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O que fazer na Sexta-feira santa?

Neste dia celebramos a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia. É momento de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.
E como você deve viver este dia?

Como dissemos anteriormente o Jejum, o silêncio e a oração fazem parte deste dia. Mas existem também outras práticas que podemos realizar nesta Sexta-feira santa, conheça os detalhes de algumas delas. Jejum e Abstinência
A Igreja Católica no código de direito canônico prevê 2 dias de Jejum para os fiéis, na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa.
Já a abstinência de carne de animais de sangue quente (carne de vaca, frango, porco, etc) é prevista todas as sextas feiras do ano, com exceção de dias de solenidades previstos pela Igreja (Natal, Páscoa, Imaculada Conceição de Maria, etc).
Para viver bem o dia de jejum e abstinência não basta apenas seguir o jejum a risca, a coisa mais importante a se feita é oferecer a Deus o Jejum, se colocar em oração durante o dia e buscar viver a caridade.
É importante deixar claro, que em caso de problemas de saúde, se você passar mal por algum motivo deve-se encerrar o Jejum, Deus é um pai amoroso, e não quer a morte e a doença de seus filhos.
O jejum existe para educar nossa vontade, mas não pode deixar-nos doentes ou sofrendo sem necessidade.
A prudência e o discernimento não muito importantes na hora de se fazer um jejum, com isso é possível tirar grandes proveitos espirituais desses dias que o Senhor fala mais intimamente em nosso coração.
Em nosso site você pode encontrar algumas informações sobre as Práticas de Jejum.
Silêncio
Durante três dias, o Senhor jaz no sepulcro, como qualquer homem. Realmente parece, aos olhos meramente humanos, que a missão teria fracassado. E por isso se fez silêncio.
O silêncio desses dias é fruto de uma espécie de assombro, que leva ao nosso interior a pergunta sobre a relação pessoal de cada um com Deus.
Também nós fazemos silêncio hoje porque os acontecimentos daqueles dias não deixaram de ser um mistério muito profundo. Como assim Deus morreu? Isso é realmente possível? E além do mais, morreu por cada um de nós, para a nossa salvação. O silêncio desses dias é fruto de uma espécie de assombro, de deslumbramento, de admiração que leva ao nosso interior a pergunta sobre a relação pessoal de cada um com Deus. Jesus fez tudo o que fez, sofreu tudo o que sofreu, para mostrar-nos que é possível viver o amor tal como o nosso coração deseja: plenamente.
O silêncio, apesar de soar um pouco contraditório, diz várias coisas. Ele afirma a nossa incapacidade de compreender totalmente o que estamos testemunhando. Também deixa ver que isso que me faz silenciar toca profundamente meu ser, deixa evidente que tem algo a ver comigo. O nosso interior parece “sintonizar” com o mistério como se exigisse entender melhor, ao mesmo tempo, percebe que a humildade é a atitude necessária para o acolher melhor.
Via-Sacra
A Via-Sacra é um exercício de piedade em que os fiéis percorrem mentalmente o caminho de Jesus Cristo, do Pretório de Pilatos até o monte Calvário. Esse exercício muito antigo, que remonta os primeiros séculos da Igreja Católica, tomou forma com o tempo, até a Via-Sacra, como conhecemos em nossos dias.
É importante ressaltar que, a espiritualidade da oração da Via-Sacra ajuda cada fiel a meditar os momentos de dor de Nosso Senhor, assim, realizando no seu coração um reconhecimento do amor de Jesus por cada um de nós. Jesus deixou-se escarnecer a ponto de ficar desfigurado, como, em Isaías, a própria Palavra narra, de modo a prefigurar o sofrimento de Jesus: “Tão desfigurado estava que havia perdido a aparência humana” (Is 52,14). Com essa passagem, conseguimos imaginar tamanho sofrimento e escárnio que Jesus passara. Completa, ainda, o profeta: “Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer a sua vida em sacrifício expiatório[…]” (Is 53,10).
Conheça em nosso site a Via-Sacra feita por São João Paulo II.
Adoração a Santa Cruz

A palavra "adoração" vem do termo latino "adoratio", composto de "ad os" (à boca, aos lábios). Significa etimologicamente o gesto de levar a mão aos lábios a fim de a oscular e, em seguida, estender ó ósculo a uma figura tida como divina. Este gesto devia designar, conforme os antigos, a homenagem suprema que um devoto possa prestar a Deus ou o reconhecimento da absoluta Majestade de Deus e da total sujeição da criatura.
O Cristianismo ensina que a adoração só pode ser tributada a Deus, ao único Deus, do qual as Escrituras Sagradas nos falam.
As almas do purgatório esperam pacientemente por nossas orações e as Graças do céu para terem o eterno encontro com o Salvador.
“Te adoro, ó Santa Cruz que foste ornada com o Sacratíssimo Corpo de meu Senhor, recoberta com o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu te adoro meu Deus, posto na Santa Cruz por amor a mim. Jesus, eu confio em Vós!”
Saiba mais porque podemos adorar a Santa Cruz: Pode-se adorar a Santa Cruz?

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