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Felizes os pobres de coração!

Ao proclamar as bem-aventuranças, Jesus faz seu retrato. Quando nos convida a tornar-nos " pobres em espírito". Ele, o primeiro, é pobre: em sua aparência, no seu estilo de vida, na sua forma de tratar os pequenos, e também os grandes deste mundo, mostra simplicidade, sem excluir nobreza. Ele não se envergonha de nada. Sua pobreza é liberdade. Ele está adaptado, na simplicidade e na justeza de seu coração, ao "reino dos céus". Neste reino, Ele é “o Filho'' que tudo recebe do Pai. Essa é a felicidade que habita seu '' coração ''.
Uma das três grandes tentações que o demônio fez a Jesus no deserto foi a de possuir bens materiais. O demônio mostrou a Jesus todos os territórios da terra e disse: “tudo isto te darei, se prostrado me adorares”. O demônio sabe que todo ser humano tem uma grande inclinação à posse dos bens materiais. E para possui-los, é capaz de roubar, furtar, enganar, corromper-se e corromper.
Para vencer essa tendência enganosa de possuir bens materiais, Jesus ensina essa primeira Bem-Aventurança: “Bem-aventurados os pobres de espírito, os pobres de coração, porque deles é o reino dos Céus.
Pobre de espírito, pobre de coração é toda pessoa desapegada, desprendida dos bens materiais, que tem uma hierarquia correta de valores, segundo o Evangelho de Jesus, usando dos bens materiais apenas como meios necessários para uma sobrevivência digna, bem como para realizar obras de caridade. Existem ricos de bens que são pobres de espírito, porque são desapegados. Existem pobres de bens materiais que são ricos porque são gananciosos, invejosos dos bens alheios e apegados ao nada que possuem.
A pobreza de coração não é uma qualidade ou virtude inata, natural, congênita. Natural, congênita, por causa do pecado original, é a tendência à posse dos bens materiais, a uma posse cada vez maior, impulsionada pela ganância, e usando de todos os meios mesmo antiéticos e imorais.
Para viver a bem-aventurança da pobreza de coração precisamos da graça do divino Espírito Santo. Ele nos convence de que os bens materiais não podem preencher os anseios do nosso coração, não podem gerar a felicidade que todo coração almeja. Depois dessa iluminação, Ele nos convence de que só a posse de Deus, a amizade com a Trindade, o relacionamento com Ela pela vida espiritual é que pode satisfazer o nosso anseio mais íntimo de felicidade.
A condição para essa bem-aventurança é criar e cultivar um coração de pobre. A recompensa é: “A posse do Reino dos Céus”. Quem adquire e vive essa bem-aventurança recebe o reino dos céus exatamente porque descobre e se convence de que só a posse do Deus vivo, Pai, Jesus Cristo e o Espírito Santo, podem preencher o coração humano da verdadeira felicidade.

Fonte: Rede Século 21 e Equipes Notre Dame

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