Pular para o conteúdo principal

Por que devo estudar o Catecismo da Igreja Católica?


O Catecismo da Igreja Católica (CIC) é o texto que a Igreja Católica Apostólica Romana apresenta a seus fiéis, a fim de que conheçam a Doutrina Católica e, com base nesta fonte segura e fiel, possam elaborar os catecismos locais. De modo mais particular, o texto permite aos cristãos que se adentrem profundamente na riqueza da fé para que, assim, possam conhecer a verdade, “e a verdade os libertará” (cf. Jo 8, 32). O CIC, desejado e sugerido pelo Sínodo dos Bispos de 1985, foi elaborado por uma comissão de doze Cardeais e Bispos em um trabalho que durou seis anos, e foi presidido pelo então Cardeal Joseph Ratzinger o qual, em 2005, se tornaria Papa Bento XVI.

A catequese representa o esforço cristão para dar cumprimento à missão que Jesus Cristo nos deixou: fazer discípulos em seu nome, transmitindo seus ensinamentos e a doutrina cristã (Mt 28,19-20). Para tanto, o CIC se apresenta como instrumento para o desempenho da missão de ensinar o povo de Deus, destinando-se, primeiramente, aos responsáveis pela catequese, que são, em primeiro lugar, os bispos, enquanto doutores da fé e pastores da Igreja; e, por meio dos bispos, aos sacerdotes e catequistas.

Quais são os conteúdos do Catecismo da Igreja Católica?

No prólogo do Catecismo da Igreja Católica, lemos que sua finalidade é apresentar uma exposição organizada e resumida dos conteúdos essenciais e fundamentais da doutrina católica, tanto sobre a fé como sobre a moral, à luz do Concílio Vaticano II e do conjunto da Tradição da Igreja. É que o XXI Concílio Ecumênico da Igreja Católica, conhecido como Concílio Vaticano II, teve como objetivo principal a defesa e difusão da doutrina cristã. No discurso de abertura do Concílio, o Santo Papa João XXIII deixou claro que “o que mais importa ao Concílio Ecumênico é o seguinte: que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz”.

Ainda em observância ao Concílio Vaticano II, em outubro de 2002, o Papa João Paulo II convocou o Congresso Catequético Internacional para comemorar o décimo aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica, no qual foi considerada a urgência de um Catecismo breve para todos os fiéis, com a redação de uma síntese autorizada, segura e completa. Certamente, era necessário que esse texto refletisse fielmente o Catecismo da Igreja Católica, no que diz respeito aos aspectos essenciais da fé e da moral cristãs.

Assim sendo, mais uma vez, foi confiada ao Cardeal Joseph Ratzinger a missão de presidir os trabalhados dos quais resultaria o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. Pouco mais de dois anos depois, agora o já Papa Bento XVI apresentava o Compêndio em um discurso no qual ensinava que o texto reflete fielmente o Catecismo da Igreja Católica, que permanece tanto a fonte em que se inspira para compreender melhor o próprio Compêndio, como o modelo para o qual olha incessantemente, em vista de encontrar a exposição harmoniosa e autêntica da fé e da moral católica, e como o ponto de referência, para a elaboração dos catecismos locais.

Compreensão da doutrina cristã

Atualmente, tanto o Catecismo da Igreja Católica, que mantém sua autoridade e importância, quanto o Compêndio, em que se encontra uma síntese fundamental de educação na fé, estão disponíveis, integralmente e gratuitamente no site oficial da Santa Sé, no qual se reforça seu caráter de texto confiável e fiel à doutrina cristã. Devemos estar atentos para que dúvidas superficiais não enfraqueçam nossa fé. Por mais que os questionamentos em nosso coração possam soar ao longe de início, o desconhecido é um obstáculo incômodo no caminho da salvação. Não há mal em questionar. A busca pelo conhecimento, de coração aberto e humilde, aproxima-nos da verdade da fé e, esteja certo, que encontrará resposta. Cremos na Igreja de Jesus Cristo. 

Com. Canção Nova 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Oração para se libertar da Dependência Afetiva

Senhor Jesus Cristo, reconheço que preciso de ajuda. Cedi ao apelo de minhas carências e agora sou prisioneiro desse relacionamento. Sinto-me dependente da atenção, presença e carinho dessa pessoa. Senhor, não encontro forças em mim mesmo para me libertar da influência dessas tentações. A toda hora esses pensamentos e sentimentos de paixão e desejo me invadem. Não consigo me livrar deles, pois o meu coração não me obedece. A tentação me venceu. E confesso a minha culpa por ter cedido às suas insinuações me deixando envolver. Mas, neste momento, eu me agarro com todas as minhas forças ao poder de Tua Santa Cruz. Jesus, eu suplico que o Senhor ordene a todas as forças espirituais malignas que me amarram e atormentam por meio desses sentimentos para que se afastem de mim juntamente com todas as suas tentações. Senhor Jesus, a partir de agora eu não quero mais me deixar arrastar por esses espíritos de impotência, de apego, de escravidão sentimental, de devassidão, de adultério, de louc

Milagres de São Bento

Santa Escolástica, irmã gêmea de São Bento, testemunha o poder de Deus               Muitas pessoas perturbadas e possessas por espíritos maus, foram libertas por São Bento. Quando São Bento ordenava que os espíritos saíssem, quando estes não obedeciam, ele esbofeteava a pessoa ou a tocava forte com o cajado, mas quem sentia o golpe era o demônio. Sobre isto comenta Santa Escolástica, que por duas ocasiões viu que após alguns golpes os espíritos deixavam as pessoas como se tivessem levado uma bruta surra. A pedra que não se movia               Havia ali também a construção uma enorme pedra, que serviu de altar para sacrifícios ao deus pagão Apolo. Tentavam os monges remove-la, mas não conseguiam. Chamaram São Bento, que percebeu que a pedra era segurada por demônios. O Santo ordenou que se retirasse, fez o Sinal da Cruz e os demônios fugiram e a pedra pode ser removia com grande facilidade. Salva da morte São Plácido               Numa certa ocasião aconteceu que um meni

EXAME DE CONSCIÊNCIA PARA JOVENS E ADULTOS

Como se faz o exame de consciência? Faz-se o exame de consciência trazendo à memória os pecados cometidos, a partir da última confissão bem feita.  “Qual é a mulher, que tendo dez dracmas, e perdendo uma, não acende a candeia e não varre a casa e não procura diligentemente até que a encontre? E que, depois de a achar, não convoque as amigas e vizinhas, dizendo: Congratulai-vos comigo, porque encontrei a dracma que pinha perdido?” (Lucas 15, 8-10) A dracma era uma moeda corrente na Judéia. A solicitude da dona de casa, apresentada na parábola do Evangelho a procurar a moeda em todos os ângulos dos quartos e das salas, é um excelente convite à nossa alma. Devemos examinar atentamente nossa consciência antes de nos aproximarmos da santa confissão. Não é possível detestar e confessar um mal sem conhece-lo. Ao passo que, o seu conhecimento, leva-nos à detestação e ao desejo de nos libertarmos dele quanto antes. O exame de consciência é, por conseguinte, a indagação at