atividades políticas, econômicas e culturais? Até que ponto os princípios doutrinários do cristianismo são conhecidos e praticados por mim e pela sociedade em geral?

A reflexão proveniente das respostas a estas perguntas irá revelar-nos a qualidade de nossa relação com Deus e com o nosso semelhante. Revelará a enorme distância entre a essência da festa que comemora o nascimento de Jesus e o significado e a vivência que a civilização pós-moderna e neoliberal lhe atribuem.

Valores como a humildade, a bondade, o amor e a justiça se perdem em meio às milionárias campanhas publicitárias que incentivam o consumo, a busca desenfreada do prazer físico, o luxo, a ostentação, o exagero na comida e na bebida. A imagem do menino Jesus pobre, nascido em um estábulo e colocado em uma manjedoura, na cidade de Belém, acaba hoje sendo substituída pelos shoppings, supermercados e lojas que travam disputa acirrada pela preferência dos consumidores abatidos pela crise do sistema político-econômico, desmotivados pelos baixos salários e aflitos pelo fantasma do desemprego. Pouco ou quase nenhum espaço sobra para a reflexão sobre os principais temas propostos pelas Sagradas Escrituras e para expressarmos em gestos concretos a fraternidade, a solidariedade e o amor ao próximo.

Viva a esperança

Nossas comemorações natalinas precisam manifestar a profundidade e o sentido autêntico da presença de Jesus na história e não ser como ‘a festa que os povos não convertidos ao cristianismo, os pagãos, organizavam na Antiguidade para adorarem o sol, considerado um Deus para eles’. Os egípcios comemoravam a festa do sol no dia seis de janeiro e os romanos no dia 25 de dezembro. Nela não havia espaço para o espiritual, o místico, o genuinamente religioso. As pessoas se reuniam simplesmente para comerem, beberem e divertirem-se, extrapolando os limites do bom senso e do respeito humano.

No final da Idade Antiga, cerca de 350 d.C., os cristãos, que já eram mais numerosos que os pagãos, decidiram mudar o nome e o significado da festa do sol, passando a comemorar nesta ocasião o nascimento de Jesus, considerado por eles o verdadeiro Sol que nunca se apaga e que clareia os caminhos da humanidade.

No ano 600 d.C., as comunidades cristãs passaram a preparar a festa do Natal com um período intenso de reflexões, orações e práticas evangélicas. Nascia assim o Advento.

A cada ano é necessária a vivência profunda desse tempo que é proposto pela igreja; é necessário um desejo intenso de estar à espera daquele que há de vir. Não se pode cair na tentação de pensar que todos anos sempre são a mesma coisa. Sou eu e é você quem pode criar o ambiente material, mas sobre tudo o ambiente espiritual que é o coração.

Mais uma vez questione: como está o meu coração para receber Jesus que vem? Se eu sentir paz e a consciência tranquila, muito bem! Mas, se de repente encontrar mágoa, sentir o coração fechado, aí é preciso dar um passo. Por exemplo, a confissão, já que nesse tempo de espera do Natal, todas as paróquias aumentam o número de atendimento para que todos tenham a oportunidade de fazer uma faxina interior no bercinho do coração a fim de que ele seja realmente a manjedoura para acolher o Senhor Jesus que quer nascer em cada um em particular.

Se todos tivessem essa consciência do quanto é importante criar o clima e o ambiente favorável, principalmente em família, a tão sonhada paz reinaria agora e não mais seria uma realidade tão distante.

Pense em algo que esteja a seu alcance, algo que possa fazer a favor de alguém nesse Natal! Converse com seus amigos, com sua família e veja o que concretamente se pode fazer para que Jesus se sinta acolhido e amado em cada coração, em cada lar.

Se for possível, visite os doentes, os encarcerados, um asilo, um orfanato, até mesmo seus vizinhos. Seja uma pessoa que semeie a paz, a alegria e a esperança a tantas pessoas que infelizmente perderam de vista o verdadeiro sentido do natal.

Vamos juntos construir a ‘civilização do amor!’
Promete fazer a sua parte?

Fonte: Canção Nova

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