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Será que nós estamos educando para a liberdade?

 
A educação precisa ir além dos slogans

E se você visse esta placa no pátio da escola?

Juntos, estamos capacitando todos os alunos a seguirem suas paixões e terem sucesso em um mundo em mudança.

Parece algo bom, não é? Afinal, quem poderia ser contra o empoderamento, certo? Eles vão capacitar todos os alunos, e “todos” é o ápice da recém-descoberta virtude da “inclusão”, então isso é uma vantagem, não é? Os alunos buscarão suas respectivas paixões – bem, qual é a alternativa? Não perseguir suas paixões? Mas isso não pode ser bom, pode? Sua gratificação não será atrasada! E eles querem que os alunos tenham sucesso! Se a única alternativa para o sucesso é o fracasso, então o sucesso é claramente superior, não é? E certamente vivemos em um mundo em mudança – isso é inegável. Portanto, a mensagem é inatacável!

Ou será que não?

Em suma, essa visão de liberdade foca em não sofrer restrições, mas não fala sobre para que se deve usar a sua liberdade. “Eu posso fazer o que eu quiser!” é uma declaração que precisa ser seguida imediatamente pela pergunta: “O que devo querer?” – ou problemas certamente virão.

O apelo daquele exemplo de mensagem na escola é que ela dá uma onda momentânea de arrepios emocionais (“Estamos capacitando as crianças!”). O perigo é que se alguém capacita, mas não orienta ou treina, então a escola está fracassando enquanto sorri.

O que significa capacitar os alunos?

Significa dar a eles um iPad? Significa dar a eles um slogan? Significa incentivá-los, independentemente da direção ou das consequências de suas ações?

A verdadeira educação não significa simplesmente entregar a tecnologia e entoar alegres hinos de auto-estima. A verdadeira educação inclui dar informações aos alunos, é claro. Também inclui formação e transformação.

Formação

Formação é o processo de pegar os bons potenciais e possibilidades do aluno e atualizá-los, tornando-os reais. É o trabalho que permite aos alunos ir de “Não consigo” para “Posso provar que sou capaz de fazer”.

Além disso, a verdadeira educação inclui a transformação, isto é, pegar o que era incompleto, imperfeito ou incorreto e remodelá-lo e cultivá-lo corretamente. É o trabalho que permite aos alunos ir de “Eu não faço muito bem” para “Eu tenho feito bem de forma consistente”.

Isso nos leva à questão do entusiasmo. Já sofri ao entrar em uma sala de aula com alunos apáticos e indiferentes muitas vezes. É muito trabalhoso ajudá-los a engrenar. Mas eles precisam aprender a cumprir seu dever, mesmo quando não têm vontade (especialmente quando não têm vontade).

Sucesso

Isso nos leva à questão do “sucesso”. O que significa ter sucesso? É a formatura? Uma carreira? Riqueza? Fama?

Santo Inácio de Loyola falou: “O homem foi criado para o louvor, reverência e serviço de Deus.” Alcançar esse objetivo é o único sucesso real; deixar de atingir esse objetivo é o fracasso mais completo. Em outras palavras, a educação de que os alunos mais precisam é aprender a se orientar para o que o Criador os criou, ou seja, para Ele mesmo.

Vivemos sim em um mundo em mudança. Estou digitando em uma máquina que seria ininteligível para mim há 40 anos, quando meus pais me deram uma máquina de escrever portátil como presente de formatura do Ensino Médio.

Uma boa educação ajudará os alunos a aprender como ser um aluno. Uma boa educação também ajudará os alunos a se apegar ao que é imutável: fazer o bem e evitar o mal; amar a Deus e ao próximo como a si mesmo; somente Deus pode satisfazer totalmente a alma humana.

Parece-me que a escola que colocou aquela placa no pátio não oferece aos alunos nem mapa nem bússola, mas promete ajudá-los a chegar aonde eles escolherem ir – seja bom para eles ou não. Acho que as escolas podem e devem fazer melhor do que isso. E nossos alunos certamente precisam de algo melhor.

Fonte: Aleteia

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